História I can't fall in love without you - Capítulo 62


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier
Tags Amor Doce, Armin, Kentin, Nathaniel, Policial, Recomeço, Romance, Suspense
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Palavras 2.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 62 - Enfrentando um fantasma


Francis continuou a espalhar o líquido, derramando-o seguindo o contorno do galpão. Observando a sua ação, Kate entendeu o que estava acontecendo e também reconheceu o cheiro forte daquele líquido.  

- Não faça isso! - pediu ela ficando aflita perante o que via.

No entanto, Francis não lhe deu muita atenção e continuou concentrado em sua tarefa, deixando-a ainda mais angustiada. Mas terminado de espalhar o combustível, Francis olhou de soslaio para ela. 

- O que foi? - perguntou ele com cinismo ao ver a expressão dela.

- Pare com isso, Francis. 

- Por quê? Só vou deixar a brincadeira mais divertida e dramática... 

- Você vai terminar mal se fizer isso. 

- Me dar mal? Eu estou morto, esqueceu? Como vai acontecer algo a alguém que está morto? - respondeu caminhando na direção dela.

- O que você está querendo fazer... Essa emboscada, desista disso!

- Mas quem disse que isso é uma emboscada?

- Eu sei que é. Você vai atraí-lo aqui e vai nos...

Francis deu uma risada maldosa.

- Não, não é isso que está pensando. Eu menti para o meu filho quando disse que você estaria segura enquanto ele não viesse.

- Quê? 

- Não foi à toa que eu te disse para se preocupar mais com o que ia te acontecer do que ele. Agora raciocine comigo, existe um jeito melhor de me vingar dele do que atacando o seu ponto mais fraco? Deixando-o sem aquela que é o seu amor e seu porto seguro para sempre? 

- ...

- Se você estava preocupada se eu iria matá-lo, não. Não teria a mesma graça. Se eu não consegui executar o meu primeiro plano, que era fazê-lo ir para a cadeia para pagar pelo crime que cometeu, então vou condená-lo a sofrer e ter culpa pelo resto da vida.

- Não, Francis, não! 

Ele tirou do bolso da calça um isqueiro e começou a se divertir com ele, jogando-o de uma mão à outra enquanto observava a reação de Kate, que sentia um enorme medo crescer dentro de si.

- Por favor, não faz isso, por favor! Eu te imploro! - falou ela, na esperança de fazê-lo desistir daquela ideia sádica.

- Ora, ora, não vai me chamar de monstro agora?

- Por favor, não, por favor. Não faça isso comigo, eu nunca te fiz nada de mal.

- Nunca me fez nada de mal? Não tenho certeza disso... Se estamos aqui hoje é exatamente por sua causa.

- Por minha causa? Não!

- É sim. Se você não tivesse se intrometido na minha família, nada disso teria acontecido. Mas você resolveu fazer o meu filho se apaixonar por você e por causa disso, ele perdeu completamente a noção de que me devia respeito. 

- Você o maltratava...! - respondeu ela baixinho.

- Você mexeu tanto com a cabeça dele que por sua causa, ele fez o que fez. Mas um dia a conta chega, não é mesmo? Ou seja, no fim, tudo é culpa sua.

- Não, não é. E eu sei que ele não fez nada disso do que você disse. Ele não é um assassino!

Francis colocou o isqueiro no chão, bem próximo do corpo dela.

- Ahh! - suspirou. - Chega de conversa fiada. - retomou sério. - Qual é o seu último recado para o seu amado Nathaniel? 

- Não! Pare com isso! - respondeu Kate apavorada, sem tirar os olhos do isqueiro ao seu lado.

- Estou te dando a chance de se despedir dele de alguma forma.

- Não, por favor...

- Desta vez estou sendo sincero, eu repassarei o recado assim que o encontrar. Vamos, fale logo. - respondeu indiferente.

- Francis, por favor, não faz isso, pelo amor de Deus!

- Hum... seria esquisito dizer isso a ele. Bom, eu te dei a chance de fazer uma declaração emocionante... se você não quis aproveitar, não é problema meu.

- Nãooo!!! - implorou pela última vez.

Sem se importar, Francis a amordaçou. Kate olhou em seus olhos com medo, mas ele a olhava de volta com completa frieza, fazendo com que ela ficasse completamente atormentada. 

- Não se preocupe, não vou dizer a ele que as suas últimas palavras foram "Não, Francis, por favor.". Ao invés disso, vou falar algo mais tocante, que tal: "Eu te amo, Nathaniel" ? Meio batido, eu sei. Não tenho muita criatividade, confesso.

- Mmph!!!! - gemeu aflita, deixando as primeiras lágrimas caírem. 

Mas o desespero evidente dela não o abalou. Francis pegou o isqueiro do chão e se levantou, se afastando dela. Kate se debatia descontroladamente na esperança de se soltar. Quando chegou à entrada da antessala que dava para a saída, virou-se para trás, vendo-a ao longe.

- Adeus, querida! - acenou sorrindo.

Acendeu o isqueiro e jogou-o para dentro. Em seguida, deixou a antessala com pressa, antes que as chamas se espalhassem por lá. Ao chegar à rua, olhou para o relógio e viu que ainda havia bastante tempo até que terminasse o prazo que havia dado a Nathaniel. 

 

 

 

Depois de chamar atenção dos vizinhos com gritos na janela, Ambre conseguiu sair do quarto com a ajuda de um chaveiro chamado por eles. Sem perder tempo, telefonou para a polícia, mas por não ter nenhuma informação que pudesse ajudar a saber aonde o irmão tinha ido, foi informada que nada poderia ser feito naquele momento. Inconformada e muito inquieta, não iria ficar de braços cruzados, então pensou em Kentin. Ele daria um jeito de ajudá-la, tinha certeza. Porém, quando pegou o telefone, se deu conta de que não tinha o seu número, pois não era próxima dele. 

Passou alguns minutos angustiada até se lembrar que tinha o número de Armin em seus registros. O raciocínio que teve era que Alexy poderia ter o telefone do investigador, já que eles foram em certa época mais próximos. Se apegando a essa hipótese, discou o número do ex-colega, que não demorou a atender. Sem muitos rodeios, se identificou rapidamente e foi direto ao ponto:

- Você tem o telefone do Kentin ou sabe se o Alexy tem?

- O telefone do Kentin? Ahn, não, me desculpe, mas sim, provavelmente o Alexy deve ter.

- Tem como você me mandar o telefone dele por mensagem? E logo? É urgente.

- Sim, sim. 

- Que ótimo! Escuta, eu preciso desligar para falar logo com ele. Obrigada, Armin. - respondeu Ambre querendo se despedir dele.

- Ambre, está acontecendo alguma coisa? A sua voz está esquisita.

A loira pensou se deveria dizer algo, mas estava aflita demais para ter que explicar tudo.

- Aconteceu algo sério, mas eu não posso ficar conversando agora, me desculpe.

- E não tem nada que eu possa fazer para ajudar?

- Não, no momento não. Eu preciso mesmo desligar.

- Está bem, mas se precisar de alguma coisa, pode contar comigo.

- Obrigada, Armin.

 

E de fato, Alexy tinha mesmo o contato de Kentin. Assim como fez com Armin, Ambre não disse nada sobre o que estava acontecendo, ainda mais que Alexy não teve o mesmo feeling sobre o seu estado de espírito. Quando finalmente conseguiu falar com o policial, contou tudo o que havia acontecido e ele imediatamente se dipôs a sair de casa para ir ao encontro dela. 

 

 

 

Nathaniel saiu rapidamente do carro e correu em direção ao galpão indicado. Encontrou um homem aparentando ter meia idade parado tranquilamente em pé com os braços cruzados, mas que ao vê-lo diante de si, mudou de expressão instantaneamente, assim como descruzou seus braços. Francis estava surpreso, pois não esperava que ele fosse chegar tão rápido. E parando para pensar, aquela chegada precoce poderia atrapalhar o que ele tinha planejado. 

 

- É... que bom que veio mesmo. - disse Francis varrendo-o por completo com o olhar.  

Estar diante daquele a quem ele culpava pelo seu quase acidente fatal lhe despertou um sentimento de ódio profundo que o fazia querer pular em cima do filho imediatamente, mas recorreu à sua frieza característica para disfarçar aquela emoção por enquanto. Não queria por em risco o que havia planejado. Sabia que se vingar em Kate traria muito mais sofrimento a Nathaniel do que se ele o espancasse ou o matasse.

- Eu estou aqui como queria, pronto para conversar, qualquer que seja o assunto, mas antes disso me responda, onde ela está? - respondeu Nathaniel com firmeza, fixando seu olhar nos olhos daquele desconhecido.

- Não teve nenhum receio de vir sozinho... 

- Não, e não fique desconversando. Quero saber dela!

- Claro, onde ela está...? Você veio tão apressado que nem notou. Olhe atrás de mim. Está vendo aquela janela? Aquela luz incandescente?

Nathaniel colocou os olhos na janela que o estranho mencionou e viu que a luz incandescente na verdade era uma claridade avermelhada que não parecia ser coisa boa.

- O que significa isso? Não me diga que...

- Sim, ela está lá dentro e sim, essas luzes avermelhadas são labaredas de fogo. - respondeu Francis com um sorriso macabro.

- Não! - exclamou assustado.

- Como você veio mais rápido do que eu previa, talvez as chamas ainda não tenham feito muito estrago. - respondeu mudando a expressão do rosto para uma cara de quem tinha dúvida, fingindo estar em uma representação teatral. 

- Seu desgraçado! Você disse que ela estaria segura! - gritou o loiro, agarrando-o violentamente pela gola da camisa.

- Mas já te adianto que isso não quer dizer que você conseguirá tirá-la de lá.

Com raiva e ao mesmo tempo aflito, Nathaniel soltou-o e virou seu corpo, pronto para correr na direção da entrada do galpão, mas foi contido pelo pai, que passou um dos braços em volta de seu pescoço.

- Quero que tenha a sensação de perder quem mais ama. 

- Seu desgraçado!! Eu... vou... te matar!! - respondeu Nathaniel com a voz falha por estar quase sufocando com a pressão que recebia em seu pescoço.

- Me matar? Não duvido que você seja capaz disso, quer dizer, tenho certeza que você seria capaz de tentar me matar mais uma vez, não é mesmo, filho?

- Urghhh! - Nathaniel grunhiu devido à força adicional que Francis impôs em sua garganta. 

- Mesmo já adulto, continua do mesmo jeito, querendo me enfrentar. Não aprendeu mesmo!

- Kate!!!!! - gritou Nathaniel sem dar atenção ao que Francis falava.

- Vamos, Nathaniel! Não reconhece mais o próprio pai?!

- Pai? O quê? Quem é você, seu maldito? – respondeu sem levar a sério. 

Usando toda a sua força, afastou o braço dele de seu pescoço.

- Sou eu mesmo, filho, seu amado pai, Francis. 

O pai tirou o braço de vez e se colocou de frente para ele.

- Que brincadeira é essa? Seja lá quem você for, não vai me fazer perder tempo com isso. 

- Não, nós temos muito o que conversar, filho. Veja, eu sobrevivi ao acidente... ao acidente que você provocou... Estou cheio dessas cicatrizes, mas ainda sou o mesmo. - disse virando o rosto de lado, mostrando a grande cicatriz.

- É algum doente, só pode. 

Nathaniel deu-lhe as costas, mas foi impedido novamente de dar algum passo à frente, pois Francis lhe segurou pelo braço com força.

- Não vire as costas para mim, seu moleque!

Por uma fração de segundo, Nathaniel se viu atordoado. Era exatamente daquela maneira que era chamado por seu pai quando alguma briga se iniciava entre os dois.

- Eu não morri, seu desgraçado. Você não conseguiu o que queria!

- Eu não acredito no que está dizendo. Aquele homem está morto! 

- Ah, não acredita ainda? Pois posso te provar que sou eu mesmo. "Se eu encostar as mãos naquela garota, você nunca mais a verá novamente." Se lembra de quem te disse isso? 

Aquelas foram as palavras exatas que ele havia usado anos atrás quando fez suas ameaças. E é claro que o filho se lembrava muito bem delas. 

Nathaniel o olhou incrédulo e agora, prestando mais atenção, reconheceu de fato os traços de Francis, escondidos pelas marcas de expressão e cicatrizes. Naquele momento soube, sem dúvidas, que estava mesmo diante do pai.

- Era eu esse tempo todo te atazanando a vida. - confessou rindo. - Mas por culpa daquela garota intrometida de sempre, o meu plano de te fazer ir parar atrás das grades deu errado. Era para você pagar pelo que me fez, já que de outro modo eu não conseguiria fazer justiça. Mas agora eu vou me vingar de você da melhor forma, matando-a.

Enlouquecido, Nathaniel desferiu um soco no rosto de Francis, que em uma rápida resposta, deu-lhe um empurrão, fazendo-o cair no chão. O filho tentou se levantar imediatamente, mas sua tentativa foi frustrada pelo pai, que lhe golpeou no rosto. Sem se abalar, Nathaniel avançou contra ele e conseguiu derrubá-lo no chão, para em seguida aplicar-lhe uma sequência de socos na cara, deixando-o atordoado. Mas sua intenção era apenas enfraquecê-lo para que pudesse entrar no galpão em busca de Kate e ao vê-lo derrubado, pensou que aquilo fora suficiente para tal. Nathaniel se ajoelhou para poder se levantar, mas Francis, persistindo, deu-lhe um forte soco em seu estômago. 

Ainda zonzo e com dificuldade, Francis ergueu um pouco o corpo e tentou rendê-lo novamente enquanto ele sofria com a dor, mas mesmo assim, Nathaniel foi mais esperto e conseguiu desviar de sua investida. O loiro colocou a mão na cintura, sentindo o revólver que trazia. Tentando fazer um movimento mais discreto possível, levantou parte da camisa e retirou-o. Porém, o pai reparou naquele movimento e ao ver a arma conseguiu dar um tapa em sua mão, fazendo a arma cair no chão. Nathaniel esticou um dos braços na direção da pistola para pegá-la, mas Francis chutou-a para longe e aproveitou para jogar o peso de seu corpo por cima dele.

- Veio sozinho, mas veio preparado, hein? - provocou o pai enquanto tentava imobilizá-lo.

Nathaniel ignorou a provocação e observou o portão, que estava a poucos passos dele, frustrado por ainda não ter conseguido ir até ela. Minutos já haviam se passado desde que havia chegado e ele sabia que não podia mais perder tempo, pois Kate corria um enorme perigo. Motivado por esse pensamento, impulsionou seu corpo contra o de Francis e os dois rolaram pelo chão seguindo a direção de onde a arma tinha parado. Sem que Francis se desse conta, conseguiu pegar o revólver e usou-o para golpear a cabeça do pai com toda a força que pôde. Assim, Francis caiu de lado desacordado, e finalmente Nathaniel se viu livre dele. 

 

 

 

O fogo já havia espalhado por boa parte do galpão e Kate acompanhava o avanço das chamas sentindo uma profunda dor. Seu choro descontrolado refletia o desalento de perceber que estava condenada à uma morte horrível. 

Nathaniel entrou correndo no galpão, adentrando a primeira antessala. Já havia uma concentração razoável de fumaça no local e ela já dificultava a visão à distância. Sem conseguir avistar sinal algum de Kate, gritou por ela: 

- KATE!!!??? 

Ela levantou vagarosamente o rosto e se pôs a olhar a seu redor. Confusa, não sabia se havia escutado direito, pois além dele ainda estar um pouco distante, o barulho das chamas queimando os elementos do local dificultava à ela ouvir com clareza.

Sem ouvir uma resposta, Nathaniel continuou caminhando mais para dentro, tomando o cuidado de não se aproximar do fogo. Com seu avanço, percebeu que haviam algumas divisões no local e após passar por duas delas, adentrou o amplo saguão principal onde Kate estava. Ainda não tinha visão dela, já que havia um acervo de maquinário por toda parte e para ajudar, ela estava presa sentada no chão.

- Kate?! Cadê você? – gritou novamente esperando que ela pudesse responder.

No entanto, dessa vez Kate não teve dúvida, pois o chamado era bem mais audível e claro.

Nathaniel?

Uma esperança se reacendeu em seu coração com a certeza de que ele estava ali. Ele tinha vindo mesmo ajudá-la. Porém, para sua infelicidade, não conseguia respondê-lo por causa da mordaça em sua boca. Sem outra opção, começou a grunhir o mais alto que podia, a fim de tentar ser ouvida, mas era impossível que ele conseguisse escutá-la. 

- Kate?!! – insistia ele desesperado, sem deixar de ir em frente.

Foi quando viu um vulto, algo que se mexia freneticamente. Era ela que se debatia amarrada àquela pilastra. Então ele foi se aproximando até que conseguiu ouvir os gemidos e o soluço de choro dela.  

A sensação que teve quando o viu diante de si foi indescritível. Nathaniel se jogou de joelhos diante dela e tirou-lhe a mordaça.

- Eu estou aqui, Kate... - disse enxugando as lágrimas do rosto dela.



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