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História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 47


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Capítulo 47 - Capítulo 47


Já faz uns três ou quatro dias que eu não vejo o Anthony, depois de domingo ele não volto e eu não fui mais lá, acredito que eles estejam ocupados com tudo isso de novo álbum. Eu não estaria achando isso ruim se eu não tivesse esquecido meu carregador na casa dele, eu estava tentando economizar ao Maximo minha bateria, mas uma hora ela teria que acabar, agora eu to ensaiando pedir para ele trazer ou ir buscar. Acho que a opção mais segura é eu ir lá.

Era cedo ainda, mas eu não podia ficar sem meu celular, tem um show se aproximando e muita coisa para resolver. Acredito que ele não esteja dormindo a essa hora então peguei meu carro e fui.

O caminho estava livre cheguei lá sem demoras e apertei a campainha, me arrependi instantaneamente, vai que eu acordo o Everly, mas pensando bem o Eve estando acordado é melhor pra mim, então apertei outra vez e outra.

- Ow não tem campainha em casa?! – ele abriu a porta resmungando, mas parou meio surpreso quando me viu.

Estava com o cabelo meio molhado, isso mostra que eu não o acordei.

- Acho que a ultima pessoa que eu imaginaria um dia tocando minha campainha era você.

- Eu também, que coisa não.

- Algum problema?

- Sim, você não vai deixar eu entrar?

- Ah, claro. – ele riu – Se você insiste...

Passei e ele fechou a porta atrás de mim. Antes de eu falar o motivo de estar ali reparei a bagunça que estava a sala dele, a mesa de centro cheia de papeis, amassados e alguns ainda em branco.

- Agora você também come sulfite?

- Ai esse seu bom humor as oito, alias o que você tá fazendo aqui tão cedo?

- Calma Anthony, parece até que tá escondendo alguém aqui. Eu esqueci o carregador do meu celular.

- Esqueceu? Eu não o vi por ai.

- Ele deve ter caído atrás da cama, coloquei na tomada que tinha lá.

- Vou pegar pra você.

Ele então foi lá procurar e eu me sentei ali perto de onde estava a bagunça. Eu até poderia ler, na verdade era o que eu mais queria, ver como ele sai juntando as palavras, mas é muito pessoal isso, seria bem feio da minha parte.

- Você tinha razão – ele voltou me assustando – Tava lá mesmo.

- Cadê o Eve?

- Dormindo. – respondeu enquanto se sentava ao meu lado

- Que pena. Bem Anthony, peguei o que eu queria agora eu já vou. – falei já me levantando

- Ah não – ele me puxou de volta, mas propositalmente para sentar no seu colo – Já tomou café?

Não.

- Já.

- Mentira, você não toma café tão cedo.

- Então pra que pergunta se você sabe?!

- Só pra te testar. Eu vou acordar o Everly daqui a pouco.

- Pra que? Deixa o menino dormir.

- Não, tenho que levar ele pra tomar vacina, ele conseguiu me enrolar a semana toda.

- O que não é muito difícil né...

- O que você vai fazer hoje? – mudou de assunto enquanto fechava os braços ao meu redor

Pensa Esther, se eu falar que nada ele vai me incluir em algo.

- Tenho que dar uns telefonemas, arrumar algumas coisas para o show, confirmar com outros, sabe o de sempre.

- Sei, a lorota de sempre, eu sei que você já fez isso. Vem comigo levar ele para tomar vacina.

- Por que? Você até dez minutos atrás nem estava contando com a minha presença.

- Acho que ele pode ir mais descontraído sabe, ele está tentando evitar a todo custo.

- Vou ver o que posso fazer.

- Brigado – ele deixou um beijo rápido nos meus ombros. – Vou arrumar essa bagunça e já chamo ele.

- Você está nisso desde cedo?

- Uhum, os últimos dias tem sido assim – me levantei para que ele saísse e eu me sentei de volta no sofá.- Me animei depois daquela mini reunião de domingo

- E se você não conseguisse escrever? Travasse do nada?

- Bem isso não é algo que eu acho que aconteceria, mesmo assim acho que temos tantas letras por ai que da para gravar CD pro resto da vida.

- Nossa!

- Você estava me perguntando isso aquele dia, só que eu tive que ir embora.

- Ah é, é que é meio curioso como você escreve.

- É como uma história, uma coisa vai puxando a outra quando você tem a ideia, e quando você não quer deixar muito na cara você vai traduzindo o que quer dizer de um jeito mais camuflado.

- E você não tem vergonha não? Chegar com as letras pra mostrar, pra todo mundo ver o que você pensa.

- Antes eu até tinha um certo receio, mas você supera e depende da letra também.

- Alguma vez já te falaram nossa Anthony isso é muito ruim!

- Já – ele riu – As vezes eu passo dos limites sabe, ou fica muito melosa ou muito confusa ou simplesmente uma bosta. Mas quem costumar me dizer isso é o pessoal da banda, eu não me importo.

- Se fosse outra pessoa você iria ficar mais desconfortável.

- Talvez. Mas não é algo que eu mostre para todos, é muito mais pessoal do que deveria.

Acho que isso ficou como um recado pra mim de que é melhor eu não chegar perto das letras.

- Eu esconderia a sete chaves se eu escrevesse o que eu penso.

- Não é bom guardar tantas coisas dentro da gente – ele juntou as folhas e se levantou – Mas isso leva tempo e confiança talvez.

- Por que eu senti isso como uma indireta?

- Porque foi. Vou chamar o Eve.

E ele mal anunciou e ouvimos alguns passos se aproximando.

- Eve? – ele chamou e o pequeno apareceu no começo das escadas

- Pai, minha garganta ta doendo, acho que não dá para ir tomar a vacina.

Anthony olhou pra mim e piscou indicando que ele estava mentindo.

- Vem cá, deixa eu ver – ele desceu as escadas e Anthony foi ao seu encontro. – Mas que pena, só porque tinha uma surpresa pra você.

- Surpresa?

- É, olha quem veio pra ir com a gente.

E então ele me viu e veio logo me cumprimentar.

- Você também vai tomar vacina?

- Não exatamente, mas eu vim porque fiquei sabendo que a gente ia numa sorveteria depois, mas que pena que você não está bem.

- Sorvete?

- Uhum, sorvete e antes do almoço.

Os olhos dele brilharam de alegria e os do Anthony de raiva, eu sabia que ele não ia gostar.

- Pai, eu acho que to melhor. Da para tomar vacina.

- Ah eu tenho certeza que está – ele me olhou com cara feia e eu fiquei rindo. – Deixei sua roupa lá perto da sua cama, se veste pra tomar café tá.

- Uhum – ele subiu rapidamente as escadas.

- Ótimo truque, você nem gostou da ideia né.

- Você sabe que eu falei só para convencer ele.

- Ah sim, lógico que eu sei, como eu não pensei antes – falou todo irônico e eu fiquei rindo da cara dele.

Ele se aproximou e me segurou pela cintura, eu não evitei, mas fiquei atenta a quando o Everly voltasse.

- Eu sabia que as vós tinham fama de estragarem os netos, mas as...

- As o que?

- As amigas dos pais.

- Hm.

- Amigas bem próximas... Bem intimas... Que ficam resistindo ser algo a mais, porem que já prati...

- Já entendi, Anthony. Vem, vou te ajudar a arrumar a mesa.

Ele me segurou mais perto e me beijou calmamente, como se não quisesse aprofundar muito sabendo que não era o momento.

- Obrigado por ter ficado e feito isso, mesmo eu sabendo que você quer esse sorvete mais que ele.

- Não precisa agradecer, vou pendurar na conta.

Depois disso acabamos tomando café e finalmente fomos, Everly se comportou muito bem, na idade dele eu e meu irmão bolávamos planos terríveis para fugir a todo custo de agulhas. Uma coisa foi levando a outra e eu deveria ter imaginado quando fui para a casa dela que seria quase impossível eu vir embora.



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