História I Before You - Capítulo 21


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Jark, Markson, Markxjackson, Tiawang, Wangtuan
Visualizações 207
Palavras 4.163
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores <3
Acabou que postei no mesmo horário da semana passada, mas eu tava meio avoada com a hora hoje e minha irmã tava com o notebook, então eu me perdi em dobro ahusahu'
Mas o capítulo está aqui e espero que gostem, aproveitem e entendam alguns pontos esclarecidos aqui.
Bora lá?!
Boa Leitura <3


_Fanfic não betada e sujeita a mudanças_

Capítulo 21 - Algumas desculpas são necessárias


Fanfic / Fanfiction I Before You - Capítulo 21 - Algumas desculpas são necessárias

 

 

 

JinYoung acabava de preparar seu copo de café enquanto verificava as horas no relógio preso à parede da cozinha, ainda tinha alguns minutos até sua hora habitual de saída para o trabalho, sentindo-se estranho pelo fato de Jaebum ter saído cedo e não estar correndo feito um desorientado dentro de casa com as calças na mão a procura da chave do carro. JinYoung riu se lembrando que o “marido”  havia saído mais cedo com uma cara horrível de sono por causa de suas reuniões serem todas pela manhã naquele dia e uma delas em outra cidade, o obrigando a sair quase de madrugada.

Enquanto tampava seu copo térmico  de café e verificava se todas as suas coisas estavam na pasta de trabalho a campainha tocou, o que era estranho levando em conta a hora e o fato de que ninguém o visitava sem avisar, até porque ele e Jaebum raramente estavam em casa, era perda de tempo chegar ali sem avisar. Deixando de lado toda as suas coisas na bancada da cozinha ele se dirigiu a porta da frente da casa abrindo a madeira sentindo o sangue gelar ao encarar a mulher de baixa estatura parada ali.

  – Senhora Kim. _ A voz quase não saiu, talvez desacreditado demais do que via bem a sua frente.

  – JinYoung. _ A voz dela não mudava, ela não mudava, apenas ganhou mais alguns fios grisalhos aqui e ali.  – Eu sei que não tenho direito de pedir algo a você depois de tê-lo expulsado de minha casa, mas… Eu poderia entrar?! _ JinYoung piscou algumas vezes, desacreditado do que ouvia partir daquela mulher que fizera um verdadeiro inferno na vida do próprio neto.

Mesmo que com receio JinYoung abriu mais a porta dando espaço para ela adentrar sua casa e logo depois fechou a porta, se encaminhou até a sala logo ao lado e indicou o sofá em um movimento de dedos. A mulher se sentou ereta na ponta do estofado, as mãos juntas sobre as pernas cobertas pela saia, os olhos cansados pousando em JinYoung, mas  a pose de superioridade nunca sumindo dela.

  – Peço desculpas por vir sem avisar antes, mas eu não tive como esperar e eu acredito que se houvesse ligado você não me receberia tão bem quanto na surpresa. _ Ela disse encerrando o silêncio que se manteve entre os dois. JinYoung ainda estava de pé em um canto da sala a ouvindo.  – Eu precisava falar com alguém que pode entender meu ponto e também pode me ajudar. _ A pequena senhora ergueu os olhos escuros focando a visão em um JinYoung de pé com os braços cruzados em frente ao peito de forma defensiva. – Eu não estou aqui para lhe ofender, JinYoung, eu sinto muito pelo que fiz anos atrás, tanto com você quanto com Jaebum… Foi uma época cega para mim e eu me arrependo  profundamente de ter usado aquelas palavras com vocês, ter mandado tirar vocês da minha casa mesmo sabendo que você apenas queria saber do Mark e como ele estava. _ Ela engoliu seco. – Eu sei que se preocupa com meu neto, mais do que eu… Mas eu não podia deixar que as coisas seguissem aquele rumo, achei que estava fazendo o certo, no entanto, hoje vejo que apenas atrapalhei a vida dele. _ Senhora Kim baixou os olhos para o chão pressionando as mãos juntas.

  – Não sei como a Senhora viu bem em separá-los, mas eu te garanto que nunca foi esse o bem. _ JinYoung disse afiado.  – Onde, em sua cabeça, passou a ideia de que o Jackson faria mal ao Mark? Me diga, como chegou a essa conclusão? Você acredita mesmo que o Jackson o obrigou a algo? _ As mãos de JinYoung se apertaram nos próprios braços.  – Eu sei que o adulto de toda a história era ele, mas ele somente amou o Mark… O Jackson moveria o mundo de cabeça para baixo, apenas para ver aquele garoto sorrir, mas até isso a senhora conseguiu destruir com sua ignorância. Ameaçar fazer mal ao seu próprio neto para afastá-los? Deus, você é louca? _ JinYoung explodiu.  

Ele nunca havia esperado tanto para falar algo como esperou poder dizer aquelas coisas aquela mulher desalmada. Durante todos aqueles anos ele nunca mais voltou a vê-la, desde o dia em que foi a casa dela a procura de Mark e foi expulso de lá por seguranças depois de ouvir que ele era um doente, ele e Jaebum era doentes. JinYoung não guardava rancor, nunca guardou de ninguém, mas ele tinha tanto a jogar na cara daquela mulher, tanta coisa para ser atirada nela.

  – Você ao menos tem noção do quanto você machucou aqueles dois, Senhora Kim?! Ao menos tem ideia de que SEU neto parou de viver no dia em que você e aquela mulher desprezível que Jackson chamava de mãe os arrancaram dos braços um do outro? Deus, nada do que você diga agora vai reparar o estrago que fez na vida daqueles dois, NADA. _ Gritou batendo as mãos nas próprias pernas.  – Eu nunca esperei tanto para ver o arrependimento de alguém como eu esperei ver o seu, minha senhora. _ JinYoung despejou dando uma risada jocosa.

  – Eu sei tudo o que fiz, JinYoung, e eu me arrependo mais a cada dia… Mark não é mais o mesmo, ele… ele é uma pessoa que eu não conheço mais e isso me apavora, pois eu matei meu neto com minha ignorância, eu vi meu menino desabar e não  fiz nada contra isso, apenas deixei. _ As mãos pequenas foram em direção aos lábios pintados como se ela estivesse contendo o choro.

  – Suas lágrimas não me comovem, as do seu neto sim, aquelas que você nunca me deixou secar e que causou. Aquele garoto nunca mais vai ser o adolescente que conhecemos, aquele que o Jackson ajudou a voltar a sorrir, a viver. Você soterrou aquele garoto, mas não tem toda a culpa. _ a mulher o encarou.  – Eu também tive minha parcela de culpa no que deu fim a eles e me destrói todos os dias ver o que aconteceu com ambos. A mágoa nos olhos do Mark, a culpa nos do Jackson, o amor deles soterrado por sentimentos ruins, por culpa de pessoas como você, a mãe do Jackson e eu… Eu não pude nem mesmo dizer o que realmente queria, minha preocupação com os dois acabou com o único laço que ainda tinham. _ JinYoung sentia a garganta apertada e a vontade de chorar querendo irromper com toda força aquelas barreiras construídas para nunca derramar nada na frente daquela mulher, ou dos dois mais prejudicados em toda aquela história; Mark e Jackson. - Se Mark é do jeito que é a culpa é nossa, Senhora Kim, de todos nós. De um jeito ou de outro todos contribuímos para a desgraça na vida dos dois e cá estamos, vendo ambos definharem por causa do amor pisoteado deles embaixo de nossos pés. _ JinYoung finalizou enquanto pousava as mãos sobre o encosto do sofá oposto ao que mulher estava sentada.

  – Eu sei de minha parcela enorme de culpa ao que aconteceu a eles e ao que meu neto se tornou, JinYoung, e eu penso nisso todos os dias, eu deveria tê-lo mantido seguro e feliz, mas eu não fui capaz de fazer isso, eu falhei com minha filha e agora falhei com Mark, mas eu quero concertar o que fiz e por  isso estou aqui… Me diga onde Jackson está. _ Ela pediu, os olhos escuros brilhando de forma esperançosa, mas JinYoung não confiava nela, sabia o quão ruim aquela senhora poderia ser independente de seus olhos inocentes.

  – Não. _ Negou com a cabeça.

  – JinYoung, por favor, eu apenas quero conversar com ele, esclarecer as coisas, pedir ajuda.

  – Senhora Kim, com todo respeito, não confio em você, não depois de tudo. A senhora pode estar arrependida, mas eu não irei lhe ajudar, você causou isso para si mesma e a todos que diz amar. Quer achar o Jackson? Procure por si mesma, já o mandou para longe, não é?! Então tem toda a capacidade de procurá-lo sozinha. _ JinYoung se ergueu apoiando as mãos na cintura.  – No dia do aniversário do Mark eles se encontraram aqui, Mark quase o acertou com uma garrafa tamanha raiva e ódio… Não acho que pedir ajuda, justamente, ao Jackson vá resolver algo. _ Alertou.

  – JinYoung….

  – Por favor, vá embora, não tenho mais nada a dizer e creio que a senhora não tem mais nada a falar também.  _ JinYoung apontou para a porta e a mulher se levantou.

  – Me perdoe pelas coisas que já lhe disse, tanto a você quanto ao Jaebum… Também a YoungJae e o marido dele… Eu sei o quão desprezível fui para todos vocês naquela época, mas entenda, eu apenas achei que aquilo fosse o melhor para o Mark sem nem perceber o quanto estava errada e, principalmente, machucando ele. Espero que um dia posso me perdoar por isso, JinYoung. _ Ela abaixou a cabeça antes de seguir para fora da casa do Park e do Im.

JinYoung precisou se encostar no sofá para que não acabasse caindo no chão, suas pernas bambas não suportando seu peso. Não estava preparado para aquela conversa, ou para um pedido de desculpas que não  esperava, ainda mais vindo daquela que conseguiu causar um mal para todos que rodeavam o neto. JinYoung não conseguiu se mover, apenas se manteve sentado durante boa parte da manhã se esquecendo até mesmo que deveria ir trabalhar, sua mente lhe levando ao dia que pediu a Jackson que desse um fim aquele relacionamento que não acabaria bem para ninguém.

Nunca deveria ter dito nada.

 

 

 

☪️

 

 

 

YoungJae deixou para trás o copo cheio de suco quando a campainha tocou fazendo um som estridente pelo apartamento grande e vazio se não fosse por ele ali, caminhou devagar até a porta abrindo a madeira, deveria ser um conhecido já que não fora avisado pelo porteiro, e deu de cara com a última pessoa que pensou ver ali. Depois de algum tempo ele simplesmente parou de esperar que Mark aparecesse por ali, ou falasse com ele por aí.

  – Olha só quem se lembrou que Choi YoungJae existe. _ Debochou.

  – Oi. _ Mark murmurou encolhido contra o próprio corpo, estava acuado.  - Desculpe aparecer assim de repente… Nichkhun está? _ Mordeu os lábios olhando o outro.

  – Não, por quê?

  – Não gosto de vir aqui quando ele está… sinto como se estivesse atrapalhando vocês e precisava conversar sozinho com você. _ YoungJae já sabia daquilo, na verdade, todo mundo se sentia estranho quando ele e Nichkhun estavam juntos.  - Posso entrar? _ Mark o encarou, um pedido mudo de que não o mandasse embora, não que YoungJae fosse fazer algo como aquilo.

  – Claro. _ Deu espaço na porta, o corpo esguio de Mark passou por ele e YoungJae fechou a porta logo atrás de si caminhando até a sala sendo seguido pelo ruivo.

  – Ele não vai voltar agora, vai?! _ Tuan mordeu os lábios e se sentou no canto do sofá enquanto YoungJae sentou no outro canto com o celular em mãos.

  – Não, ele vai trabalhar até mais tarde hoje. _ Deixou o aparelho na mesinha e colocou as pernas sobre o estofado.  - A que devo sua ilustre presença em minha casa depois de tanto tempo?! _ YoungJae era afiado e Mark não o culpava por isso, a culpa era sua por YoungJae estar daquela maneira, o havia deixado de lado.

  – Eu precisava de alguém que me entendesse, acho que desde sempre você foi o único que conseguiu fazer isso. _ Suspirou se jogando contra o encosto do sofá.

  – E seus amigos? _ O tom de mágoa fez Mark pensar, mais uma vez, no quão magoado YoungJae estava por tê-lo deixado de lado tantas vezes para sair com outras pessoas, no momento em que mais precisou o Choi estava lá para lhe acolher e algum tempo depois Mark apenas o tratou como uma última opção, algo do passado que ele só buscava quando precisava, ele havia sido horrível.

  – Você é meu amigo, Jae, sempre foi. _ Mordeu a parte interna das bochechas.

  – Tenho minhas dúvidas quanto a isso. _ Ele encarava as unhas como se não estivesse machucando Mark com suas palavras, mas talvez aquela fosse a intenção, Mark também o havia machucado.

  – YoungJae, por favor… Eu…

  – Eu sei o que vai dizer, Mark, mas eu já ouvi esse discurso todas as vezes que me procura para algo e, sinceramente, estou cansado de ser estepe de amizade. O fato de eu não ser como aqueles dois malucos te afastou de mim, na verdade, tudo que veio daqueles dois te afastou de nós, JinYoung, Jaebum, eu e até mesmo o Nichkhun que pouco falava com você. _ YoungJae jogou, sua voz ficando um pouco mais alta demonstrando que ele guardava aquilo a tempos.  - Você mudou, Mark, virou uma pessoa que eu não conheço, eu não sei como posso te entender se você mesmo não se entende. _ Jogou enquanto apoiava o braço no encosto do sofá e o rosto na mão.

Mark ficou calado, absorvendo as palavras de um YoungJae magoado, mas repleto de razão.

Mark notava, na verdade ele sempre soube, que estava se tornando algo que odiou parte de sua vida, ele se tornou tudo o que não queria; Amargurado, machucado, cheio de rancor e uma pessoa que usava outras para seu bem próprio. Em partes ele se envolveu com Bambam e YugYeom porque não sentia que os estava usando, eles não se envolviam completamente com o Tuan, a relação real era apenas entre eles dois, Mark era só um agregado prazeroso para eles. E Mark notou que o usado era ele, de novo.

  – Eu… eu não sei o que fiz comigo, YoungJae. _ Murmurou, seus olhos ardendo pelas lágrimas contidas.  - Eu achei que fazendo tudo isso me afastaria do Jackson, mas todas essas coisas só o trouxeram para mais perto, eu me tornei ele mesmo quando o conheci. _ Seus lábios tremeram.

Embora YoungJae estivesse lutando com todas as forças para não abraçar aquele moleque todo desenhado, ele queria agarrar Mark e dizer que ele não precisava ser daquela maneira, apenas queria o abraçar e proteger como não conseguiu fazer na época em que ele começou a ser… Aquilo.

  – Beber e se drogar ajudou em algo? Ser irresponsável com sua própria saúde e vida fizeram de você algo melhor? _ Perguntou frio, queria não demonstrar o quanto estava quebrado junto com ele.

  – As bebidas me faziam não pensar com coerência e por mais que ele viesse a minha mente era apagado com mais um copo, então vieram as drogas, elas me deixavam em outro lugar, eu me sentia extasiado e o Jackson cada vez mais longe… Eu conseguia me entregar a tudo sem que meu peito estivesse doendo por lembrar dele, embora eu gemesse por ele enquanto estava com outras pessoas não doía… Eu acho que era satisfatório. _ Suspirou trêmulo.  - Todo esse tempo eu procurei ele em outras pessoas, eu só queria que qualquer uma delas, ou qualquer uma dessas coisas fosse melhor do que estar com ele, do que senti-lo, do que amá-lo… Eu me sentia afundar todos os dias quando voltava de tudo e o peito ainda chamava aquele maldito nome, meu corpo ainda procurava aquele calor… Eu desejava aqueles carinhos e beijos que ninguém nunca pode tirar daqui. _ Mark soluçou, as lágrimas caindo sem freio.  - Eu só não queria ser dependente do Jackson e sentir como se nada fosse bom sem ele… Eu só o queria mesmo dizendo que não, eu o queria achar em outra boca, outro corpo, outros carinhos… Eu apenas o queria, YoungJae. _ O choro ficou alto.

E foi só ali que YoungJae arrastou o corpo pelo sofá envolvendo o garoto magro em seus braços deixando que ele segurasse em sua roupa e chorasse, aliviar aquela dor no peito que o massacrava todos os dias e ele fingia não existir. YoungJae sabia o quanto Mark sentia falta de Jackson, do que tiveram, do que foram e do que ainda podiam ser se nada daquilo houvesse os atrapalhado. O Choi sabia que quando estava sozinho Mark criava o mundo deles onde poderiam ficar juntos sem que outros atrapalhasse, YoungJae só queria que ele houvessem tentado mais e não desistido daquele amor bonito que havia entre eles.

  – Ninguém vai tomar o lugar do Jackson no seu coração, Mark, ninguém pode ocupar algo que é dele. _ YoungJae murmurou movendo os dedos pelos fios ruivos.  - Tudo o que ele deixou aí sempre será apenas dele, ninguém vai poder te dar o mesmo que ele, pois ele te amou a cada vez que fez tudo e os outros não amam, eles apenas querem usar. _ Mark soluçou esfregando o rosto na blusa do amigo.

  – É minha culpa… Ele foi embora por minha culpa, ele sofreu e vocês também, tudo por minha culpa.

  – Não, Mark, não é culpa sua… nada é sua culpa, se existe uma culpada nessa história é a vida. _ Afagou mais os cachos ruivos rebeldes.  - A vida toma rumos conturbados algumas vezes, mas basta a nós ceder a eles, você e o Jackson só se refugiaram onde pareceu mais fácil para os dois; Bebidas, sexo e negação. Eu sei o quanto você sofreu, o quanto ele sofreu, o quanto nós sofremos, mas se deve tirar ensinamentos dessas coisas e não deixar que elas te dominem… volte a si, Mark, volte a sua vida e não deixe isso dominar você mais do que já fez… Esse não é você, nunca vai ser, eu te conheço, eu conheço o seu eu verdadeiro e ele não é nada disso. _ O ruivo se levantou o olhando.

  – Eu sou esse aqui agora, Jae. _ Murmurou limpando as lágrimas.

  – Não, você não é isso, você é muito mais. Isso é uma máscara para esconder sua dor, a dor precisa ser sentida para ser compreendida e ela nunca vai ser se você continuar mascarando isso como um fracassado com medo de viver e bater com a cara no vidro. Acorde, Mark, ou você vai acabar vendo tarde demais que aquele idiota desistiu de verdade. _ Disse firme.

Mark não lhe respondeu, mas YoungJae soube que ele havia entendido e muito bem cada uma de suas palavras, ele as havia absorvido só precisava aceitá-las.

O ruivo passou a tarde ali, no colo do seu melhor amigo, aquele colo que tanto sentiu falta, das brincadeiras bobas e das besteiras que comia, de curiar o guarda-roupa de YoungJae e achar coisas que ainda lhe deixavam de bochechas coradas, de ouvir as narrativas dele sobre o relacionamento complicado com Nichkhun. Mark só percebeu o quanto deixou de viver com YoungJae depois de ouvir dele o quanto havia sido difícil o dia que a mãe apareceu ali querendo lhe levar embora, ameaçando até mesmo chamar a polícia acusando Nichkhun de coisas absurdas.

  – Eu acho que nunca senti tanta dor quanto no momento em que ela me arrastou para fora daqui com um policial… de ver o Nichkhun com um olho roxo e a boca sangrando por apanhar daqueles brutamontes que acreditaram nela ao dizer que ele abusava de mim. Eu senti meu mundo cair aqueles dias. _ YoungJae apertava as mãos nos olhos para evitar chorar.  - Eu nunca pensei que fosse odiar a pessoa que me deu a vida como eu odiei ela naquele dia… Eu queria que ela fosse embora que sumisse das nossas vidas, eu só queria ficar aqui com o Nichkhun, queria que existe apenas nós dois no mundo. _ Ele suspirou um pouco trêmulo. - Foi realmente difícil fazer com que entendessem que eu não estava aqui obrigado, que Nichkhun não era um pedófilo, ou um estuprador que me mantinha em cárcere privado… Deus, ela fez um inferno nas nossas vidas. _ YoungJae bufou, os olhos e o rosto vermelho, a vontade de chorar sendo enorme em finalmente poder contar aquelas angústias ao melhor amigo.  - JinYoung e Jaebum me ajudaram tanto naqueles dias, eles foram um verdadeiro apoio para mim e o Nichkhun. Eles foram as principais pessoas que ajudaram a tirá-lo da cadeia, a convencer um juiz de que minha mãe apenas não aceitava o fato de estarmos juntos pela diferença de idade e sermos homens, fora uma barra até ele acreditar e obrigar minha mãe a assinar minha emancipação. Ela poderia ter ficado longe, nos deixado em paz, ela fez isso por quase cinco anos. _ Um lágrima caiu do olho de YoungJae e Mark rolou na cama a secando antes de abraçar o amigo.

  – Me desculpe não ter estado aqui… eu… eu fui negligente com você, com o JinYoung, com todo mundo. Me perdoa, eu sei que fui um péssimo amigo, mas agora eu quero ficar com você, eu nunca mais vou deixar você, Jae, nunca. _ Apertou o corpo do outro se encolhendo junto dele.

  – Tudo bem, Mark, eu sei que você estava se afastando de tudo.

  – Vocês me traziam mais lembranças do Jackson, coisas que eu pensei que fosse conseguir esquecer, mas isso nunca seria possível só não tinha me dado conta ainda. _ Mordeu os lábios com vontade de chorar novamente.

  – Você vai procurá-lo? _ YoungJae perguntou batendo os dedos nas costas de Mark.

  – Acha que eu deveria? _ Ergueu o olhar para o mais velho.

  – Acho sim, na verdade, tenho certeza. Aquele dia da sua festa você o machucou com a garrafa, deveria ao menos pedir desculpas por ser um mal educado doido que joga garrafa nas pessoas. _ Falou sério, mas Mark acabou rindo e ele também.

   – Você o viu depois disso? _ YoungJae manejou a cabeça em afirmação.

  – Por mais irônico que possa parecer, Jackson e Nichkhun trabalham juntos. _ YoungJae riu.  - Eu fui ver ele e quando cheguei na empresa dei de cara com Jackson e um loiro maravilhoso saindo. Conversei com ele um pouco e logo depois eles foram embora, aí eu fui atrás do Nichkhun e ele disse que o Jackson era chefe de um setor não sei de quê, porque eu estava mais ocupado encarando ele naquele terno apertado …

  – YoungJae. _ Mark quase gritou e o outro percebeu que havia saído do foco falando do próprio namorado.

  – E ele disse que o Jackson havia chegado ali já no cargo, eles se deram muito bem, saíram para almoçar algumas vezes, mas eu nunca quis ir junto. _ Deu de ombros.

  – E quem é o cara loiro?

  – Eu não sei, eles também trabalham juntos, pelo o que Nichkhun disse também moram juntos… o cara é lindo, loiro, cabelos longos, olhos claros, alto pra cacete e, Nichkhun que me perdoe, dono de uma bunda que minha nossa. _ YoungJae disse descaradamente e Mark negou com a cabeça.

  – Será que é algo do Jackson? _ Mordeu os lábios.

  – Não sei, mas se for ele tá passando bem servid... aí. _ YoungJae acariciou o braço onde foi beliscando.  - Desculpa, mas eu só disse a verdade. Você aprontou as suas, acha que o Jackson também não fez isso?! _ Perguntou em tom debochado. Aquilo incomodou Mark, muito por sinal, mas ele sabia que YoungJae só estava sendo sincero pra cacete, como sempre.  - Mas eu acho que são amigos, colegas de trabalho e de apartamento. Na verdade, o loiro foi com ele na sua festa, o nome é Milo. _ YoungJae disse por fim.

Mark parou para pensar e sim, tinha alguém com Jackson, o alguém que o levou para o hospital e deu uma blusa para estancar o sangue. Aquele cara era realmente bonito e parecia muito preocupado com Jackson, até demais na verdade. A possibilidade daquele cara ser algo a mais de Jackson incomodou o peito, é claro que Mark sabia que Jackson havia se envolvido com outras pessoas, isso era óbvio, mas se ele estivesse com outra pessoa agora significava que já havia deixado totalmente de lado o que tinham. Aquela ideia lhe assustou, se ele houvesse desistido não tinha mais o que fazer.

Embora várias coisas estivessem em sua cabeça, Mark se limitou a não dizer nada e apenas ficou mais um pouco ali antes de avisar a YoungJae que estava indo embora, provavelmente Nichkhun deveria estar para chegar e Mark não queria ser um intruso ali. Depois de se despedir do amigo vagou pela rua do condomínio de YoungJae, não tinha um rumo certo, mas logo o achou quando o carro preto passou por si e um YugYeom alegre saltou o puxando para entrar. Ainda tinha muitas coisas para resolver e aqueles dois sempre lhe aliviavam a mente, mesmo que de forma errada, ele sempre preferia não pensar a ter que pensar e os dois mais novos lhe davam aquela solução rapidamente; Umas doses de álcool e um comprimido miúdo na língua, logo estava pouco se importando com o que fazia e com quem fazia, só queria extravasar aqueles sentimentos conturbados e nublados pelo êxtase.

 

 

 


Notas Finais


E por hoje foi só e.e'
Desculpem qualquer erro e pelo andar mais lento das coisas, mas isso é necessário, existem muito pontos a serem esclarecidos aqui, principalmente do Mark, então iremos lentamente, espero que não fiquem bravos ou entediados e.e'
Obrigada a quem leu, comentou e favoritou <3

XoXo da Tia e até semana que vem :*


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