História I dare you - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Mortal Kombat
Personagens Jade, Kitana, Kuai Liang (Sub-Zero), Liu Kang, Personagens Originais, Sonya Blade, Tomas Vrbada "Smoke"
Tags Jade, Mortal Kombat, Smoke, Smokexjade, Universo Alternativo
Visualizações 16
Palavras 2.468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oin
É a minha primeira fic aqui no SS, um presente pra Hasashi por ser esse bolinho lindo que eu amo. No início, esse projeto era para ser uma one-shot porém eu acabei me empolgando um pouco (era pra ser 5k no máximo e no final deu 10k rçrç). A fic foi betada pela minha marida Mandy e eu espero que vocês gostem. Críticas construtivas são muito bem vindas :3

Capítulo 1 - Um.


Aquilo não era o que tinha imaginado para sua noite de sábado, definitivamente estava longe das expectativas que tinha criado mais cedo naquele dia: jovens embriagados o suficiente para que estivessem rindo de qualquer besteira que lhes fosse dita preenchiam o ambiente fazendo com que sua careta de desgosto aumentasse ainda mais, como ela os odiava! Mesmo que a diferença de idade entre ela e os demais fosse grande, chegava a ser engraçado o quanto Jade estava se segurando para não revirar os olhos diante de toda aquela algazarra. Kitana, sua melhor amiga e único motivo para estar ali, parecia se divertir ao observar o estado deplorável de seus companheiros de faculdade; era mais uma das diversas festas de fraternidade no campus, a única diferença é que aquela mal havia começado e já estava saindo do controle. Johnny Cage, um dos membros da Kappa – a fraternidade que estava sediando aquela abominação –, estava ocupado discutindo com sua namorada, que gritava sobre como eles estavam loucos para fazer um evento daquela magnitude no meio do semestre e o teria socado se Hanzo não tivesse parado seu punho no meio do caminho. 

“Armageddon”, o nome da festa nunca fez tanto sentido. Quanto mais adentravam na casa, mais a situação se tornava degradante: pessoas desmaiadas pelo chão, a playlist tão alta a ponto de fazê-la sentir todo seu corpo vibrar de acordo com o ritmo da música que tocava, pessoas cambaleantes na pista de dança e diversos copos descartáveis de variadas cores pelo chão, junto a guardanapos, panfletos e outros tipos de lixo que ela não se importou muito em distinguir. Nunca odiou tanto uma situação quanto aquela, tinha vontade de dar meia volta e abandonar aquele local o mais rápido que conseguia! Maldita hora que caiu na chantagem emocional barata de Kitana e se deixou ser convencida a ir àquela maldita festa.

Sua acompanhante não se importava nem um pouco com sua expressão de poucos amigos, na verdade, achava até mesmo divertido – era raro ver Jade emburrada com algo e aquela expressão em seu rosto era impagável. Seu principal objetivo naquela noite era achar Liu Kang e, se dependesse dela, não demoraria muito. 

Revistaram em todos os cômodos abarrotados de estudantes da casa, unicamente para achá-lo no Jardim jogando beer pong com alguns amigos. O sorriso dela aumentou enquanto se dirigia até a mesa de ping pong, atraindo a atenção dos presentes, o descuido rendeu a Liu Kang uma dose do líquido de procedência desconhecida, que preenchia um dos copos posicionados na forma de um triângulo em sua frente. Virou-o de uma vez só, sentindo o gosto amargo em sua boca, teve de se conter para que não fizesse uma careta desgostosa. Kitana tomou seus lábios em um beijo voraz, uma bela recompensa pela desatenção de momentos atrás. 

Jade não pode deixar de desviar o olhar da cena, um pouco constrangida, o casal não parecia se importar de demonstrar afeto publicamente mas ela achava todo aquele exibicionismo desnecessário – talvez Kitana estivesse certa em afirmar que ela estava solteira há muito tempo –, logo todos os presentes começaram um coro incentivando-os a continuar, deixando-a ainda mais desconfortável. Um longo tempo depois, separaram-se ofegantes, mais da metade do batom bordô que Kitana havia passado naquela noite estava agora no rosto do namorado e nenhum dos dois parecia se importar com tal fato. 

— E aí, Jade? – Liu Kang a cumprimentou com um sorriso, era perceptível que ele havia tomado algumas doses a mais do que deveria, mas, comparando-o com os outros, possivelmente era o mais próximo sóbrio ali. – Se divertindo?

— Você não faz ideia. – O deboche era evidente em suas palavras, fazendo os dois gargalharem.

— Diversão e Jade na mesma frase não combinam. – Kitana brincou, ganhando um olhar irritado da outra.

— Meus conceitos de diversão são diferentes do seus. – Disse enquanto olhava ao redor, distraindo-se com os demais, que agora pulavam dentro da piscina sem nem se importar com suas roupas. – Além do mais…

Quando virou-se para encará-los percebeu o espaço vazio em sua frente. Liu Kang já estava prestes a pular na piscina com Kitana em seu colo contorcendo-se, tentando se livrar do aperto do namorado. 

Jade suspirou, dando alguns passos para trás, não pertencia àquele lugar; decidiu que iria embora no momento em que a guerra de água começou, inventaria uma desculpa plausível para dar a Kitana depois, logo todos se aglomeravam perto da piscina, buscando participar da algazarra e deixando o caminho da saída livre para ela. Parecia que o destino estava conspirando a seu favor. Sair à francesa parecia sua especialidade naquelas situações, uma pena que aquela vez não funcionou tão bem como das outras. 

Estava prestes a finalmente virar-se e voltar para seu apartamento quando esbarrou em algo, mais especificamente: alguém.

— Já está de saída? – A voz rouca fez-se presente atrás de si e quase imediatamente um arrepio percorreu seu corpo. Aquilo não poderia estar acontecendo.

—Eu... Bom, eu tenho um trabalho para amanhã. – Gaguejou, tentando formular uma resposta convincente, e se amaldiçoou por aquilo ser tudo o que conseguia.

— Ah é?! Sobre o que, Jade? – Ela conseguia sentir o sorriso de escárnio crescendo em seu rosto pela mudança de tom e sentiu seu corpo retesar na ânsia de virar-se e acertar um gancho de esquerda no maxilar do dito cujo.

— Não tenho que dar satisfações a você, Smoke. Agora, se me dá licença.

— Dá próxima vez que for mentir, lembre-se de não ficar tão nervosa.

— Não estou mentindo.

— E também não está dizendo a verdade. 

Sem encará-lo, deu a volta e andou até a saída a passos pesados, sabia que era uma péssima mentirosa, mas ter isso jogado abertamente em sua face feria seu orgulho. Estava tão absorta na irritação que a consumia naquele momento que nem ao menos notou que o rapaz continuava em seu encalço, mantendo certa distância entre eles,  pois a última coisa que desejava aquela noite era ser esbofeteado por ela. 

— Você sempre foi covarde desse jeito? – Aquela simples frase fez com que Jade brecasse instintivamente e o encarasse em fúria. – Que eu me lembre, você não costumava fugir dessa forma. 

— Vá para o inferno, Smoke. – Vociferou irritada, dando alguns passos na direção dele. – Não fale como se soubesse algo sobre mim, porque não sabe!

— Sei que é uma péssima mentirosa. E acabei de descobrir que também é covarde. – O tom carregado de divertimento fez com que ela soltasse uma risada debochada.

— E como descobriu isso? Passando cinco minutos ao meu lado sem nem ao menos me dirigir a palavra?

— Então por que não me deixa descobrir? 

— Nos seus sonhos, talvez.

— E se eu pudesse transformá-lo em realidade hoje? 

— E como pretende fazer isso? 

— Um jogo: eu desafio você, você me desafia. 

— Não estou interessada. – Disse, fingindo desdém. O sorriso prepotente voltou ao rosto do rapaz enquanto ele a encarava com curiosidade. No fundo, ela tinha certas dúvidas sobre Smoke. 

Na verdade, o que Jade mais tinha eram dúvidas sobre ele, já que nem seu verdadeiro nome era de conhecimento público. Tudo que sabia é que ele cursava o quinto período de engenharia química e que carregava aquele apelido peculiar por seu vício em cigarros. A possibilidade de descobrir mais sobre ele fazia com que ficasse cada vez mais tentada em aceitar. 

— Então realmente é uma covarde?

Cinco palavras. Cinco míseras palavras que fizeram com que Jade tencionasse naquele exato momento. Querendo ou não, seu orgulho falava mais alto, ou melhor dizendo: gritava. Foi tudo que ele precisava para que ela mordesse a isca, sorriu em superioridade e indagou:

— E o que eu ganho com isso? 

— Matar sua curiosidade sobre mim.

— Vai ter que fazer melhor que isso. – Ao contrário do que esperava, o sorriso dele só aumentou. Smoke definitivamente era um mistério a ser desvendado – um mistério com um sorriso extremamente sedutor. 

— Faço o que você quiser. 

A voz dele não pareceu sair mais alta que um sussurro rouco, mas foi o suficiente para que um arrepio percorresse seu corpo, talvez ela realmente estivesse solteira por muito tempo, seria uma explicação plausível para pegar-se admirando as feições do rapaz a sua frente, coisa que nunca havia feito. 

— Fechado. 

Sem dizer nada, ele passou por ela a passos rápidos, fazendo com que as feições de Jade se contraíssem em confusão. 

— Você não vem?

— Mas... A festa. Não posso deixar Kitana.

— Isso não pareceu problema há alguns minutos atrás, quando você decidiu ir embora por causa de seu “trabalho”.
 
— Mas eu…

— Eu desafio você. 

— Não estamos jogando, ainda não.

— Ah, nós estamos. Desde que você disse sim. 

— Eu não aceito o desafio.

— Vamos, Jade. Não estrague o jogo, sim? Não recusarei seus desafios se não recusar os meus.

Jade ponderou por alguns instantes e, suspirando derrotada, marchou até ele com uma carranca desgostosa.

— Você vai me pagar caro, muito caro. 

Smoke não se dignou a responder, apenas seguiu seu caminho até o outro lado da rua parando ao lado de uma moto esportiva estendendo um dos capacetes na direção da garota, que parou para analisar o veículo no qual estava prestes a subir.

Não era totalmente leiga no assunto, graças a falta de irmãos, seu pai fez questão de ensinar a princesinha sobre todas as suas paixões. E, é claro que ele tinha uma fascinação em particular, motos. O que garantiu a ela saber que a Honda CBR 1100xx em sua frente, em um preto fosco, podia chegar até trezentos e sete quilômetros por hora. Pensar nisso fez seu estômago geoar.

 “Por Deus, onde eu me meti?”

— Está com medo? – A voz saiu abafada pelo capacete, mas era nítido o divertimento que ele sentia. Naquela noite, o humor dele estava sendo às custas de Jade e ter consciência do fato só a deixava ainda mais possessa. 

Finalmente, pegou o capacete que ele lhe estendia de forma mais grosseira do que planejava, colocando-o de rápido a fim de evitar que o rapaz visse o rubor que tomava conta de suas bochechas naquele momento. 
O ronco do motor se fez presente, fazendo com que seu coração acelerasse e, antes que pudesse desistir de tudo aquilo e descer, ele arrancou.

Soltou um grito abafado pelo capacete e apertou os braços ao redor da cintura do condutor, rezava para que ele não tivesse ouvido, mas o desânimo caiu sobre ela como um balde de água fria quando sentiu o tronco dele vibrar em uma risada humorada. 
A tensão foi abandonando o corpo da garota gradativamente, soltando a cintura do rapaz ao passo que percebia que Smoke não tinha pretensão em passar dos oitenta quilômetros por hora. Não podia estar mais enganada, assim que cogitou abrir os braços e aproveitar o momento a moto acelerou, dando a sensação de que Jade cairia em direção ao asfalto a qualquer momento, resultando na garota agarrada a camisa preta do motorista como se aquele simples gesto fosse salvar sua vida. 

Xingou-o de todas as obscenidades que conseguia se recordar e até mesmo criou alguns palavrões novos durante o percurso, só deu-se por satisfeita quando botou os pés na calçada novamente. Nem ao menos percebeu aonde estavam, tirou o capacete com rapidez e passou a distribuir golpes com o mesmo no peitoral de Smoke. 

— Seu... Seu miserável! Você está louco?! Como faz isso é não me avisa? 

— Eu avisei, você não ouviu. 

— Mentiroso, desgraçado! – Continuou a atividade anterior, mas desistiu quando percebeu que não estava surtindo efeito algum e que ele nem ao menos havia se retraído um pouco. 

— É a sua vez, Jade! – Ele disse com uma voz séria, mas o divertimento continuava escondido em seus olhos. 

A jovem estava tão irada com a atitude dele que nem ao menos conseguia pensar em um castigo que valesse a pena. 

— Desafio você a ir no meio daquelas pessoas e começar a dançar. – Assim que as palavras saíram de sua boca o arrependimento a arrebatou. Aquilo era ridículo, nem sequer poderia ser considerado um desafio.

— Só isso? 
— Cale a boca e vá logo. – Vociferou irritada, tentando controlar a frustração que sentia naquele instante. 

Ele acatou, caminhando até o pequeno aglomerado de pessoas que estavam na calçada da porta de um clube noturno e começou a dançar. Não era necessário dizer que: dos diversos talentos que Smoke possuía, dança não era um deles. Os movimentos desengonçados e sem muito molejo pareciam mais um ataque epilético do que o que ele pretendia. Obviamente, atraiu a atenção dos demais que, curiosos, observavam-no escondendo a risada, alguns filmavam discretamente, e sem dúvidas, postariam em suas redes sociais sobre como o cara maluco começou a dançar sem nenhuma explicação a frente do todos, outros desviavam o olhar até Jade, buscando saber qual ligação entre os dois e o possível motivo para a apresentação de Smoke. Retraiu-se incomodada com a atenção que recebia, mas internamente feliz por ver que haveriam provas da vergonha passada pelo rapaz. 

Pouco tempo depois ele voltou para perto dela, um pouco ofegante. A garota teve de reunir todas as forças que tinha para não gargalhar alto, por fim, não aguentou muito tempo e riu. A gargalhada doce era contagiante e até mesmo ele teve de conter o meio sorriso que surgia em seus lábios. 

— Minha vez. 

Aquilo pareceu acabar com toda a graça da situação e fez com que o corpo de Jade ficasse rijo, tinha certeza de que ele se vingaria e não seria nada agradável.

Assentiu engolindo seco e pôs-se a seguir o rapaz, que não disse mais nenhuma palavra até chegarem ao destino – este fez com que ela tivesse vontade de chorar.

“Earthrealm tattoos”, era o que o letreiro azul néon dizia. Um estúdio de tatuagem que não parecia nada confiável, ao seu ver. A fachada estava imunda, mais parecia abandonado, pichações de todos os tipos faziam-se presentes nas paredes de tijolos, das mais artísticas até as imorais e desconexas. Aquilo não parecia incomodá-lo, muito pelo contrário, fez com que ele desse alguns passos a frente e abrisse a pesada porta de metal. 

O interior do local fez com que ela se surpreendesse positivamente, já que não se parecia em nada com o exterior, o ambiente limpo e bem iluminado fez com que a expressão surpresa em seu rosto fosse evidente. Esboços cobriam as paredes de tijolos vermelhos junto a alguns pôsteres de diversas bandas, uma música desconhecida por ela tocava ao fundo, e, mais a frente, conseguia ver que a área de trabalho dos tatuadores era bem organizada, com divisórias limitando o espaço de cada um. 

— Bem diferente do que esperava, não? 

Jade não respondeu, apenas desviou o olhar um pouco desconfortável por ter feito um pré julgamento tão rápido e abraçou a si mesma, ainda olhando em volta com curiosidade, o local estava extremamente frio e fez com que ela amaldiçoasse a si mesma por não estar de casaco. 

— O que viemos fazer aqui? – Questionou, impaciente.

— Seu desafio. 

— Ah, não!


Notas Finais


Até a próxima <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...