História I don't fucking care - Capítulo 3


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Elise Whisks, Gavril Fadaye, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Rainha Amberly, Rei Clarkson
Tags A Seleção, América, Amexon, Distopia, Drama, Fuck, Idfc, Liberdade, Maxon, Quase-romance, Rebeldes, Rebelião, Romance
Visualizações 49
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sobre a foto do capítulo, a família Singer e Leger não foram capturadas na imagem devido o grande tumulto.

Capítulo 3 - Um aniversário arruinado


Fanfic / Fanfiction I don't fucking care - Capítulo 3 - Um aniversário arruinado

Never thought that something
 (Nunca eu pensei que algo)
Something so tragic could ever happen to
(Algo tão trágico poderia acontecer)
Our peaceful little perfect family
(Com a nossa família perfeitinha)
I promise, promise to love you
(Eu prometo, prometo amar você)
Our neighborhood will always be this pretty
(A nossa vizinhança sempre será bonita assim) (Bombs On Monday - Melanie Martinez)

 Já fazia quatro meses e meio que sua mãe havia conseguido aquele emprego, e durante esses quatro estavam comendo comida de verdade pela primeira vez. E também pela primeira vez conseguiu enxergar as consequências disso.
        Antes a mesma era tão magra, não por esforço dela, já que o que comiam na hora do almoço era praticamente arroz com feijão.
        Se olhava no espelho em quanto apertava um novo pneuzinho que tinha surgido na sua cintura. America perceberá bem antes que estava com uma pancinha maior a cada dia. Sua papada e bochechas não ficavam atrás. Seus seios que antes eram pequenos, comparados com os das sua amigas e ex-namoradas, estavam aumentando de tamanho, e America não sabia se aquilo era bom o ruim, pois com seios maiores teria que largar de vez os tops - de pano e super confortáveis - e usar sutiã toda vez que saísse de casa.
        "E desde quando eu me importo?" pensou em quando amarrava o cabelo que batia na sua cintura "Pfff, já está mais que na hora de cortar esse cabelo."
         Suspirou e vestiu a primeira roupa que encontrou pela frente e deu uma última olhada em seu reflexo, revirando os olhos como uma perfeita adolescente revoltada coma vida. Quando suas mãos empurraram o trinco da porta, mal teve tempo de raciocinar direito quando foi recebida por sua irmã se jogando na sua frente.
         -PARABÉNS PARA TI! NESTA DATA PREZADA...- ela cantarolava forçando um sotaque português. Atrás da mesma apareceu seus irmão, seguidos por sua mãe que carregava uma bandeja com um bolo, que pela primeira vez em muitos aniversários era comprado, confeitado e com uma vela no topo.
         -A May tem assistido muito desenho ultimamente - comentou Kota.
         -Oi, oi! - a silhueta esguia de Aspen apareceu no meio do amontoado de pessoas, seguido pelo de Geórgia, que aparentemente estava com uma roupa nova, Cater e August.
         -Vocês vieram!
         -Mas é claro - falou Aspen rapidamente - acha mesmo que perderíamos a oportunidade de participar de uma comemoração de uma pessoa tão importante para todos nós? - America abaixa a cabeça, levemente corada - e é claro, palmas para o nosso aniversariante! O Sr. Schwarzenegger!!
         O mesmo começou a sapatear um pouco mesmo recebendo soquinhos - soquões - no braço vindos de alguns convidados, incluindo da própria aniversariante que soltou um palavrão baixinho.
         -Ei, qual é! O aniversário é dela, então ELA é que devia receber os soquinhos no braço - reclamou.
         -EU QUERO LOGO COMER BOLO! - May declarou com uma voz manhosa.
         -Cof, cof, podemos cantar os parabéns agora? - perguntou Magda que até agora tinha se mantido calada.
         -Mas é claro Sra. Singer, mas - direcionou o olhar a America - não se esqueça da sua dívida, querida. Vinte e um soquinhos, não se esqueça!
          -Ahm... - ela deu outro soquinho no seu braço - eu não sou sua querida.
          -PODEMOS COMER BOLO AGORA?
                            
                               *          *          *

-EU QUERO MAIS BOLO! - a pequena May saltava eufórica no chão.
          -O bolo já acabou May. De todos você foi a que mais comeu aqui.
          Mas ela continuou pulando, o efeito o que o açúcar causava em seu corpo era ótimo. Andou pelo cômodo inteiro em uma incansável procura por açúcar e só se aquietou quando Aspen ofereceu seu último copo de coca-cola para ela.
Oh, sim. Aspen era o seu irmão mais velho, de coração. Vivia enchendo o saco da irmão para eles finalmente começarem a namorar de verdade, porque isso tudo de "amizade colorida" era muito água com açúcar. Era fora a primeira a  descobrira relação dos dois. A quatro meses atrás, no aniversário de dezessete anos da irmã de Aspen, em quanto ia para o corredor para comer todos os bolinhos de polvilho que havia surrupiado da mesa, pegou ele e sua irmã de beijando em uma parte mais escondida do cômodo. E em questão de segundo ela saiu por toda a casa gritando:  "A Ames e o Mickey são namorados!!!". Depois de receber uma bronca, não só por ter tipo tal reação mas também por continuar a chamar o pobre rapaz do mesmo apelido, ambos decidiram assumir que se gostavam, mas não deveriam levar isso a sério por se tratar apenas de uma paquera.
          -Mickey - ela falou puxando os dedos longos do mesmo - quando você e a Ames vão casar?
          Ele engasgou mesmo não tendo nada na boca logo depois dando uma tapinhas de leve nas suas costas.
          -Nunca.
          -Como assim NUNCA??? Kota me falou que vocês gostam um do outro mas que não querem assumir porque você é um galin...
          -QUEM SABE NO DIA 29 DE FEVEREIRO, MAY! - America respondeu elevando a voz.

-Ames - Aspen começou - sabia que ano que vem é ano bissexto, não sab...- não ouve tempo de continuar a explicação porque a menor começou a rodopiar toda a mesa da sala ainda com o capo de coca-cola na mão.
-A AMES E O MICKEY VÃO CASAAAAAAAR!! - Todos os visitantes começaram a rir em quanto a aniversariante escondia o rosto dentro da blusa, o que aumentou o som das risadas de todos, incluindo a  de Aspen.
 Mas as risadas foram cortadas de maneira brutal no minuto seguinte. Um barulho estridente ecoou pelo cômodo, e provavelmente pela casa inteira também, fazendo um burburinho percorrer os poucos convidados que se faziam presentes. A pequena May franziu o senho, confusa com tudo que acontecia, e se encolheu novamente quanto o barulho voltou a se repetir carregando uma voz autoritária com sigo.
-Abram a porta! Somos da guarda real!
Todos dali se encolheram com um burburinho ainda mais alto, May segurou na manga do casaco da irmã, esta que a abraçou instintivamente.
-O que vamos fazer? - sussurrou Geórgia que também era abraçada pelo namorado.
-Shh - indicou sua mãe - é só eles pesarem que não tem ninguém em casa - instruiu também em um sussurro quase inaudível.
-Por q... - começou a perguntar um pouco alto demais,as foi repreendida pela irmã que tapou sua boca em um ato quase violento. Já era tarde demais.
-Abram a porta, sabemos que estão aí! Abram a porta ou iremos arromba-la!
          Geórgia deixou um soluço escapar e se agarrou ainda mais em August, que lhe repetia coisas que soavam com "vai ficar tudo bem". Shalon, mesmo que com os protestos desesperados da esposa, saiu do cômodo, indo em direção a sala tirando o molho de chaves que estava sempre escondido em seu bolço. Aspen parecia aflito em quanto ia de encontro com Magna, segurando se ombro e tendo sua mão agarrada com força pela mesma, como se ambos transmitissem algum tipo de segurança um para o outro. May levantou o olhar e pela primeira vez viu algo que nunca imaginária ser possível: sua irmã, tão extrovertida e confiante, parecia estar com medo pela primeira vez. E agora? Em todos esses anos ela a protege-ra contra os fantasmas, monstros que ficavam dentro do armário, dos cães raivosos e dos valentões da escola. Se ela estava com medo disso, seja lá o que fosse, então era porque a coisa estava feia.
          O que poderia ser? Um leão que fugiu do zoológico? Um assassino que escapou da prisão? Um ataque alienígena ou um apocalipse zumbi? Tentou pensar todas as coisas, possíveis e impossíveis, que poderia colocar medo em si irmã, mas todas pareciam tão banais. Certamente se fosse um apocalipse zumbi, America sairia por ai armada apenas com um isqueiro e um desodorante.
          -Para onde o papai foi? - perguntou com os olhos húmidos. Focou o seu olhar no da irmã que sorriu - claramente tentando disfarçar o esforço que fizera para realizar a ação - e afagou seus cabelos.
          -Ele só foi conversar com uns homens, homens muito chatos.
          -Conversar o que? O que eles qu...- a pergunta foi interrompida quando avistou seu pai entrando na sala e por um segundo fez um som semelhante a um riso, feliz por seu pai estar bem. Mas essas alegria pouco durou. Atrás dele surgiram dois homens - supostamente deviam ser os homens chatos que sua irmã mencionou - apontando um cano muito comprido para todos eles.
          -Vocês tem dez minutos para fazerem as malas. DEZ MINUTOS!
                                   ******

Eles disseram pelas escadas amargurados, juntamente com a família de Geórgia, que tinham as casa grudadas por uma única porta, que nem tinha uma porta de verdade e sim uma cortina separando ambas as residências. Eles não puderam levar muitas coisas. Shalon e Magda carregavam os pertences apenas uma mochila e uma caixa de papelão. May chorou ao saber que só poderia levar uma de suas bonecas - não que isso significasse que ela possuía muitos brinquedos, pelo contrário. America a acompanhou o percurso inteiro com a mão em sua costas, sobre o constante olhar de homens grandes e de roupas escandalosamente grossas.
          Ao chegarem do lado de fora, May se encolheu ao lado da irmã. Tinham muitas outras famílias na mesma situação que eles. Filhos choravam no colo de suas mães. Tanto crianças e adultos tinham expressões assustadas no rosto. May viu amigos e conhecidos sendo arrastados para grandes comboios com pequenas aberturas nas paredes, onde dava pra ver mãos e olhos escapando.
          -Mãe! - Aspen exasperou.
          May virou a cabeça a tempo de ver ele sair correndo atrás de um grupinho que ela reconheceu de imediato. Eram sua mãe, que carregava o seu irmão caçula no braço, e suas irmãs. Mas antes que ele  chegasse até elas, teve uma das pernas chutadas por um daqueles homens (chatos). Suas irmãs se encolheram ao ter uma arma apontada para elas ao ameaçarem reagir. Aspen recebeu um chute nas costelas e foi obrigado a se levantar e voltar para perto deles. America o abraçou instintivamente e May ouviu o que pareceu um soluço vindo da parte dele. Ah, não. Até Aspen estava com medo?
          -ANDEM SEUS REBELDES INÚTEIS!
          Eles e o resto da multidão foram puxados em direção a uma espécie de rampa de madeira que levava para dentro de um comboio vazio, que aparentemente parecia muito espaçoso, mas em um instante estava sendo lotado por mais famílias desesperadas.
          -Dem as mãos! Não se separem por nada! - um homem instruiu aos que pareciam ser sua família, e  as outras famílias também começaram a seguir a mesma ordem, incluindo a de May. Seu pai segurou na mão de sua mãe, que teve o braço segurado por Aspen já que o mesmo estava ocupado por seu irmão mais novo, Gerad. Kota, que permanecerá calado todo o tempo, ficou de mãos atadas com ele e America.
          -May, segure minha mão e não solte por nada nesse mundo - sua irmã pediu com uma voz doce. May apenas assentiu, apertando a mão da mesma com ta ta força que os nos dos dedos ficaram brancos. Por último ela apertou Sizzy, a bonequinha de pele escura e cabelos enroladinhos, contra o peito e seguiu em frente, sendo apertada no comboio pelo mar de pessoas que estavam ali, mas não soltou a mão da irmã. Quando as toas as pessoas entraram os homens começaram a falar entre si, e quase não dava nem pra ve-los por causa do grande tumulto.
          -Ames, Ames. Para onde eles estão nos levando?
          Ela apertou os lábios parecendo pensativa. Os olhos claros estavam mergulhados em um angustia que todos ali também estavam sentindo. E por fim ela respondeu:
          -Eu não sei May - o azul foi encoberto pelos cílios como uma cortina - Eu não sei.
          Um estrondo foi dado e a porta do comboio fechada. Todos lá dentro gritaram assim como May  depois que a escuridão cobrir o local.

 

 


Notas Finais


Embora eu não seja tão fã de Fillie - o que seria hipocrisia, porque eu tenho uma lista de leitura só pra isso - tem uma Fanfic que eu preciso vus apresentar. Também tem a participação do Mike, o que faz ela ficar ainda mais interessante. Caso vocês se interesse, clique no link nem que seja pra ler a sinopse, porque eu não estou aqui fazendo uma divulgação por nada, SEU IGNORANTE, FILHO DE UMA BOA MÃE... o.k, desculpa, eu me exaltei. Vossa mercê não poderia fazer a ação de clicar no singelo link que se apresenta no final desse texto? Te garanto, a escrita é maravilhosa. Digna de uma obra da Cassandra Clare.
Vocês sabem que eu só divulgo Fanfics que sejam REALMENTE boas. Comecei nessa onda com meu Jikook/vulgo OTP divino e não parei mais.
Link da Fanfic: https://www.spiritfanfiction.com/historia/psicose-12637304


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