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História I can see you - Imagine Jungkook - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Irraaa mais um capitulo aí pra vocês! 🤠🧡 Como sempre, desculpe se houver algum erro.


Boa Leitura mochis! ❤️🍙

Capítulo 25 - As vezes me pergunto qual dos dois é amor.


França, Paris, Bastille.

Sábado, 15 de agosto.

Meu coração dispara e a adrenalina consome meu corpo, desligo a ligação na hora e com as mãos tremulas pesquiso sobre Leeds no Google. Assim que me deparo com as principais noticias que carregam, e meus olhos acompanham cada palavra que havia ali no titulo, meu corpo perde equilíbrio e eu caio no sofá.

- Jungkook... – meus olhos se enchem de lagrimas.

[...]

Com as mãos ainda um tanto tremulas, procuro por ligar para Jimin, mas após ficar na linha por bastante tempo a única coisa que escuto é a mensagem “Após o beep, deixe seu recado!” e mais uma vez, e mais uma vez. Acho que deixei umas trinta e cinco mensagens de voz para Park Jimin e assim que reparo no relógio de parede que já se passavam das onze da manhã, eu me assusto; fiquei desde nove da manhã tentando entrar em contato com Jimin.

Bufo e coloco meu celular para carregar, indo até a cozinha e abrindo o armário, pegando um remédio para dor de cabeça, pego um copo d’ agua e engulo o remédio, fazendo careta logo em seguida. Vou até meu quarto e retiro minhas roupas, guardando-as de volta em seus devidos lugares na gaveta do meu armário e dirijo-me até o banheiro, prendo meu cabelo em um coque e entro no duche. Enquanto a água escorria pelas minhas costas, mantinha minha cabeça baixa, não conseguia pensar em nada a não ser em Jungkook. Quando li na noticia que Seo Hee, madrasta de Jungkook tinha sido presa por ter planejado o acidente de Jeon, tudo que eu pensava naquele momento é no que Jungkook poderia estar passando.

Alguns outros sites diziam que o prefeito também havia sido detido indeterminadamente por acusação de lavagem de dinheiro, e se a noticia for verdadeira minhas preocupações só aumentariam. Jungkook e Yuna estavam sozinhos, não tinha nenhuma figura paterna ou materna aos seus lados agora para consola-los.  

Doí imaginar que Jeon tenha mil coisas na cabeça agora e que eu não possa estar ao seu lado nesse momento difícil.

Assim que termino de me enxaguar, desligo o duche e me enrolo na toalha, indo até minha pia e preparando minha escova e pasta para escovar os dentes. Depois de fazer minha higiene devida, dirijo ao meu quarto e visto minhas peças intimas, logo depois coloco uma regata branca simples e uma calça jeans clara, com apenas um rasgado nos joelhos, calço o mesmo tênis de sempre e faço um rabo de cavalo.

Olho-me no espelho e suspiro.

Mando uma mensagem para Emily, para que quando ela souber de alguma noticia, não hesitar em me ligar.

[...]

- S/N o que você acha desse tomat... S/N? Você está olhando esse celular o caminho inteiro. – Elie me cutuca. – Tem algo lhe incomodando que você não me contou? – ela pergunta me olhando. – Sabe, ontem no bar, você disse que tinha um namorado e... – ela para e segura em minhas mãos. – Tudo bem, você pode me contar se quiser okay? – ela continua empurrando o carrinho de compras e para um pouco em minha frente, enquanto olha algumas verduras.

Elie e eu havíamos combinado de sair para comprar alimentos, já que a dispensa do restaurante de seu tio estava quase vazia, e eu vi como uma ótima ideia para poder me fazer sair de casa, mas eu não previa que eu receberia uma noticia-bomba que me fizesse pensar nela o dia todo. Eu não tinha contado para Elie o verdadeiro motivo de eu ter vindo para Paris, nem contei sobre Jungkook e nem o que havia passado em Leeds.

Não sei se seria uma boa trazer tudo novamente à tona, falar em voz alta todas as coisas, eu queria guardar comigo mesma todas as memorias boas e ruins da pequena historia que tive com Jungkook, mas aos poucos percebi que, guardar aquilo e não conseguir compartilhar com alguém que me ouviria, não estava me fazendo muito bem.

- Er...Ei Elie. – coloco as mãos nas costas da mesma, fazendo com que a loira vire para mim. – A verdade é que, eu não te contei tudo. – suspiro – Eu quero contar, é que eu não sabia o momento certo, mas agora, parece que eu vou explodir e preciso de alguém...

- Para te ajudar a pensar sobre isso? – Ela completa minha frase com uma pergunta.

- Isso. – dou um sorriso fechado para a mesma.

Terminamos de fazer as compras e deixamos tudo no porta-malas do carro, para descarregar tudo já dentro da dispensa do restaurante. Assim que chegamos ao local, os funcionários recusaram nossa ajuda para colocar as coisas dentro e agradeceram. Demos de ombro e resolvemos entrar no restaurante, cumprimentamos o tio Raul e Elie me chama para ir conhecer sua casa, que ficava em cima do restaurante de pasta. Chegando ao lugar aconchegante e claro, ela me apresenta seu quarto e sentamos em sua cama:

- Tudo bem, agora, respire fundo e me conte. – ela diz e eu respiro fundo.

- Eu te contei a verdade, mas não te contei toda a verdade. – digo, dando ênfase na palavra “toda”. – Vim para Paris concluir meu sonho desde sempre, trabalhar na indústria da moda, mas eu vim mais cedo do que eu pensava... Eu fui obrigada a vir. – Elie assusta um pouco com a ultima frase, mas continua prestando atenção.

Conto a ela toda a experiência que tive em Leeds, desde que eu fui para a cidade, comecei a trabalhar com senhor Well, minha amizade com Emily, Téo e Emma, meu novo emprego e Jungkook, contei também sobre a família complicada que o mesmo tinha e que esse fora o motivo para eu vir mudar para Paris de ultima hora. A cada situação que eu contava, os olhos de Elie se enchiam de lagrimas ou ela sentia raiva ou ria.

- Caramba... – Elie enxuga as lagrimas que caiam de seus olhos com as costas da mão – Você nunca pensou em escrever um livro não? – ela pergunta, me fazendo rir fraco.

- Pessoas como eu não escrevem livros, fazemos parte deles. – respondo e Elie assente. – E também, como escrever o livro se o final ainda não chegou?

- Você acha que o final ainda não chegou?

- Eu sinto que não, por isso não consigo esquecer Jungkook, meu coração grita para não desistir dele. – suspiro.

Elie se aproxima um pouco mais de mim e me abraça.

- Olha... Eu sou o tipo de garota que você sabe, não quer ter um final feliz com um cara, apenas noite feliz... – começamos a rir – mas, se seu coração está mandando, não desobedeça. – Ela olha nos meus olhos – Mulheres são fortes... Você é forte, então depois de passar por tudo isso, não desista, você e Jungkook estão destinados.

- Saber que eu tenho uma pessoa aqui para dividir essas lembranças e essa aflição que eu sinto com tudo isso... Muito obrigada Eli. – ela sorri para mim e me abraça. - Eu sei que a gente tinha combinado de passar o resto da tarde assistindo filmes, mas eu não sei se tô no clima para isso, eu quero pensar um pouco por agora... Para esfriar a cabeça, sabe? – falo, dando um sorriso sem graça.

- Tudo bem amiga, eu deixo passar dessa vez. – ela minimiza os olhos, mas logo ri. – Apenas, tente relaxar e não quebre seu limite de ligações para o exterior. – rimos.

- Vou tentar. – por fim, mando um tchau em forma de aceno para a mesma e desço as escadas, logo saindo do restaurante para a rua a fora.

[...]

Visto um casaco preto e grosso emprestado por Elie e o abraço em meu corpo, mesmo com o cabelo amarrado, alguns fios recém-nascidos esvoaçavam por conta da brisa gelada. Pulei a rua que entrava para meu apartamento e andei um quarteirão a mais. Eu sempre tive aquela vontade de ficar andando por aí, meio sem rumo, só para não ter que lidar com as coisas quando chegar ao destino. Paro por um momento e observo uma praça que havia ali perto, me aproximo um tanto perto de um banco, mas resolvo não sentar, apenas fico admirando o céu azul escuro com apenas uma camada em tons laranja e amarelo, visando o fim do por do sol.

Suspiro e olho para o banco.

Às vezes me pergunto qual dos dois é amor. Esperar que você esteja preocupado comigo assim como eu estou com você ou desejar que não esteja preocupado comigo e que você me esqueça assim como os nossos momentos. Isso é o amor? Se não for nada disso, é amor se eu estiver desejando passar por tudo aquilo novamente, apenas para poder lhe ver de novo?

Engulo seco.

- Eu não deveria estar aqui. – digo para mim mesma.

Suspiro e viro de costas para o banco, caminhando no sentido oposto, no intuito de voltar para a rua do meu quarteirão, esfrego minhas mãos uma nas outras com o intuito de aquecê-las. Ainda caminhando sinto meu celular vibrar no meu bolso, paro no mesmo momento e com certa dificuldade consigo retirar o aparelho de meu bolso, assim que vejo o nome de Jimin no visor meu coração acelera:

- Jimin? Graças a Deus! Eu te liguei tantas vezes, deixei inúmeros recados, o que aconteceu co... – antes de terminar minha fala afobada, Jimin me interrompe.

- S/N, nós mal sabemos qual é a dimensão desse mundo, então se duas pessoas estão destinadas a ficarem juntas, eventualmente o destino fara questão de junta-las, aonde quer que for. - Antes de eu falar qualquer coisa, Jimin desliga.

- Jimin... Alô? - tiro meu celular da do ouvido.

Continuo tentando ligar para o mesmo, mas não conseguia. Aquelas palavras, de certa maneira, tocou meu coração. Franzo o cenho e coço a cabeça, começando a caminhar novamente, mas quando estou prestes a atravessar a rua, algo pula em mim me assustando e antes mesmo de eu me virar, sou jogada com tudo no chão.

O animal bege e peludo de quatro patas está todo em cima de mim e começa a lamber meu rosto, fazendo com que eu coloque as mãos no mesmo, tentando para-lo.

- Ei, ei, ei... Espera, Risha?! – afago a mesma e vejo a coleira familiar, reconhecendo na hora a cachorra. – Mas o que... – não acreditava que realmente era a Golden Retriever.

Levanto um tanto desajeitada e começo a bater as mãos em minha calça, tirando um pouco do pelo de Risha que havia grudado nos jeans.  De repente, escuto um assobio que me faz olhar rapidamente para frente, meu coração bate um pouco mais rápido e meus olhos desacreditam com a imagem da pessoa que estava um tanto distante, mas em minha frente; pisco mais de uma vez.

– Não é possível... – meus olhos se enchem de lagrimas e eu começo a dar passos lentos. – Não, não... Isso não é possível. – tento enxugar minhas lagrimas com as costas da mão, mas é em vão, quanto mais eu enxugava, mais elas desciam.

Meu coração doía e estava acelerado, meu corpo não sentia mais o frio de antes e sim um calor imenso, minhas mãos tremiam e eu sussurrava para mim mesma, como uma louca, que aquilo não era real. Começo a dar passos mais rápidos e ao meu aproximar o bastante suficiente para sentir a respiração fria do asiático de cabelos negros, coloco um pouco mais das pontas de meus dedos em seu maxilar e começo a soluçar de tanto chorar.

- N-Não me diga que isso é mais uma de minhas alucinações. – minha voz sai picada e quase em um sussurro por conta da emoção.

Jungkook ri fraco e funga o nariz, que estava um pouco avermelhado por conta do frio e de seus olhos, que também escorriam lagrimas.

- Oi Jagiya. – ele diz e levanta sua mão direita, delicadamente procurando o topo da minha cabeça. – Eu lhe procurei por todas as partes... Emily falou que você morava em Bastille, mas não me deu o endereço exato. – ele coloca a mão no topo de minha cabeça e desce, fazendo um tipo de carinho. – Por sorte, Jimin te encontrou no caminho.

Puxo-o para um abraço apertado e o mesmo retribui.

- Eu estou com medo... Medo de quando eu desfizer esse abraço, você irá sumir e tudo ser um sonho. – minha voz sai um pouco abafada, já que estou com a cara grudada no peitoral do mesmo.

- Não vou sumir, eu estou realmente aqui Jagiya.

- E se não tivéssemos nos encontrado? – pergunto.

- Mas nós nos encontramos. – ele responde, enquanto aperta o abraço.

- Sim... Desculpe-me por não dizer adeus adequadamente. – desfaço o abraço e coloco as mãos novamente em seu rosto. – Esse dia está finalizando tão perfeito.  – acaricio o rosto do mesmo.

- Hm, mas falta uma coisa para ficar perfeito... – Jungkook diz.

- O que falta? – pergunto, franzindo o cenho.

Jeon aproxima cautelosamente seu rosto, até que nossas testas se encostem, ele tomba sua cabeça levemente para o lado e da um sorrisinho antes de encostar seus lábios nos meus. Não espero, quebro o pequeno espaço entre nós e colo nossos lábios, pedindo passagem com a língua. Suas mãos passam pelos meus ombros e descem até minha cintura, onde ele segura um tanto firme, enquanto mantinha as minhas em sua nuca, acariciando os ralos fios de cabelos que havia ali. Nosso beijo era calmo, mas cheio de amor, apenas para lembrarmo-nos do gosto de nossos lábios e matar a saudade.

- Uh...Então, vocês podem entrar no carro? É que esta meio congelante aqui fora. – eu e Jungkook desfazemos o beijo e assim que vejo Jimin se aproximando meus olhos brilham.

- Jimin! – dou uma corridinha e abraço o mesmo, fazendo com que ele se assuste. – Oh, me desculpe, é a saudade. – desfaço rapidamente o abraço e sorrio para o mesmo.

[...]

Assim que chegamos ao grande quarto do hotel, ajudo Jungkook a se sentar no sofá e deposito a cabeça calmamente em seu ombro, seguro na mão do mesmo e começo a alisar seus dedos, enquanto fecho os olhos. Ficamos assim por um bom tempo, até que eu quebro o silencio:

- Jungkook, você está bem? – pergunto preocupada.

- Estou. – o mesmo responde simplista.

- Ora... Eu posso acreditar em qualquer coisa, de menos que você está bem. – digo um tanto irritada.

- Eu estou de verdade. – ele suspira. – Por mais que seja estranho, eu sinto que um peso foi tirado de minhas costas e que daqui para frente, eu conseguirei viver realmente minha vida.

- Seu pai, ele... – engulo seco.

- A justiça está analisando o seu caso e o promotor está decidindo o que ira fazer, se for verdade, eu espero que ele pague por isso. – Jeon suspira.

- Independente de tudo, ele é seu pai Jeon.  – seguro em sua mão – Perdoar não é um sentimento, é uma decisão para deixar as coisas ruins no passado e continuar seguindo uma vida leve.

- Não sei se está em meus planos perdoa-lo. – Jungkook diz.

- Isso leva tempo. –escolho mudar de assunto – E Yuna? Como a garotinha está?

- A Yuna está arrasada com tudo isso, mas Irene está tomando conta dela. – ele sorri – Ela está morrendo de saudades de você.

- Eu também estou morrendo de saudades daquela garotinha e seus chás de boneca. – rimos fraco. – Er... Você terá que voltar para Leeds, certo?– pergunto.

- Ah, nem me fale nessa parte. – ele bufa. – Depois de hoje eu só quero ficar com você aqui para sempre. – após escutar Jeon falar, dou um sorriso, aproximando-me do mesmo e lhe lascando um selinho rápido. – mas infelizmente tenho que lidar com muitos problemas em Leeds.

- Eu queria ir com você, mas não consigo pedir folga no meu serviço e nem abandonar a faculdade. – respiro fundo. – Eu sinto muito por tudo isso, queria estar do seu lado nos seus piores momentos.

- Tudo bem Jagi, eu entendo, o importante é que vamos ficar juntos daqui para frente. – vejo o mesmo sorri. – Eu voltarei para você Jagiya.

- Isso é ótimo! Se for por você, eu aguento esperar. – digo levantando a cabeça do seu ombro – Jeon, eu só quero que tudo de certo e que você consiga viver tudo aquilo que não pode nesses últimos anos. – faço carinho em seu rosto.

- Eu lhe prometo Jagiya. – Jungkook diz. – Nós vamos viver toda essa felicidade juntos.


Notas Finais


Er galera, e esse encontro? O que acharam? Mano juro que chorei escrevendo...😫😭💞

short-fic do Jimin:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-boy-chato-mora-ao-lado--imagine-jimin-16405338


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