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História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 61


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Capítulo 61 - Capítulo 61


Assim que terminei o banho vesti apenas minha roupa intima e me enrolei na toalha, eu sei que estava sozinha, mas sempre tive esse costume.

Abri a porta do banheiro e logo eu estava de volta no quarto, mas algo estava diferente e eu tive alguns segundos de choque antes de entender.

- Anthony?

Ele sorriu assim que eu disse seu nome, estava sentado na poltrona que havia no quarto e tinha uma mochila no chão próximo à poltrona.

Eu não acreditava, como assim, ele não estava aqui.

- Oi – disse ainda sorrindo

Ele esticou o braço me chamando para onde ele estava e eu fui em sua direção, ele segurou minha mão e me sentei em seu colo.

- Como me achou? – perguntei enquanto ele respirava contra a pele do meu pescoço.

- Falei com sua mãe.

- Minha mãe? Por que não me ligou?

- Quis fazer surpresa – ele sorriu de volta.

Dessa vez ele levou seus lábios até os meus não hesitando em me beijar, sua mão subiu para a minha nuca intensificando o beijo. Comecei a levar as minhas mãos até seus braços e suas costas enquanto a outra mão dele fazia o mesmo comigo e me causava longos arrepios.

- Por que não me ligou? – disse assim que interrompeu o beijo

Nossa que mudança!

- Eu não sei.

Ele passou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha e sorriu, tão de leve que eu nem sabia se era um sorriso.

- Você quer comer algo? – mudei de assunto me levantando do colo dele.

Aproveitei e peguei minha camisola que estava sobre a cama e me vesti rapidamente.

- Eu comi na viagem. Você ainda não comeu?

- Comi na rua - falei durante um bocejo – Não estou com fome para comer agora. Talvez eu tome apenas um leite.

Falei e fui me encostando na cabeceira da cama com as pernas esticadas, ele agora estava sentado no final da cama.

- Eu tenho que ir – anunciou com tranquilidade.

- Ir pra onde?

- Pra casa, tenho que ver o Everly.

Mas que papo estranho, ele tem noção de onde estamos?

- Você não veio ficar?

Ele fez que não.

- Quer que eu fique mais um pouco? - perguntou

- Quero – e as palavras saíram antes mesmo de eu pensar.

- Vou esperar você pegar no sono então.

Ele tirou os sapatos e o agasalho e veio ao meu lado na cama, eu me deitei e ele me acompanhou passando seu braço pela minha cintura e logo eu adormeci.

Acordei com a claridade do dia, ainda um pouco confusa, com alguns flashes na minha cabeça. Me lembrei então de ontem e olhei para o lado, mas eu estava sozinha, a cama estava arrumada, não parecida que esteve alguém do outro lado desse enorme colchão.

Me sentei  enquanto esfregava os olhos e analisei o quarto, quieto e exatamente como deixei ontem.

- Anthony?

Chamei apenas para confirmar, mas as lembranças que eu tinha já estava me fazendo acreditar que eu estava sonhando. Mas que raios de sonho estranho foi esse?

Peguei meu copo de água e comecei a tomar, forçando a memória para lembrar. Lembro que ele estava aqui e eu não tinha achado isso ruim (primeira prova que foi um sonho) Ele tava com um papo estranho de voltar para casa, como se não tivesse viajado por horas. Ele me perguntou porque eu não liguei para ele, mas não consigo lembrar o que eu disse. E ele também perguntou se eu queria que ele ficasse e eu lembro que disse sim (eu disse sim? Com certeza foi um sonho)

Estranho sonhar com isso, mas foi apenas um sonho. Melhor eu me levantar e me arrumar, para aproveitar o restante da minha viagem.

Conforme me levantei e fui arrumando minhas coisas as lembrança se confirmavam mais como um sonho. A verdade é que hoje completa exatamente 31 dias que estou aqui, é muito tempo e eu não tive uma mensagem dele, estranho demais. Volto para casa em breve e antes de eu saber o porque disso ainda tem mais 10 dias. Não acredito mais que ele vá até a minha casa, acho que só vou saber do silencio dele no dia do show isso é se ele não ficar emburrado comigo, conheço a figura...

Por volta das seis da tarde, meu celular começou a tocar em algum canto do quarto e eu corri para atender, sem olhar para i identificador.

- Oi.

- Você me atendendo com um “oi” simpático? Achou que era o Anthony né - brincou

Era meu irmão, como não imaginei.

- Eu sou sempre muito simpática, ok? E você para de besteira.

- Animada para voltar pra ele, digo pra casa. – rolei os olhos e preferi não comentar.

- Sabe que sim.

- Hmmm...

- Pra voltar pra casa!! Estou com saudade do Fred e da comida da mamãe, viajar é bom, mas aqui é tudo muito diferente.

- Eu imagino, não sei o que você foi buscar ai.

- Foi bom, é muito legal aqui, mas já to sentindo falta da minha vida ai.

- Sei de quem você ta sentindo falta.

- Para com isso, garoto! Você sabe muito bem como é minha relação com ele. Alias você pode nem acreditar, mas eu nem liguei pra ele, nem lembrei de fazer isso. – e muito menos ele.

- Se está dizendo. Liguei porque a mamãe quer falar com você, to aqui na casa dela, espera ai que vou passar para ela.

Aguardei e em minutos ela atendeu.

- Esther? Como você está?

- To bem, mãe. Com saudades da sua comida e do Fred.

- Ele também tá com saudades de você, tá até meio quieto.

- Tadinho. Mãe, por acaso o Anthony apareceu ai? Ou falou com você?

- Não, querida, ele disse que viria?

- Não, foi só curiosidade mesmo.

- Você não tem falado com ele.

E agora, eu não vou falar pra minha mãe que não sei como estão as coisas, achei que ela ia ter algo para me contar, as noticias correm por lá.

- Ele esteve muito ocupado nesses últimos dias.

- Entendo. Eu te liguei para saber se você quer que eu te busque no aeroporto ou se o Anthony vai?

Será que ele estaria lá? Acho que não, não tenho certeza se eu falei que chegaria hoje. De qualquer forma eu não acho que ele vai aparecer.

- Não precisa se preocupar mãe, eu pego um taxi, o Anthony não vai estar por perto.

- Tem certeza?

 - Claro, não tem problema nenhum eu pegar um taxi, fica tranquila, faz uma comidinha que depois que eu chegar eu vou ai buscar o Fred.

- Se prefere assim então está bem, era pra isso que liguei. Fica com Deus, boa viagem.

- Beijo, mãe.

Por fim terminei de me arrumar, fechei a mala peguei minha bolsa e desci para pegar o taxi que me levaria ao aeroporto. Fui olhando para o lugar e me despedindo, foi uma boa viagem, mas sinto que de alguma forma não foi tudo que eu esperava, não por ter me decepcionado com o lugar, mas eu não me animei tanto quanto eu achava que ia.

Cheguei ao aeroporto logo fiz o check in e quando me dei conta estava dentro da aeronave. Eu checava rapidamente meu celular antes de desliga-lo, coloquei ele sobre a perna e comecei a olhar lá para fora, mas assim que ouvi “portas em automático” pesquei ele de volta e desbloqueei me surpreendendo com uma mensagem.

“Bom voo”

Meu coração disparou, era do Anthony, mas ao mesmo tempo que eu fiquei feliz eu fiquei chateada, então, ele não estava tentando se comunicar com um numero errado, ou a distancia estava prejudicando, ele realmente sabia como podia falar comigo e sabe muito bem também que eu estou voltando, mas não falou nada. Eu acho – posso estar enganada – que essa mensagem mostra que não vai ser tão duro quando pensei que seria quando eu voltasse talvez ele esteja já normal. Preferi não responder, apenas desliguei o celular e fiquei esperando o sono.



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