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História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 80


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Capítulo 80 - Capítulo 80


Por fim a aula tinha acabado, eu estava ansiosa para chegar em casa e comer alguma coisa. organizei meus cadernos e livros dentro da minha bolsa, me despedi rapidamente e já fui saindo com as chaves do carro na mão.

Assim que cheguei a recepção avistei um rosto meio familiar. Ou melhor, totalmente familiar. Eu não sei o que o Anthony resolveu fazer aqui. Faz muito tempo que ele não aparece aqui isso era quando estávamos “juntos” e acho que ele entrou uma vez aqui. Eu já logo imaginei o porque da presença dele.

Aproveitei que ele estava meio distraído e voltei pra que ele não me visse. É melhor eu sair pela saída dos fundos ai eu dou a volta e vou para o estacionamento sem que ele me veja.

- Hei Esther! – Sun da minha sala me chamou.

Droga, eu precisava ir embora logo não queria ficar conversando. Ela estava numa rodinha com mais o resto do pouco pessoal da minha sala.

- Oi. – disse normalmente e olhando para os lados.

Acho que ele nem sabe da existência dessa parte da escola.

- A gente tava falando aqui sobre as duplas para o trabalho. Já sabe com quem vai fazer?

- Não eu ainda nem pensei nisso. Na verdade eu pensei em fazer só porque não tenho muito tempo de me reunir com alguém.

- É verdade. Só que dessa vez é um trabalho bem mais complexo. É o ultimo né.

- É o que eu tava pensando. Mesmo assim eu vou ter que conseguir um tempo. Eu posso dar uma olhada direito no que vou ter que fazer nos próximos dia e então eu aviso.

Eu percebi todos eles olhando pra algo atrás de mim e eu só consegui entender quando senti uma mão nas minhas costas e um ser ao meu lado.

- Oi – ele disse satisfeito por ter me achado.

Dei um sorriso amarelo pra ele e voltei a atenção para as pessoas, mas era tarde demais, se eu não apresentasse ele ia acabar fazendo isso.

- Ah, esse é o Anthony – tentei falar como se fosse um Anthony qualquer. – Lá do trabalho.

- E de outras coisas também – ele completou

- Cala boca – murmurei com os dentes serrados fingindo um sorriso.

- Então. Eu aviso vocês tá.

- Tá. Pensa ai, a gente já resolveu mais ou menos entre a gente. Mas o Nick também tem que resolver a agenda dele.

- Ah. – disse sem muito interesse, eu quero que o Anthony saia logo.

- Eu te ligo depois.  – disse o Nick. – Pra falar sobre o trabalho – se explicou depois de uns segundos.

Eu quero matar o Anthony, agora o que todos vão pensar?

- Tá bom. Eu vou indo tá.

- Beleza. Tchau Esther.

Anthony se despediu com um sorriso e logo já estava me seguindo.

- O que você está fazendo aqui?

- Você pensa que eu não te vi lá na recepção tentando fugir?

- Isso não responde minha pergunta.

- Eu levei o Everly na escola e então resolvi passar aqui. Já tomou café?

- Ainda não. To indo pra casa.

- Eu passei no mercado e trouxe algumas coisas.

- Esse seria o seu jeito de dizer, eu to indo pra sua casa?

- É. Já até me conhece.

- Eu to de carro.

- Eu imaginei então eu vim de táxi.

- Caramba Anthony, você está se superando ultimamente.  E cadê as tais compras?

- Você ficaria muito brava se eu dissesse que eu passei na sua casa e deixei lá? – ele olhou com aquela cara de criança que apronta enquanto parávamos ao lado do meu carro.

- Ah eu ficaria. – mas na verdade eu não ficaria não.

- Bem então eu não fiz isso não. – deu de ombros entrando no carro.

- Eu não ligo Anthony. Me importa quando você aparece lá e eu também estou.

- Ah isso quer dizer que sempre que eu quiser ir a sua casa eu posso, na condição de você não estar lá?

- Isso!!

- Mas então, sobre o que vocês estavam falando?

Começou...

- Sobre um trabalho que temos que fazer.

- Hm, e ai você vai fazer com o tal do Nick? – olhei feio pra ele – Só to perguntando. – levantou as mãos se defendendo.

- Não sei, talvez.

- Não tem outra opção?

- Eu fazer sozinha.

- E isso é ruim?

- Não, eu normalmente prefiro. Porque faço no meu tempo e do jeito que quero. Mas esse trabalho é muito grande.

- Eu posso te ajudar.

- Você não fala francês.

- Falo um pouco, mas seja o que for eu ajudo.

- Nossa tudo isso pra eu não fazer o trabalho com o Nick?

- Eu não disse isso. Só que a gente tem bastante trabalho agora no fim do ano ou seja eu vou estar mais tempo com você do que o Nick.

- Olha depois eu vejo isso. Eu nem vi como é o trabalho ainda. Vamos entrar logo e ver o que você comprou.

Chegamos na minha casa e realmente tinha varias sacolas sobre a ilha.

- Caramba, quem colocou isso ai?

E ainda é cara de pau. Joguei minhas coisas no sofá e fui dar uma olhada na cozinha.

- O justo é quem comprou prepara o café.

- Você chama isso de justo?

- Eu vou tomar banho e depois eu desço tá, eu vou querer ovos e panquecas.

Antes que ele reclamasse eu subi e fui direto tomar banho. Assim que eu acabei me troquei, mas preferi não descer porque ele não me daria paz. Gosto da ideia de saber que ele esta La embaixo, mas vou deixar ele lá e ficar aqui.

Me deitei de bruços na cama e fiquei um tempo ali, um bom tempinho.

- Esther? – ouvi ele chamando lá de baixo e não respondi.

- Esther? Já ta pronto! – e enquanto ele falava eu percebia que ele ia subindo.

Conforme o barulho do passos ficava mais forte eu sabia que ele estava vindo aqui pro quarto.

- Ah, eu não acredito. Pode acordar!

Eu fingia estar dormindo, eu sempre fui muito boa nisso.

- Vai Esther!

E eu continuava calada.

- Então é assim? Ta bom.

Ele disse e eu imaginei que ele fosse descer, mas então num susto entendi a ideia dele. Ele se deitou ao meu lado praticamente em cima de mim. Como eu estava de costas para ele, ele tinha livre acesso ao meu pescoço e não demorou para que ele começasse a me beijar.

- Já acordei!! Pronto, to acordada! Pode sair.

- Que sono leve, meu bem – ele ria enquanto continuava com os lábios colados na minha pele.

Busquei forças e me virei rapidamente, não foi a melhor solução porque desse jeito ele ficava exatamente em cima de mim.

Confesso que é um pouco difícil ficar tão próxima dele, ninguém é de ferro, eu sinto falta dele. Eu não estava 100% preocupada, eu não pretendia deixar ele fazer nada, mas ai foi o que deu errado. Ele segurou minhas mãos e as segurou pra cima da minha cabeça. Eu não conseguia esconder minha respiração ofegando e ele ora ou outra descia o olhar para os meus lábios.

Eu achei que ele ia me beijar, mas ele foi mais a baixo e voltou a deixar uma trilha de beijos no meu pescoço. Meu corpo era só arrepios, mas eu mal me mexia já que o corpo dele estava firme sobre o meu.

- Anthony.  – chamei com uma voz doce, nem parecia que era eu.

Ele deve ter reparado nisso e então me encarou. Eu consegui soltar uma das minhas mãos, levei até o rosto dele e afastei o cabelo que caia sobre o olho.

- Hm? – perguntou esperando por resposta e mesmo tentando olhar nos meus olhos eu via seu olhar descendo outra vez.

- Você fez meus ovos mexidos? – perguntei com o mesmo tom doce e então ele caiu na risada.

Ele começou a rir de verdade, exibindo os dentes e perdendo a força até de segurar os meus braços, pelo menos assim eu me soltei. Eu acompanhava ele num sorriso só por ver a cena, mas ele realmente via muita graça.

- Você falando desse jeito e eu achei que você ia falar alguma coisa, sei lá. Ai você toda carinhosa pergunta se eu fiz ovos mexidos? Como cortar um clima hein Esther. – ele se jogou ao meu lado da cama olhando o teto e eu aproveitei pra me levantar.

- Foi a hora que eu lembrei ué.

- Que momento! Eu tenho tanta cara de galinha assim?

- Isso com certeza sim. – ele me jogou um travesseiro assim que respondi.

- Vai, vamos logo que já está quase na hora do almoço.

- Já?- ele se levantou rapidamente olhando no relógio.

- Não me diga que você tem que ir embora? – disse animada.

- Tenho. Mas você vai ter que ir junto.

- Como assim eu tenho que ir?

- Dois motivos. Eu estou sem carro e com essa sua enrolação toda não vai dar tempo de eu ir para casa pegar o carro e depois buscar o Everly na escola.

- Leva meu carro.

- Calma, eu disse dois motivos. O segundo é que o Everly quer te ver e eu disse que ia te chamar pra gente almoçar depois da escola então agora ele está todo animado.

- Anthony!

- Você que sabe, não precisa ir. Eu consolo o Everly que deve estar todo contente achando que você vai ver ele.

- Você não presta viu.

- Eu?? – ele sorriu

- Vamos comer logo.

Agora mais essa, ele sabe que eu ficaria com dó e não ia recusar, mas ele se aproveita demais disso.

- Mas então vamos logo, a gente come no caminho mesmo porque vou te deixar em casa e a gente vai no seu carro.

- Por que?

- Por que é o mais comum, se você sai do carro de outra pessoa na porta da escola dele vão querer ver quem esta dirigindo.

- Nossa você é meio paranoica as vezes. Mas ta bom, pode ser.

Não foi preciso ir comendo no caminho, a gente tomou café rapidamente e então fomos para a casa dele, foi só o tempo de pega o carro dele e então fomos buscar o Everly. Ainda bem que os vidros desse carro são bem escuros e ele tem um boné aqui dentro. Melhor me prevenir.

A escola do Everly não era longe, foi rápido pra chegar.

- Vou pegar ele. Tira esse boné.

- Eu não. Vai logo lá.

Ele foi lá e rapidamente voltou com o Everly que se sentou no bando de trás. Logo ele voltou ao meu lado.

- Viu Everly a surpresa que eu te trouxe.

Oi? Surpresa?

- Oi Esther. Que legal que você veio. Você vai lá pra casa?

- Que tal a gente almoçar num lugar bem legal Eve?

- Eba!!

Ah então eu cai na armadilha dele? O Everly não estava nem sabendo. Eu olhei pra ele e ele tentava não sorrir, mas mal conseguia.

- Vai ter troco.- disse baixo.

- Nem pensar. Agora estamos quites.

Eu não tinha mais o que fazer, era melhor aceitar a derrota e aproveitar o almoço.

 



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