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História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 46


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Capítulo 46 - Capítulo 46


Acordei quando era mais ou menos quatro ou cinco da manhã, não sei ao certo porque, está sendo difícil de dormir hoje. Desde a hora que o Anthony chegou até agora acho que dormi durante uma hora e meia.

Por falar nisso eu estava sozinha no quarto, estava tudo escuro, mas eu sabia muito bem que ele não estava ali. Será que aconteceu algo, que o Everly acordou talvez, estamos no quarto de hospedes, bem, eu estou aqui. Mas quero saber o que está acontecendo, não vou ficar sozinha não.

Por via das duvidas me vesti por completo, to desconfiada que tem algo a ver com o Everly. Deixei o abajur acesso e sai em silencio, a casa estava um breu total, naquele corredor enorme nem a janela fazia diferença, a única luz que dava para ver ali era uma saído por debaixo de uma porta no final do corredor. Sei que não é o quarto do Everly, mas só isso porque não faço ideia do que é lá.

Eu deveria voltar a dormir, ele deve estar ali, fazendo sei lá o que, é a vida dele. Mas nem sonhando que eu durmo com essa curiosidade, porque ele acorda no meio da noite (pois tenho certeza que ele também estava dormido) e simplesmente sai e fica trancado em outro quarto?

Fui devagar para não fazer barulho, hesitei antes de abrir a porta, mas acabei abrindo devagar. Coloquei a cabeça pra dentro da sala e antes de qualquer coisa eu vi ele, estava sentado numa poltrona vestindo apenas a calça escura que tinha ido para a entrevista.

- Atrapalho? – não sei porque mas foi a primeira coisa que eu senti que deveria perguntar, afinal já é a segunda vez que ele está quieto em um canto e eu vou atrás.

- Não – disse simplesmente – Vem aqui. – ele não parecia surpreso ou irritado por eu estar aqui.

Fui entrando e olhando para o lugar, era uma sala pequena e simples, livros, folhas para cá e para lá, um violão que aposto que é só de enfeite, alguns quadros, umas caixas no chão,  uma mesa com um notebook, um sofá pequeno do outro lado. Um lugar que você não diz que tem dentro dessa casa.

Ele fechou um caderno de capa vermelha e colocou sobre a mesa, tinha algumas folhas soltas no caderno também, fiquei me perguntando se ele estava compondo porque está ai uma coisa que eu sou muito curiosa para ver, sempre achei interessante como alguém pode compor, me parece difícil demais. Eu queria ter um pouco mais de cara de pau para perguntar, mas é muito pessoal se realmente for isso.

- Gostou?

Ele perguntou e então percebi que o silencio dele talvez fosse por eu estar analisando a sala detalhadamente.

- Bem curioso. O que você veio fazer aqui? Você disse que estava cansado quando chegou.

- Não consegui dormir, ai vim escrever um pouco.

Que interessante ele realmente estava escrevendo, como deve ser isso, a inspiração vem assim do nada ai ele para tudo e vem pra cá? Será que é isso? Não estou com coragem de questionar.

- Senta aqui – ele estendeu o braço e puxou minha mão, mas eu não fui.

- To bem em pé – afinal eu não queria sentar no colo dele.

- Para de bobagem – e puxou com mais força me fazendo ir em direção a ele.

Passou a mão pela minha cintura e colocou o outro braço sobre minha perna.

- E você por que acordou?

- Sabe que também não sei.

- Eu disse que você tem dificuldade quando estou longe.

- Depois reclama quando te ignoro. Eu estava sob alerta entendeu, você sabe que eu sempre acho que o Everly vai acordar.

- Por isso você vestiu toda a roupa antes de vir aqui?

- Acha que eu andaria sem roupa pela sua casa?

- Se eu responder você não vai gostar...

- Tudo bem. Mas enfim, eu achei que você tinha levantado para ver o Everly, fiquei curiosa. Mas agora já vou voltar.

- Não, fica aqui. Daqui a pouco a gente vai.

- E perder meus minutos de paz para dormir? – brinquei.

- Se você for agora eu vou te seguir e ai sim tirar sua paz.

- Ok... ok. Mas me diz por que você vem aqui? Sei lá, por que não vai na sala ou na varanda, você não tem medo de ficar sozinho aqui?

- Não, eu tenho isso como habito. Esse quartinho é meio pra isso, é como se não fosse da casa, pode ver que nem a moça que limpa a casa passa por aqui.

- Percebi, e eu que achei que você que deixava a casa organizada...

- Quando eu era menor eu tinha um desse na casa da minha mãe, era o sótão na verdade, mas ela deixou eu fazer minha bagunça ali.

- Era tipo esse?

- Uhum, eu ficava lá lendo e ouvindo música. Minha mãe até falava que eu ia pegar cupim de tanto ficar ali e que eu ia ter que tomar banho com lustra móveis - sorriu com a lembrança.

- Deve ser por isso que você tem essa cara de pau.

- Sabia que você não deixar essa passar em branco.

- Então quer dizer que desde pequeno você sempre foi estranho assim?

- Nem sempre eu tive a oportunidade de ter um quartinho, teve época que ter casa era luxo, isso foi quando eu ainda morava em Michigan, eu refiz isso depois que me estabilizei aqui em Malibu e outra coisa não é estranho viu, é como ter uma casa na árvore só que sem árvore, você nunca teve nada assim?

- Bem, minha cama era meio alta e meus lençóis grandes então formava um lugar legal embaixo dela pra ficar.

- O que você ficava fazendo lá?

- Dormindo.

- Você tinha um espaço embaixo da cama para dormir? Depois eu que sou estranho, na cama então você fazia o que?

- Dormia também – ri – Mas você não está entendendo. Existem lugares que são perfeitos para dormir, você olha e da sono, ali era assim, mas eu gostava de desenhar também. Como o estrato da cama era de madeira a canetinha pegava bem ali. Ah e eu gostava de comer ali também. Tinha vez que minha mãe fazia um monte de coisa gostosa, uma melhor que a outra e eu ficava tão feliz que eu não me contentava em comer na cozinha, eu gostava de comer minhas comidas preferidas no meu lugar preferido, ai eu fazia um prato com tudo e ia comer embaixo da cama. Doug meu cachorro era o único que eu deixava entrar lá, também porque seria estranhos meus pais entrarem lá, dava certo porque eu era pequena, meu irmão também sempre foi mais alto....

Olhei pra ele e ele estava me encarando sorrindo, não pelo que eu dizia, um sorriso meio que de admiração.

- Que foi? – perguntei

- Você falando, é interessante de ouvir, eu não imagino você criança. Sem contar que você nunca me fala nada.

- Por que você sempre faz parecer uma entrevista, agora eu simplesmente me lembrei e já parei também, acho que vou dormir.

- Tudo bem, eu também vou. Ah antes que eu esqueça, você tem certeza que não quer ir ao jogo comigo?

- Tenho, você não vai levar o Everly?

- Não, ele vai passar o dia com meu pai.

- Entendi, você já foi varias vezes sozinho, não vai fazer drama.

- Não vou, só queria confirmar se você não tinha mudado de ideia.

- Pois não mudei – me levantei

Antes que eu fosse andando na frente ele segurou meu pulso acho que logo para isso, para que eu o esperasse.

- Enfim, foi mal por ter te achado duas vezes hoje. Esse esconde-esconde não está dando certo né.

Mais uma vez ele me parou e me deixou de frente para ele, até eu chegar no quarto o dia já amanheceu.

- Eu gostei de ver você aqui – falou baixo e me deu um selinho logo em seguida, me pegando de surpresa até – E gostei de conhecer um pouco da sua infância.

- Não se acostume. Podemos finalmente dormir agora?

- Vamos, vou ficar com você pra ver se você dorme agora. – foi indo na frente e me levando, ele pegou essa mania de me segurar pela mão.

- Quer saber de uma coisa, eu vou dormir lá com o Everly, eu falei que ia ficar com ele lá.

- Nem inventa, eu fui olhar ele lá e ele está dormindo muito bem e o Buster está lá, não acho que tenha espaço para você.

- Até parece.

- Não se preocupe que eu normalmente levanto antes que o Everly e vou fazer o café.  – deixou um beijo na minha testa – Agora vamos dormir, tudo bem?

Apenas assenti, não sei nem porque começamos a falar, eu só queria dormir na verdade, amanhã acordo cedo e volto pra minha casa, já passei tempo demais com o Anthony por essa semana. 



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