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História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 54


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Capítulo 54 - Capítulo 54


Acordei por volta das onze horas, era domingo e estava sol lá fora, mas eu estava morrendo de preguiça e me levantar. Já o Anthony nem se fale, ele nem acordou para começar, isso era algo bom eu poderia ir tomar banho e comer algo tranquilamente.

Mas só foi eu criar coragem de me levantar que ele decidiu acordar.

- Ta cedo! – resmungou me puxando pela cintura.

- Anthony, já passa das onze eu to morrendo de fome. – tirei a mão dele de mim e me levantei. – Vou tomar banho.

- Você vai querer comer em casa ou ir a algum lugar?

- Na verdade eu queria ficar em casa, mas acho que vamos precisar ir ao mercado.

- Não tem problema – disse virando para o outro lado. – Vou me arrumar também.

Ele parece estar normal, achei que depois do que aconteceu ou melhor do jeito que aconteceu ele iria ficar diferente, ficar imaginando coisas, mas pelo visto não.

Tomei meu banho rapidamente e já me troquei, fui até a cozinha verificar o que tinha enquanto ele também se arruava.

- Pronta? – ele perguntou me abraçando por trás e me pegando de surpresa.

- Faz tempo...

Ele começou a me embalar naquele pra lá e pra cá bem devagar enquanto me beijava pelo pescoço. Eu sabia o que ele estava tentando fazer.

- Anthony, eu to morrendo de fome, então nem tente...

Senti ele sorrir contra minha pele e então agora eu estava de frente para ele.

- Eu não estava pensando em nada ao contrario de você...

- Isso nem merece uma resposta. Vem logo!

Fui andando em direção a porta ciente de que ele estava me seguindo.

- Você quer tomar café em algum lugar antes?

- Na verdade não, se eu tomar café agora não vou querer comer depois. Mas se você você quiser ir – dei de ombros.

- Não, vamos logo lá.

E então fomos ao mercado mais próximo, no caminho ele foi me contando o que aconteceu durante a semana e as coisas sobre a festa de ontem.

- Chad me ligou agora cedo perguntando por que eu fui embora.

- E o que você disse?

- Que minha namorada tinha acabado de voltar de viagem e eu tinha que ir vê-la.

- E por que você não foi? – ele me olhou com cara feia, ele esperava outra resposta. –Fala o que você disse de verdade – perguntei rindo.

- Que eu não estava com cabeça para festa.

- No seu caso isso da quase no mesmo.

- Hein?

- Bem, se você não fica em um lugar onde podemos considerar ‘um prato cheio’ para você, é por que você tem alguém.

- Odeio isso, mas não vou dizer que está errada. Acontece que quando eu estou sem o Everly não fico com cabeça para isso.

- Você fica mais feliz tocando o puteiro sabendo que ele está em casa com a babá do que com a mãe dele?

- Sinceramente? Sim.

- Grande lógica.

Enfim chegamos ao mercado, ele deixou o carro no estacionamento, verificamos se n tinha nenhum paparazzi e então entramos.

- Pronto, o que vamos comer.

- Qualquer massa – respondi

- Mas isso é muito amplo.  – fez cara de confuso.

- Vamos pegando as coisas para sobremesa enquanto a gente pensa.

- E o que você quer de sobremesa?

- Também não sei. A gente escolhe ai, tenho que pegar outras coisas também.

Peguei ração pro cachorro, entre outras coisas como leite que estava acabando e tudo mais. Decidimos pegar apenas um sorvete para sobremesa e algumas caldas. Estávamos faminto, nessa brincadeira toda já passava da uma e o que a gente mais queria era ir para casa.

- Vamos fazer assim, eu vou escolhendo algumas coisa para o molho enquanto vc escolhe a massa.

- Ótimo assim vamos rápido.

- Isso, leva o carrinho e já te encontro lá. – fui me virando.

- Mas Esther, eu não sei escolher nada disso, você te preferência de marca?

- Da preferência às caseiras. – ele fez cara de confuso, pelo amor ele nunca foi a um mercado comprar um macarrão ou sei lá o que? – Vai indo lá que já te encontro, qualquer coisa pergunte a algum.

Ele nunca que ia perguntar. Eu não quero algo muito complexo, espero que ele também de preferência ao macarrão e assim é só jogar na água e logo está pronto.

Fui pegar algumas coisas para dar um toque a mais no olho de tomate e peguei algumas batatas para fazer algum acompanhamento. Eu sabia que n ia dar certo aguentar essa fome até a hora de tudo estar pronto então peguei umas torradinhas só para ir enganando a nossa fome.

Eu até preferia ficar assim no mercado, ele lá e eu cá, nunca se sabe quem pode estar passando por ai com uma câmera.

Voltei até onde ele estava e me surpreendi, ele realmente estava pegando informação com alguém, ele tampava minha visão de quem era, mas deve ser algum funcionário.

- Olha, peguei essas torradas para ir enganando o estomago e...  – eu não acredito no que to vendo – Pai?

Acho que o mundo parou de girar por alguns instantes, meu pai no mercado? Ta eu sei que ele tem que comer, mas eu nunca imaginei encontra ele aqui? Por que eu nunca imaginei? Eu sempre achei que ele não saia de casa ou fazia as compras muito pela manhã e ficava em casa depois. Vou passar para o segundo ponto, por que ele está falando com o Anthony? Isso não é nada bom, não é um bom momento para o meu pai conhecer o cara que eu... bem, que eu sei lá o que.

- O que está fazendo aqui? – eu não consegui ser mais natural.

- Eu costumo comer para sobreviver.

Eu mereci essa.

- Não foi isso que eu quis dizer, bem... é... – eu não posso falar o que penso – Esse é o Anthony, meu amigo.

Tá, depois que eu falei isso senti o olhar dele me queimando. O que ele esperava? Eu não olhei para o lado logo por que eu sabia que ele estava me olhando, continuei olhando para o meu pai com a melhor cara de ‘eu estou falando a verdade’ possível.

Ele não esboçou nenhuma emoção, nem se quer deu de ombros.

- Quando você pensa em passar lá em casa?

Wou, que mudança de caminho.

- Saudades da predileta pai?

- Não. Apenas quero meu boné dos Yankees de volta.

Outra patada e dessa até o Anthony riu, mas no fundo ou melhor na lateral dos lábios do meu pai havia um sorriso. Oh não, ele está rindo de mim.

- Ah sim, eu passo lá essa semana.

- Seu amigo estava me pedindo dicas do que comprar. – por que ele deu ênfase no amigo?

Olha ele está conversando, achei que ele ia dar tchau.

- Você com certeza como um bom descendente de italiano mostrou o melhor.

- O melhor você não vai encontrar no mercado, mas fiz algo para que seu almoço não fosse miojo.

Olhei para o Anthony, sinceramente, miojo?

- Ainda bem.

- Eu vou embora. Não esquece meu boné.

- Pode deixar pai.

Esperei ele se afastar o suficiente e então olhei para o Anthony que parecia satisfeito.

- Nem pense em discutir sobre eu ter falado e que você era meu amigo e...

- Eu falei para ele. – me interrompeu

- Falou o que? Que somos amigo?

- Não, que você é minha namorada.

- O que? Você conhecia ele? Como sai falando isso?

- Eu apenas comentei que minha namorada mandou eu escolher uma massa e eu não sabia o que pegar, não sabia que era seu pai.

- Ai Anthony, você tem o dom de fazer tudo que eu peço para você não fazer, até sem querer você consegue fazer isso. Tanta gente justo meu pai?

- Destino, meu bem. Mas me diga, ele não era alguém solitário e rancoroso que não saia de casa?

- Aparentemente ele vem ao mercado. Mas você vê como ele é seco?

- Eu vi você nele, acho que você apenas puxou para ele.

Acertei um tapa no braço dele de leve.

- Ele não era assim. Era a pessoa mais divertida do mundo. Agora mal abre a boca.

- Se é assim é uma diferença grande, mas achei que ele era alguém depressivo em um nível muito ruim. Na verdade vi alguém realmente solitário e com muita magoa, mas algo que você poderia mudar.

- Acho que depressão não está passando longe do caso dele, eu tenho esse medo queria que ele se tratasse, mas não acho que é tão simples quanto você vê.

- Eu falei para você que ia te ajudar, procurar um psicólogo para ele algo assim, mas to vendo que você faria isso bem melhor.

- Por que?

- Ele pode ser grosso com você e quando você vai na casa dele com seu irmão acaba sendo ruim, mas vocês estão se batendo de frente agora, ele podia ser diferente, mas você também era.

- Isso não tem nada a ver Anthony. Eu mudei, mas continuo a mesma com os outros, a questão é mais sobre meus relacionamentos.

- Você pode ver assim, ele não. ele ainda tem um carinho muito grande por você Esther, eu vi isso. E acho que essa de devolver boné é ele pedindo do jeito dele que você vá lá. Você foi antes da viagem?

- Fui, acabei não te contando, passei lá com o pretexto do boné apenas para falar da minha viagem e ver ele.

- Tá ai, e não foi mais leve?

- Foi de certo modo, ele não me esperava eu fui entrando, pedi, foi mais natural do que quando eu e meu irmão vamos lá.

- Então é isso que tem que ser feito. Vai lá sem que ele espere, chegue com entradas para vocês verem algum jogo se ele torcer para algo local, ou leva seu cachorro fala que estava passeando por ali. As vezes você e seu irmão combinando uma vez por mês para ir lá o faça se sentir mais solitário do que se vocês não fossem.

- Eu não tinha pensado nisso.

- Vai ser difícil, foi uma separação difícil pelo que você me disse. Mas vocês não tem nada a ver com isso. Acho que ele está esperando a visita da Esther de verdade, a menina alegre e cheia de vida que as vezes eu tenho a honra de ver também, e não a Esther com pouca paciência e tão fechada que tomou seu lugar depois que tudo aquilo aconteceu na sua vida.

- Não sei se isso faz sentido.

- Você não vê, mas faz. Eu vejo. Quando eu falo para você que desde o começo muita coisa mudou foi porque eu estou achando você. Quando te conheci tinha uma barreira bem grande e você me fez entender por que. Hoje eu consigo enxergar alem disso, não muito, mas é um avanço.

- Isso é tão visível?

- Eu não sei como você era antes, mas sim, eu acho que do que você era para hoje é algo considerável.

- Você não acha que é apenas com você?

- Às vezes sim às vezes não.

- Você fala coisas interessante as vezes, é bom saber que você pensa. – falei de uma maneira séria e ele riu vendo que eu estava brincando.

- Fugindo das conversas pesadas como sempre.

- Eu vou pensar no que você disse. Gostei de ver meu pai aqui.

- Viu a luz no fim do túnel? – ele passou a mão na minha cintura me colocando perto dele.

- Pode- se dizer que sim.

- Ótimo – me deu um beijo rápido e me soltou – Vamos para casa? To morrendo de fome.

- Eu também e muita.

Enfim fomos para o caixa e então pegamos o caminho de casa. Que manhã mais agitada, quem diria que esses últimos dois dias poderia ser tão alem do que eu imaginava.



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