História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 28


Escrita por:

Postado
Categorias Red Hot Chili Peppers
Tags Romance
Visualizações 17
Palavras 2.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Capítulo 28


- Esther, você viu meu boné? – Anthony perguntou enquanto entrava correndo no camarim

- Ali em cima pendurado.

- Ah, obrigado. – ele pegou e o deixou em cima do sofá. Pegou o monte de fio que estava em sua mão e começou a desenroscar. – É que eu estou meio atrasado.

- Estou vendo.. – comentei enquanto observava ele com essa pressa toda sendo que não ia atrasar cinco minutos do show.

- Pode me ajudar a colocar o ponto?

Eu sabia que ele ia pedir alguma coisa, me aproximei dele e peguei o fio que passava por suas costas.

- Por que tanta pressa?

- Eu acho que o pessoal já ta lá no palco.

- Não acho, senão a gente já estaria ouvindo daqui. – disse enquanto ajeitava e colocava um micropore na altura dos ombros para segurar o fio para ele colocar do jeito dele.

- Acho que você tem razão.

- Como sempre... – cantarolei e ele riu – Pronto.

- Obrigado. – disse e se virou ficando de frente pra mim – Acho melhor eu ir pro palco – disse porem não moveu um músculo pra isso.

- Também acho.

- Não vou ganhar um beijo de boa sorte... – e desde quando eu fico distribuindo beijos assim?

- Você não precisa disso, já faz isso de olho fechado.

- O que? Acha que eu não fico nervoso?

- Você não parece estar.

- Pra você ver como não está sempre certa – fiz uma careta pra ele – Eu fico uma pilha antes de todo show, realmente nervoso.

- Isso não é muito a sua cara.

- Já perdi a conta de quantas vezes você já me disse isso. – ele sorriu outra vez e me puxou pela cintura.

- Você não estava atrasado?

- Eu estaria ouvindo daqui se eles tivessem começado – repetiu o que eu disse.

- Muito engraçado. Para de fazer essas coisas aqui, Anthony.

- Você vem pra minha casa hoje?

- Já disse que não. Você deveria ter vergonha de me perguntar isso sabendo que seu filho vai estar em casa.

- Certamente ele não iria te ver lá.

- Como pode ter certeza?

- Só tenho – deu de ombros

- É a pratica né.

- Assim você me ofende.  – eu acredito muito – Então, vem comigo hoje?

- Não, Anthony!

- Perguntar não ofende né.

- Me solta e vai fazer o que você tem que fazer. – me afastei dele e mais uma vez ele viu que não estava com o boné.

- Viu meu bo...

- No sofá – interrompi

Ele pegou e então passou por mim deixando apenas um beijo no rosto.

- Até mais tarde, meu bem.

Como é que é? Segurei ele pelo braço que mantinha aquele sorriso sem vergonha.

- O que disse?

- Até mais tarde.

- Não, você me chamou de “meu bem”. Você para com isso hein.

- Eu não falei nada, você que quer tanto que ouve sem querer.

- Você é frustrante! – resmunguei e soltei a mão dele, mas ele estava em um ótimo dia, talvez porque daqui a pouco ele vá buscar o Everly.

Mesmo livre ele voltou e dessa vez juntou seus lábios aos meus num selinho demorado.

- Igualmente. – disse e por fim saiu.

Quando ele está de bom humor não tem nada que o faça ficar quieto.

Quando o show estava na metade eu fui até o palco assistir um pouco, mas era bem a hora do bis então todos saíram dali. Como eu estava prevenida para esse momento eu estava do outro lado do palco e não do lado que o Anthony costuma sair.

Logo Chad e Mauro voltaram e Flea apareceu ao meu lado com uma garrafinha de água.

- Hei Esther. Quanto tempo.

- Faz tempo mesmo que a gente não se fala.

- Amanhã vai ter a noite da pizza, vem com a gente?

De novo essa noite da pizza, ele sempre me chama e eu sempre dou uma desculpa, mas agora que conheço todo mundo não tem porque não ir, a não ser é claro porque o Anthony deve ir também.

- Onde?

- Lá em casa dessa vez.

- Posso ver.

- Não sei se o Anthony vai, ainda não perguntei.

- Mas você acha que eu não dei certeza por causa dele?

- Imagino que sim. – deu de ombros

Ele está certo, mas não posso mostrar que é um problema pra mim, eu quero que ele esqueça que eu não gosto do Anthony, não quero que ele associe nada de mim a ele nem que seja raiva. Vai que um dia ele pensa que isso é só um disfarce ou algo assim.

- Ah, mas faz tempo que eu nem ligo mais.

- É, eu reparei que vocês estão em paz.

- Foi um erro aquele dia Flea, mas agora tá tudo certo, as vezes nem lembro que ele existe.

- Hmm. Que bom, por que ele quando coloca algo na cabeça...

- Colocar o que?

- Ah sei lá, vai que ele tivesse se interessado de verdade – por que isso pareceu uma desculpa para a minha pergunta?

- Não, você se confunde porque ele deve fazer isso com todas ai fica difícil saber por qual ele realmente está interessado.

- É, to vendo que a opinião não mudou.

- Isso nunca – sorri

- Bem, pensa no que eu disse, e vê se aparece lá

Vou pensar mesmo, ainda mais se o Anthony não for. Esse pessoal é muito engraçado quando estão juntos assim, e fico feliz por eles me chamarem.

Assim que o show acabou eu fui para a minha rotina de arrumar as coisas por ali, fui sem pressa, resolvi ajudar até onde não precisava para quem sabe eu não ver ninguém da banda, mas só foi eu chegar na sala de aquecimento vocal para começar a desmontar que encontrei o Anthony lá.

- O que você está fazendo aqui?

- Vim pegar minhas chaves – se defendeu e só então eu percebi que fui meio grossa mesmo, dessa vez sem razão – Acha que eu estava aqui só porque você vinha?

- Não – resmunguei, afinal como ele ia saber onde eu estava.

- Pois errou. Por que eu perguntei pra Lisa onde você estava indo. – sorriu sapeca

- Logo pra quem você me pergunta?!

- O que tem?

- Você quer o que comigo?

- Varias coisas... Mas como estamos limitados agora vim perguntar se não quer ir comigo, eu te deixo na sua casa. Eu reparei que hoje você não está de carro...

- É, não estou por que eu vim da casa da minha mãe e pretendo voltar pra lá

- Ela mora aqui perto?

- Mora.

- De qualquer forma vem comigo buscar o Everly, depois você vai na sua mãe, vocês não moram tão longe.

- Você só complica minha vida, pra que eu vou deixar meu carro lá pra depois ter que buscar?

- Pra você ir buscar o Everly comigo. – disse num tom obvio.

- E pra que você quer que eu vá junto?

- Por que ele vai gostar de ver você. Eu te deixo em casa.

Pior que eu gostava mesmo do Everly e queria vê-lo, mas não era uma boa ideia eu ir com o Anthony.

- Olha, aprenda a dizer “sim, Anthony, eu quero ir”. Não seria mais fácil?

- Eu to pensando. Para de me atazanar

Minha mãe não se importaria se eu não voltasse, ela só ia ficar me questionando, eu posso dizer que eu estou cansada e fui para casa, porque realmente o que eu mais queria agora era minha casa e meu cachorro.

- Tudo bem, e não vem me convidar na frente do Everly para ir pra casa de vocês, nem se aproveite da inocência dele.

- Eu não pensei em fazer isso – sorriu – Vem, vamos logo então.

Eu fiz com que ele saísse na frente e depois de um tempo eu fui, não vou ficar arriscando justo aqui. Encontrei ele no estacionamento e então fomos.

- Manda uma mensagem para a Heather, falando que eu to indo. – ele me entregou o celular. – Por favor.

Eu digitei rapidamente uma mensagem e enviei, fiquei surpresa quando vi a rapidez com que ela respondeu.

“Anthony, achei que viria mais tarde. Saímos para jantar, não vamos demorar.”                             

- Vish, ela disse que eles saíram para jantar.

- O que? – ele quase gritou. – Não acredito que ela fez isso – nossa, o lado obscuro do Anthony. Acho que nunca o vi nervoso assim desde q estamos ‘juntos’.

- Ela disse que não vai demorar.

- É melhor que não demore mesmo porque eu vou esperar na porta da casa dela.

O que? E eu tenho que esperar também?

Fiquei quieta né. Ele continuou dirigindo calado, com uma cara de bunda. Eu não mereço aguentar ele nervosinho não.

Ele parou em frente a uma casa grande e bonita e desligou o carro.

- Os pais dela estão ai. – apontou para o carro da frente – Deve ser por isso que saíram. Deixa eu ver a mensagem – ele pegou o celular e começou a ler.

Eu me vi presa ao lado dele e não tinha o que fazer, então já que ele estava estressado com a ex dele eu me senti meio livre ali, como se ele fosse me ignorar, fiquei feliz por isso. Soltei o cinto e mesmo sem saber se ele se importava de eu sair pisando no carro ou não eu saltei para o banco de trás onde eu tinha mais liberdade.

- O que você está fazendo?

- Esperando.

Ele então soltou o cinto dele, abriu a porta e veio aqui para onde eu estava, a pergunta é por que diabos ele fez isso?

- Pra que você fez isso?

- Por que eu senti que você estava fugindo.

Pelo menos agora eu sei que ele percebe as coisas rapidamente.

Eu encostei as costas na porta e coloquei os pés no bando, mas antes tirei os sapatos.

- Você acha que ela não vai demorar mesmo?

- Não sei, mas acho que não... Eu espero na verdade.

- Acho que se ela não gostasse de ficar com o Everly ela não ficaria enrolando para trazer ele de volta.

- Não se engane com isso não. Ela gosta de ibope de sair com ele para todo canto. E aposto que ela só foi porque está com os pais se não nem isso.

- Como as coisas mudam né. Você era tão bobo por ela que eu nunca ia imaginar você falando desse jeito.

- A questão é, por quem eu não fico bobo?

- Olha, admitiu – sorri

- Ela era muito diferente, depois que nos separamos ela parece fazer tudo para me provocar.

- Normal, coisa de ex casal. Ouço tanta gente reclamando disso.

- Mas eu não tenho mais paciência para isso, as vezes ela parece muito infantil.

- Enquanto você mostrar que se importa ela não vai parar, você fica dando showzinho.

- E o que quer que eu faça?

- Quando ela voltar, seja simpático, normal, diga que não teve problema a demora, cumprimente os pais dela e então venha embora.

- Ai ela vai pensar que eu quero voltar.

- Ah então eu não sei, vocês são complicados demais, eu não ajudo mais.

Ele se aproximou e se virou ficando de frente pra mim e rindo.

- Agradeço a ajuda, mas a Heather não tem jeito. – ele disse se inclinando sobre mim. – Já me acostumei com o que ela faz, mas vou sempre reclamar. – ele atingiu meus lábios começando um beijo bem suave que logo teve fim

- Eu tentando dar uma dica não foi uma brecha para que você venha pra cima de mim.

- Bem então podemos fazer o contrario – ele passou uma mão na minha cintura e me puxou para que eu me sentasse no colo dele.

Fui meio contrariada, mas fiquei de frente para ele. Ele que vá achando que vai conseguir alguma coisa aqui dentro justo quando estamos esperando o Everly. Eu fiquei sentava no colo dele com minhas pernas dobradas para o lado, não estávamos tão grudados assim.

- Por que vocês se separaram? – perguntei para que ele se distraísse e também por curiosidade

- Não estava dando mais certo. A gente só brigava. No começo era só flores, quando enfrentamos a vida juntos mesmo a gente viu que não era isso.

- Ela é muito nova para isso, você conheceu a menina ainda cheirando a leite.

- Eu sei, mas tem coisa que a gente não escolhe.

- No seu caso eu acho que você escolhe sim. – brinquei

- Eu quis você, e você não tem mais 20 anos e nem corpo de modelo.

- Não precisa jogar na cara também.

- Não foi isso que eu quis dizer meu b... é, Esther. – ele sorriu

- Eu ouvi hein.

- Só estou te mostrando que eu estou com você, mas você não é igual as outras.

- O que é estranho. Bem observado isso ai... To começando a desconfiar que você está comigo só por causa do dinheiro – brinquei e ele soltou uma gargalhada alta, mas não de deboche ele realmente riu.

- Você é muito melhor quando usa o senso de humor, amo quando você faz isso. Mas é o que eu disse, essas coisas a gente não escolhe. – ele que já tinha as mãos nas minhas costas foi fechando como num abraço e me colocando mais para perto.

- Você escolheu ficar atrás de mim.

- E você me beijar naquele dia, eu não escolhi, talvez eu nem tivesse te conhecido.

- Nem me lembre disso...

- Não quer mesmo que eu te lembre? A mão que ele me segurava nas costas foi descendo para minhas pernas enquanto ele vinha ao meu encontro e me beijava no pescoço suavemente.

- Você não parecia estar com raiva ou qualquer outra coisa de mim aquele dia.

- Eu estava bêbada.

- Nem tanto.. – continuava com os beijos

- Anthony... – adverti.

- Esquece onde a gente está. – pediu – Não tem ninguém aqui e esses vidros são suficientemente escuros.

Ele não esperou eu pensar em uma resposta e começou a me beijar intensamente. Sua mão apertava minha perna com força enquanto a outra subia por debaixo da minha blusa. Eu fui passando minha mão por debaixo na camisa dele e mesmo sem perceber fui puxando para cima e ele logo a tirou.

Ele me segurou no final das costas e me deixou no banco e mesmo o carro dele sendo gigante ainda estávamos apertados ali, ele veio em cima de mim deixando nossos corpos colados e me beijando ainda ardentemente.

Ele foi descendo os beijos para o meu pescoço e então meu colo, como eu estava no trabalho minha blusa não era muito decotada então ele saiu um pouco de cima de mim e rapidamente a tirou logo abrindo o botão e o zíper da minha calça e voltando para cima de mim.

Eu ainda estava de sutiã, mas agora já havia espaço suficiente para que ele continuasse a fazer a trilha de beijos pelo meu corpo. Ele subiu a mão provocadoramente desde o cós da minha calça até meu seio agora ignorando o sutiã. Se tem algo que eu não posso nunca reclamar do Anthony é da experiência dele e também se eu reclamasse eu não teria motivo para ficar com ele.

Eu tinha minhas mão fortemente em suas costas enquanto ele estava com o rosto afundado no vão entre meu pescoço e meu ombro foi ai que percebemos o carro se iluminar com uma luz como se fosse de um farol.

Eu soltei ele na hora e lembrei que não era para eu ter deixado isso acontecer.

- Ta vendo por que eu reclamo da Heather?! – disse ainda ofegante

- E você acha que ela imaginava, Anthony?!

- Não, mas parece que sim, é isso que irrita.

Ele colocou a blusa rapidamente e logo saiu do carro fechando a porta rapidamente. Eu coloquei minha roupa de volta e voltei para o banco da frente, agradeci por estar tarde e esses vidros serem bem escuros. 

Logo Everly entrou correndo no banco de trás.

- Oi – eu disse e então ele percebeu que eu estava ali na frente

- Oi Esther! Que legal que você veio.

- É, faz tempo que você não vai lá em casa.

- Eu tava na casa minha avó. – e nisso o Anthony entrou. – Foi bem legal.

- Que bom.

- Papai, por que sua blusa tá ao contrario? – olhei pro Anthony e realmente ele tinha vestido a camisa do avesso. Eu comecei a rir junto com o Eve.

- Sua vó deve estar me achando um maluco. – ele brincou – Por falar em maluco – começou baixo – Você foi jantar com sua mãe?

- Sim, a gente foi comer macarrão, papai.

- E o que você pediu de sobremesa?

- Hm, acho que era pudim de chocolate.

- Então que tal a gente melhorar isso ai e ir numa sorveteria?

- Eba!!

Eu olhei incrédula para ele, eu queria ir para casa por que ele faz essas coisas?! Ele apenas sorriu de canto dos lábios feliz pelo plano que deu certo. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...