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História I Don't Wanna Live Forever - Hinny - Capítulo 14


Escrita por: beauchamp_girl

Notas do Autor


Olá, pessoal! Como vocês vão?

Bora ler?! 💕

Capítulo 14 - Le stelle e la nascita


Fanfic / Fanfiction I Don't Wanna Live Forever - Hinny - Capítulo 14 - Le stelle e la nascita

Alguns meses depois

 

– Gina, estou com problemas – Luna adentrou meu escritório como uma força da natureza, tirando o meu olhar da papelada à minha frente.

– O que aconteceu? – questionei alarmada, levando a mão à enorme barriga. – Vamos, diga!

– Estou com problemas com uma mulher.

Luna se sentou na minha frente, as mãos tremendo, o olhar preso no meu.

– Problemas do tipo “Eu matei a mulher e o corpo dela vai sujar o porta-malas do meu carro” ou do tipo “Eu me apaixonei por ela”? – perguntei com a sobrancelha levemente arqueada.

– Do tipo “Eu me apaixonei por ela”.

– Droga, se fosse o outro eu até ajudava – soltei um suspiro dramático e Luna bufou.

– Você é a minha melhor amiga, deveria saber me aconselhar sobre isso! – rosnou, pálida como eu nunca havia visto.

– Luna, eu demorei quase um ano para acreditar que estava apaixonada por Harry e dizer um mísero “Eu te amo”, para ele. Acho que eu não sou a pessoa mais indicada, nesse caso.

– Gina! – Luna balançou as mãos em agonia. – Eu sinto... meu Deus, eu sinto como se meu coração fosse sair para fora da boca quando eu estou perto dela! Isso não pode ser normal!

Dei uma risada baixa.

– Acontece – brinquei, e ela levantou dois dedos médios para mim. – Nem acredito que você está apaixonada! Você! A pessoa que mandou eu não me envolver com Harry, olha a ironia da vida!

– Humpf, enxerida – Luna fechou os olhos e mordeu a unha do dedão. Deus, ela estava mesmo nervosa que chegava a ser cômico.

– Como é o nome dela?

– Louise.

– Ela é daqui?

– Sim, trabalha com os Caporegimes.

– Quantos anos ela tem?

– Vinte e oito.

– Vocês estão saindo tem quanto tempo?

– Alguns meses.

– E ela é legal?

– Óbvio, o que me levaria a gostar dela?

– Vocês já se beijaram?

– Claramente.

– Estão transando a quanto tempo?

– Que tipo de interrogatório é esse? – Luna rosnou, ao mesmo tempo que a porta se abria. – Abençoado seja o Potter!

– Hey, babe – Harry lançou um dos seus melhores sorrisos para mim. E naquele momento não existia mais Luna, nem Louise, e muito menos porta-malas de carro. Só existia ele e o meu coração idiota que ameaçava parar quando o via.

– E vai começar – Luna sussurrou e eu mal a ouvi.

– Estava com saudades – murmurei, levantando para ir até Harry. Seu sorriso aumentou e ele também veio até mim.

– Como foi seu dia? – perguntou, beijando a minha testa e colocando a mão na minha barriga. – E como elas se comportaram?

Dei uma risadinha, sentindo um chute onde a mão de Harry estava. Ele faltou se derreter com aquele gesto.

– Ah, nada demais, um assassinato ali, outro aqui – Harry riu e eu sorri. – As meninas tem me acompanhado, são minhas melhores amigas.

– Eu estou escutando – Luna rosnou e nos viramos para ela. – Por Deus, me diga que eu não tenho esse olhar igual o seu, Gina.

– Que olhar?

– Ah, esse aí, todo bobo pelo senhor Potter – Luna disse e Harry gargalhou alto.

– Eu não tenho olhar bobo!

– Ah, tem sim, mas pense pelo lado positivo – Luna se levantou e foi até a porta. – Você tem só o olhar. Ele é a cara todinha.

E com uma piscadela, saiu dali.

– Eu amo essa garota – sussurrei, rindo. Harry me acompanhou.

Seus olhos encontraram os meus e ele tocou meu rosto, virando-me para o dele.

– Papai hoje me perguntou sobre o nome das meninas – contou, risonho.

– E você disse...?

– Que ainda não tínhamos tomado a decisão.

Estávamos há muito tempo pensando sobre o nome das nossas filhas, mas nada parecia bom o suficiente. Então, Harry e eu decidimos que tomaríamos essa decisão no dia em que elas nascessem.

– E ele surtou – deduzi, rindo.

– Claro, ele é James Potter – Harry rolou os olhos. – O que esperar dele? Disse que éramos desnaturados porque não escolhemos os nomes, fracamente...

Balancei os ombros, sorrindo para meu gatinho. Deus, eu era tão feliz por ter dado a Harry o pai novamente...

– Realmente, você tem um olhar bobo – Harry comentou e eu grunhi para ele. – Tem, mas minha cara de bobo é bem mais boba, se você quiser saber.

– Ah, eu quero – passei as mãos pelo pescoço de Harry e aproximei meus lábios do dele. – Eu quero muito.

Harry beijou meus lábios levemente e riu.

– Eu amo você – sussurrou, tão baixo que parecia uma prece. E, no nosso caso, era.

– Eu também amo você – repliquei.

– Não diga também – falou e eu franzi o cenho. – Parece que você está só concordando comigo.

Gargalhei alto, beijando-o rapidamente.

– Ok, então – sussurrei entre o beijo. – Eu amo você.

 

*

*

*

 

Encontrei Harry com Remo no terraço de Merate, com as mãos no bolso. Franzi o cenho, e me aproximei dele lentamente, o abraçando por trás. Remo apenas olhou para mim e deu uma piscadela.

– Oi – disse Harry, completando com uma risadinha.

– Oi, gatinho – sussurrei. – O que está fazendo aqui? Está frio.

– Eu estava – Harry puxou a minha mão que estava no seu peito e beijou a palma. – Estava nomeando as estrelas com nomes das pessoas que eu amo.

– É? – questionei, sorrindo largo. – Eu ganhei alguma?

Harry se virou na minha direção e sorriu.

– Você ganhou o Sol, meu amor.

Meus olhos se encheram de lágrimas e um soluço escapou antes que eu pudesse conte-lo.

– Não me faça chorar, Harry Pott... aí! – um beliscão na barriga.

– O que foi? – preocupado, Harry se curvou, colocando a mão em minhas costas.

– Nada, acho que foi só um... aaaai!

Ah, não! O dr. Romanov ainda não dera notícias sobre a minha peridural.

As bebês não podiam nascer antes disso. Mas, droga, havia algo muito errado acontecendo dentro de mim.

– Gina! – Harry chamou.

– Harry, eu acho que... – outra onda de dor me fez perder o fôlego. – Puta que pariu, isso dói pra cacete!

– Ginevra! – censurou Remo, mas eu já não ouvia mais nada. A dor que já era insuportável dobrou de intensidade e eu vi as estrelas que Harry estava nomeando.

 – Ouvi Gina gritar! O que está acontecendo? – Luna perguntou ao longe.

– A-acho que chegou a hora – Harry gaguejou com a voz trêmula, tentando me amparar.

– Mas ainda falta um mês! Oh, meu bom Deus! Lilian, Liliannnnn! – a menina gritou e saiu correndo.

A dor foi cedendo, e eu consegui relaxar um pouco. Ofegante, olhei para Harry. Ele estava sem cor.

– Tenho que buscar o dr. Romanov – falou em pânico. — Não, primeiro tenho que levar você para o quarto! Creio que precisaremos de água quente. Vamos precisar, não vamos? –  ele perguntou a Remo.

– Talvez levá-la para dentro seja o mais aconselhável. Eu chamarei o médico para vocês. Seguirei à enfermaria o mais rápido que puder. Tenha uma boa hora, Gina.

Eu apenas assenti. Uma boa hora? Sendo dilacerada ao meio?

– Muito obrigado, Remo. Fico muito grato. Venha, meu amor – Harry passou um braço por meus joelhos e me pegou no colo enquanto Remo corria para o outro lado oposto de Merate. Lancei um braço por seu pescoço e o examinei atentamente. A palidez agora dava lugar a um tom esverdeado.

– Harry, fica calmo – murmurei. – Respira fundo e solta devagar.

Ele apertou o passo e me fitou com as sobrancelhas tão comprimidas que se tornaram uma só.

– Estou calmo. Estou respirando. Acho. Está doendo muito? Diga que está suportando, Gina... — implorou aflito.

– Tudo bem. Está tudo bem – eu acariciei seu rosto. – Você precisa ficar calmo, e eu acho que posso andar.

– Não. Nada de andar.

A essa altura já estávamos no quarto, e delicadamente ele me colocou sobre a cama. Então endireitou a coluna e ficou me observando assustado.

– E agora? – perguntou.

– Não sei. Nunca fiz isso antes.

 – Não brinque, meu amor. Talvez eu deva...

Uma nova contração me atingiu e eu saí do ar. Senti os dedos longos de Harry agarrarem a minha mão. Quando consegui enxergar novamente, eu o encontrei ajoelhado ao meu lado, pálido, comprimindo os lábios até se tornarem uma linha reta, os olhos atormentados e cheios de agonia.

Lilian passou pela porta e imediatamente expulsou Harry do quarto.

Ele não lhe deu a menor atenção. Eu queria que o meu gatinho ficasse ao meu lado o tempo todo, mas, ao ver seu desespero impotente, entendi que ele se afligiria muito mais se ficasse ali, me vendo sofrer. Também me dei conta de que os gritos o levariam à loucura.

Merda!

Quem sabe ainda há esperanças, me consolei.

Quando o médico chegou, tratou de arrastar Harry para fora com a ajuda de Remo e mais dois empregados.

– Ela ficará bem, senhor Potter — o médico garantiu.

– Gina – ele lutava contra as mãos que o dominavam, mas a porta foi logo trancada em sua cara.

– Pronto, querida – o dr. Romanov falou com ternura. – Agora vamos trazer essas novas vidas ao mundo.

Bom, só que não foi tão simples assim. A noite caiu e eu continuava ali, gemendo baixinho, respirando e empurrando como Lilian e o médico ordenavam. Mas acho que as bebês mudaram de ideia na metade do caminho e decidiram ficar onde estavam.

– Vamos, Gina, um pouco mais de força agora – instruiu o médico.

Eu tentei, mas não dava. Lilian respirou fundo, secando minha testa.

– Essas crianças já teriam nascido se o teimoso do meu filho me ouvisse e estivesse agora mesmo rodeando a casa com a galinha nas mãos, em vez de tentar colocar a porta abaixo! – resmungou Lilian.

Olhei para ela sem entender.

– Que galinha? – perguntei.

–  Agora, Gina. Empurre! – comandou o doutor.

Eu fiz tanta força que senti uma veia em meu cérebro querendo se romper. Mas não aconteceu nada.

– Não dá pra deixar as bebês aí dentro? Eu não me importo – falei, esgotada.

– Não desista agora, querida. Está quase lá! – ele me incentivou.

Quando a nova onda de tortura me encontrou, quase perdi os sentidos.

Lilian alisava meu rosto com um pano úmido. Seus olhos estavam preocupados agora.

– Preciso do Harry – falei atordoada.

– Está louca? Harry não consegue com sangue! – Lilian exclamou horrorizada.

– Ele estava comigo quando essas crianças entraram –  reclamei. – É justo que esteja quando elas saírem. Não vou conseguir sem ele!

– Oh, pobrezinha. A agonia a está fazendo delirar! – choramingou ela.

Tentei convencer o médico.

– Doutor, ou o senhor me dá a morfina ou o Harry. Preciso de um dos dois!

A cabeça careca do médico surgiu entre os meus joelhos, ele comprimiu os lábios finos até se tornarem apenas um risco.

– Não me parece boa ideia consentir que...

Ah, que se dane. As bebês eram dele também.

 – Harry! Harryyyy! – comecei a gritar.

 – Gina – veio a voz abafada através porta que ele esmurrara sem parar nas últimas seis horas ou mais. – Mãe, abra esta porta!

– Harry Potter, faça sua parte e vá pegar a galinha!

Mas que raios de galinha era aquela? Mágica ou alguma coisa assim?

Harry – chamei de novo.

Algo pesado investiu contra a porta. O dr. Romanov olhou espantado naquela direção e então suspirou.

– Ele vai entrar, senhora Potter – constatou resignado. – De um jeito ou de outro. É melhor que não se machuque no processo. Abra a porta.

A mulher arfou pesadamente, e eu temi que seu queixo fosse se desprender do rosto.

– Mas, doutor...

– Vai logo Lilian! – gemi, me contorcendo na cama.

Ela bufou. Lilian mal teve tempo de abrir a tranca e Harry estava lá, pálido, trêmulo, suado. Até parecia ter contrações também.

– Estou aqui! – Ele se juntou a mim na cama, segurando minha mão e beijando minha testa. – Estou aqui e não sairei do seu lado.

Preciso de você.

Ele assentiu freneticamente.

– Basta me dizer como posso ajudar, meu amor.

– Quero que faça de conta que eu sou uma égua.

Um longo silêncio se abateu sobre o quarto, tudo o que eu ouvia era a minha respiração ofegante. Três pares de olhos se fixaram em mim.

– O quê? – os três perguntaram em uníssono.

– Faz de conta que sou uma égua – expliquei a Harry. – Faz aquilo que vimos naquele documentário sobre partos.

Compreendendo o que eu queria, ele assentiu uma vez. Então me ajudou a erguer o tronco e se encaixou entre as minhas costas e a cabeceira da cama. Passou um braço sobre os meus ombros, me mantendo no lugar, e esticou a mão livre para tocar minha barriga. Harry começou a fazer círculos firmes e precisos e, conforme seus movimentos cresciam, minha energia voltava.

– Assim? – ele sussurrou.

Eu ergui os olhos, a cabeça encostada em seu ombro, e encontrei suas íris verdes brilhantes, sentindo a onda de tortura se avolumar dentro de mim.

– A gente já passou por um monte de coisas.

Respira.

Muitas – ele concordou, continuando com sua mágica em minha barriga.

Respira. Respira. Respira.

– Não queria que você ficasse de fora dessa que, eu acho, vai ser a maior delas.

– Gina... — seus olhos ficaram úmidos, e tirei dali toda a força que me faltava.

Cerrando a mandíbula, eu aceitei a dor e a força de Harry, agarrando-o pelo antebraço, e empurrei com tudo. E continuei empurrando, até que por milagre a agonia desapareceu, e um choro agudo e estridente preencheu todo o quarto. O som fez meus olhos arderem e um nó se formou em minha garganta.

– Meu Deus! — exclamou Lilian. — Oh, meu Deus, ela é tão linda!

Tentei vê-la, mas agarrei o braço de Harry mais uma vez.

– Só mais um pouco – sussurrou Harry, e minutos depois, nossa segunda menina nasceu.

Tentei vê-las, mas estava esgotada demais, não conseguia nem me mover. Busquei Harry e o encontrei olhando para frente maravilhado, hipnotizado. Então, como se sentisse que eu o estava observando, ele abaixou a cabeça. Os olhos marejados brilhavam como nunca.

– Como elas são? – eu quis saber à meia-voz.

– Barulhentas, exigentes, fortes e enlouquecedoramente lindas. Assim como a mãe.

Sorri para ele, exausta, perdida em um tipo de alívio que se parecia muito com êxtase. Lilian depositou um embrulho branco barulhento nos braços de Harry. Ele se moveu de leve para recebê-la, de modo que seu corpo ainda sustentasse o meu. A menina parou de chorar no instante em que se aconchegou nos braços dele.

Essa é a minha filha, com toda certeza.

Com a cabeça ainda apoiada no ombro de Harry, estiquei o pescoço ao mesmo tempo em que ele se inclinou de leve para que eu pudesse vê-la.

Simultaneamente, recebi outro embrulho nos meus braços.

Afastei o tecido para o lado e perdi o fôlego quando de repente o mundo se tornou mais brilhante, mágico e encantado. As bebês mais perfeitas do mundo tinham a pele rosada — ainda um pouco suja de sangue — e muito cabelo.

Preto como carvão.

Não consegui ver seus olhos, ainda fechados, mas a boca era pequena, o lábio inferior ligeiramente farto, como um morango.

Harry se moveu e, meio desajeitado, colocou aquele outro pacotinho precioso em meus braços, as mãos envolvendo as minhas para que eu pudesse segurá-las. Foi estranho e maravilhoso. Era como segurar meu próprio coração.

Ao ver as garotinhas piscarem os olhinhos inchados, uma delas mover a mão pequenina meio descoordenada, meu coração quase parou, e então começou a bater rápido, num tipo de amor indissolúvel, imutável e incondicional, que tomava conta de cada fibra do meu ser.

Harry sentia o mesmo, eu podia ver a veneração, o instinto protetor, a ternura em seus olhos enquanto as admiravam, gravando seus traços delicados na memória, esticando um dedo tímido para tocar sua bochecha gordinha.

Baixei a cabeça e pousei os lábios na testa macia e quente das minhas filhas.

— Bem-vindas a este mundo maluco, Francesca e Antonella.

Os olhos verdes de Harry se ergueram e se atrelaram aos meus. Sorri para ele.

– Aposto que você ainda estava com medo de que eu fosse chamar nossa filhas de Pernilongas.

Ele riu e se inclinou, beijando minha testa, depois meu nariz e por fim meus lábios secos. Quando voltou a me encarar, sua expressão tinha mudado. A diversão se fora.

– Meu amor, eu... – sua voz falhou e senti que ele pretendia dizer que viveria, lutaria, morreria por mim, por nós três se preciso, mas estava tão emocionado que não era capaz de emitir som algum.

Tudo bem, estava tudo ali, exposto naquelas íris verdes infinitas.

– Eu sei, gatinho – sussurrei com a voz embargada. – Eu também amo você.


Notas Finais


hihihi para quem estava perguntando, sim, vai ser bem água com açúcar esse final 😂

Próximo - e último! - capítulo, sai semana que vem, quarta-feira!

Beijos! Espero que tenham gostado ❤️

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