História I Do Not Believe In Love - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Pokémon
Tags Amor, Mais, Pokémon
Visualizações 34
Palavras 2.790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLOOOOOOOOOOOOOO!! Por favor, não me matem!!!! Eu sei que demorou, mas fiquei sem ideias e no meio de uma correria danada! (Além do ENEM GRRRRR!!)

Bem, aproveitem!



P.S.: O título tem referência à um filme que eu AMO mas nunca mais achei pra assistir ;-----;

Capítulo 14 - 14 - Fica comigo esta noite


Fanfic / Fanfiction I Do Not Believe In Love - Capítulo 14 - 14 - Fica comigo esta noite

Os raios de Sol iluminaram o casebre logo pela manhã, Brock foi o primeiro a levantar e tratou de começar a fazer o café. Era um ótimo cozinheiro, costumava fazer o próprio almoço para não atrapalhar a mãe nas tarefas diárias.

Algum tempo depois May e Drew apareceram, estranhamente saindo do mesmo quarto. O maior arqueou as sobrancelhas e apenas os cumprimentou, sem questionar nada. Em contrapartida, o casal de amigos se entreolhava de forma tímida e davam alguns sorrisos sem graças, relembrando o ocorrido da noite anterior.

Era quase 02:00 da manhã quando a porta do quarto dos rapazes abriu devagar. Por ter um sono leve, o de cabelos verdes abriu os olhos devagar e assustou-se ao ver uma silhueta na porta. Quando estava prestes a berrar, notou que a tal silhueta era ninguém mais, ninguém menos que a morena do grupo. Uma sensação de alívio percorreu o corpo do jovem, que sentou-se na cama e deixou a coberta cair, revelando seu tanquinho definido, já que dormia sem camiseta.

- Algum problema May? - O Hayden questionou, arqueando sua sobrancelha.

- B-bem… - Ela estava extremamente corada com a visão que tinha, mas logo lembrou o porquê de ter ido lá. - eu tive um pesadelo… e pensei que…

Drew riu baixinho e chamou a Maple para sentar na cama. A jovem engoliu em seco e apenas sentiu os braços nus dele a envolverem num caloroso abraço. Seu coração foi à milhão, não sabia como reagir muito menos como se portar, olhou de canto para o rapaz e engoliu em seco, temendo o que poderia acontecer dali pra frente.

O de olhos verdes apontou para a parte da cama que se encontrava encostada na parede, disse para a de olhos azuis deitar-se lá e dormir, teria seu “príncipe encantado” para protegê-la. Ela deu risada com a autointitulação do amigo, em seguida deitou-se e esperou o dono da cama fazer o mesmo.

- Mas me conta, do que foi esse pesadelo? - Ele perguntou num sussurro.

- Ah Drew, foi horrível! Havia um assassino, e ele usava uma máscara de Bob Esponja, - Neste mesmo instante o jovem riu e levou um tapa da amiga. - daí tudo estava escuro, estávamos numa garagem que iluminava apenas ele, e então o assassino tentou me matar e acordei.

- May, relaxa, eu te protejo…

O Hayden a abraçou, coisa que fez a Maple corar mais. Ela sentia a pele dele contra seu rosto e notou o quão maior ele ficara, já que era praticamente impossível vê-la naquela cama. Por um momento a menina sentiu-se estranha, pois o garoto estava sem camiseta, apenas com uma bermuda, além do fato de que o pijama dela era curto e justo de certa forma.

Alguns minutos mais tarde Misty saiu do quarto das meninas, deu bom dia para todos e tinha um largo sorriso estampado no rosto, evidente que ela e Ash haviam se acertado. A ruiva pegou uma fatia de pão, passou Nutella e deu uma mordida, em seguida tomou um gole de suco.

- Pelo visto dormiu bem! - May exclamou, sorrindo para a amiga.

- E como! - A Waterflower riu.

Um grito estridente surgiu do quarto das garotas, e não demorou para um dos meninos aparecer jogado no corredor apoiando as mãos no chão. Dawn ficou em posição de ataque, sua face estava furiosa e Ash apenas tinha uma expressão de medo na cara, recordava que a amiga de cabelos azuis praticou karatê por muito anos e era boa lutadora.

- TÁ LEGAL SEU SEM VERGONHA, O QUE RAIOS TAVA FAZENDO NO NOSSO QUARTO HEIN?! - A azulada exclamou, furiosa.

- N-NADA DAWN, EU JURO! - O Ketchum escondia seu rosto com as mãos, além de fechar um pouco os olhos. - E-E-EU SÓ FUI DORMIR COM A MISTY!

Tal frase foi o suficiente para a ruivinha corar. Todos a fitaram com uma expressão espantada e alternavam os olhares entre ela e o menor dos rapazes, que apenas estavam vermelhos e um pouco ofegantes, relembrando a noite anterior.

Misty havia acabado de sair do banho, já trajava sua camisola azul e estava prestes a deitar quando viu a porta do quarto abrir devagar. Ash encontrava-se lá, plantado e um pouco trêmulo. A menina arregalou um pouco seus esmeraldinos olhos e foi na direção do amigo, pegou-o pelo pulso e o colocou em sua cama.

- Tudo bem? - Ela perguntou.

- S-sim Cenourinha, é só que… tive um pesadelo… tem problema em eu ficar aqui?

Misty negou com a cabeça, deixou Ash deitar na cama e em seguida ela deitou ao lado dele. Ambos permaneceram de olhos abertos, um encarava o outro e às vezes cutucavam o rosto do colega, rindo apenas com a curvatura dos lábios. Era estranho ficar daquela forma com quem fora seu melhor amigo de infância e agora sua paixão, mas isso não importava no instante, o que realmente importava era aproveitar o momento.

O moreno encarou a ruiva e achou curiosa a forma como os olhos dela brilhavam ao luar. Por um momento não se sentiu mais tão criança como sempre, a sensação de maturidade ao ficar deitado e não ter nenhuma atitude errada ou infantil com ela foi ótima e queria mais momentos daquele jeito.

- Qual foi o pesadelo?

- Era a minha mãe, ela tava morta e coberta de sangue, daí atrás de mim estava o assassino… era o meu pai…

O suspiro de Misty foi pesado, sabia o quão foi difícil para Ash aceitar que o pai foi embora de casa, ele só tinha 5 anos e pouco lembra de momentos junto do homem. Pelo menos não foi como o pai de Brock, que morreu quando ele tinha 1 ano de idade. Motivo? De tanto estresse no emprego teve um ataque cardíaco e bateu as botas.

A Waterflower abraçou o amigo e o trouxe para mais perto, apertando-o e beijando a testa dele. Era apenas amiga, entretanto o tratava como seu marido, queria protegê-lo, amá-lo, mas estava pronta? Tinha maturidade o suficiente para namorar?

Todos do grupo sentaram a dupla menor numa das cadeiras da mesa, os encaravam de braços cruzados e procuravam palavras para questioná-los.

- Tá legal, o que estava fazendo lá Ash? - May perguntou.

- Eu fui dormir com a Misty… tive um pesadelo e fui lá… - Inconscientemente o garoto acabou dando a mão para a ruiva.

- Certo, e o que fizeram essa noite? - Paul questionou, sempre severo.

- Nós só dormimos e conversamos! - Respondeu a garota. - E você Paul? O que foi fazer no nosso quarto?

O arroxeado corou, enquanto um sorriso de vitória surgiu no rosto de Misty. O Shinji apenas fitou a Berlitz e suas recordações começaram a surgir.

Era quase 03:00 da manhã quando Paul saiu de seu quarto para tomar água. Por estar meio sonolento, não reconheceu o vulto em frente à geladeira. O rapaz engoliu em seco, se aproximou e utilizou um Choque do Trovão no possível intruso. Assim que a pessoa ficou atordoada, ela caiu no chão de olhos fechados, com a luz da geladeira a iluminando. O arroxeado tomou um susto ao ver que era apenas Dawn.

Ele pôs as mãos na cabeça, pegou a amiga no colo e a levou direto para o quarto das garotas, deitou a Berlitz na cama dela e sentou no móvel. Agora teria de esperar ela acordar para ver se não havia deixado sequelas sem querer. Droga, se soubesse que era a azulada não teria feito isso.

Quase cinco minutos se passaram até que, para o alívio de Paul, Dawn começou a abrir os olhos, deu uns gemidos de dor e se apoiou nos cotovelos para ver onde se encontrava. O arroxeado deu um suspiro e um sorriso quase imperceptível surgiu no rosto dele.

- Você está bem?

- S-sim… - Ela respondeu. - Mas por que voltei pro meu quarto?

- Olha, foi mal, acabei te dando um choque porque pensei que fosse um ladrão.

Dawn se segurou para não rir. Descontraída, essa era Dawn Berlitz. Se conhecia Paul bem ele nunca iria machucá-la de propósito, a menos que perdesse o juízo. Ela deu espaço na cama e pediu para que ele deitasse lá, com a desculpa de que caso ela tivesse algum problema à noite ele cuidaria dela.

- Um segundo. - Começou Brock. - TODOS vocês dormiram juntos?

Os outros seis deram de ombros, o maior revirou os olhos e colocou as mãos no cabelo, desesperado. Todos os outros riram alto da reação de Brock, o fizeram sentar numa cadeira e trouxeram um pouco de água com açúcar para ele.

- Olha, isso fica entre nós, eu não quero me encrencar…

- Certo… - May riu baixo e olhou para a janela. - Que tal nos arrumarmos e irmos pra praia?

Todos concordaram e seguiram para seus quartos. As garotas puseram biquínis e os rapazes calções, trataram de arrumar três bolsas com: comida, protetor solar, toalhas, cangas, dinheiro e até mesmo um radinho para ouvirem músicas. Quando tudo estava pronto eles saíram da casa e foram andando até a praia.

O lugar estava cheio, pessoas aproveitavam o calor do feriado indo até as praias da ilha Cinnabar. Ash, Misty, Paul e Drew correram direto para o mar, enquanto Dawn, May e Brock foram arrumar as coisas em alguma parte da praia. Para a ruiva, o mar era como sua segunda casa, e ficava feliz em ver os Pokémons aquáticos que lá haviam. O mar era limpo, tão transparente e possível de se enxergar tudo. Misty olhava admirada para Corsolas e Luvdiscs que por lá nadavam.

- Mas são uns apressados mesmos… - Murmurou Dawn. - Bem, daqui a pouco vou lá com eles!

- Vocês todos só dormiram juntos não é mesmo? Não fizeram mais nada? - Apesar de ter se acalmado um pouco, Brock ainda estava assustado com toda a revelação da manhã.

As garotas confirmaram e deram mais algumas risadas baixas, vendo que os outros garotos atiravam água entre eles, fazendo uma pequena guerra. Paul permanecia de olhos fechados, detestava água salgada entrando em seus olhos negros.

May sentou-se numa das toalhas, passou protetor em si mesma e nas costas dos amigos secos. Ao longe encarava Drew atentamente, viu o quanto ele havia mudado desde a infância, ficando mais alto e mais forte. Querendo ou não todos eles haviam mudado física e (um pouco) mentalmente, amadurecido, até Ash que tinha fama de mula estava um pouco diferente naquela viagem.

- Sabem de uma coisa, eu tô bem feliz de que o Ash e a Misty tenham se acertado. - Dawn comentou enquanto tomava Sol.

- Acho que todos estamos, apesar de que acredito que eles sejam novos para entenderem os sentimentos. - Brock respondeu dando um sorriso tranquilo.

A calmaria daquela praia, mesmo que cheia, fascinava a todos os presentes, a brisa do mar se assemelhava a uma terapia ou a um calmante, daqueles que tranquilizam qualquer pessoa. Tudo estava na maior paz, porém como de costume nada era completa tranquilidade: um salva-vidas chegou com o corpo de uma jovem e berrava escandalosamente para que algum conhecido dela aparecesse. Ele gritava o nome dela, e não demorou para May reconhecer aqueles cabelos ruivos e curtos.

- MISTY! - Os três fora d’água correram até ela e se assustaram. O braço e a perna esquerda da Waterflower sangravam e possuíam marcas de dentes. - O-o que aconteceu? - Dawn questionou, trêmula.

- Ela me disse que estava nadando e foi atacada por um Gyarados no fundo do mar, pelo visto ela consegue respirar debaixo d’água… bem, eu já chamei a ambulância, logo estarão aqui.

Olharam para o mar e viram Ash, Drew e Paul saírem correndo até eles. O mais assustado e preocupado, de longe, era o Ketchum menor, seus olhos arregalados não escondiam seu espanto, não conseguiu se segurar e começou a acariciar os fios ruivos de cabelo da (amada) amiga.

O veículo chegou, levaram Misty até a calçada e os paramédicos abriram a maca por lá, pousaram o corpo molhado (tanto de suor quanto de água) no objeto, subiram a menina e junto dela foi Dawn, já que Brock teria de levar os outros até o Hospital Volcan. Misty resmungava de dor e seus olhos marejaram um pouco, enquanto a amiga de cabelos azuis fazia questão de tranquilizá-la.

[...]

Já era por volta das 12:30h, todos, menos Dawn, encontravam-se na recepção do hospital, preocupadíssimos com Misty. Ash tremia como nunca, sua pele havia perdido um pouco da cor e seus olhos nem sequer brilhavam. A recepcionista pedia para que esperassem o médico e mandou trazerem água com açúcar para Ash.

- Com licença, os acompanhantes de Misty Waterflower podem vir aqui, por favor? - Todos se aproximaram do médico e ficaram de ouvidos atentos. - Ela está em bom estado, os ferimentos vão cicatrizar logo e poderão prosseguir bem este fim de semana, mas acho melhor a Srta. Misty permanecer no hospital esta tarde.

- Eu fico com ela! - De súbito a voz do menor dos rapazes surgiu na rodinha. - Podem ir pra praia, vou passar a tarde com a Misty!

- Certo… - O médico riu um pouco e o levou para a triagem. - Vocês podem voltar para a diversão deste feriado, ligaremos para avisar quando ela tiver alta.

Apesar de ficarem um pouco aflitos, os mais velhos saíram e caminharam em direção ao Centro Pokémon mais próximo, para passarem a tarde.

Enquanto isso, o médico arrastava Ash até a triagem do hospital. Lá, passaram por duas divisórias até chegarem no de Misty, o último e com vista para a janela. O moreno tomou um susto ao vê-la enfaixada no braço e na perna, além de possuir um soro passando por suas veias.

- Por Arceus, Misty! Não assusta a gente assim nunca mais! - Ash exclamou e correu para abraçá-la.

A menina retribuiu o abraço com força, deu um fraco gemido por conta da pontada que sentiu no braço.

- Muito obrigada Dr. Raimundo… vai ligar para os meus pais?

- Vou sim Misty, neste caso não posso fazer nada além disto. - O homem tinha um tom triste porém reconfortante na voz. - Deixarei vocês a sós.

Ash permanecia um pouco assustado por dentro, não queria que o fim de semana acabasse ali, desejava imensamente que houvesse algum problema no sistema de telefone e o pai dela não soubesse da situação. Sentia-se egoísta ao ter esse pensamento, entretanto queria Misty por perto, e outra coisa, ela também não estava com vontade de voltar para casa.

O Sol estava forte, Ash se levantou do banquinho onde sentava-se e fechou um pouco a persiana para a claridade não incomodá-los muito. Ele encarou sua amiga ruiva, a mesma parecia aflita, e com certeza eram os pais. Mas como Robert culparia algum dos amigos de Misty? Fora ela quem havia nadado até o fundo do mar, fora ela quem estava fora de vigilância, além disso já eram grandes o suficiente para se virarem com as coisas e situações da vida.

Ash voltou para seu banquinho, colocou a mão por cima da de Misty e ficou acariciando-a com o polegar, a ruiva deu um pequeno suspiro e o fitou com um olhar triste, que tentava ao máximo ficar feliz.

- Eu acho que esse é o fim da viagem pra mim…

- Não diz isso, talvez seus pais deixem você ficar! - Ash sempre era esperançoso daquela forma. - Por favor Misty, eu… eu não quero que você vá…

- Hahaha! Eu sou dramática, mas você tá me superando! A gente vai se ver em Pallet, relaxa!

- N-não consigo! Foi a primeira vez que ficamos sós, foi a primeira vez que dormimos juntos, não quero estragar algo que pra mim, e espero que pra você, tenha sido especial!

Aquelas palavras saíram bem maduras vindo dele, tanto que a ruiva até ficou espantada com a atitude do (amado) amigo.

O silêncio ficou pairando no ar, incômodo, inquebrável e insatisfatório. Todos odeio o silêncio em momentos importunos, principalmente quando se está com alguém que você conhecesse quase a sua vida toda. De repente algo veio à mente de Misty: a música deles. Ela tratou de começar a cantar, e ele seguiu seu embalo, faziam o melhor dueto possível com Don’t Stop Me Now - Queen.

- Ash, você vai ser meu primeiro e único, né?

- Primeiro e único? No que?

- Em tudo! Beijo, dormir com outra pessoa, amor, casamen… - Ela parou ao ver o que estava dizendo. - D-deixa quieto…

Um selinho foi o que preencheu seus lábios por um momento, coisa que a fez ruborizar muito.

- Sim, eu serei... 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...