História Hymn to love - Capítulo 1


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
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Palavras 1.382
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sci-Fi

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction Hymn to love - Capítulo 1 - Capítulo único.

hymn to love

Lá estava eu, às oito da manhã, durante o meu brunch em uma cafeteria qualquer em LA. Nunca fui de acreditar em amor à primeira vista, nem que em nossa vida temos mais de um amor de verdade. Para mim, diante de tudo que já passei, de todos que já conheci, eu nunca mais amaria um homem como amei o meu primeiro amor. Foi a coisa mais intensa da minha vida, sem dúvidas... até aquele dia. Aquele dia 20 de maio de 2018, o qual por coincidência era o meu aniversário.

Lia meu livro predileto, mesmo que infantil, tinha uma história divina, que me inspirava e enchia meu coração do que eu mais precisava e gostava: amor. Quando o sino preso a porta do local onde eu estava, para avisar a entrada do cliente, tocou roubando minha atenção. Olhei por cima do livro e o vi entrando, é assim que ele atravessou a entrada do lugar, pude reconhecer seu perfume, como uma boa francesa. O cheiro inconfundível do meu perfume francês favorito, ele tinha cheiro da minha terra, porém o homem não tinha traços franceses... eu reconheceria se fosse. Ele tinha lábios aparentemente doces, olhos castanhos claros, hipnotizantes, e naquele momento... aquele momento foi o melhor de toda a minha vida, porém eu mal sabia que depois da súbita surpresa de tanto amor e felicidade, havia a queda. E ela seria do lugar mais alto de todo o meu ser, caindo de lá, seria fatal. E foi.

Seus olhos caíram sobre mim e eu voltei à minha leitura, sentindo meu coração bombear mais rápido que nunca. Ele já bombeava aquilo que me deixava viva, e que eu achei que jamais voltaria a me visitar. Era domingo, mas mesmo assim a cafeteria estava vazia, era isso que eu mais amava naquele lugar, eu sempre podia ler ou escrever em completa paz.

Mesmo com tantos lugares, vi cabelos loiros de fronte a mim, e eu sabia a quem pertenciam.  Levantei meu olhar novamente e ele sorriu. Aquele sorriso viria a se tornar a coisa que eu mais amava observar, o sorriso que fazia meu coração parar.

- Croyez-moi, les livres sont comme du papier mouche. Il n'y a rien de mieux pour attacher des souvenirs que des pages imprimées. 

Ele citou uma das frases  que Mo, um personagem de Coração de tinta, o livro que eu lia, proferia para sua filha Meggie, em francês.

Eu abaixei o livro e o encarei sentindo meu sangue ferver, e todo meu estômago cheio de capuccino revirar, e eu já nos via caminhando diante da torre Eiffel de madrugada, sentindo o vento gélido nos encurralar. Eu sorri e iniciamos a melhor conversa que eu já tive em todos os tempos. Lhe perguntei tudo o que eu poderia perguntar e você me respondia com todo o prazer do mundo, meus olhos brilhavam a cada descoberta.

- Estou apenas tentando desvendar o que eu realmente sou... Vim do Canadá para estudar, tentar uma nova vida, achei que isso bastasse, mas eu queria mais e tive que dar uma volta ao mundo, ou pelo menos até onde consegui.

Eu desviava meus olhos dos seus hora ou outra, por medo de me perder demais, mas já era tarde.

- Eu sou francesa, sou de Paris, e vim estudar literatura. Óbvio que na frança há ótimas universidades, mas vir para outro país me parecia tão incrível. Eu vim pela aventura, eu vim atrás da minha própria história. Não queria viver às sombras da minha família, e eu não vivo. Não moro em Los Angeles, porém sempre venho aqui, aqui é a minha terceira casa. Sou escritora, ou quase uma.

E foi ali, nesse dia, que os cinco meses mais intensos de toda a minha história começou. Seu nome era Justin, Justin Bieber, e ele já havia terminado sua graduação em Economia na universidade de Los Angeles, mas estava fazendo doutorado. Ele não parava um segundo, sua cabeça sempre estava  nos números, até nos envolvermos. Vivíamos um para o outro. Viajamos para todas as partes dos Estados Unidos, e mesmo em lugares que já frequentei, eu me sentia outra pessoa, eu me sentia a mulher mais abençoada de toda a terra. 

Três meses passaram-se e já planejava me mudar para LA, pois eu já não conseguia passar os cinco dias da semana longe dele, como de costume. Eu precisava estar perto daquele homem, viver por ele, eu precisava dele a todo instante.

Mudei-me e morávamos juntos em um bairro afastado e calmo. Pedi minha transferência e estudávamos no mesmo campus, era perfeito. Tínhamos quatro cachorros, como eu sempre quis, e eu já planejava a gravidez... ele a cada dia me trazia presentes diferentes, dizendo-me que a mulher da vida dele merecia o mundo. Eu amava toda aquela atenção, todo aquele amor, e cada vez mais me sentia dependente dele. 

Justin terminou o doutorado, e logo começou a dar aulas na própria universidade. Nosso quarto mês juntos já havia chegado. Toda sexta-feira à noite fazíamos nosso próprio festival de filmes. Escolhíamos qualquer filme desaprovado pela crítica, e criávamos novas avaliações. Como de costume eu o esperei, gelei o vinho e fiz a pipoca, selecionei os filmes e sentei-me em nosso sofá. 

Naquele sofá haviam tantas lembranças, nossa primeira sexta de filmes, a primeira vez que eu o vi chorar... quando recebemos a ligação da universidade o chamando para dar aulas e o telefonema dela... Anne. Eu nunca esquecerei aquele nome, aquela voz enjoativa do outro lado da linha que destruiu o meu mundo.

-Olá, querida. Eu sei onde você está, e essa não vai ser a típica sexta de vocês... Hoje ele me escolheu. 

 

Eu não acreditei de primeira, até receber uma foto daquele rosto que eu tanto amava em meu celular. Seus olhos, os meus preferidos, estavam fechados, e o sorriso que tanto amava e embalava o meu, brilhava em sua face encostada no travesseiro branco de um quarto qualquer. E esse foi o começo do meu tormento. 

Justin no dia seguinte me pediu perdão, disse que ela o embebedou, e com toda paixão impregnada em mim, eu perdoei, eu acreditei. Poderia ser verdade, tinha que ser... e se não fosse, ele me amava, aquilo deveria acabar, na verdade, eu queria que acabasse. Mas não acabou. Houve uma segunda, terceira e quinta vez, eu sabia que havia. O cheiro grudado em sua jaqueta era de praxe. Sempre estava lá, e não era o cheiro do meu perfume francês favorito, era cheiro de uma vagabunda qualquer. 

Quinto mês; eu levaria Justin para Paris, ele conheceria minha família. Eu estava bem, ele não chegava mais com aquele cheiro de perfume barato, ele era o meu Jake de novo. Eu estava tão radiante, nem o sol brilhava mais que meu sorriso. Desembarcamos em Paris às 7h, eu estava morta depois da longa viagem pela madrugada. Assim que entramos no táxi em direção ao bairro da minha família, meu telefone toca e meu coração estava apreensivo. Olhei para o homem que eu amava ao meu lado e em seguida para nossas mãos entrelaçadas, sorri e atendi meu telefone.

Pela segunda vez o meu mundo caiu, e tudo em volta desmoronou, eu não aguentaria. Eu estava em um pedestal e de repente meu corpo estava sem vida no chão.

- Senhorita Fleury?

 

- Sim... 

 

- É o policial Carpentier, seus pais sofreram um acidente de carro ontem à noite. Te ligamos a madrugada inteira...

 

*Dias atuais* 

 

Durante toda minha vida tive de fazer escolhas difíceis, depois do acidente dos meus pais resolvi que eu deveria mudar. Eu não era mais uma garotinha, eu não poderia mais simplesmente sentar, agarrar meus joelhos e chorar. Eu me levantei, sequei as lágrimas e mudei tudo a minha volta. Eu confesso que tive meu luto, e foi o momento mais importante pelo qual já passei, eu consegui enxergar tudo mais claro, mesmo com as lágrimas. Justin? Ele voltou a encontrá-la. Dessa vez eu não aguentaria mais, eu não poderia sofrer mais, deixei nossa casa às 23h, levei tudo, meu amor, meu respeito por ele, minhas coisas e até meus cachorros. Voltei para a França a assumi os assuntos da família, me tornei tudo o que jamais pensariam que uma mulher como eu já fui um dia poderia se tornar: independente.


Notas Finais


Oi, gente. Estou tentando voltar a escrever, estou sem computador, então não tem a melhor capa, mas é de coração. Essa é a minha primeira One Shot. Espero que gostem.


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