História I Built A Friend - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Kaisoo, Otp
Visualizações 25
Palavras 668
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Fluffy, Musical (Songfic), Shonen-Ai, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - New friend


Eu era uma criança muito solitária.

Ninguém parecia me entender. Para as outras crianças, eu era um menino muito chato, mas na verdade, eu apenas era diferente. Pique-esconde e amarelinha nunca me animaram tanto, então acabava ficando sozinho na maior parte do tempo.

Minha mãe costumava a me levar para psicólogos, receiosa que eu sofresse de algum problema, quando tudo que eu precisava era um amigo.

Até que decidi criar um.

Sentei-me na mesa da sala, pensando no que iria criar. E apesar de tudo, eu ainda era uma criança de sete anos, tinha uma imaginação fértil e um coração grande e cheio de inocência

Peguei três pedaços de plástico e uma caneta. Mas senti que ainda era insuficiente, então dei-lhe meu celular antigo para uma cabeça, assim ele poderia falar comigo e pensar.

Chamei-o de Kai, pois, em chinês, significa primeiro e ele seria o meu primeiro amigo.

Juntos, compramos parafusos, cordas e um relógio, era tudo que ele tinha e tudo que precisávamos.

Nosso primeiro feriado junto foi o Natal, onde passamos em minha casa, colocando presentes nas meias, escrevendo cartinhas para o Papai Noel e enfeitando a enorme árvore que meu pai havia levado.

E nós nos divertimos muito, todas as brincadeiras passaram a ter graça ao seu lado. Eu tinha alguém que me entendia e gostava de mim sinceramente, sentia que era a criança mais feliz do mundo.

Ele foi o primeiro a me abraçar quando consegui entrar no time de futebol. Foi o primeiro a me abraçar quando chorei por um coração perdido. Foi o primeiro a me dizer que estava tudo bem.

Nós sabiámos que nossa amizade seria eterna, pois nos completávamos de todas as formas.

Mas eu cresci.

Cresci o suficiente para precisar ir à faculdade, que ficava em outra cidade, em uma manhã qualquer de setembro. E naquela manhã, nós choramos em meio a um abraço apertado e acolhedor que não durou muito, pois minha mãe estava me chamando apressadamente.

Eu me desculpei por não poder ficar com ele, mas prometi sempre o levar em meu coração. Fiquei com algumas fotos nossas para sempre relembrar os bons momentos que passamos e reviver cada segundo.

Então eu conheci uma garota na graduação, tudo para mim pareceu girar em torno daquela bela moça que acabei me apaionando.

E eu esqueci dele, da minha criação mais antiga.

Decidi ir vê-lo nas férias, estava certo que voltaria para minha cidade natal assim que pudesse e levaria minha namorada comigo. Enviei-lhe um bilhete avisando que logo chegaria e o desejava o melhor.

Não vou mentir, que durante a viagem até lá, senti um aperto no coração. Lembrei de como criei até o momento de nossa despedida, não sei o que teria sido de mim sem ele.

E eu voltei para casa.

Encontrei, em cima da mesma mesa que o fiz, uma nota rabiscada de lápis e ele escreveu:


          "Eu não fico bem sozinho"


Olhei mais um pouco pela casa, e o vi na cozinha. Com seus olhos desenhados de caneta tristes, e no lugar do sorriso que eu sempre amei ver, apenas uma linha. Uma linha sem expressão.

Em sua mão, um copo cheio de água.

Não pude deixar de arregalar os olhos ao vê-lo derramar toda a água em cima do corpo que eu contruí. Ele disse que me amava, até que meu antigo celular, que ele usava como cabeça, quebrasse.

E então, ele morreu.

Eu havia deixado ele sozinho, assim como eu era antes de criá-lo. Fui tão cruel que não sabia se algum dia poderia me perdoar.

Pergunto-me o que ele fez durante todo esse tempo que esteve sozinho. E doeu, sei que doeu pois eu já estive sozinho, sem ninguém para dividir alegrias e tristezas.

Se eu ainda tivesse alguma chance de me perdoar, eu o faria, mas já era tarde demais. E nada me impediria de chorar nesta noite.

Eu sabia que teria que superá-lo, mas ainda assim doeria muito. Mas eu pude aprender muito com ele. Principalmente, que nunca devo esquecer que sempre me fez bem e sempre levar quem se ama no coração.

Não é a distância que separa as pessoas, elas mesmas fazem isso quando esquecem.



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