História I Can't Stop; namjin - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Long-fic, Namjin, Namjoon, Namjoon!top, Romance, Seokjin, Seokjin!bottom
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Palavras 1.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - O Motivo


— Não acredito! É o Namjoon, cara! — Taehyung disse animado quando também colocou os olhos no homem. — Tá aí o motivo dessa festa. 

Joohyun deixava o risinho sair, enquanto ainda bebericava o champagne; para ela, Namjoon era um grande tanto fez, como tanto faz. Ela olhou para o amigo e percebeu que seus olhos ainda estavam fixos no outro Kim. 

— Ei — ela o chamou. —, você parece um tanto afetado pela chegada dele… — Franziu o cenho, ela conseguia sentir o cheiro de alguma coisa que não foi dita ali. 

— O-o quê? — Ele piscou algumas vezes e se voltou para ela. — Afetado? Tá doida…

A sobrancelha bem desenhada da Bae foi levantada e aquilo queria dizer que ela não comprou a gagueira repentina do melhor amigo. Mas, não adiantaria pressionar uma pessoa afetada, ela apenas daria a corda para que Seokjin se enforcasse e assim acabaria dizendo o que era que havia entre ele e a chegada do mais velho dos Kim. 

Do outro lado do salão, o moreno alto e de roupas destoantes, era obrigado a distribuir uma gentileza forçada àquelas pessoas que ele mal se lembrava do nome. Kim Namjoon, o garoto da família mais importante da cidade, que deixou tudo para trás há alguns anos, foi para Seul para perseguir um sonhos que ninguém da família jamais compartilharia com ele. A veia dos Kim era para os negócios, e ser o primogênito aspirante a rapper, era quase a desgraça para Hanse. 

Mesmo com toda essa ladainha de família potencialmente problemática, eles não brigavam em público e não cortavam laços. Namjoon quis ir, e foi, agora quis voltar, e voltou. Ninguém sabia muito sobre os porquês que o fizeram voltar, assim como a maioria não sabia o que o motivou a sair do conforto da casa dos pais e ir com uma mão na frente e outra atrás para a capital. Não havia uma alma viva naquele salão que poderia dizer que conhecia aquele homem de fato; nem seus pais, nem os antigos amigos e nem Seokjin. 

O mais novo da outra família Kim, já havia se rendido à mais algumas taças de bebida e seus olhos pareciam ligeiramente menores naquele momento. Jisoo já havia desistido de se manter no meio familiar e provavelmente estava por aí ouvindo a ladainha de Jennie, a filha mais nova de Hanse, que era irrevogavelmente apaixonada pela mais velha. Taehyung já tinha ido colar em Namjoon e perguntar toda e qualquer coisa possível; eles eram amigos afinal. 

— Okay, essa é sua quarta taça só nesses quinze minutos, nós precisamos tomar um arzinho. — Joohyun o arrastou salão afora, sob os olhos curiosos da alta sociedade, inclusive do recém chegado, que os olhava de canto desde que entrara ali. 

— Aish, para com isso, Bae! — o mais novo reclamou, quando pararam na escadaria que levava para o jardim. 

— Tá, Seokjin — começou, sua paciência era curta feito seu vestido e ela não gostava quando ele escondia pequenos detalhes cruciais. —, fala logo, por que essa reação toda? Você e o Namjoon transaram antes dele ir embora? 

— Por deus, Joohyun, você não conhece limites? — perguntou desviando o olhar. 

— Não conheço — respondeu sorrindo, e então revirou os olhos.

Ele sabia que ela não desistiria. 

— Olha, a gente nunca transou, tá? Mas… — Sentiu o nozinho na garganta, era quase patético lembrar de como se comportou anos antes. — Ele era legal comigo, e eu gostava de como ele fazia rap com o meu irmão nos domingos à noite.

— Isso não tá me dizendo nada, Seokjin, melhore…

— Eu meio que era apaixonado por ele, e eu meio que… Beijei ele uma semana antes dele ter decido sumir da cidade. 

Ela riu, era tudo bem óbvio. Seokjin tinha tudo para se apaixonar pelo bad boy que quebraria o coração dele em um piscar de olhos. Isso porque, se ela se lembrava bem, naquela época, Yixing, um dos caras mais incríveis do colégio estava caindo aos pés dele. Mas não, era mais interessante ouvir os raps caídos de Namjoon nos domingos à noite e ficar chorando por ele uma semana depois. 

— Por deus, Seokjin! Eu já disse que você é meio otário? 

— Uau, ótima melhor amiga… 

— Ah, fala sério — tentou não parecer tão sem coração. —, odeio pensar que você caiu no conto do bad boy… Aish, que tédio. 

Seokjin lhe lançou uma ótima careta, ela estava certa, mas também estava errada sobre Namjoon. Ou pelo menos ele achava que ele era bem mais que só um bad boy; mesmo que ele tivesse agido como um. 

— Mas, antes que você termine de me crucificar, não é como se eu tivesse uma super história com ele, foi só a surpresa do momento… Eu não vou ficar impactado por muito mais tempo. 

— Seokjin… — ela quase lamentou, os dois sabiam que ele era mais complicado que isso. 

O mais novo não sabia sentir nada pela metade ou tomar doses pequenas. Era sempre tudo ou nada, mas ainda assim, ele acaba ficando com o tudo na maior parte dos casos. 

— Bae, minha princesinha, não se preocupe! Namjoon não vai mexer com a minha cabeça. Não vai. — Sorriu decidido.  

— Tá bom, bebezão, eu vou fingir que acredito. Mas, sério, acho que hoje já deu no que tinha que dar, que tal voltarmos pro aconchego da mansão Bae e assistirmos aquela sua péssima série? 

— Tá tentando me comprar? 

— Maybe. 

Seokjin não sabia direito se queria ficar e saber o que Namjoon faria pelo resto da noite ou se era melhor cortar o mal pela raíz e simplesmente ignorá-lo. Ele estava no meio de sua consideração, quando observou que a sobrancelha raivosa de Joohyun estava levantada e ela observava algo no topo da escada. Um frio subiu por seu corpo, aquilo parecia cena de filme ruim, droga. Ele se virou lentamente, e encarou Kim Namjoon com um sorrisinho simpático no rosto e toda aquela pose de garoto gostoso e mal arrumado. Ele não tinha mudado nada.

— Oi, Seokjin — ele falou, ainda descendo os degraus. 

— Ei, Namjoon! Quanto tempo. — Sorriu amigável, enquanto podia sentir o olhar fumegante da melhor amiga atrás de si. — Se lembra de Bae Joohyun? — Apontou para ela. 

— Claro — ele confirmou. — Tudo bem? — perguntou para ela, como se a desafiasse a tirar aquela pose de “eu não dou a mínima pra você, garoto problema”. 

— Tudo ótimo, bom te ver de volta. — Seu sorriso até parecia genuíno para quem o visse pela primeira vez. 

— Bom, eu não quero atrapalhar nada, eu só queria dar um oi mesmo. 

— Até mais — Joohyun disse, se demorando nas últimas sílabas, não queria deixar espaço para que o bêbado Seokjin pudesse se envergonhar depois de, aparentemente, ter saído ileso daquilo. 

O mais novo observou o outro entrar de novo no salão, e suspirou quando o viu sumir por entre as pessoas. 

— É, Bae, vamos maratonar Slasher hoje! 

-

Seokjin desceu as escadas ainda sonolento naquela manhã fria de domingo, os olhos inchados pela bebida, a ressaca moral também não era brincadeira, já que entre os episódios remetidos da série, ele choramingou algumas vezes para Bae, sobre como a vida era esquisita em trazer Namjoon de volta assim, do nada e de como uma paixonite idiota tinha o poder o fazer se sentir miserável. Não era como se tivesse amado aquele cara, só gostava muito da ideia de o objeto de desejo do aspirante a rapper da vizinhança. 

O Namjoon adolescente era quieto e observador, mas sempre sabia o que dizer; e ele era doce quando fala só com Seokjin enquanto seu irmão fazia alguma coisa um pouco mais afastado. Era só isso. 

Só. 

Não é como se esse cara de vinte e sete anos fosse o mesmo carinha de vinte e um, muitas coisas mudaram naqueles anos, era meio irritante que aquilo ainda tivesse algum poder sobre ele. Fora que havia terminado com Hoseok há o que? Um mês inteiro? Era frustrante, saber que mesmo o Jung sendo aquele com quem compartilhou muito mais coisas, ele não mexeria com ele como Namjoon conseguia fazer com apenas aquele fragmento em sua história. 

Seokjin tomou uma xícara de café, irritado com tudo. Não demorou nada para que Dongsul aparecesse ali, nas suas roupas típicas de domingo, com um sorriso demasiadamente largo no rosto. Era de se estranhar. 

— Bom dia, filho. 

— Bom dia…

— Eu estou indo até o clube de golfe para algumas partidas com Hanse, você não quer ir? — perguntou despretensioso.

— Pai, eu realmente odeio golfe. 

— Namjoon vai, vocês podem almoçar por lá e conversar. 

Seokjin quase cuspiu todo o café. Como assim, Namjoon no clube de golfe num domingo? Que porra estava acontecendo naquelas redondezas. Só faltava ele aparecer de terno e gravata na segunda-feira querendo discutir os negócios que as duas famílias tinham. Por deus! Mas, ainda que tudo parecesse meio louco, sua curiosidade iria consumi-lo se ele não fosse até lá e tentasse entender o que ele estava fazendo de volta à cidade e se comportando com o bom filho que o pai sempre quis que ele fosse. 

— Okay, eu vou sim. 



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