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História I can love you - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Um cinema caseiro


Lauren's point of view

Estávamos na semana de provas, a última semana antes das férias, para os sortudos que não ficassem de recuperação. Camila estava muito tensa, estudava que nem louca. Eu entendo ela, se não passasse acima média talvez não tivesse notas o suficiente para ir para faculdade. Ela perdeu muita coisa com as suas faltas frequentes no início desse semestre, eu nunca soube o motivo, eu tinha medo de perguntar e ela reagir mal, como da última vez.


Flashback on, três dias atrás.

— Camila... — chamei baixinho.

— Oi... — ela perguntou levantando o rosto para me olhar. Estávamos assistindo uns filmes no sofá da casa dela, e muito provavelmente a garota pegou no sono.

— Te acordei?

— Não, eu já estava acordada... — ela sorri. Mentira, eu havia até escutado ela roncar. Mas eu precisava perguntar uma coisa importante demais para zoar ela agora.

— Posso te fazer uma pergunta? — falei fazendo um cafuné e de vez ou outra brincando com seu cabelo.

— Claro... — respondeu fechando os olhos.

— Por que você faltava tanto no primeiro semestre? — perguntei ainda fazendo o cafuné.

Ela abre os olhos, sinto ela gelar. Camila parece ficar nervosa. Ela tira a cabeça do meu peitoral e se senta. Fica me encarando por alguns segundos até se pronunciar. 

— Eu não quero falar sobre isso... — ela falou se levantando e desligando a TV. 

— Ok, — respondo me levantando e ficando ao seu lado — mas por que?

— Lauren,  eu já disse que não quero falar sobre isso! — ela disse irritada. 

— Eu ouvi mas eu só queria saber o... 

— Porra! Eu já disse que eu não quero falar sobre isso! — gritou. Me espanto com sua ação e perco a paciência, Camila me olha irritada e aponta para a porta. 

— Então tá — grito indo em direção a porta, abro ela e saio fechando com força sem nem olhar na cara dela. 

Flashback off

Dois dias depois ela pediu desculpas e nós voltamos ao normal, mas apesar de tudo sei que tem alguma coisa muito ruim envolvida nisso tudo, apesar de eu não saber o quê é. 

Tento me concentrar no assunto do livro que está na minha frente mas não entendo nada. Absolutamente nada. Como é possível ler e reler algo mas não entender nada? Só sendo burra mesmo, geometria não é para mim. Álgebra também não é para mim. Exatas não são para mim. Que porra. 

Desisto de estudar essas matérias e mexo um pouco no meu celular deitada na cama, dou uma olhada no Instagram, Twitter e algumas outras redes sociais. Olho o horário no relógio. 16:37pm. 

Eu estava esquecendo alguma coisa, tinha essa sensação. 

Fico mais um tempo deitada, aproveito para pesquisar vídeo aulas das matérias em que eu mais tinha dificuldade. Rolo o dedo pela tela e encontro uma que parece ser boa. Infelizmente ela tem uma hora de duração. Coloco ela e começo assistindo tranquilamente, absorvendo o assunto. 

(...)

Acordo com o som de Arabella do Arctic Monkeys, meu toque de celular. Merda, dormi assistindo a vídeo aula. É assim que Lauren Jauregui pretende passar de ano. Atendo o telefone rapidamente, sem nem ver o nome. 

— Alô. — aquela voz, só de ouvi-la meu peito se encheu de raiva. 

— O que você quer? — respondi de forma grossa. 

— É assim que você trata sua irmã? — aquela vozinha irritantemente fina e o modo como falava, argh eu odeio ela. 

— Não somos irmãs — falei entre dentes. 

— Meias irmãs... Que seja. Eu não ligo. O papai quer saber se você poderia nos visitar próxima quarta. — meias irmãs é o caralho, ela não é importante o sufuciente na minha vida nem para ocupar a posição de uma bactéria. 

— Primeiro, que se ele quisesse que eu fosse mesmo não teria mandado você me ligar. Segundo, eu te odeio, nunca mais me chame de irmã ou algo do tipo. — ela fez um som de indiferença e murmurou; justo. 

O papai está viajando com a sua mãe... Então ele pediu que eu ligasse já que ele estava ocupado. — revirei os olhos, infelizmente isso era muito a cara do meu pai. 

— Eu não vou. Tchau. — desliguei o telefone. 

A minha mãe e o meu pai quando se casaram, cada um veio de um antigo relacionamento. Meu pai já tinha se relacionado com uma mulher chamada Louise, eles tiveram uma filha; Kate. Uma garota mimada, chata, insuportável, egocêntrica e todos os defeitos que você possa imaginar. Minha mãe também tinha saído de um relacionamento, porém felizmente eles não tinham filhos. Meu pai havia terminado com Louise antes da notícia da sua gravidez, na mesma época do termino conheceu minha mãe, eles começaram a se relacionar e minha mãe engravidou. 

Quando eu tinha cinco anos meu pai descobriu de Louise, mas nesse ponto ele e minha mãe já haviam se casado, construído uma família e tudo mais. Desde então meus pais se relacionam super bem com Louise – que é um doce de pessoa – e com Kate – o demônio –. 

Depois de desligar o telefone, fui ver minhas mensagens, Camila tinha me mandado umas cinqüenta. Abri. 

Love: ainda vamos sair hoje?

Love: Lolo?

Love: Lauren????

Love: me responde caralho

Love: porra Jauregui 

Love: quando você aparecer nesse seu celular e ver essas mensagens espero que você tome no seu cu, eu tô esperando faz meia hora sua filha da puta. 

Não era só isso, ainda haviam mais e mais xingamentos que eu optei por não ler. Sabia que estava esquecendo de algo. Bati com a mão na testa e me levantei depressa, fui até o guarda roupa e peguei qualquer roupa, escolhi um vestido que sabia que a Camila adorava. Ele era florido, vinha justo até a cintura e depois era rodado. Ela dizia que eu era mais eu com ele. Coloquei minha jaqueta por cima, fui até a penteadeira, dividi meu cabelo no meio e fiz uma maquiagem básica. 

Coloquei dinheiro na capa do meu celular e o guardei no bolso da jaqueta. Desci as escadas com pressa, peguei a chave da moto e sai de casa. Ela deve estar puta. Minha mente gritava isso, mas foda-se. Eu vou ver ela e colocar um sorriso sua cara nem que seja a última coisa que eu faça. 

Passei no Mcdonalds, comprei dois Cheddar's, batatas fritas e uma Coca Cola. Tudo para viagem. Paguei com o dinheiro que estava na minha capa. Fui por fim na casa da Camila. 

Assim que cheguei respirei fundo, não tinha nada pior do que Camila quando estava com raiva. Desci da moto, segurei firme a embalagem e tomei a coragem necessária para encarar esse desafio. 

Fui até a porta e bati, uma, duas, três. E nada, ela realmente estava muito irritada comigo. Me sentei de costas para a porta. 

— Camila! Por favor, abre a porta! — gritei, não ouvi nada, sinceramente a única coisa que me dava a certeza de que ela estava em casa eram as luzes ligadas. 

Bati novamente na porta. Era inútil, mas eu não ia desistir. 

— Eu tenho comida pra você! — tentei, mas nada. — Estou usando aquele vestido que você gosta... Mas já vou avisando que coloquei uma jaqueta por cima. 

Se ela estivesse na minha frente agora, tenho certeza que teria revirado os olhos. A garota ama a minha jaqueta, mas disse que prefere que eu esteja sem ela. Ah, vai entender. 

— Por favor, Camz. Me deixa entrar. Eu acabei dormindo e esqueci que íamos sair hoje... Olha eu comprei dois Cheddar's, Coca Cola e batata frita. Como você gosta, só abre a porta, então eu entro, nós comemos e eu peço desculpas da melhor forma possível... Eu te amo, não me deixa aqui falando sozi... — sou interrompida por Camila abrindo a porta, me desequilibro um pouco por estar encostada nela e acabo caindo. Ela estava linda, com um short jeans, uma blusa amarela escrita "banana". 

Eu estava tendo uma visão privilegiada, de baixo para cima. Por que diabos ela não está de saia? Com toda a certeza eu tenho a namorada mais perfeita do mundo. Seria um crime não apreciar o corpo dela da melhor forma possível. 

— Você não tem ideia de como a visão daqui de baixo está boa... — falei. Camila fechou a cara e me estendeu a mão para me ajudar. 

— Mais uma gracinha e eu te jogo pela janela... Saiba que eu só abri a porta porque estava com fome. — avisou pegando o pacote de comida que estava na minha mão — E você está linda com esse vestido... — falou amolecendo, dando um sorrisinho de lado. 

— Obrigada — corei um pouco, sorrindo. Entrei na casa dela sendo invadida com o seu cheiro único e indescritível. Como é bom. 

— Escolhe um filme... Vou pegar os copos. — disse indo até a cozinha. Me sentei no sofa e procurei um filme bom. Estava passando: A culpa é das estrelas. Eu nunca assisti o filme completo, só uma parte do início que eu já havia esquecido, por sorte ainda estava começando. 

— Camz, você já assistiu A culpa elas estrelas? — perguntei quando ela chegou na sala com os copos. 

— Só li o livro! — comentou animada. 

— Ok, pelo jeito você quer mesmo assistir o filme... — ri. 

— Eu estava querendo assistir faz um tempo mas nunca passava na TV... — fez uma cara desapontada. 

— Vamos assistir então... — peguei um dos hambúrgueres e comecei a comer. 

(...)

— Mas é tão triste! — ela respondeu soluçando. 

Estávamos perto do final do filme, Camila estava chorando horrores. Admito que eu até cheguei perto de chorar mas me segurei. 

— Eu sei, meu amor... — respondi fazendo un cafuné. 

Ela se ajeitou no sofá e me deitou nele, ficando por cima de mim, colocou a cabeça no meu peito e um dos braços do lado do meu corpo, o outro ela usou para apoiar a cabeça. Coloquei minha mão na sua cintura e continuamos a assistir o filme – entre lágrimas e alguns selinhos – até pegarmos no sono. 

Por mais momentos como esse. 



Notas Finais


COUROUNA VAIREESSSS
eu voltei me desculpem pela demora, sou uma péssima autora
vocês sabem que eu não sou nada boa em cumprir datas ou seguir um roteiro de postagem mas eu tento fazer o meu melhor...
aconteceu MUITAS coisas durante esse período como por exemplo o courouna vaires
fiz uma capa nova (levem ela na brincadeira viu KKKKKKKKKKKK)
se protejam, bebam água, tenham uma boa alimentação
amo vocês
aviso: esse será o último capítulo da fase colegial das garotas, algumas coisas irão mudar pelo bem da trama
lavem as mãos! bjos ❤


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