História Hyung - Capítulo 3


Escrita por: e Sta_Kya

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Contos Dasonome, Hopev, J-v, Menção!yoonkook, Namseok, Seoknam, Seoktae, Taehope, Taeseok, Vhope, Vope
Visualizações 104
Palavras 4.010
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DESCULPE OS ERROS NÃO BETADA OU REVISADA

Capítulo 3 - Ele não vai desistir


Fanfic / Fanfiction Hyung - Capítulo 3 - Ele não vai desistir

Kim TaeHyung estava no banheiro do aparamento, sentado dentro da banheira vazia com o celular em punho acessando a todos os sites que pudessem lhe ensinar ou lhe fazer entender se realmente existiam as famigeradas paixões a primeira vista. Fossem sites de fofocas adolescentes, até mesmo de alcunho científico, fossem daqueles que relatavam experiências de outras pessoas ou até mesmo o que os médicos diziam sobre isso alegando que havia um hormônio liberado nesses momentos e que fazia com que tudo fosse visto e sentido de forma mais intensa. O que era aquela endorfina e como agia, porque ele nunca tinha presenciado seu total poder em si e como fazia com que aquilo parasse.

Ele não estava acreditando no que aconteceu a pouco tempo, ele também não saberia dizer o porque de suas ações, mas tudo o que fez assim que encontrou com aqueles olhos, que sentiu tudo aquilo que lhe abrasou no momento em que aquele rapaz de fios coloridos lhe sorriu foi arrebatador. Ele não pode ver em sua totalidade, mas suas pupilas dilataram, seu coração acelerou, sua pressão arterial sistólica subiu consideravelmente, a respiração ficou falha, as pernas adquiriram uma fraqueza que não lhe era conhecida. Ele sentiu uma fadiga no estômago, sentiu os peros eriçados e uma vontade enorme de dizer algo ao ser que avistava, mas não conseguia dizer nada, não teve coragem de sustentar o olhar por muito tempo, a força para proferir um oi foi lhe tomada e ele tremia sem conseguir sair do lugar.

E só quando a sua noiva lhe cumprimentou foi que ele pareceu despertar do transe que estava inserido e saiu porta a dentro sem dizer absolutamente nada. Faziam mais ou menos trinta minutos desde que ele se trancou ali e tudo o que conseguiu aprender foi o que achou em um site.

A explicação da paixão vai muito além da bioquímica. Envolve gostos, cheiros, memórias e sensações particulares. Mas os sinais típicos desse sentimento, como palpitação, frio na barriga, suor, brilho nos olhos, leveza e perda de fome e sono, também têm uma base hormonal. Glândulas e neurotransmissores são responsáveis pelas mudanças do corpo e da mente nessa fase. A paixão é uma união química, que só ocorre quando se trata de uma via de mão dupla, ou seja, há reciprocidade. Ela faz bem para a alma, o coração e a saúde em geral – mas, quando acontece o afastamento, pode vir a depressão, porque existe uma dependência provocada pela dopamina. Esses sintomas duram de 1 ano e meio a 3 anos, que é o tempo em geral, sob o ponto de vista biológico, de os indivíduos casarem e terem filhos. A maioria das pessoas conhece o grande amor da vida no trabalho, na escola ou na academia – locais que os dois já frequentavam. E a chance de um relacionamento dar certo depende também se o casal tinha uma amizade anterior, com identificações e afinidades percebidas previamente ao envolvimento amoroso. “

Era o que dizia, era o seu maior desejo.

 

– TaeHyung-ah? Tudo bem ai? – a mulher perguntou insegura se deveria fazer aquela chamada ao noivo ou não. Seu filho chegou assustado na cozinha dizendo que um rapaz muito bonito havia adentrado a casa e se trancado no banheiro. Ela tinha visto quem era e estava pronta para chegar a entrada do apartamento a fim de receber o noivo e apresentar o filho quando viu tudo acontecer, aquilo a assustou, ela nunca tinha visto daquela forma, parecia outra pessoa, um ser tomado por algo que a deixava agoniada. Pela primeira vez na vida ela sentiu medo do homem que “amava”.

– Sim, eu estou bem, apenas me senti mal e tive de correr para o banheiro, não é nada demais, eu já estou saindo. Me espere para jantar, daqui a pouco eu estou com vocês. – Vocês. Taehyung sabia que agora não era somente ele e JunMi, mas sim ele, a Jung e seu filho. O ser que fez com que tudo isso despertasse. Pior, aquele que trouxe coisas para si que ele não saberia lidar, que não tinha ciência de como se portar diante daquele rapaz e como ser um pouco menos óbvio em relação ao que sentia. Como ele se comportaria? Não conseguia olhar nos olhos dele, se sentia patético por causa disso. O que faria se o rapaz fosse falar consigo? Ah, mas é claro que ele falaria consigo, era meio óbvio demais que ele fosse apresentado ao seu futuro padastro.

Padastro.

Aquela palavra fez com que ele gelasse da cabeça aos pés. Porque era isso que ele era, não é mesmo? O homem que casaria com a mãe daquele menino e que teria que ser para ele uma figura paterna. Mas como ele conseguiria tratar Jung HoSeok como um pai quando o queria como homem? O seu maior desejo estava se realizando, ali e agora e tudo o que ele podia fazer era manter uma imagem diferente da que ele queria apresentar. Sua mair vontade, naquele momento, era de usar tudo de si para conquistar a pessoa a pôr quem estava apaixonado, mas tudo o que sentiu que faria era fingir. Isso e lutar para não enlouquecer mediante a tudo que estava lhe arrebatando. Poderia ser grosseiro, mas parecia uma espécie de doença nova, uma que não tinha cura, vacina ou qualquer medida preventiva. E o Kim odiava adoecer ainda mais de algo assim, ele se sentia inutilizado.

 

[…]

 

– Fico muito feliz em poder te conhecer, hyung. Era para eu ter vindo antes, mas um acidente aconteceu quando eu fui descer as escadas de forma descuidada. Peço desculpas por isso, queria ter conhecido o hyung antes. – HoSeok dizia em tom brando enquanto observava sua mãe servindo os dois homens que estavam na mesa. Seu hyung parecia bem melhor agora e assim ele pode ver o quanto aquele homem era bonito. Parecia um ator de cinema ou um daqueles cantores famosos. Ele até comentou isso baixinho com sua mãe que riu da forma inocente com que seu filho encarava o novo padastro. O Jung dizia que o hyung dele era um principe para sua mamãe que era sua rainha.

Um filho amoroso.

– Tudo bem, estamos nos conhecendo agora e isso é o que importa. – Taehyung sorria sincero e aberto, seu jeito mais sincero e quadrado de sorrir, uma forma que a Jung nunca tinha visto. Ela achou encantador e tentou pensar que isso se devia ao fato dele ter gostado de seu menino. Nada mais. – Para quem esperou uma vida, um mês não é nada. – essa última parte ele disse em tom baixo, nem a mulher ou o rapaz escutaram.

– Ah sim, que bom que estamos nos conhecendo finalmente. Estava ansioso. – o mais velho parou de comer, segurando firme os talheres como quem quisesse retirar deles coragem. Seu sorriso abriu um pouco mais enquanto ele observava o que era posto como acompanhamento ao lado da tigela de arroz que estava ainda cheia. As palavras daquele menino lhe atingiam como flechas, mas em vez de dor ele sentia um prazer quase orgásmico. Era como se estivesse metendo em alguém e gozando em cada estocada sem precisar de muito esforço ou concentração. Isso era o seu conceito de analogia.

Então aquilo era paixão?

Ele adorou a sensação de ter a voz do mais novo ecoando por seus ouvidos, a forma gentil como ele o tratava ou como se portava perto de sua mãe com dengo e manha como uma criança. O Kim se perguntou como ele seria na cama, se gemeria com o mesmo tom de manhosidade, se seria daqueles que pediria mais por um pau indo fundo dentro de si, se gostaria de umas palmadas naquelas coxas perfeitas que o mais velho podia ver por conta do short que ele usava – não muito grande – ou se o Jung era dos que gostava de quicar no pau enquanto ordenava todo o ato sexual.

Não era somente isso que se passava em sua mente quando pensava no menor. Também queria viver com ele as coisas piegas e românticas que ouvia Jisoo narrar. Ele queria levar HoSeok ao cinema, pagar para ele pipoca e vê-lo tomar refrigerante fazendo aquele bico adorável que fez – como agora a pouco quando sua mãe lhe chamou de bebê – enquanto usava um canudo para tomar a bebida. Ou se aquela boquinha rosada ficaria ainda mais vermelhinha ao ser tomada por seus beijos quentes e fervorosos. E se o Jung saberia aquecer seu corpo como aquecia sua alma com uma simples palavra.

Hyung.

O Kim era uma pessoa prática demais, ele não se ocuparia em tentar lutar contra o que sentia ou sofrer por isso feito um adolescente. Ele nunca tinha se apaixonado, mas era maduro o suficiente para saber o que queria fazer. E se ele desejava Jung HoSeok em seus braços, lhe amando loucamente, era isso que ele teria. Agora o famigerado X da questão era apenas um, como. Como ele faria para conseguir tudo o que queria e de que forma chegaria até seu objetivo.

Enquanto HoSeok enchia os seus ouvidos com seus relatos sobre como estava sendo para si passar suas férias na Espanha com o seu pai. Ele tinha acabado o ensino médio a pouco, estava pensando em fazer uma faculdade em Seul, mas antes queria passar um tempo com o seu progenitor. A vontade do Kim era de dizer que ele não iria mais, que ninguém lhe tiraria ali do país, que ninguém tocaria mais em si e que nenhuma pessoa tomaria sua atenção da mesma forma que o Kim queria tomar. Que ninguém seria mais belo – para si – do que ele era e que tudo o que precisasse que fosse pedir diretamente a ele.

Taehyung olhava para aquele menino como uma fera faminta cobiçava a presa, não existia melhor comparação do que essa. Seu maior desejo era de tomar por completo aquele jovem, sugar dele o que podia como quem estivesse sugando-lhe a alma. Tudo dentro de si se movimentava em direção a esse objetivo, seus músculos, tecidos, cada célula sanguínea e nervosa, tudo lhe levava ao anseio de ter aquele ser. O cheiro do Jung adentrava suas narinas e lhe levava a um Nirvana mental.

Ele queria, ele teria. Simples.

– Eu vou buscar a sobremesa. – o mais novo se levantou da mesa despertando o Kim de seus pensamentos. A vontade de Taehyung era de segurar o outro pelo pulso e fazer com que ele se sentasse de novo ao seu lado, já que ele estava na ponta da mesa tendo os Jung, um de cada lado.

– HoSeok é muito bom cozinhando, meu bem. – aquela palavra lhe deu ânsia de vômito. Ele não queria mais ouvir da boca de outra pessoa nenhum apelido de alcunho carinhoso, só queria que fosse HoSeok a lhe chamar da forma mais doce, do jeito que lhe arremetesse algo sensual também. – Ele aprendeu algumas receitas espanholas, espero que goste. – a mulher tagarelava alegremente.

– Se não quiser hyung, eu posso pegar um docinhos daqui mesmo. – o Jung disse com aquele sorriso lindo que deixou o mais velho desarmado. Mas TaeHyung não disse nada por ter medo de gaguejar.

Era patético um homem daquela idade gaguejando. Por isso fez um gesto com a mão, dizendo que ele podia ir. O mais novo não entendeu bem, não sabia o que era para ser trago a mesa, optou por ir buscar as duas coisas e que seu hyung escolhesse uma.

– Eu queria comentar algo enquanto o Seokie não está. – a Jung atraiu a atenção do noivo.

– O que seria? – perguntou o rapaz tentando não parecer tão abalado pelas circunstâncias.

– Bem, pode parecer estranho, meu filho não aparenta também, mas ele é gay. – ela disse de uma vez, não sabendo qual a reação que viria do rapaz mais novo.

– E o que tem isso de errado? – para sua surpresa Taehyung parecia ofendido. – Algum problema com a sexualidade do seu filho? – Ele também estava feliz em ouvir aquilo dela, mas isso nunca seria transparecido. – Eu não sabia que iria me casar com uma mulher de mente pequena. – atacou.

– Não, meu amor, não é isso. – ela riu sem graça, colocando uma mexa dos fios negros para trás da orelha enquanto fitava seu prato. – Eu apenas estou contando porque você pode estranhar alguns comportamentos dele e eu não queria que se assustasse com isso. – riu sem humor, constrangida demais.

– Eu não me acharia estranho, mas considero ofensivo esse seu comportamento preconceituoso. – ele estava sério, usando um tom que ela nunca tinha visto vindo de si. Dava um pouco de… medo?

– Por Deus, ele é meu filho, eu não tenho problemas quanto a sexualidade dele, pois o amo do jeito dele. – ela riu de novo com o mesmo ar constrangido de outrora. – Não é como se eu fosse colocar o meu filho para fora de casa por ele gostar de homens. – ela olhou nos olhos do Kim, era um olhar ferino, diferente do que ela sempre via. Sentiu que estava cometendo um erro mesmo sem o fazer.

– A mesma porta pela qual ele passar, tenha certeza de que eu passarei junto. – assustada, foi assim que ela se sentiu naquele momento. Taehyung havia conhecido seu filho a apenas pouco mais de uma hora, não era possível ter se apegado tanto.

– Eu trouxe uma sobremesa típica da Espanha, mas trouxe coisa nossa. – o Jung adentrou a sala de jantar com seu típico sorriso animado, o clima parecia estranho, ele notou, mas decidiu quebrar aquilo com um pouco de gentileza e seu jeito naturalmente solar. – É só escolher um do seu agrado, hyung. – o hyung proferido por HoSeok saia mais dengoso do que o que qualquer outra pessoa poderia proferir.

– Vou querer o que foi feito por você, Seok-ah. – o mais novo riu envergonhado. – Posso te chamar assim, não posso? – perguntou e ficou um pouco bobo ao ver o mais novo corar e fazer que sim com um manear de cabeça. – Eu quero constatar se os seus dotes culinários são maravilhosos assim como eu acho que são. Tenho a impressão de vou provar algo delicioso. – foi cordial.

– Ah, não diga isso, hyunguie, eu não sei como agir. E...eu só espero que goste. É a primeira vez que eu tento fazer esse doce, não sei se estará bom. – HoSeok corou, abaixou a cabeça e sorria de uma maneira adorável demais para ser ignorada. Ele fez um bico fofo também e brincava com os dedos.

Aquilo fez TaeHyung sorrir de orelha a orelha e suspirar pela primeira vez na sua vida da forma mais apaixonada que o seu ser conseguia ser. O gesto fez com que JunMi estranhasse o comportamento do noivo. Mas como muitas pessoas fazem, ela preferiu não dizer nada, apenas continuar fingindo estar bem enquanto olhava o filho servindo a sobremesa como quem não quer nada. Sem culpas. Ela ficou pensativa, se adentrou em um casulo de incertezas, de suposições. Ela observava a cena – aparentemente linda – de seu filho se dando muito bem com o seu futuro marido e não sentia o que uma mãe naquela situação sentiria.

Ela não compreendia se foi um exagero do seu noivo, se ele estava brincando ou qualquer coisa assim. Mas o olhar dele foi tão penetrante e perigoso que lhe fez pensar duas vezes antes de dizer algo a mais. No final das contas ela decidiu que alimentar paranoias não era saudável para ninguém, assim como sabia muito bem que não era mais uma adolescente que se iludia com o primeiro amor. Algo estava acontecendo, contudo preferiu observar um pouco mais, tiraria as suas conclusões mais a frente, mas nenhuma delas seria precipitada.

– Hoje tem plantão para mim, vou ter de sair daqui a pouco e virar a noite no trabalho. Desculpe por isso, queria ficar mais. Você se importaria em fazer companhia ao HoSeok até a hora dele dormir? Diferente dos adolescentes de hoje em dia ele dorme cedo, ainda mais depois de ter passado um tempo em outro país, deve estar cansado e um pouco confuso por causa do fuso horário. – a Jung dizia enquanto colocava a louça na secadora. Eles não tinham doméstica, apenas uma pessoa que limpava a casa duas vezes por semana, mas que não entrava nos quartos a pedido da Jung que era extremamente desconfiada.

– Tudo bem, não vai ser problema para mim, vou aproveitar e conhecer um pouco melhor o meu enteado. – o Kim dizia em tom brando, agradável demais para o gosto da mais velha. Mas ela ignorou esse detalhe. Queria parar de pensar naquilo. E outra coisa importante, ela não sabia se o Kim gostava de homens ou não. Ele não falava mais do que o necessário para ela, comentando quase nada sobre o passado ou os gostos que tinha ou teve. Ela não julgava, mas agora tinha a curiosidade de saber.

– HoSeok é um bom menino, ele não vai lhe trazer dores de cabeça. – falou.

– Ah sim. – Taehyung tinha uma dúvida pairando em sua cabeça. Detestava parecer impulsivo, mas não conseguiria dormir com aquela dúvida que se enraizava pouco a pouco. – Ele tem algum namoradinho com quem eu deva me preocupar em conhecer? Sabe como é? Não quero dar uma de chato por não saber quem é quando o vir. – ele estava encostado na pia, com os braços cruzados, maxilar trincado. Não contava com um concorrente, mas se ele existisse teria de ser eliminado.

A mais velha estranhou a pergunta, mas queria continuar com seus olhos bem fechados, por isso respondeu da maneira mais comum do mundo, do jeito que achava que deveria ser.

– Sim, ele tem. É um rapaz fofo chamado JungKook. Depois ele vem aqui depois e você vai poder conhecer ele se quiser. O namoro deles é recente, não tem nem seis meses direito, mas parece que o HoSeok gosta muito dele e é isso que importa.– Taehyung nada disse, também não atendeu aos chamados da mulher que não entendeu porque ele estava abandonando o cômodo daquele jeito.

Ele parecia chocado, pensativo. Como quem está traçando alto ou caminhando em direção a um plano para alcançar seu objetivo.

 

[…]

 

– Sabe que horas são, não sabe? Faz ideia do quanto eu queria ter esse sono que você fez o favor de interromper. – NamJoon dizia em um fio de voz, eram exatamente duas e meia da manhã, ele estava cansado por ter passado muito tempo tentando fazer SanHa dormir. Sua esposa estava gripada e não queria passar qualquer patologia para o bebê, restou para ele e a babá cuidarem da criança, visto que ele não confiava totalmente em uma estranha cuidando do seu bem mais precioso.

– Aconteceu o que eu sempre quis, hyung. Eu tinha de ligar para te dizer. – Taehyung aproveitou que o Jung estava dormindo a mais ou menos umas duas horas, não tendo perigo de acordar ou se sentir incomodado com o barulho da conversa.

Isso porque, depois que a Jung saiu, o Kim chamou o mais novo para conversar, conhecê-lo melhor, saber do que ele gosta, do que não gosta. Desde o que ele mais gostava de comer até quais seus sonhos e o que ele deseja fazer no quesito faculdade, ele também perguntou sobre o gosto musical do rapaz, do que ele achava de alguns estilos de filmes, de gêneros de séries. Eles riram muito juntos, descobrindo que tinham muito em comum. O mais novo também não se importava com o fato do mais velho ter lhe abraçado pelo menos umas seis vezes desde que sua mãe saiu.

HoSeok era carinhoso e achou que aquele hyung também era.

Os dois passaram a jogar videogame, Taehyung fez pipoca para que eles vissem uma série depois. O mais velho lhe contou sobre o que fazia na escola, dos amigos que tinha, das vergonhas que passou e coisas bobas como o primeiro beijo, primeira vez. Disse que era chamado de 4D por ser muito alegre e cheio de caras e bocas. Para o Kim foi uma surpresa saber que o Jung ainda era virgem, que se sentia tão bem a ponto de lhe contar tudo o que sentia e coisas bem mais íntimas assim logo de cara. O seu futuro padastro tinha muito de sua confiança, isso porque sua mãe sempre falava bem demais de si, assim, o mais novo, não se sentia intimidado. Até gostava de que TaeHyung soubesse um pouco sobre tudo o que passou por sua vida que não era tão longa assim.

Na época, HoSeok tinha apenas dezessete anos.

– O que foi, eu não estou entendendo. – o Kim estava um pouco lento mediante ao cansaço. O que exatamente o seu amigo queria dizer?

– Eu estou apaixonado, droga. – Taehyung disse em um misto de entusiasmo, desespero e tesão. Sim, tesão… HoSeok estava ao lado dele, deitado em sua cama a pedido do mesmo, dormindo tranquilo em uma posição comum, mas que fez o pau do mais velho crescer. Tudo isso porque ele nunca sentiu nada assim. E a paixão somado ao desejo carnal faziam coisas demais consigo em curto espaço de tempo.

– E isso é bom, seu merda. – Namjoon riu. – Você sempre quis isso, saber o que era amar. Nossa, eu não o que dizer. Espera um pouco, vou incluir a Jisoo na chamada, ela está acordada, aquela vaca me mandou uma mensagem. – o mais velho pediu aquele momento e logo tratou de incluir a sua irmã gêmea na chamada que estavam fazendo. – Advinha quem está apaixonado? – foi a primeira coisa que disse assim que a mais nova, por minutos, disse alô.

– Não acredito. Não acredito, porra! Bem que eu sabia que essa minha insônia tinha motivo. – a Kim ditou animada, pulando em cima da cama e não se importando em acordar o marido. – Quem é? Quem é? É essa sua esposinha de plástico? É outra mulher, homem, unicórnio ou extraterrestre? Porque para fazer Kim Taehyung se apaixonar tem de ser realmente de outro mundo. – brincou a Kim.

– Eu não acredito que mantenho vocês dois como meus amigos, juro que não acredito. – Taehyung ditou baixinho agora, isso porque HoSeok tinha se mexido um pouco. Ele não quis acordar o mais novo e achou melhor rumar para a sala de estar.

– Somos os seus únicos amigos de verdade, aqueles que você conhece até de cabeça para baixo. – NamJoon respondeu orgulhoso.

– E que você comeu também. Vale ressaltar. Ainda hoje não supero o fato do meu irmão ser passivo, eu esperava mais de você, Nam. – Jisoo completou, os Kim riram.

– Tenho certeza de que não é sobre isso que o Taehyung quer falar, Jisoo. – Namjoon se pronunciou. – Conta quem é esse ser maravilhoso que conseguiu o que ninguém conseguiu nesses seus vinte e nove, quase trinta anos. E conte o que sentiu e como foi. Para nós é novo te ver apaixonado. – ditou animado, ouvia-se os gritinhos alegres da Kim também.

– Foi algo estranho, a primeira vista, foi um baque grande e eu achei que poderia ter um infarto só por causa de tudo o que eu estava sentindo. Nunca me senti assim, o meu coração parecia querer sair pela boca e eu tentei me segurar, mas o chão estava sumindo, uma loucura só. – os irmãos Kim suspiraram. – Mas ai veio a realidade, as incertezas e eu fiquei pensando em como conquistar ele. – bufou.

– Ele? Olha! Eu bem que sabia que seria um homem a fazer isso com o nosso TaeTae, irmãozinho. – Jisoo estava animada. – Mas quem é ele, quem, quem, quem? – mais gritinhos.

– Ele se chama Jung HoSeok, atualmente dezessete anos, é o filho da JunMi noona.

O silêncio reinou. Eles não sabiam o que aconselhar. Bem como não estavam acreditando que Taehyung tinha sim se apaixonado, mas por alguém que parecia tão mais longe do que o esperado. Como seus amigos não disseram nada, ele se pronunciou.

– E eu vou fazer tudo para conquistá-lo. Eu encontrei a pessoa que eu mais queria encontrar na minha vida, como se fosse a minha alma gêmea em meio a esse mundo sujo, o mais puro, o mais único. Acham mesmo que eu vou deixar que ele escape de mim? Eu estou louco, muito louco por ele. E o terei de qualquer jeito.

E ele não vai desistir.  


Notas Finais


Amo as tretas que estão se aproximando amores


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