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História I Don't Realy Know What Is Happening Here. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que goste <3

Capítulo 1 - Prólogo: Quem é ele?


Fanfic / Fanfiction I Don't Realy Know What Is Happening Here. - Capítulo 1 - Prólogo: Quem é ele?

“­Pintem todas! Gosto de rosa, vermelho e amarelo, mas amo azul! – dizia a louca garota, Mary era seu nome. Ela falava com as estátuas negras e sem cabeça, as mesmas carregavam latas de tinta azul e pintavam as rosas vermelhas de azul. – Isso, isso mesmo! – dizia a loira alegremente.

As estátuas andavam pela Galeria de Arte pintando todas as rosas vermelhas que havia, eles estavam espalhadas pelos corredores pelos quais Mary alegremente corria fazendo a saia rodada de seu vestido balançar com o vento  enquanto cantarolava e via suas marionetes realizarem seus trabalhos. Ela estava sorrindo, mas então pareceu me ver, parada no fim do corredor, e então seu doce e amedrontador sorriso sumiu e uma expressão de ódio misturado com tristeza tomou seu lugar, o que, por incrível que pareça me dava ainda mais medo.

Ela parou e ficou me olhando, apenas parada ali. Parecia estra vendo um fantasma. Mary então olhou para baixo e vi uma lágrima dele cair o chão cinza, eu iria até ela para consola-la se conseguisse me mover, eu parecia estar presa. Para minha surpresa ela ergueu a cabeça rindo enquanto as lágrimas rolavam por suas bochechas rosadas.

-Você... Ah! Eu te vejo. – cantarolou. – Não deveria estra aqui. – disse parando de rir e cantarolar, sua expressão agora era de pura raiva e ela havia limpado as lágrimas. – Você o preferiu, e o ajudou a me destruir... Eu deveria ter terminado o trabalho que comecei na escada... Mas ele apareceu e me golpeou na nuca. – disse.

Quem é “ele”? E por que ela fala essa palavra com tanto ódio? Seria o garoto? O garoto que me ajudou, ele tinha cabelos ondulados e lilás, usava roupas largas e surradas... Mas... Qual era seu nome?

-Peguem-na! – gritou Mary apontando para mim. Estátuas sem cabeça me pegaram pelos braços  e me arrastaram pela Galeria, eles seguiam Mary, que saltitava alegremente em minha frente. – Vai morrer! – cantarolou.

Essa garota só pode ser doente, ri enquanto chora, passa de triste para nervosa em um piscar de olhos e fica feliz em um tempo menor ainda.

-Joguem ela aí. Você, Ib, vai afundar e afundar e morrer! – disse sorrindo enquanto me olhava.

E então as estátuas me jogaram no quadro “Profundezas” e eu de fato afundei, vi as bolhas de ar saírem de minha boca e nariz. O ar me faltou, mas eu não me importava com isso, a única coisa se passava por minha mente era: “Mas quem é ‘ele’?”.

-Ib!- gritou minha mãe me sacudindo.

-Quê houve? – perguntei me sentando na cama. Foi tudo um sonho? Mas era tão real...

-Acho que teve um pesadelo querida. Estava gemendo e suando e perguntando: “Quem é ele, quem é ele?”. – disse minha mãe preocupada me olhando com seus lindos olhos vermelhos.

-Foi só um pesadelo. - falei me levantando da cama e indo em direção do meu quadra-roupa, estou suada então é melhor tomar banho.

- Foi o da galeria de novo? Com a garota loira? –perguntou minha mãe.

Dez anos. Dez anos se passaram desde a tarde na Galeria de Arte. Eu tinha penas nove anos quando tudo aconteceu, mas deveria ter uns onze quando decidi contar aos meus pais sobre tudo o que aconteceu.

Meu pai acha que eu devo ter adormecido em algum canto da Galeria e sonhado com tudo, mas minha mãe tem certeza de que é verdade e confia totalmente em mim. Confesso que com os sonhos que ando tendo duvido um pouco da veracidade do que houve na Galeria.

-Sim... – respondi pegando uma saia preta solta que vai até a metade da minha batata da perna e uma camisa social banca.

-Deveria falar isso ao Doutor hoje. – disse se aproximando de mim e colocando uma mexa de meu cabelo atrás de minha orelha. – Está ainda mais bonita agora que deixou sua franja crescer. – disse sorrido enquanto me olhava. Minha franja ainda não estava na altura do resto do cabelo, mas já estava na altura do queixo.

-Certo, vou falar. – disse forçando um sorriso.

-Tchau Ib. – disse minha mãe, saindo do quarto. Terminei de separar minha roupa e fui ao banheiro tomar banho.

Amarrei meu cabelo em um coque e entrei debaixo da água morna, fiquei lá por um bom tempo e então saí do banhei penteando meu cabelo e indo para a sala.

-Bom dia Ib. – disseram meus pais em coro a me verem.

-Bom dia. – falei.

-Pronta para a terapia? – perguntou minha mãe.

-Claro. – falei. Por mais estranho que pareça eu gosto da terapia, saio de lá bem e gosto de conversar.

Caminhamos até a garagem e entramos em nosso carro, meu pai começou a dirigir e minha mãe ligou o rádio. Estava tocando uma calma e gostosa de ouvir em uma manha calma e aparentemente normal de sábado.

Meu pai estacionou em frente ao consultório e então descemos do carro e entramos no pequeno estabelecimento, meu pai se sentou as cadeiras de espera enquanto eu e minha mãe nos dirigimos ao balcão.

-Olá Ib. – disse a recepcionista. Tenho quase certeza de que o nome dela é Rositta.

-Olá, eu tenho uma sessão marcada ás 09:30 a.m. – disse.

-Claro isso é daqui a um minuto, mas como o Dr. Está desocupado pode te atender agora. – disse sorrindo.

-Certo. – falei também sorrindo, minha mãe se sentou ao lado de meu pai nas cadeiras de espera e eu segui caminho ao consultório.

-Bom dia Ib. – disse o Dr.

-Bom dia Doutor. – falei me sentando na poltrona em frente à sua.

-Bem, pelo e-mail que mandou contando sua história já pude visualizar como tudo era assustador para uma garotinha de nove anos, mas você me disse no e-mail que desde que estivesse com aquele garoto não sentia medo. Quem era esse garoto? –perguntou me encarando e eu me fiz a mesma pergunta internamente.

-Eu não sei... – falei.

-Me diga um pouco mais sobre como foi.

-Eu era apenas uma criança. Todos estavam lá, mas em um momento as luzes se apagaram e tudo sumiu, minha única alternativa era entrar no quadro. Eu me lembro de tudo: O dia turbulento na Galeria de Arte com as exposições de Guertena, da louca garota loira que nos perseguia, das estátuas e quadros de mexendo, os corredores que mordem e o garoto... Mas como pude esquecer seu nome? Eu gostaria de algum dia encontra-lo...  – falei – Depois que saltamos no quadro Mundo Fabricado, não me lembro de mais nada.

-Certo, e o que era esse Mundo Fabricado? – perguntou.

-O mundo que Guertena fez, mundo no qual eu e esse garoto estávamos naquele dia. -  respondi.

-Certo. – disse o doutor anotando algo.

Ele continuou me fazendo perguntas e continuei as respondendo. Devo ter passado uma hora lá com ele.

Gosto de conversar, mas não acho que isso vá adianta agora... A única coisa que quero é saber quem é ele e onde está. Quero o  encontrar...


Notas Finais


espero que tenha gostado <3
até o próximo capitulo.


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