História Hyung, me ajude - Capítulo 1


Escrita por: e ohsehunmano

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Kai
Tags Baekhyun, Exo, Exozone, Fanfiqueiro, Jongin, Kai, Kaibaek
Visualizações 331
Palavras 1.345
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Baekhyun bateu na mesa, gritando um eureca mais alto que seus gritos nas noites de partida no Battlefield e só faltava uma luzinha simbólica surgir acima de sua cabeça, mostrando sua grande nova ideia.

— Eu preciso escrever alguma coisa assim…

Ele comentou sozinho, mordendo a ponta do lápis com tanta força que ficou com medo de estragar seu xodó do estojo.

Era um fanfiqueiro de carteirinha, sim, não negava nem perante sua mãe, mas nunca, jamais, tinha tocado em um documento para escrever suas próprias fanfics; só que, de uns dias pra cá, o pobre Byun se sentia vazio de fanfics inovadoras na plataforma que fazia sua morada virtual.

Talvez, ele pensou, tivesse que se arriscar e entrar nesse mundo de vez. Passaria de um único e exclusivo leitor qualquer para um leitor barra escritor qualquer.

— Mas e se eu não for bom o suficiente? E se ninguém gostar do que eu escrevi? E se…

Assim continuou sua lamentação monóloga por uns bons minutos, até surtar o suficiente para meter a cara e o corpo no colchão fofinho do seu quarto e espernear.

Girou na cama, encarando o teto. Respirou fundo e fechou a mão em punho perto do rosto. Falou, falou e falou, jurando honrar seu amor por EunHae e escreveria, sim, uma fanfic boa o suficiente para ter pelo menos um favorito.

Levantou correndo, trancou a porta, fechou as janelas e as cortinas, desligou as luzes e pulou na cama. Tinha criado seu ninho perfeito, mais parecido com uma caverna – sombria e aterrorizante do que realmente perfeita – mas aconchegante para Baekhyun.

Pegou seu bebê de todos os dias – aka notebook – e o colocou no colo, respirando fundo para começar a por sua “maravilhosa” ideia em prática.

Abriu seu editor de texto e começou, enfim, a dar vida a sua própria história. O que será que agradaria os leitores? Ele pensou e uma ideia um pouco proibida para menores de dezoito anos iluminou aquele ambiente obscuro.

Os dedinhos começaram a trabalhar no teclado. 100. 200. 1000 palavras surgiam na tela como mágica. A criatividade para escrita estava surpreendendo até ao próprio Baekhyun.

Passou o restante do dia enfurnado naquela caverna barra quarto escrevendo um lemon do seu shipp favorito. Ignorou as cãimbras, os chamados dos vizinhos à porta e até mesmo as mensagens do seu celular. Só foi parar quando ouviu o carro de sua mãe estacionar na garagem e, em uma corrida contra o tempo, tratou de abrir a porta e as cortinas, fingindo que algum humano normal habitava aquele local.

Não queria causar brigas desnecessárias com a senhora Byun em um momento que se sentia tão feliz. Ela, com certeza, acharia que o filho passou mais de horas jogando aquele maldito jogo de arminha, como ela costumava chamar.

Então, continuando a ler – pela milésima vez – sua fanfic favorita, Baekhyun sentou no sofá da sala.

— Boa tarde, meu amor — disse a mulher, colocando os pertences sobre a escrivaninha ao lado da porta e deixando um beijinho estalado grudar um pouco de batom na testa do filho —, encontrei Jongin no mercado.

— E aquele vagabundo frequenta mercados? — levantou o olhar da tela do notebook apenas para rir, olhando a mãe seguir para a cozinha com as sacolas e decidir ir atrás.

— Ele disse que tentou falar com você o dia todo, mas você não atendeu o celular nem viu as mensagens que ele deixou naquele aplicativo lá que vocês usam — ela, ao terminar de pôr as coisas sobre a mesa, encarou o filho com as mãos na cintura — Você passou horas jogando não é, mocinho?

Maldito seja Kim Jongin.

— Eu não, imagina. Mas ele disse o que queria, mãe?

— Era alguma coisa de dever de casa…

Baekhyun fez uma de suas caras malignas e sorriu beijando o rosto da mãe. Saiu mais rápido que o próprio flash para seu quarto, onde tinha largado maldosamente o celular pelo dia todo, coitadinho.

Pegou objeto, discou a senha e seguiu para a aba de conversas com Jongin. Já tinha uma nova ideia surgindo. Mas se achou um pouco burro demais, como que não tinha pensado nisso antes?

— Jongin? Tá por aí? — iniciou a gravação de um áudio para o amigo Kim — Minha mãe disse que te encontrou no mercado, quem diria hein, fazendo comprinhas? — gargalhou, mas logo ficou sério, afinal aquilo era um assunto muito sério — Falando sério agora, eu preciso da sua ajuda, cara. Acho que eu fiz a maior burrice da minha vida, mas agora eu preciso da sua ajuda!

E enviou. Não demorou mais de dois minutos para o aparelho tremer e tocar aquela musiquinha de notificação chata pra cacete. Olhou a tela e lá estava, uma ligação de Jongin. Sorriu de lado a lado, diabolicamente.

— Que bosta você fez dessa vez, Baekhyun? — perguntou logo que o amigo atendeu.

— Estou escrevendo.

— Escrevendo o quê?

— Uma fanfic EunHae! Minha primeira fanfic Jongin!

A euforia na voz do Byun era tanta que ele estava quase gritando, coisa que não é muito incomum. Se Jongin pudesse vê-lo, veria as perninhas pulando no chão.

— Sério? E é sobre o quê?

— Eu preciso que você leia e me dê um retorno. Se eu souber que está boa eu continuo.

— Tá, me manda que eu leio.

Baekhyun tapou a própria boca para conter o grito que iria soltar de felicidade. Desceu as escadas correndo mais rápido que quando sua mãe chegou, pegou o notebook em cima do sofá e tratou de compartilhar o arquivo com o amigo.

— Lê e me diz o que acha! Mas… o que você queria?

Um silêncio rapidinho tomou conta da linha até o outro voltar a si e responder.

— Deixa pra lá, estou curioso pra saber o que foi que você escreveu. Tchau, daqui a pouco mando minha crítica.

E assim a chamada foi desligada.

Baekhyun ficou ansioso. Roeu as unhas. Abraçou as almofadas. Comeu mais bombons do que devia. Até foi tomar um banho de tão lerdo que Jongin estava para ler sua história.

***

Horas se passaram até que uma mensagem, no meio da madrugada, acordou o pobre Baekhyun.

Ninini: Hyung, olha como isso me deixou! Você vai me ajudar agora!

Baekhyun coçou os olhos, leu aquela mensagem umas três vezes para entender o que queria dizer na real e não deixou de se assustar quando abriu a imagem. Jongin estava…

Baecon: É sério?

Sério mesmo, Nini?

Ninini: porque eu iria mentir?

Hyung, você vai ter que me ajudar! Eu quero saber como continuaaaa

O Jongin Jr. não vai conseguir dormir assim

Baekhyun não estava acreditando no que lia. Sua história estava tão boa assim que fez até seu melhor amigo Kim Jongin, o inabalável, ficar duro? Sério mesmo? Inacreditável.

Ele mordeu o lábio inferior e sorriu sozinho. Sentou na cama, cruzando as pernas em borboleta, bem atento ao celular.

As bochechas de Baekhyun ficaram tão quentes e tão vermelhas que naquele momento ele podia ser constatado com febre depois de analisar a foto com mais detalhes. Gostava de ver seu amigo assim, todo assanhado, mas só tinha um probleminha… o Baek Jr…

                                                                        Baecon: Se eu continuar vendo essa foto quem não vai dormir aqui é o Baek Jr seu idiota!

Ninini: Então…

Porque não vem aqui em casa e me mostra como que essa fanfic vai acabar, hyung?

E nem precisa dizer que Baekhyun usou a desculpa de que ajudaria o amigo com seus deveres de casa para a mãe. Saiu de casa às pressas para chegar o mais rápido possível na casa do outro, que era bem perto até.

Quando bateu à porta e viu o moreno sem camisa abrir sua pressão foi às alturas. Queria mostrar ao seu dongsaeng como iria continuar o lemon com o máximo de detalhes possíveis e a cama foi a próxima parada.

— Você precisa escrever mais coisas assim, hyung… e me mostrar como terminam sempre.

Os dois sorriram e a brincadeirinha debaixo dos edredons durou mais algumas horinhas.

 



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