História Hyung, eu te amo! - Capítulo 30


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys (BTS), Jikook, Namjin, Sope, Taegi, Taeyoonseok, Vhope, Yoonseok
Visualizações 47
Palavras 3.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


-NADA nessa fanfic é REAL
(apenas Jikook, bjos)
-Essa fic NÃO tem o intuito de OFENDER a literalmente NINGUÉM, e muito menos os meninos.
-Se você é anti-shippers, ou apenas não shippa Jikook, esta fic não é para você.
-Eu não recomendo essa fic para menores de 18, por mais que eu ainda esteja escrevendo-a, eu posso fazer algo mais pesado mais pra frente. Mas POR ENQUANTO não tem nada muito pesado.

Estejam todos avisados. Por fim, podem ler

capítulo mais longo do que o de costume

Capítulo 30 - Hyung, eu te amo!


Hyung, eu te amo!

 

 

 

-Será que eu deveria pegar água gelada? -Falo entrando na cozinha, fazendo uma expressão de quem está perdido- ou será que pego natural? Talvez ele fique gripado se eu pegar água gelada, já que está tarde, mas ele detesta água natural. -Paro na frente da geladeira- Vou pegar a gelada. -Vou correndo até o armário e pego de lá um copo, assim indo até a geladeira para enche-lo.

Passo correndo pela sala e subo as escadas, com um pouco de medo, mas faço. Ao chegar no quarto vejo Jimin sentado mexendo seus pés histericamente, olhando para o chão, mas como se estivesse olhando para o nada. Eu o olho enquanto fecho a porta devagar, sem querer chamar a atenção dele, mas não adiantou muita coisa, ele, assim que eu entrei, olhou na minha direção, logo parando de mexer seus pés.

Me aproximo dele ficando sobre meus joelhos em sua frente, o olhando.

 -Você ‘ta melhor? -Pergunto entregando o copo d’água a ele. O mesmo pega o copo com sua mão tremula, e o leva até a boca, dando assim sua primeira golada.

-Ahan, obrigada, Kookie. -Diz assentindo.

Eu me levanto e me sento no lado dele. Após o ato, colo minha mão sobre uma das mãos dele, que estava em sua coxa, assim começo a fazer carinho nela. Por eu ter feito isso, ele demonstrou uma feição um pouco melhor que antes: soltando um sorriso e deitando sua cabeça no meu peito.

-Não tenho dúvidas. Você é um anjo. -Jimin brinca soltando um sorriso fraco, o que me faz sorrir também.

-Eu já disse que não sou um anjo, Jiminnie. -Falo sorrindo bobo.

-Claro que é. -Fala retirando levemente sua cabeça de meu peito, ficando com o rosto perto do meu. Me olhando olho no olho- É o meu anjo. -Coro me arrepiando por inteiro.

-O seu? -Falo tentando não gaguejar. O meu nervosismo era claro, o que fez Jimin rir.

-Sim, o meu. -Diz ainda rindo, logo se aproximando e me beijando.

Eu gostei, mas eu me senti mal ao mesmo tempo. Saber o que ele fez com o Yoongi, e, mesmo assim vir me beijar. Talvez eu apenas esteja sendo um idiota ou ingênuo demais, mas eu me sinto magoado. Meu peito dói.

-Jimin, para. -Disse me afastando depois de um tempo. Foi eu quem sessou o beijo. Não, não foi pela falta de ar, nem nada do tipo, eu apenas me senti desconfortável. Não foi como se tivesse saído ruim, pois não foi, foi bom, como de costume, mas mesmo assim me senti desconfortável. Imaginar o que ele fez, junto com Yoongi me dói, por isso tanto desconforto.

-O que foi? Eu fiz algo errado? -Pergunta me olhando sem entender.

-Não, não é isso, Jimin... eu só... -Tento falar alguma coisa, mas Jimin logo se pronuncia sem esperar eu terminar o que ia dizer.

-Jimin...? Você ‘ta com nojo de mim, não é? -Pergunta como se fosse óbvio, mas mostrando seu desaponto.

-Que? -Pergunto sem acreditar no que ele disse- Não tem nada a ver com isso, Jiminnie. -De fato não era. Eu estava desconfortável, mesmo tendo praticamente me declarado a alguns minutos atrás, mas não era nojo, era apenas um desconforto.

-Jungkook... -Diz chateado- você ‘ta sim, não ‘ta? Pode falar, sério. -Diz desconfortável se afastando aos poucos.

-Ei, ei, -Falo o puxando de volta, o que faz ele me olhar de novo- não tem nada a ver com isso, sério. Eu acho que no fundo ainda só estou um pouco magoado. -Abri o jogo- Por favor, me desculpe por isso. E também, por favor, não se culpe, Minnie. -Peço me sentindo mal. Ele suspira.

-Eu... sinto muito. -Diz abaixando sua cabeça.

-Ei... -Levanto seu queixo- não fica assim, por favor. Já disse que a culpa não é sua, eu que sou sentimental demais, Minnie. -Ele suspira mais uma vez, e desce seu olhar para algum lugar aleatório. -Olha ‘pra mim. -Automaticamente ele me olha, mas mesmo assim seu olhar aparentava estar culpado. Sempre que eu olho para os olhos dele sinto uma explosão de sentimentos diferentes. Coisas que eu nunca havia sentido com ninguém antes. Eu sentia leveza ao olha-lo, mas era notável uma certa quantia de culpa. Era como se fosse o céu e o inferno em apenas um lugar: apenas olhos.

-Hun? -Diz em som.

-Não fica assim, Jiminnie. Eu não quero te ver mal. Você parece estar tão triste. -Falo franzindo o cenho.

-Eu... eu só quero pedir desculpas. Eu devo ter te feito tanto mal, não é? Eu sou uma tragédia.

-Não fala assim, Minnie. Quando você fala essas coisas uma parte do meu coração se despedaça. -Ele sorri. Me sinto um pouco aliviado por isso.

-Sinceramente... você é perfeito demais ‘pra ser real. -Diz sorrindo descarado.  Sorrio olhando para baixo, corado.

-Idiota. -Falo fazendo bico, logo o olhando de novo, já com o bico desfeito.

Ficamos em um curto silencio, até que ele o quebra.

-Então, vamos dormir? -Me pergunta sorrindo.

-Vamos. -Confirmo sorrindo de volta.

Eu me deito primeiro, mas logo em seguida ele se deita também, colocando sua cabeça entre a linha do meu pescoço, dessa vez.

-Jiminnie, eu não tenho dúvidas de que te amo, sério. -Falo simples, porém nervoso.

Ele ri. -Eu gosto muito de você, garoto. -Me abraça, me fazendo rir.

-Imbecil. -Falo brincando.

-Xiu. Você me ama, idiota.

-Sim. -Afirmo como se fosse a coisa mais natural do mundo, até que eu percebo o tamanho do significado da confirmação que fiz. Droga, pensei.

-É, eu também, imbecil. -Diz sorrindo. Eu que estava sob ele, puxo levemente sua cabeça, assim a inclinando, e aí, o beijo. Sorrimos e conseguimos dormir depois de um tempo.

 

Depois desse dia, tudo foi se passando normalmente. Confesso que durante mais ou menos uma semana, eu não conseguia falar direito com Yoongi, mas com o passar do tempo isso foi mudando, e passamos a nos falar normalmente. A minha relação com Jimin foi melhorando cada vez mais. A cada dia que passava eu tinha mais certeza de que eu era perdidamente apaixonado por ele. Era como se ele em tão pouco tempo tivesse se tornado o único para mim. Como se tudo fosse tudo por ele e para ele.

Se passaram alguns meses, e a minha relação com Jimin já havia melhorado muito mais, mas mesmo assim, na vida nem tudo são flores.

No dia 25/04 um casal foi ao orfanato. Eles eram um casal tradicional e com uma condição financeira estável. Estavam juntos a 6 anos. Ela era cirurgiã e ele pediatra. Eles eram engraçados, atenciosos, descontraídos; ótimas pessoas no geral. Não tinham filhos, pois ele era infértil; o sonho deles eram ter um filho. E obviamente eles foram ao orfanato com esse intuito: adotar. O primeiro a ir embora foi Taehyung, com essa família.

Dia 28/04 chegou mais 4 crianças no orfanato. Eram elas: Youngjae, Baekhyun, Jungwoon e Jaemin. Mas apesar de toda essa alegria, nesse mesmo dia vieram mais dois casais nos conhecer. Eram eles compostos por: um casal hétero, tradicional e que já tinham um filho; e por um casal gay, que não tinham nenhum filho. O casal hétero, digamos assim, tinha uma mulher chamada Naomi, e um homem que se chamava Dongsun. Eles adotaram o Taemin. O casal gay, tinham o Hakkun e o Namoo. Eles adotaram o Yoongi. Foi muito difícil a justiça aceitarem dois homens adotarem uma criança, mas com muito custo deu tudo certo no final.

E mais dois foram embora.

Dia 26/05 um casal hétero tradicional veio ao orfanato. Eram compostos por uma empresária e um psicólogo. Haviam se mudado para Coréia a dois anos, e estavam juntos a 8. Era um bom casal. Eram divertidos, atenciosos, entre outras coisas. A mulher era uma pessoa mais séria e racional. Já o homem, era alguém mais engraçado e emocional; chorava por tudo, disse sua esposa. Eles eram incríveis. Eu gostei muito deles, e eles de mim. Depois de algumas semanas com eles vindo e saindo do orfanato, eles já tinham uma decisão. Eles já haviam escolhido quem iriam adotar. Foram falar com a diretora, e ficaram um bom tempo lá dentro. Quando saíram, era notável os sorrisos que haviam no rosto do casal e o da diretora. E com muita felicidade disseram quem queria. Eles iriam me levar. Eu fiquei muito feliz, pois, poxa, eles eram incríveis. Eu realmente gostei muito deles. Mas depois de alguns abraços eu pensei: e o Jimin? Rapidamente me virei para olha-lo. Eu o olhei preocupado, e ele me deu um sorriso cabisbaixo, como se quisesse me reconfortar mesmo estando triste. ‘Seja feliz’, foi o que me disse sorrindo, bem baixo. Eu sorri de volta, triste também. Meus novos ‘’pais’’, não sei se posso chama-los assim ainda, se encararam entre si, e me soltaram.

-Vai lá falar com o seu amiguinho. -Disse a moça fazendo carinho nos meus cabelos.

-Obrigado. -Sorrio a ela, e ela assente.

-De nada gatinho. -Piscou para mim. Ela sempre me chamava de gatinho, era como se fosse um apelido fofo entre a gente. Eu gostava, apesar de achar engraçado. Enfim me soltei do abraço e fui até Jimin que estava na típica poltrona do canto da sala.

-Ei, você... -Não sabia o que falar. Apesar de estar feliz por ser adotado, eu estava muito triste por ficar longe de todos os meus amigos, especialmente de Jimin. Eu me lembro de quando Taehyung foi embora. Nesse dia, Jimin chorou horrores, ficou tão deprimido... ver ele daquele jeito me deixava tão mal. Imagina quando eu for embora? O meu coração está definitivamente partido agora- você não vai ficar triste, né? -Pergunto triste. Confesso que queria chorar. Jimin em troca sorri para mim, mas dessa vez não foi com um sorriso forçado, foi sincero, apesar de triste.

-Eu não vou. -Diz tentando ser forte. Segurou as minhas mãos e olhou para mim- Eu quero muito te beijar agora. -Sussurra para mim enquanto sorri. Não pude evitar de rir.

-Eles estão aqui, idiota. -Sussurro de volta. Ele sorri para mim.

-Eu sei. -Diz sorrindo.

-EI, por que não conversar lá em cima enquanto ficamos aqui falando com a diretora? -Diz o homem/meu futuro ou atual pai, meigo.

Nós assentimos e subimos as escadas depressa. Quando chegamos no segundo andar, Jimin puxa a minha mão, assim me levando ao quarto qual dividíamos. Ele me puxa para dentro dele e tranca a porta depressa, o que me deixa confuso, apesar dele fazer isso sempre que está irritado comigo ou qualquer outra coisa. Ele está irritado com algo? Não tenho resposta para isso. Após trancar a porta, ele me puxa pela gola da camisa e me empurra, fazendo com eu batesse as costas na porta. Sem mais nem menos, ele simplesmente me beija ferozmente, o que me deixa mais confuso ainda, mas eu não o impeço, apenas cedo, como de costume. Depois de um tempo nos afastamos pela falta de ar.

-Você... -Falo tentando recuperar o fôlego, enquanto ele tenta fazer o mesmo- não ‘ta tão irritado, né? -Pergunto.

-Eu deveria estar? -Me pergunta levantando uma de suas sobrancelhas. Sorrio.

-Não sei. -Digo dando de ombros.

-Deveria saber -Diz sorrindo e relaxando. Quando ele relaxa, percebo sua tristeza. Ele olha para mim com seus olhos marejados, eu olho para ele com os meus olhos também marejados. Eu abro meus braços e ele vem me abraçar com força. Sua cabeça estava encostada na parte entre o pescoço e o ombro; eu pude sentir suas lágrimas, e ouvir seus leves e baixos soluços conforme ele me abraçava mais forte. Isso partiu meu coração, eu não pude evitar de chorar. Eu o abracei mais forte do que nunca, como se fosse a última vez que faria isso, o que de fato provavelmente era. Eu, o abraçando, fui deixando vários selinhos no topo de sua cabeça, até que escorei minha boca e nariz no topo da mesma, assim sentido o cheiro de seus fios, o que fez meu coração apertar, e me fez chorar mais do que já estava. O meu sentimento que antes era alegria foi se tornando tristeza aos poucos.

Será que eu nunca mais iria vê-lo novamente? Isso faz meu coração se apertar como nunca.

-Jiminnie Hyung, nunca se esqueça que eu te amo, ok? Nunca. -Digo com minha boca ainda escorada em seus cabelos- Por favor... -Deixo mais lágrimas caírem.

-Eu não irei. Eu te amo. -Me abraça mais apertado. Começo a acariciar suas costas para tentar fazê-lo se acalmar. Estávamos abraçados, ainda escorados na porta, até que ouvimos batidas nela, o que nos assusta e faz com que nos separemos.

-Jungkook, amor, ‘ta tudo bem? Vocês estão chorando? -Pergunta a minha talvez-mãe.

Jimin se afasta e começa a arrumar suas roupas e cabelo, eu faço o mesmo tentando arrumar minha postura.

-Está tudo bem. -Repondo através da porta.

-Tem certeza? -Pergunta ainda não segura de minha reposta.

-Sim, senhora. -Digo.

-Jungkook... já disse que não precisa me chamar assim. Meu nome é HanaGi, e você já pode me chamar de mãe, se quiser..., mas, mudando de assunto, se você realmente está bem, por favor, abre a porta, amor. -Olho para Jimin rapidamente, e ele assente se afastando de mim, então me viro ficando de frente para a porta, dou uns passos para trás e a abro depois de limpar meus olhos.

-Está tudo bem, HanaGi. -Eu ainda não me sentia confortável para chama-la de mãe, mesmo gostando dela. Era tudo recente demais para mim- Não precisa se preocupar.

-Oh, meu amor... -Diz colocando suas mãos em volta do meu rosto e logo vindo me abraçar- Desculpa, meu anjo...

-Por favor, não se desculpe. ‘Ta tudo bem. -Falo me afastado dela.

-Tudo bem, então. -Diz se me soltando, até que ela olha para Jimin que estava um pouco afastado de nós, dentro do quarto- Ah, oi. -Diz simpática.

-Oi. -Diz fingindo um sorriso convincente para quem não o conhece.

-Tudo bem? -Pergunta-o.

-Sim, sim. E com a senhora?

-Ótima. E não precisa me chamar de senhora. Não siga o exemplo desse aqui. -Diz “batendo” sua mão em meu pescoço, o que faz eu e Jimin rir.

-Certo, me desculpe, senh- digo, HanaGi. -Diz se corrigindo sorrindo.

-Exatamente. -Diz num tom brincalhão, o que me faz rir de novo, até que ela olha para mim novamente. -Eu e seu pai voltaremos para te buscar amanhã, tudo bem? -Pergunta cautelosa para que eu não ficasse nervoso. Respiro fundo e concordo.

-Sim. -Sorrio a ela. Ela sorri de volta e faz carinho nos meus cabelos.

-Até amanhã, querido. -Diz deixando um beijo na minha bochecha, depois disso se levanta e vai embora.

-Aff, agora vai ter marca de batom na sua bochecha. -Jimin brinca.

-Idiota. -Falo sorrindo.

 

Ficamos o dia inteiro juntos, fazendo absolutamente -quase- tudo juntos, até tomamos banho juntos, pela primeira -e talvez única- vez. Fizemos pipoca, assistimos filmes com os meninos, fomos a praça, entre outras coisas. Nos divertimos muito, definitivamente. Foi o melhor dia de todos.

A noite chegou, e também, como o esperado, ficamos a noite juntos. Não dormimos, queríamos aproveitar cada segundo que tínhamos juntos. Ficamos contando histórias, lendo mangás, vendo filmes, desenhos, comendo; nos divertindo no geral. Mas não duramos muito, por volta das 3:58 pegamos num sono no sofá mesmo. Dormimos juntos e abraçados. Acordamos às 07:30 com a senhora HanaGi nos chamando.

-Vamos? -Ela disse.

Pela primeira vez, eu era a conchinha de fora -Sim, dormimos de conchinha no sofá-.  Como de costume, eu geralmente enrolo mais na hora de levantar, e, como consequência disso, abraço Jimin mais forte, o puxando para mais perto, e foi o que eu fiz.

-Jungkook, ei, levanta. -Diz me sacudindo.

-Ah, Jiminnie, mais 5 minutos. -Digo sonolento, embolando na maioria das palavras. Quando Jimin acorda mais cedo que eu -O que na maioria das vezes não acontece-, eu geralmente peço mais 5 minutos e o abraço de novo, mas ele nunca cedia, na verdade ele me empurrava e mandava eu me levantar, e assim eu fazia; era engraçado.

-Vai, Jiminnie... -Tento falar, porém soa completamente sonolento.

-Hun? -Jimin se levanta primeiro, ele era mais acostumado a acordar cedo mesmo dormido tarde, já eu não. -Ah... Jungkook acorda. -Diz um pouco surpreso.

-Oi? -Digo tentando me sentar, com os olhos ainda fechados e coçando a cabeça.

-Seus pais chegaram, Jungkook. -Desperto no mesmo instantes. Arregalo os olhos, ainda sem os olhar. Já chegaram? Assim tão rápido? Eu fiquei muito nervoso. Olho para Jimin que estava do meu lado. Ele tinha uma feição meio triste. Se levanta.

-Ah, certo. -Digo me levantando de cabeça baixa. Percebo o olhar dos meus futuros/atuais pais. Eles se entreolhavam confusos.

-Ah, o carro já ‘ta lá fora. Só falta você se arrumar e arrumar suas coisas. -Disse meu futuro/atual pai.

-Ok. -Falo ainda cabisbaixo sem olha-los e subo para meu quarto sem olhar para ninguém que estava ali.

Quando chego no meu quarto, pego minhas coisas e coloco tudo em uma mala. Quando termino de fazer isso, suspiro olhando em volta do quarto, me lembrando das coisas que vivi ali. Suspiro novamente e saio de lá. Desço as escadas e consigo ver os meninos reunidos lá embaixo. Olho para cada um deles e começo a abraça-los. Primeiro abraço Hoseok.

-Espero que você seja muito feliz, pulguento. -Pulguento foi um apelido que eles me deram porque eu adorava brincar com os cachorros na rua, mesmo que eu levasse bronca depois. De tanto que brincava com eles, um dia cheguei me coçando em casa, todos acharam estranhos, e quando me pegaram, viram que era uma pulga. Foi um desastre.

-É, vou me lembrar de você sempre que olhar para o sol. -Chamávamos ele de sol por ele ser o mais alegre entre nós.

-Idiota. -Diz rindo.

Depois vou e abraço Namjoon. O aperto bem forte.

-Não adianta, Jungkook. Eu não vou chorar. -Diz me abraçando forte. Era perceptível o quanto ele se segurava para não chorar de vez.

-É, eu sei que não vai. -Brinco.

-Falou, baixinho. -Diz se soltando do abraço e mexendo no meu cabelo.

-Não sou muito, ‘ta? Brinco. -Até mais, irmão. -Ele assente para mim e damos as mãos.

-Primeiro o Taehyung, depois o Taemin, depois o Yoongi, e agora você? Francamente. -Diz chorando pouco.

-Não chora, Jin. Eu vou chorar também, seu idiota. -Falo começando a chorar. Ele ri.

-Não ‘to chorando de verdade, ‘ta? Sou apenas um bom ator. -Brinca, o que me faz rir.

-Até, Jin. -O abraço.

-Até, pequeno. -Diz beijando o topo da minha cabeça. Me solto e começo abraçar os demais, até que chego em Jimin. Nos olhamos um pouco e ele estende os braços para mim, um sinal de abraço. As lágrimas começam a descer mais rápido e eu corro, quase pulando em seus braços.

-Você promete que não vai se esquecer de mim? -Pergunto começando a chorar forte.

-Eu prometo se você me prometer o mesmo. -Diz Jimin.

-Eu prometo. Eu prometo com todas as minhas forças. Eu nunca vou me esquecer de você, Jimin. -Digo quase desesperado.

-Então eu prometo. Eu nunca me esquecerei de você, Kookie. -Diz beijando minha bochecha. Fiamos nos encarando por um tempo, ainda abraçados, até que ele sorri e beija a minha bochecha, o que me deixa corado. -Você realmente não vai me esquecer.

-Nem se eu quisesse eu conseguiria te esquecer, Minnie. -Digo tentando sessar o choro, mesmo tendo dificuldade.

-Ei, vamos? -Diz a minha futura ou atual mãe. Olho para ela e assento, logo voltando meu olhar para Jimin de novo. Beijo sua mão, o olhando no fundo de seus olhos e saio do orfanato. Saindo da sala, condigo ouvir o seu choro ficando mais forte, como se ele tivesse se segurado o tempo inteiro para não chorar na minha frente. Ao ouvir isso, eu começo a chorar mais ainda enquanto caminho. Entro no carro e colo os sinto de segurança. Meus agora-sim-pais tentavam falar comigo, mas eu apenas dava respostas vagas, até que chegou em um momento em que eles pararam, como se tivesse entendido que eu precisava de um tempo.

Eu dormi escorado na janela chorando.


Notas Finais


mal corrigido pq to com sono fodase


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