História I Believe - Capítulo 22


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexander "Alex" Karev, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Jo Wilson, Theodora "Teddy" Altman
Visualizações 89
Palavras 3.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei, desculpa a demora...

Obs: Recomendo que ouçam Sweet Dreams - Annie Lennox Version no início do pdv.

Desculpa qualquer erro de português e
digitação.

Capítulo 22 - 22- Com destino a Califórnia




PDV CALLIE




Sou pressionada contra a parede e suas mãos passeiam pelas curvas do meu corpo, beijos avassaladores são dados cheio de desejo e excitação, com a pouca iluminação e única luz que tinha pairava sobre suas costas não deixando ver seu rosto. A única coisa que conseguia ver, era seus cabelos dourados e a pele alva dos seus ombros.
'Mio dios,’ murmura meu cérebro ao sentir seus lábios no meu pescoço, dando beijos suaves e úmidos, me causando arrepios, não consigo evitar soltar um gemido por minha boca ao senti-la descendo para meu busto e sua língua passar no meio dos meus seios, por dentro do decote da minha blusa. Ela afasta seu corpo do meu e me encara por alguns instantes, a loira segura à bainha da minha blusa e começa a tirar do meu corpo, ao terminar de passar por minha cabeça a peça é jogada em algum canto qualquer. Suas mãos descem até meu quadril me erguendo do chão, me seguro em seu pescoço, abro minhas pernas e entrelaço envolta da sua cintura, seu quadril faz pressão contra meu centro que o faz latejar de desejo.

Minha respiração descompassada, meu coração acelerado e minha pele arrepiada, são os sinais que meu corpo dava para demonstrar o desejo que fluía a cada toque. A excitação tomava conta do meu corpo, que sinto minha calcinha completamente úmida, roço meu centro contra o corpo da mulher para obter algum alívio. Ao ver minha reação para sentir tal alívio ela solta uma de minhas pernas, coloco pé no chão para me apoiar melhor, enquanto a outra fica envolta do seu corpo. A loira abre o botão do meu short jeans com sua mão livre, em seguida desce o zíper dando espaço suficiente para sua mão entra naquele short apertado, ela passa a palma da sua mão por toda extensão da minha intimidade por cima da minha calcinha, fazendo meus olhos rolam e delírio com seu toque.


- Como você está molhada Calliope. - ela sussurra com sua voz rouca no meu lóbulo direito. Arrepio-me toda e solto um gemido em aprovação. - Sinto o quanto você me deseja, você só precisa pedir, que lhe dou o que você quer.


-Eu... Eu preciso... - gaguejo, pois não consigo formular as palavras para que elas saiam por minha boca.- Que me toque.- imploro com a voz rouca, para que o contato seja feito ao meu corpo.


- Assim que eu gosto. - a mulher mais baixa da um sorriso vitorioso por eu ter me rendido ao seu capricho em pedir o que tanto queria ouvir. - Por ser uma boa garota vou lhe dar o que quer.

Sua mão passa por minha calcinha branca de renda e seus dedos tocam meu clitóris, que causa um leve tremor em minha perna de apoio. Seus dedos massageia meu ponto sensível delicadamente fazendo movimentos circulares, seguro um punhado de seu cabelo dourados em sua nuca o puxando para trás e me dando acesso a pele branca de seu pescoço, depósito beijos molhados com alguns chapões. Seus movimentos aumentam e gemidos são inevitáveis de sair por minha boca devido ao prazer que me proporciona.


-Mio Dios, eso es bueno.- dou um sussurro abafado no vão do seu pescoço, que faz a mulher aceleraram ainda mais.- Por Deus...- não consigo terminar minha frase quando seus dedos saem do meu ponto sensível e na sequência a polaca me penetrar com dois dedos.


Suas estocadas assumem um ritmo perfeito, vou subindo meus beijos por seu pescoço, passando pela extensão do seu maxilar até chegar a sua boca, passando a língua, por seus lábios pedindo acesso, que é concedido no mesmo instante, minha língua explora todo interior de sua boca, fazendo com que elas brigassem por domínio. Suas estocadas ganham mais velocidade, e o beijo fica mais casto, minhas paredes começam a ter pequenos espasmos e minha perna de apoio começa a perder as forças, separo nossos lábios por falta de oxigênio em meus pulmões, sugando seu lábio inferior ao final do beijo, que ao soltar faz um som de 'pop.' A loira pressiona seu polegar no meu clitóris que eleva ainda mais meu nível de prazer me deixando bem próxima do abismo, seguro com a outra mão em sua cintura e continuo com a outra em sua nuca, apoio minha cabeça em seu ombro e deixo todo prazer me dominar, meu corpo começa a receber a eletricidade do orgasmo correndo por ele, cravo minhas unhas em seu quadril e mordo seu ombro assim que o orgasmo atinge seu auge, a maravilhosa sensação me deixa completamente mole, como se meus ossos tivessem virado gelatina, a mulher segura todo o peso do meu corpo para que eu não caisse até me recuperar desse maravilhoso orgasmo.


-Callie, você está bem?- ouço sua voz suave, mas preocupada. - Calliope??

-Calliope você está bem?- ouço a voz familiar me chamar. - Callie?


Com um sorriso bobo nos lábios, abro os olhos lentamente para me adaptar a claridade, ao concluir o processo avisto meu pai e George ao seu lado, sento rapidamente na cama e coloco a mão sobre meu peito pra amenizar o susto que acabei de levar, olho para os lados e observo que ainda estava no hospital. Tento mexer minhas pernas, mas elas estavam bambas, minha intimidade estava completamente encharcadas. "Tudo aquilo não passou de um sonho" murmura meu cérebro, bufo de frustração por tudo aquilo não ter acontecido, parecia tão real que até tive um orgasmo. "Meu deus tive um orgasmo com um sonho erótico?!"


-Hija hoje você vai para casa, o Dr:Shepperd lhe deu alta.- diz meu pai com um enorme sorriso em seu rosto, se inclina e beija minha testa.- Vamos, se arrume meu amor.

Alguns amigos de trabalho vieram se despedir, embora não lembrar deles, eles simplesmente vieram me desejar sorte e que me lembre de logo para que retorne ao trabalho me juntando novamente a equipe dos cirurgiões. Em meio às pessoas que ali estavam presente, procuro por certa loira, mas não a encontro. Flashes do sonho voltam a minha mente que me leva a um devaneio momentâneo. "Será que a loira do meu sonho é a Arizona? Impossível àquela mulher ter algo comigo." Apenas queria que me despedir, afinal todos vieram menos ela.
Ao passar pela porta principal do hospital com George e meu pai, não muito longe vejo a loira sentada no banco com a cabeça baixa. Peço licença para os homens e sigo em direção a mulher.


-Oi. - cumprimento chamando sua atenção, que olha pra mim segundos depois. - Eu vim me despedir. Já que você não apareceu no meu quarto junto com os outros. - concluo, percebo que a loira estava com os olhos vermelhos e com marcas de lágrimas em suas bochechas. - Você está bem?- pergunto um pouco preocupada.


-Desculpa, por não ter ido me despedir, é que aconteceram algumas coisas e não tive cabeça pra ir lá.- ela diz tão baixo que mal consigo ouvi-la.


- CALLIE, TEMOS QUE IR OU VAMOS NOS ATRASAR. - George grita, rolo meus olhos e volto minha atenção para a loira.


-Tenho que ir. - digo estendendo a mão para que ela segurasse. - Não sei o que aconteceu com você, mas espero que consiga superar. - digo em seu ouvido enquanto nos abraçamos.


- Obrigada Calliope. - ela sussurra com o choro preso em sua garganta. - Espero muito que você se lembre de tudo e volte para Seattle, você vai fazer muita falta por aqui. - desfaço o abraço e me afastando para encará-la.


-Quem sabe eu consiga me lembrar? - enxugo com meus polegares as lágrimas que insistiam em sair de seus olhos.- Tchau e até breve, quem sabe?- me viro e refaço meu caminho até eles novamente.




                           ****IB****



"Última chamada para o portão de embarque, com destino a Califórnia."

Minhas mãos começam a suar assim que entro no avião e sento na minha poltrona. Acho que seria às duas horas mais longas da minha vida, odeio avião, "como uma coisa de metal pesando milhões de toneladas pode voar?" Resmungo em pensamento. Abro minha bolsa e procuro em meio aos objetos que estavam ali dentro, o meu frasco de calmante, alguns segundos depois o encontro, abro e pego dois comprimidos os jogando na boca e engolindo no seco, pois meu nervosismo está mais que aflorado, fecho minha bolsa e a deixo no meu colo, seguro firme nos apoios das poltronas e balanço minha perna sem parar. A aeromoça começa a explicar cada passo dos procedimentos antes que o avião decole, as turbinas são ligadas e o mesmo começa a se movimentar no solo para a decolagem. Fecho meus olhos assim que sinto o avião começar a correr na pista, ele se inclina e decola, fazendo meu coração parar na boca, George e meu pai seguram minhas mãos, já que estava sentada na poltrona do meio, facilitou para que ambos me acalmassem. Vinte minutos de vôo os calmantes fizeram efeito, pois sinto minhas pálpebras pesarem, e tudo que vejo é a escuridão.




****IB****




- Callie minha filha, como você está?- pergunta minha mãe, assim que chego ao hall principal da casa. - Você me deu um susto enorme. - ela segura meu rosto e o examina.


-Eu estou bem, mamãe. - respondo e tento me desvencilhar dos beijos que dava em todo meu rosto.


-Olha Carlos, ela se lembrou de mim. - ela diz zombando da minha cara.


-Claro que lembro. - retruco e rolo meus olhos em desaprovação a brincadeira.


- Calliope Iphigenia. - ouço ao longe minha irmã me chamar, após atravessar a porta e correr de braços abertos em minha direção.


-Pai, quem é essa garota?- pergunto dando uma piscadela disfarçadamente para meu pai, a fim de trollar a morena.


-Sou eu Callie, sua irmã favorita. - a latina mais nova diz com uma leve tristeza no olhar.


-Que eu saiba, sou filha única. - continuo a brincadeira, mas uma lágrima desce de seu olho e um aperto se forma em meu peito. - É claro que me lembro de você, minha pentelha. - puxo-a para um abraço caloroso.


-Ai que susto, Callie. - ela sussurra no meu ouvido enquanto nos abraçamos. - Não saberia viver se você não se lembrasse de mim. - ela desfaz o abraço e me fita por alguns instantes me examinando dos pés a cabeça. - Venha comigo, tenho tanta coisa pra lhe contar. - a morena mais baixa me puxa em direção as escadas.


-Calma, Ária. - peço. - Bom, até mais tarde. - digo olhando pra trás e acenando um "tchau" para meus pais e George.

Ária me levou até seu quarto e me bombardeou com suas historias e perguntas. Fiquei até tonta com tanta informação, inclusive ela acabou soltando sobre o jantar que minha mãe tinha organizado com a minha volta à cidade. Se minha mãe organizou um jantar pode ter certeza que vai ter pessoas da cidade inteira.

- Como já soltei mesmo sobre o jantar de hoje, quero lhe mostrar o vestido que escolhi para você. - Ária sai do seu quarto e corre pelo corredor. - Não é perfeito?- ela pergunta assim que entra com o vestido vermelho em suas mãos.


-Nossa Ária, você me surpreendeu com seu bom gosto. - digo analisando o tecido em suas mãos. - Você deveria investir nesse dom e seguir carreira na moda. - dou uma risada alta, que faz a latina sorrir e suas bochechas ruborizarem.


-Para Cal, eu não sei o que quero fazer ainda, estou indecisa em que carreira seguir. - diz a garota colocando o vestido sobre a cama.


-Quando você era criança, você vivia dizendo que queria ser igual a mim. - digo e dou um beijo em sua bochecha.


- Eu não me lembro disso. - ela fala e solta uma risada, que no mesmo instante sei que estava mentindo.


-Ária, muito obrigada. - agradeço e sento na sua cama.


-Não foi nada Cal, escolhi com o maior prazer. - ela senta ao meu lado. - Posso te pedir uma coisa?- ela pergunta meio sem jeito.


-Claro que pode. - Respondo e dou um sorriso terno.


- Faz cafuné na minha cabeça, estava morrendo de saudades de você Cal.- ela pede com olhos de cachorrinho.


-Ownt, minha irmãzinha está carente. - digo sorrindo.


-Não, estou não. - ela dá um tapa no meu ombro e se levanta, dá a volta na cama e coloca o vestido sobre a cadeira.- Talvez um pouco.- ela pula na cama e se aconchega no meu corpo.

Ficar ali com Ária me fez apenas lembrar como fui feliz naquela casa, tive meus momentos tristes, mas estar ali naquele momento estava sendo maravilhoso. Tiro meus sapatos e me ajeito na cama e continuo fazendo carinho na minha irmã até que ela pega no sono e eu acabo acompanhando.

- Callie? Ária?- sinto meu corpo balançar, abro meus olhos e fito à latina mais velha a minha frente. - Acordem meninas, vão se arrumar daqui a pouco os convidados estão chegando.


- Que pessoas mãe?- digo virando meu corpo para o outro lado e fechando os olhos novamente.


-Para o jantar de hoje à noite. E não se faça de desentendida, porque sei que Aria já lhe contou e estou vendo seu vestido em cima da cadeira. - minha diz em um só fôlego.


- Okay mãe, já acordei. - me sento na cama e balanço Ária para que acordasse também.- Já estou indo me arrumar.- inclino meu corpo para o lado para encarar minha irmã.- Se você acordar agora deixo, você me arrumar.- sussurro no seu ouvido que a faz dar um pulo na cama animada.- Vou tomar banho e depois você vai até meu quarto.

Pego meu vestido e saio do quarto de Ária seguindo pelo corredor até meu quarto. Ao entrar vejo que todas as minhas malas já estavam no local, respiro fundo sentindo o perfume familiar, observo que tudo está da maneira que me lembrava. Caminho até o banheiro e retiro minhas roupas, entro no box, ligo o registro fazendo com que a água morna caia sobre meu corpo, a maravilhosa sensação do líquido sobre o meu corpo me dá um alívio ao meu corpo tirando todo aquele cansaço da viagem, fico por alguns minutos só aproveitando a água em meu corpo e pensando e tentando lembrar de algo que não me lembrava. E a única imagem que vinha a minha mente era a de Arizona toda cabisbaixa sentada naquele banco com o olhar triste, aquela cena cortou meu coração, não sei o que havia acontecido, mas me deu uma pena enorme em ver a loira naquela situação, volto minha atenção para meu banho e começo a ensaboar meu corpo o enxaguando em seguida, pego meu shampoo de lavanda e passo nos fios negros do meu cabelo, cerca de meia hora depois termino meu banho e volto para meu quarto para me arrumar.


-Nossa, pensei que você iria morar dentro desse banheiro. - Ari diz me encarando sentada na minha cama, coloco a mão no peito devido ao susto que a mesma me deu.


-Nossa Ária, você tem que parar com essa mania de assustar as pessoas. - digo caminhando pelo quarto.


-Você que está toda assustada ai, porque assim que entrei avisei e até bati na porta do banheiro. - informou-me

Começo a me arrumar com a ajuda de Ária, desde pequena ela adorava me ajudar a me arrumar, quando tinha festas ela adorava dar palpites nas roupas e maquiagens que iria usar, apesar dos oito anos de diferença entre nós, nunca houve conflito, pelo contrário Ária foi por um bom tempo meu "chaveirinho" nunca liguei de levá-la para sair comigo quando os lugares eram permitidos para sua faixa etária. Ária começa a pegar secador, estojo com maquiagens, entre outros acessórios e colocar em cima da penteadeira, então ela começa seu ritual de me arrumar, um sorriso bobo nasce em minha boca ao ver o quanto ela havia crescido.
Quarenta minutos depois estou pronta, meu cabelo está solto jogado de lado com cachos definidos em suas pontas, com uma maquiagem marcante nos olhos e um batom mais suave em minha boca. Meu vestido tinha um decote em "V" gigantesco em minhas costas que acabava no início do meu quadril, nos pés um salto agulha preto.


-Isso sim é minha irmã e não aquele trapo que apareceu aqui mais cedo. - Ária fala em um só fôlego e gargalha ao final de suas palavras.


-Como que é?- pergunto com uma irritação falsa e dou um olhar de soslaio. - Repete isso novamente. -Peço.


-Eu não vou repetir, pois não sou gravador. - ela retruca e retorna a gargalhar.


-Mas como você está atrevida, menina. - paro em sua frente cruzando os braços em frente ao meu corpo. - Vou lhe ensinar boas maneiras, já que mamãe não lhe ensinou. - descruzo meus braços de dou um tapa de leve em seu ombro.


-Mamãe disse que esse atrevimento veio de você. - ela fala e ri alto, abro minha boca indignada por tal calúnia ao meu respeito.

- Meninas?- ouço chamar atrás da porta, seguida por duas batidas, grito um "pode entrar" e a mulher morena adentra o local. - A mãe de vocês está esperando no salão.


-Piedade. - chamo a mulher mais velha e vou a sua direção abrindo os braços. - Quanto tempo? Estava morrendo de saudades. - dou um forte abraço e carinhoso.


Piedade trabalha para minha família desde que me entendo por gente, ela que tomava conta da gente quando meus pais viajavam e nós não poderia ir junto por causa da escola, a mulher morena de personalidade forte e fiel a nossa família era minha segunda mãe, sempre podia contar com ela em todas as horas, Piedade já me tirou de muitas enrascadas.


-Vamos Cal?- Ária me chama estendendo a mão.


Cumprimento todos os convidados e respondo inúmeras vezes à mesma pergunta, já estava ficando cansada daquilo, pego uma taça de champanhe e sigo para fora da casa parando na varanda, encosto na mureta e observo as pessoas conversando em volta da piscina, meu estômago embrulha ao ver o tanto de "almofadinhas" cercando minha irmã. Fui criada como uma princesa, nunca passei por dificuldades, mas não sou do tipo materialista, não ligo e não faço questão de tanto dinheiro. Observo de longe um garoto tentar beijar Ária que se esquiva da ação, a chamo para que tal ato fosse interrompido, a latina mais nova caminha em minha direção.


-Obrigada- agradece.


- Olha quem está se escondendo aqui fora? - ouço uma voz feminina vir em minhas costas. - Ária como você cresceu. - ela se aproxima e cumprimenta minha irmã.


-Beatrice, o que você faz aqui?- minha irmã perguntou não acreditando ao ver a mulher loira a sua frente.


-É um prazer em vê-la novamente também, Ária. - ela retruca ironicamente. - Meus pais foram convidados e voltei ontem da Holanda, não poderia deixar de vir ver Callie. - ela me encara.


- Cal, eu vou entrar, não estou afim de ficar olhando a cara daquele garoto aqui fora.- ela se despede e entra.


-Então Callie é verdade o que me contaram?- ela sussurra em meu lóbulo ao ficar bem próxima de mim.


-Depende do que contaram. - respondo.


-É verdade que você sofreu um acidente e perdeu a memória?- ela se apoia ficando de costas para as pessoas ao redor da piscina e me encarando enquanto espera sua resposta. - Você lembra de mim?- ela pega minha taça e dá um gole no líquido.


-É verdade sim. - respondo e pego o objeto com o líquido de volta de sua mão. - E como poderia esquecer de você? E você continua com a mesma mania de pegar as minhas coisas, não é "Trix"?


-Callie você não pode guarda ressentimentos. - ela fala bem próxima ao meu rosto que dá para sentir seu hálito bater contra minha face.


- Não estou guardando ou guardo algum ressentimento por você. - respondo me afastando e bebendo um pouco do líquido da taça. - Nunca poderia guardar afinal você me mostrou o lado bom da vida. - digo e dou um riso alto.


-Hum, que bom que você pense assim. - ela arqueia sua sobrancelha e da um sorriso abusado. - Que tal recordar esses momentos?- sussurra com malícia


-Esquece "Trix."- me viro e vou em direção à parte de trás da casa. - E nem tente vir atrás de mim, porque simplesmente não vai rolar, afinal figurinha repetida não cola em álbum. - concluo já com certa distância.

Ao chegar a lateral da casa, sinto alguém me segurar minha cintura e antes que eu pronunciasse alguma palavra Beatrice ataca meus lábios, resisto no começo, mas acabo cedendo e dando acesso a sua língua para serpentear em minha boca, o beijo dela está ainda melhor do que eu me lembrava.

-Calliope Iphigenia Torres!!!- a voz do meu pai ecoa nos meus ouvidos, me separo da loira e tento "disfarçar" e recomponho minha postura.


-Papa, não é nada disso que está pensando. - tento justificar.

Meu pai está completamente furioso, seu rosto está vermelho de raiva, e sei que vou ouvir um dos maiores sermões da minha vida. "Obrigada 'Trix' por me colocar numa fria. Realmente agora fudeu." Murmura meu cerébro.


Notas Finais


Tirando a Melody, Ária é uma das personagens que mais amo escrever nessa história.
Me digam o que vcs acharam, blz?


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