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História I am Billsexual - Capítulo 3


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Notas do Autor


Tô adorando escrever sobre eles ♡

Capítulo 3 - III: Clarifying


Fanfic / Fanfiction I am Billsexual - Capítulo 3 - III: Clarifying

Tom, eu quero deixar as coisas bem claras entre nós, ok? - Ele falava num tom grave, num mix de seriedade e honestidade.

Estranhei bastante, afinal estávamos felizes e sorrindo. Então foi como um balde de água fria.

- Tudo bem. - Concordei.

- Eu estou muito feliz em saber que é recíproco, que sou correspondido por você, e que não foi em vão. - Sorriu minimamente e prosseguiu - Mas como nos sabemos; somos irmãos, e isso não é relevante. Não na Alemanha. E mesmo  que não fôssemos irmãos, nossas idades chamariam atenção. Você é um adolescente Tom, Eu sou adulto.

Bill parecia muito diferente enquanto conversava comigo sobre nós. Estava calmo, como sempre, mas sua voz estava pesada. Eu não sabia onde ele queria chegar.

- São só quatro anos Bill. - Retruquei sem ter ideia do que falar.

- Sim, Tom. Quatro anos que fazem muita diferença aos olhos Lei.

- M-mas E-

- É pedofilia Tom. - Ele sussurrou meio cabisbaixo.

- O quê? - soltei alto, chocado com o termo que ele usou. Como assim? Não...  Não era aquilo. Fiquei boquiaberto esperando que ele terminasse. 

- Sim, é pedofilia! - suspirou pesadamente - dezesseis pra vinte não dá pra passar batido. Mesmo que seja consentido da sua parte, não muda o fato de você ser de menor, ainda não tem capacidade pra decidir por si mesmo. Ainda é considerado indiretamente uma criança. É crime!

- Mas porquê? - falei inconformado - Eu sei o que eu quero Bill!

- Eu sei que isso tudo é uma merda, mas  eu não posso mudar nada. - Bill parecia muito abalado com nossa realidade.

- Não entendo porque tudo é tão complicado. - falei ainda processando tudo.

-Nem eu.

Estamos cometendo crimes. Meu Deus! Eu sou um criminoso por gostar do meu irmão. E mesmo sabendo dessa merda eu continuava querendo ficar com ele. Eu não sabia como parar. E se mamãe souber? E Gustav? Com certeza ele ficaria com nojo e não ousaria mais direcionar um só olhar pra mim. Mamãe  nos daria uma bela bronca, e o pior sobraria para o Bill. Eu não queria isso pra mim. Muito menos pro meu irmão. Ele não merecia pagar pelos meus erros. Meus... Sim, meus! Eu dei corda, eu dei início a isso, eu que me joguei em cima dele. Então, obviamente a culpa é minha.

Mas por um lado a culpa também é do Bill. Ele me fez sentir essas coisas, justamente por ele ser tão bom comigo, com todos. E por seu jeito único e chamativo. Na real quem não fica encantado com esse tipo de pessoa?! São raras! Eu sou apenas mais uma vítima que não resistiu aos charmes de Bill Kaulitz.

No momento eu só queria não pensar nas consequências dos meus atos com Bill. Tudo aquilo era muito confuso, muita coisa aconteceu naquela tarde. Eu não tinha consciência suficiente pra pensar no resto. Só quero esquecer. Esquecer que somos do mesmo sangue. Que temos a mama mãe. Pff, é demais pra mim. 

- No quê está pensando? - Sua voz suave e calma quebro meus pensamentos. Agradeci mentalmente.

Ele estáva deitado de barriga pra cima, as mãos descansavam na mesma, e seus olhos estavam fechados. Parecia muito tranquilo. - Vem, deita comigo.

Assenti mesmo ele não vendo e me aproximei, me deitando ao seu lado, afundando minhas rastas no travesseiro e descansando as mãos Atrás da cabeça, fechando os olhos e ouvindo o barulho do silêncio. Coisa que eu apreciava muito. O Silêncio me fazia pensar em música. Lembrei da minha guitarra e suspirei. Me sentia bem, mas no fundo ainda digeria tudo. Estava indo indo bem.

- Bill, não quero pensar em coisas ruins.

- Eu também não. - senti suas mãos me tocarem e abri os olhos lentamente até encontrarem os dele - Você se importa se eu dormir aqui essa noite? Ou podemos dormir no meu quarto se você quiser. Dona Simone não chega hoje.

Ao lembrar que mamãe ainda estava viajando com Gordon, me senti tão aliviado que foi como se tudo estivesse certo. Nada fora do lugar. Nada com o que se preocupar. Tudo estava bom. Não havia problemas. Me permiti sorrir.

- No seu quarto! - falei animado. Me levantando. Bill também se levantou, sorrindo pra mim.

- Vamos?

- Sim! - quase pulei de alegria. Não sei porque mas me sentia um tanto feliz. Não absolutamente, mas o suficiente pra me fazer esquecer do resto.

- Está com fome?

- Não Bill, você sabe que eu não janto.

- Eu sei, mas amanhã você vai ter que comer bem por conta própria, ou eu mesmo vou te dar na boca.

- Tá bom mãe! - brinquei, pegando meu pijama que estáva debaixo do meu travesseiro.

Fomos para o quarto do Bill que fica no mesmo corredor do meu, a última porta. Quando entramos senti o cheiro dele inebriando todo o ambiente. Era bem maior que o meu, e tinha muita personalidade. A cama era igual a minha, enorme. Mas seu armário ocupava quase uma parede toda. Paredes brancas e o banheiro. Tinha um canto reservado onde ele guardava suas coisas da faculdade, seu notebook e outros objetos.

- Vou me trocar. - falei indo para o banheiro.

Lá era o lugar mais cheiroso da casa, por mais irônico que isso soe. Parecia banheiro de mulher. Tudo muito limpo e cheio de maquiagens e outras coisas que eu não reparei muito. Troquei de roupa bem rápido e voltei pro quarto. Bill estava arrumado a cama.

- Pode vim deitar, também vou me trocar.

- Ok. - Me deitei rapidamente, me acomodando. Sentindo seu cheiro por todo lugar.

Quando Bill saiu do banheiro, apagou as luzes e se deitou comigo. Esperei ele se acomodar e me virei pra ele, pude ver seus olhos grudados em mim pela luz da noite. Toquei seu rosto, sua pele lisa e macia estava sem maquiagem e ele parecia ainda mais Bonito.

- O quê foi? - sussurrou risonho. Sua mão vago até tocar minhas costas, me fazendo carinho com seus dedos grandes e finos. Suas unhas me arrepiavam e minha respiração mudou automaticamente.

- Você está bonito! - falei baixo, como se fosse um segredo e ele sorriu. Daquele jeito lindo e doce que só ele tem. Seus dentes grandes e brancos me deixavam com vergonha. Aquele sorriso perfeito de rosto bonito e corpo esbelto. Não tinha como resistir.

- Posso te beijar Tomy? - e ele ainda pergunta. Assenti totalmente fora de mim. Ele fazia isso comigo. Me deixava quase inconsciente, se fazendo meu foco.

Aproximou nossos rostos, fechamos os olhos e senti o calor da sua boca perto da minha, até senti seus lábios colados no meu. E assim prosseguimos, até eu me descontrolar e enfiar a lingua na sua boca, fazendo ele rir e se afastar.

- O que foi? - ri também

- Deixa eu te ensinar...- descansou as mãos em meus ombros - mostra a língua.

Exitei um pouco por vergonha mas abri a boca levemente e mostrei minha língua. Bill se aproximou e senti a sua se chocando com a minha e gemi rouco. Porra aquilo era muito bom. Era como sentir um pedaço do paraíso.

- Bill - ofeguei

- Gosta? - sussurrou no meu ouvido, seus dentes me provocavam.

Não consegui pensar em nada, muito menos falar. Apenas puxei sua nuca e seus cabelos e ele entendeu. Suas mãos prenderam meus pulsos e sua boca devorou a minha. Nos beijavamos como se não houvesse amanhã, como se não fosse errado.  E só de lembrar que era muito errado me dava vontade de beija-lo pra sempre.


Notas Finais


Tem mais!


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