História I Can't Stop; namjin - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Long-fic, Namjin, Namjoon, Namjoon!top, Romance, Seokjin, Seokjin!bottom
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Palavras 1.847
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


essa história estava em outra conta, e decidi repostar aqui ❤

Capítulo 1 - A Festa


— Alô… — a voz cansada atendeu a chamada quase no último toque.

— Tá morrendo, Joohyun? — Seokjin perguntou, debochado.

— Aish, mais ou menos.

— Por quê? Não me diga que…

— Se prefere, eu não digo. — Riu atrevida, gostava de deixar o melhor amigo sem graça. 

— MAS —  disse alto, mudando o assunto. —, liguei pra dizer que temos compromisso no sábado e não aceito não como resposta.

— Ah, não me diga que seu pai resolveu dar mais uma festa? 

—  Ele não, mas Kim Hanse resolveu. 

— E a gente vai por qual motivo? —  perguntou desinteressada, era mais do que entediante ir nas festas promovidas pelos homens ricos da cidade, só valia a pena quando eram feitas pelas esposas, que sabiam muito mais como divertir a burguesia. 

— Bebida cara de graça, canapés ruins e bem, não tem lugar melhor pra afogar as mágoas de um fim de namoro, não é? 

— Olha eu posso listar ao menos quinze lugares melhores, mas é, eu entendi. 

— Eu amo seu jeito de dizer sim, te vejo no sábado de manhã!

—  Por que de manhã??

— Tchau, princesa!!

—  Ei!!

Seokjin encerrou a chamada, sabia que levaria um ou dois chutes por isso, mas precisava correr e pegar o fórum aberto, antes que seu pai o degolasse pela milésima vez na semana. O Kim mais novo não conseguiu achar uma aspiração na vida como seus irmãos, então, acabou preso aos negócios do pai e consequentemente a todas as suas ordens. Não que fosse reclamar, sabe, fazer parte de uma família rica e ter toda aquela segurança era algo a se comemorar, mas também não poderia dizer que estava realizando sonhos. Nem ao menos poderia dizer quais eram seus sonhos, então, era o melhor que tinha naquele momento estranho da vida. 

O dia foi longo, Seokjin chegou em casa só depois das oito e meia da noite, a mãe e a irmã mais velha conversavam animadas na sala de estar, com taças de vinho rosé nas mãos. Living la dolce vita. Era o que Jisoo diria sobre sua carreira nas artes plásticas, que consistia em fazer quadros quando lhe dava vontade e os vender a preços exorbitantes, apenas por carregar o nome da família. O mais novo sempre se lamentou por não saber fazer sequer uma linha reta. 

— Ei, irmãozinho, por que essa cara de zumbi? — ela ousou perguntar, assim que o viu se jogar no sofá ao lado da mãe.

— Olha, se você não fosse a mais velha eu juro que…

Jisoo ria e fazia um biquinho, Seokjin tinha dificuldades em aceitar que a maluca da família ainda deveria ser tratada como a noona que era. E isso era bem divertido para ela, que não perdia a oportunidade de incomodar o caçula com o que quer que fosse. 

— Relaxa, bebê, eu sei que trabalhou muito hoje e o papai deve ter te dado bronca no mínimo umas sete vezes. Eu mesma levei uma por áudio hoje e eu nem entendi direito o porquê.

— Provavelmente porque a fatura do seu cartão veio estourada, queridinha — a mãe falou depois de terminar a taça. — Jinnie, meu amor, sobe e toma um banho, eu vou fazer algo pra você comer…

E como o bom bebê da família Kim, Seokjin obedeceu a mãe e subiu. Se enfiou debaixo do chuveiro quente e apagou todas as tarefas sem sentido que sugaram toda sua energia naquele dia. Começou a cantar uma música qualquer que tocava no aleatório do celular, era algum tipo de rap americano, divertido e empolgante. Mas no meio dela, a única pessoa que conhecia que realmente falaria bem daquela música lhe veio na cabeça. O garoto problemático que estava há quilômetros dali. 

O rap acabou e uma balada de Sam Smith começou, foi a deixa para que ele balançasse a cabeça em negação e saísse do banho, aquela não era uma boa lembrança para se ter numa quinta-feira comum. Era melhor só seguir o fluxo da rotina e não transformar aquele momento em algo nostálgico. Seokjin odiava ficar saudoso de algo que fora nada mais do que uma situação incerta e estranha há anos. 

Finalizou o dia com a comida caseira da mãe e as brincadeiras com Jisoo, que insistiu para que assistissem uma série bem mais ou menos antes que a noite acabasse. Era estranho e bom ao mesmo tempo, ter aquele tipo de rotina extremamente comum. Seu namoro acabou, não tinha nenhum sonho que o movesse para fora de sua caixinha, por isso, pedir mais do que a pacata vida na burguesia de Ilsan era quase injusto com a tranquilidade que tinha ali. 

Por isso a festa de sábado era, de fato, sua melhor opção para chacoalhar um pouco as coisas. 

-

O dia amanheceu gelado e com muitas nuvens no céu, o relógio ainda não marcava oito da manhã, mas Seokjin já estava vestido e na segunda caneca de café, mandando muitas mensagens para a melhor amiga, que muito provavelmente dormia feito pedra. Ainda que tivessem marcado, Joohyun era péssima em cumprir com seus compromissos, e por isso ela teria que encarar o Kim entrando, com permissão, no quarto da princesinha da família Bae. 

Não demorou nada para que ele chegasse até a casa dela e encontrasse uma senhora Bae muito animada para o sábado no clube, sendo a gentileza em pessoa e o permitindo subir para acordar a filha dorminhoca. Seokjin era ótimo em encantar todas as senhoras da vizinhança e ser o candidato perfeito para casar com todas as moças de idade próxima a sua; o que era impossível, visto que ele não se importava nada com moças, apenas com moços. E bem, sem querer desapontar ninguém, quem deixava todas as garotas caidinhas mesmo eram Joohyun e Jisoo, e todos os adultos fingiam que não percebiam. 

— Wake up, wake up, sleepy head!! — ele cantou assim que entrou no quarto, tentando procurar a amiga em meio àquela quantidade exacerbada de cobertores e travesseiros. 

— Ah não! Você não tá aqui… — ela resmungou. 

— Eu tô, e olha, eu não tô nada afim de ficar te esperando dormir até às onze da manhã…

Joohyun levantou o corpo, aparecendo finalmente, com o rosto inchado e mal desperto e os cabelos indo em todas as direções. 

— Eu já disse que te odeio? 

— Já.

E depois de muita reclamação, os dois desceram as escadas, prontos para qualquer que fosse a atividade entediante que Seokjin queria fazer em pleno sábado de manhã, com a temperatura caindo cada vez mais. Para a Bae, eles poderiam aproveitar a televisão grande demais que o pai colocara na sala e assistir todos os filmes disponíveis na Netflix, não que eles fossem de grande proveito, mas era melhor do que sair de casa. 

Mas o Kim não estava nem um pouco disposto a isso, e fez a amiga rodar toda a Ilsan atrás de uma camisa cor de pêssego e um algum artigo do Mario Bros que ela nem se deu o trabalho de entender o nome. Ela não sabia como tinha acabado naquela amizade, já que considerava Seokjin a pessoa mais esquisita da vida, porém, não havia o que fazer, eles eram meio que alma gêmeas e mesmo que tentasse mudar isso, ela amaria aquela coisinha até o fim dos dias. 

A única parada daquele dia que ela realmente aproveitou, foi o café da tarde, na confeitaria Charlotte, onde ela pôde se entupir com muito açúcar e café gelado. 

— Olha, finalmente esse dia acabou, caramba Seokjin, por que mesmo a gente rodou tanto? Você tem acesso a todas essas lojas na semana…

— EU TRABALHO, BAE JOOHYUN.

— Ai, não grita… — Lançou uma careta, não gostava de ser lembrada que ainda não tinha tomado um rumo na vida.

— Para de reclamar, eu tô te pagando um monte de doce.

— Você sabe que eu sou, tipo, muito rica? Eu posso pagar — se atreveu a falar. 

— Tomara que você engasgue! 

Ela riu, colocando mais uma colherada da sobremesa na boca. 

— Mas então, a gente pode, por obséquio, ir descansar? Olha, sinceramente, eu não consigo ir na festa se eu não dormir umas três horas…

— Af, tá, vou te deixar em casa, pra madame dormir e volto pra te pegar às nove, mas olha, é melhor eu só ter que buzinar uma vez! 

Joohyun confirmou com a cabeça e um sorrisinho de canto, sabendo que não estaria pronta às nove, nem em um milhão de anos, mas naquele momento, era melhor que ele achasse que sim. 

-

Finalmente era hora de entrar no papel do filho mais novo de Kim Dongsul. Seokjin nunca saia para um festa sem parecer um desses atores de dorama, o cabelo impecável, as roupas certas e o rosto de boneco de porcelana, perfeito como a mãe amava se gabar. Saiu de casa às nove e vinte, já que Joohyun avisou que ainda estava brigando com o vestido. De carro não dava cinco minutos até os Bae, então, obviamente que ele ficou alguns minutos parado até que a amiga saísse. 

E a observando caminhar da porta de casa até o carro, ele reafirmou para si mesmo que ela era a garota mais bonita de Ilsan. O vestido prateado lhe caia como uma luva e o batom vermelho se destacava em meio ao rosto branquinho; ela nem estava com vontade suficiente para a festa, mas definitivamente ela seria uma das atrações, e era sempre divertido ser o par dela, as pessoas sempre ficavam cochichando sobre serem o casal perfeito e como a família Kim e a Bae deveriam estar orgulhosos com o futuro, imaginário, casamento. 

— Pra quem nem queria ir, você tá bem arrumadinha — ele falou, assim que ela se sentou ao seu lado.

— Calado, vamos antes que eu volte pra dentro e coloque meu pijama. 

-

Festas da alta sociedade podiam ser bem entediantes, mas aquela em específico, até que estava quebrando um galho. O champagne era realmente bom e o buffet um dos mais decentes; a única coisa que não estava clara ali era o motivo dela. Afinal, as socialites quando queriam impressionar umas as outras usavam algum tipo de instituição beneficente e assim tinham um ótimo motivo, mas seus maridos, apenas chamavam os amigos e suas famílias e não davam sequer uma explicação. 

“Vamos apenas beber e comemorar nossa riqueza”, era basicamente assim. 

Joohyun e Seokjin encontraram os irmãos do Kim e estavam em um dos cantos do salão, comentando sobre um ou outro convidado. As bochechas e orelhas do mais novo estavam vermelhinhas e fofas e seu irmão, Taehyung, não deixou o momento passar, o chamar de bebê ali, era a coisa mais divertida que ele e Jisoo puderam encontrar para fazer. E só pararam quando a voz de Bae os chamou a atenção.

— Aquele é…? — perguntou, apontando a taça cheia em direção ao homem que entrava no salão. 

Seokjin olhou e semicerrou os olhos, tentando focar; não podia ser. Touca na cabeça, calça e blusa pretas e jaqueta jeans, destoando de todo e qualquer convidado daquela festa.

 Definitivamente, era Kim Namjoon, ali, há poucos metros de si. 

— Meu... Deus — ele falou gaguejando, sem desgrudar os olhos do homem que viraria tudo de cabeça pra baixo.

 Mais uma vez. 



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