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História I Can ('t) See - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Freezing


Já faziam mais de vinte minutos que Chenle havia acordado, mas seu corpo insistia em se manter mergulhado em preguiça. Jeno passou por sua carteira - apenas soube que era ele, pelo modo como se sentia pressionado pelo olhar, assim como na primeira vez que se viram. - a momentos antes, levando consigo, Renjun. O Lee parecia raivoso como no dia anterior, mas o Zhong não soube reagir bem, visto que a mente ainda estava bagunçada pelo recente sono. Agora olhava confuso para o papel em suas mãos, algo como ter que escolher um clube. Pensando um pouco melhor, Chenle não sabia fazer nada dali.

- Hyuck. - Chamou manhoso o amigo. Efeitos do sono. - Eu não sei fazer nada, como posso escolher?

- Não precisa saber, pode entrar pra aprender. - Mark quem respondeu. - Mas eles não te deixam frequentar o mesmo no ano seguinte. Tá suave pra você, já que entrou no último ano.

- Que merda! O que eu vou fazer sem o meu clube de canto? - Donghyuck choramingou. - Não acredito que vou ter que aprender a jogar basquete.

Chenle olhou com mais importância as alternativas, era seu último ano, tinha que escolher alguma coisa legal de se fazer. Basquete ou canto não faziam muito seu estilo, por mais que aprender parecesse sempre interessante para si. Se lembrou, de repente, de como seu sonho sempre foi ir ao mar, mas de fato, não sabia nadar; sobre isso, natação parecia uma boa.

- Certo, parece legal. - Murmurou para si mesmo.

- O que escolheu? - Donghyuck se virou para encarar o chinês, parecia menos nervoso do que mais cedo. Chenle entregou a folha para o aluno que recolhia.

- Natação.

- Sério? Quer dizer, você teve alguns problemas mais cedo sobre pessoas sem muita roupa...

Céus! Como Chenle não tinha pensado por esse lado? Claro, todo mundo iria estar usando roupas específicas para isso, ele não seria o único a estar exposto, mas só em pensar na situação seu rosto pegava fogo.

- Aonde eu fui amarrar meu burrinho? - Murmurou choroso, voltando a deitar na mesa.

...


Kun havia lhe mandado algumas mensagens mais cedo, dizendo que iria o buscar no lugar de sua mãe, para irem andar um pouco. Por isso, não estranhou o Jeep Compass bordô parado a frente da escola, a sua espera. Kun tinha um bom gosto para carros, Chenle não podia negar.

- Qiannie! - Gritou alegre, abraçando o amigo apertado.

- Eu só sumi por algumas horas. - Kun riu, ao que se afastou e a feição de Chenle era emburrada; tão carente.

- Escuta aqui, você não fala comigo já vai fazer quase um dia. - Cruzou os braços, o Qian deu partida no carro. - Sabe o que isso significa?

- O que? - Um tom divertido na voz, sabendo a face debochada do garoto mesmo sem olhá-lo, Chenle era tão previsível.

- Que o seu noivo não gosta de mim.

A gargalhada que Kun deu fez com que o Zhong sorrisse junto. Era óbvio que estava brincando.

- Direi isso a ele quando chegarmos lá. - Kun desviou os olhos da rua apenas para ver a expressão de surpresa de Chenle, os olhos brilhando em emoção.

- Nós estamos indo ver ele? - Se agitou, abrindo o espelho do carro para dar uma olhada em si mesmo. - Kun, você podia ter me avisado. - Choramingou. - Eu estou uma bagunça.

- Não vai estar tão preocupado com isso quando vê-lo. - Comentou o Qian, deixando uma interrogação em Chenle.

- E se ele não gostar de mim? Eu tenho que me esforçar pra ele gostar, ele vai ficar com você pelo resto da vida, não pode haver rivalidade. - Balançou as mãos em nervosismo.

- Chenle, ele vai gostar de você, não se preocupe. - Acalmou o mais velho, tirando o cinto de segurança. - Chegamos.

Era uma casa muito bonita vista do lado de fora, era grande, mas apesar disso, emanava conforto. Se pegou pensando se Kun deixaria o apartamento pequeno que morava, para viver ali; pois Chenle não pensaria duas vezes. O Qian ao menos tocou a campainha ou bateu na porta, somente adentrou a residência.

- Kun, isso não é falta de educação? - Murmurou o Zhong enquanto seguia o mais velho.

- Se eu batesse ele não iria escutar.

E talvez ele tivesse total razão, já que uma música alta ecoava na casa inteira, e alguém acompanhava com a voz, cantando a melodia de forma energética. Kun continuava a caminhar em direção a voz. A casa era repleta de estantes altas de madeira escura, forradas de vários livros; eram muitos deles, quase uma biblioteca.

A música se tornou ainda mais barulhenta ao que entraram na primeira porta do corredor comprido. A primeira impressão de Chenle? Uma confusão de cores. Cores nas paredes, piso, nas telas espalhadas pelo enorme quarto, latas e latas de tinta, pincéis e até mesmo lápis. Atrás de uma prancheta em metal bronzeado, com uma grande tela, havia um garoto, o dono da voz que seguia a melodia do radinho ao seu lado.

Ele desviou a atenção que dava ao quadro, indo em passos rápidos até os meninos. Havia tinta em todo o seu eu, até mesmo nos cabelos desgrenhados. Agora Chenle entendia porque não precisava se preocupar em estar arrumado.

- Não acredito que você trouxe ele sem me avisar, Qian Kun! - O garoto estapeou o chinês mais velho, em forma de repreensão. Abraçou forte Chenle, como se fossem amigos muito próximos.

Apesar do cheiro forte de tinta no ambiente, que pessoalmente fazia o nariz de Zhong coçar, o homem tinha um cheirinho gostoso de amaciante para roupas. Seu abraço era realmente caloroso, o que fez Chenle se sentir quentinho por dentro.

- Não acredito que finalmente estou te conhecendo! - Se afastou do mais novo, levando as mãos as bochechas gordinhas, as espremendo. - Você é uma fofura! Kunnie, deixa eu adotar, deixa, por favor?

- Meu bem, você está deixando ele envergonhado. - Kun interferiu risonho, as bochechas de Chenle coravam aos poucos. - Esse é Liu Yang Yang, meu noivo.

- É um prazer te conhecer, Chenle! - YangYang bateu palmas alegre. - Eu ouvi tanto sobre você! Eu estou tão feliz de finalmente estar te conhecendo!

- U-um prazer conhecer o senhor, também. - Disse meio desconcertado. A aura forte e alegre de Yang Yang ainda era nova para si.

- "Senhor"? - Tampou a boca com uma das mãos sujas de tinta verde para esconder a risada engraçadinha. - Não me chame assim, por favor, sou só dois anos mais velho que você.

- Tudo bem.

- Que tal tomarmos um café? - Kun sugeriu, seguindo o corpo pequeno do noivo pela casa, tendo Chenle atrás de si. - Assim vocês vão poder se conhecer melhor.

Chenle e Kun se sentaram em uma mesa larga de madeira escura na enorme cozinha, enquanto o Liu andava de um lado ao outro, assim como o Zhong tinha costume. Ele era muito gracioso e entusiasmado, Chenle pensou em como Kun tirou a sorte grande.

- Eu adoraria, amor. - Um suspiro pesado saiu do Liu, que servia algum tipo de chá para os garotos. - Mas, meu pai decidiu que quer fazer um jantar com o família, daqui a umas duas horas. E você sabe, eu preciso de pelo menos uma tarde inteira pra colocar o papo em dia com o Chenle. - Se virou para o Zhong. - Quer bolo, querido? - Chenle assentiu, jamais negaria um pedaço de bolo.

- Com a família você quer dizer...

- Sim, Qian Kun, você tem que estar lá! - Ralhou o mais novo ao marido, e Chenle achou graça.

- Mas os jantares do seu pai são uma eternidade. - Kun murchou na cadeira, deixando os braços largados ao lado do corpo. - Será que eu não posso faltar só dessa vez?

- Garoto, você não me testa... - Ameaçou entre dentes apontando a faca do bolo em direção a Kun. O chinês mais velho levantou as mãos em rendição.

- Como foi a aula hoje? - O Qian mudou de assunto.

Chenle demorou pra poder responder, já que as bochechas estavam cheias de bolo de chocolate, fazia tempos que não comia um tão gostoso, já que sua mãe não era lá a melhor cozinheira que conhecia.

- A mesma coisa... - Mastigou mais um pouco antes de engolir. Yang Yang passou um guardanapo em sua bochecha suja, o Zhong se sentia filho do casal com tanta atenção que recebia.

- Você estuda naquela escola de elite chique? - O Liu questionou, um humor na voz.

- Como se você não tivesse a formação do fundamental e médio inteiro lá. - Kun riu.

- É uma boa escola, apesar da fama. - Chenle comentou e Yang Yang concordou.

Iniciaram um assunto sobre as telas e pinturas de Yang Yang, enquanto Kun choramingava a cada dez minutos, implorando para o marido lhe permitir faltar ao tal jantar. Durante os assuntos, Chenle pôde se sentir mais solto perto da nova companhia. Descobriu como o Liu era sentimental, e extremamente energético.

Estava muito alegre por Kun, eles realmente pareciam felizes juntos.

...


Não estava nos planos de Chenle esfriar de um dia ao outro. Dentro de sua casa e durante o caminho a escola, a blusa fina de manga longa parecia o suficiente para lhe aquecer, mas agora que sentia o seu corpo todo arrepiar se arrependia amargamente. A cadeira em que estava sentado, e a mesa que apoiava os braços pareciam geladas além do comum.

Era mais um dia em que Mark e Donghyuck não iriam a aula, mas, dessa vez Chenle havia sido avisado através do LINE. Preferiu não perguntar o motivo pelo qual iriam faltar mais uma vez durante a mesma semana, não queria ser evasivo.

As grades horárias daquela escola eram confusas e diferentes do que o Zhong fazia em casa e era acostumado. As aulas diferenciais, como educação física e o clube, vinham sempre antes das outras. Talvez fosse para evitar faltas? Fazia sentido por esse lado. Por isso, estava ali novamente no vestiário, já que a piscina de seu clube ficava logo ao lado do ginásio aonde antes havia tido aula.

Não havia uma alma viva dentro do vestiário, e até mesmo olhou entre os armários de metal para ter certeza de que estava sozinho. Bom, trocar as roupas foi uma experiência mais confortável, mas lhe deixava inseguro sobre não ter ninguém ali. Será que seria o único no clube?

Assim que saiu, um vento gelado tomou seu corpo por inteiro, o obrigando a se encolher ainda mais na toalha que envolvia seus braços e escondia seu tronco nu. Os pés já viravam gelo calçados com o chinelo. E se Chenle pensou que na estufa da piscina as coisas iriam melhorar, estava muito enganado. A piscina imensa parecia mais gelada que o piso frio abaixo dos pés agora descalços.

- Cadê todo mundo? - Murmurou com um biquinho triste nos lábios, olhava em volta curioso.

- O aquecedor da piscina não está funcionando.

Talvez o chinês tivesse se assustado, mas ele jamais confessaria. Era Jeno, sentado na borda da piscina. Chenle sabia reconhecer a voz do Lee, era firme, e seu olhar sempre parecia queimar o Zhong, como nesse momento agora. Jeno era com certeza, uma pessoa muito intensa; isso o intimidava.

- Então, não tem clube? - Saiu mais como uma indignação.

Chenle olhou para a água, se sentindo chateado por perder a oportunidade de se divertir ali. Não sabia nadar, mas estava empolgado para aprender, e também para aproveitar da piscina.

Ponderou por alguns segundos se devia realmente seguir sua vontade do momento. Deixando de lado as consequências de um possível resfriado, o Zhong retirou a toalha que ainda o envolvia, sentindo o sangue esquentar em suas bochechas, já que Jeno acompanhava todos os seus movimentos com o mesmo olhar intenso.

Sentou na borda azul, mergulhando as pernas na água fria. Um arrepio percorreu por cada canto do corpo magro, e antes que pudesse pensar duas vezes, impulsionou, ficando imerso por completo. Céus, sentia todos os seus músculos ficarem rígidos e tensos. Talvez tivesse sido uma péssima ideia.

- Droga, droga, droga! - Repetiu baixinho, ao que sua panturrilha ameaçava iniciar a dor característica da câimbra.

Não era como se Chenle fosse incapaz de se equilibrar em uma perna só, enquanto esticava a outra, mas parecia impossível para si, queimava e doía. Mal percebeu o Lee ao seu lado.

- Estique.

Jeno levantou a perna dolorida com uma das mãos, forçando Chenle a apoiar um dos braços no Lee, ao que inclinou o corpo para trás. Rondou as costas do chinês com um braço, e a mão quente segurou no quadril larguinho, dando um apoio. Arfou em dor.

- D-dói. - Murmurou, descontando no ombro largo de Jeno.

- Já vai passar.

O Lee iniciou um carinho com o polegar em sua cintura desnuda, como se o confortasse; e talvez estivesse funcionando para a mente carente de Chenle. Agora mais de perto, o Zhong pôde observar o torço forte de Jeno. Como alguém poderia ter o corpo tão definido naquela idade?

- Está melhor, obrigada. - Agradeceu, abaixando a perna, e virando o corpo para que pudesse olhar corretamente para o menino. A mão de Jeno, permanecia ali, como se estivesse tendo certeza de que Chenle não fugiria. - Está mais fria do que eu pensei.

- Não é um problema pra mim.

E talvez não fosse mesmo, já que na distância em que estavam, a pele de Jeno parecia quente como o inferno, e a mão em sua cintura era capaz de aquecer o corpo inteiro de Chenle.

- Mas parece ser pra você. - Chenle se pegou tremendo de frio, mal havia percebido. - Confesso que te subestimei, e pensei que não fosse me reconhecer.

- Você percebeu, também? - Suspirou pesado. Quantas pessoas mais iriam descobrir?

- Não, Renjun quem me contou. - Chenle fez uma feição decepcionada. - Não fique triste, ele só estava com receio de que eu fosse fazer algo a você.

- Não acho que me machucaria. - Deu de ombros. Antes pensaria melhor, mas agora, o Zhong tinha certeza de que Jeno era uma pessoa boa; apenas intensa.

- Não é? - Jeno subiu a mão para a cintura, firmando um pouco mais o aperto. Chenle reprimiu um barulhinho vergonhoso que quis sair de sua garganta. - Não entendi o que ele quis dizer com isso.

Era uma falsa inocência, da mais suja e sem vergonha possível. Chenle sentiu que iria explodir em vergonha, sua vontade de se encolher apenas aumentava, não sabia reagir a toda aquela veracidade e intensidade de Jeno. O frio parecia ao menos existir mais.

- Chenle! - A voz de Jaemin que costumava ser calma, ecoou na estufa de forma meio desesperada, carregava consigo uma toalha. - Você vai ficar resfriado, meu anjo.

- Não parece sentir frio, agora. - Jeno provocou, sendo o suficiente para que o Zhong se afastasse e saísse da piscina. Dessa vez, além do Lee, Jaemin também o encarava.

- Eu queria nadar. - Fez biquinho, chateado pela repreensão, enquanto se esquentava na toalha fofinha. Jaemin riu.

- Tudo bem, isso não é problema. - Negou com as mãos, passando a sensação de relaxamento. - Mas eu preciso que se troque e venha comigo.

Chenle se virou, caminhando a passos curtos e tremelicando de frio, ainda podendo ouvir a voz nervosa de Jaemin.

- Você não consegue se segurar nem por cinco minutos? - O Na perguntou entre dentes, e Jeno somente riu. Jaemin suspirou. - Renjun vai te matar.

Não ficou para ouvir o resto da conversa, e também não se esforçava para isso. Sabia que ouvir conversa alheia era feio, então por hora, somente se focou em chegar o mais rápido possível no chuveiro quentinho.

...


A água quente do chuveiro havia deixado seus músculos mais relaxados, mas não era o suficiente, já que ainda tinha somente a blusa fina para lhe cobrir. Seguia Jaemin que murmurava sozinho, ele parecia cansado até mesmo quando falava, se pudesse enxergar, teria certeza que olheiras rondavam seus olhos.

- Você tá bem? - Ousou perguntar, e Jaemin parou no corredor, com a prancheta em mãos.

- É so que... - Os ombros caídos em cansaço. - ...Tenho tanta coisa pra fazer, os eventos da escola começam em breve, e eu sou o responsável por quase tudo.

Um outro garoto apareceu ali, vestia roupas escuras e a touca que usava impossibilitava Chenle de tentar saber quem era. Cabelo, voz e cheiro eram os quesitos que sempre o ajudou a descobrir. O perfume era desconhecido por si, e o cabelo não podia ser visto. Lhe restava a voz.

- Você tá atrasado. - Jaemin advertiu. - A quase quatro horas. - O Garoto deu de ombros, de modo indiferente, e isso pareceu irritar o Na, que bagunçou seus fios rosados. - Vai se apresentar pro Chenle, e mostrar a escola pra ele, tudo isso, sem atrapalhar a minha vida, você entendeu, Park Jisung?

Park Jisung? Chenle já havia escutado esse nome sair de Donghyuck... Mas por que não conseguia se lembrar? O Zhong sentia que precisava mesmo de alguém que lhe mostrasse cada canto da escola, pois, por enquanto ainda se perdia no caminho do laboratório.

- Eu tô de olho em você. - Jaemin ameçou antes de seguir o corredor.

Jisung apenas deu de ombros novamente.


Notas Finais


Sim, o noivo do Kun é o YangYang, e eu não me arrependo de ter escolhido ele kakskaks achei que as personalidades ornaram bem

qualquer erro me avisem, apesar de eu ter revisado


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