História I Don't Want This Pregnancy, Jungkook - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Bts, Eles São Idols, Jikook, Jimin Grávido, Jimin!bottom, Jungkook!top
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Palavras 4.483
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oie amores! aqui estou eu com o penúltimo capítulo de IDWTPJ, e eu espero mesmo que gostem dele... beijos e boa leitura!!!

Capítulo 10 - Uma Confusão


Fanfic / Fanfiction I Don't Want This Pregnancy, Jungkook - Capítulo 10 - Uma Confusão

— O-o que!? — O alfa praticamente pula da cama, completamente descabelado e de olhos arregalados, sem saber muito o que fazer.

Jimin acaba sorrindo pequeno com a cena, achando uma graça aquela atitude do namorado, mesmo que aquela dor não lhe deixasse por muito tempo, estava tentando se controlar.

— Vamos, Jungkook-ah… por favor, me leve logo para o hospital. — Suspira profundamente ao dizer, notando que aquelas contrações vinham de modo quase que sincronizado.

— A-ah! Okay… eu… eu vou ligar para Bang PD. Aguente firme aí, sim? — Jungkook responde avoado, saindo da cama ao ver Jimin acenar positivamente de forma silenciosa.

Park apoia seu peso em seus braços, erguendo seu corpo com dificuldade até que estivesse sentado. Ajeita um travesseiro em suas costas e se apoia ali, voltando a colocar suas mãos em sua barriga mais dura que o normal, respirando fundo e comprimindo os olhos ao sentir a forte dor lhe atingindo. Seu coração batia rápido em uma mistura de medo e ansiedade, sua ficha de que aquela era a tão aguardada hora em que Minju viria ao mundo não parecia ter caído ainda.

Enquanto isso, Jungkook quase corria dentro do apartamento atrás de algum telefone ou celular, e seus movimentos rápidos e afoitos acabaram acordando os membros, que saíram de seus quartos confusos com todo aquele barulho.

— Jungkook? O que foi? — Jin chega perto do alfa, junto de Taehyung e Namjoon. Ambos tinham as caras meio inchadas e uma expressão sonolenta, confusa.

— O Jimin… ele… ele está lá no quarto e… aigooo. — Jungkook parecia mais afobado que o próprio Park, com sua respiração desregulada e seus pensamentos e sentimentos atordoados. — Ele entrou em trabalho de parto... a Minju vai… ela vai nascer. Eu vou ser pai… eu não acredito nisso. — Parou um pouco de procurar o objeto que desejava, encarando os amigos com uma expressão assustada em seu rosto.

— Ai meu deus! Eu vou lá ficar com ele, Tae, venha junto comigo… Namjoon, fique aí com Jungkook, acalme esse menino logo, antes que ele tenha um ataque. — Seokjin profere, já mais afoito que antes, puxando Taehyung consigo até o quarto onde Park estava.

Este que parecia cada vez mais atordoado. Não apenas pelas novas dores, e sim porque, bom, aquele momento havia, finalmente, chegado. Estava com tantos sentimentos misturados e atordoados que mal sabia distinguir cada um. Sentia medo de fazerem algo de errado com sua bebê, assim que ela viesse ao mundo. Sentia ansiedade de finalmente olhar para seu rostinho, que provavelmente teria traços seus e de Jeon. Sentia nervosismo por temer algo dar errado na hora do parto, matando a si ou a Minju. Sentia dor por causa daquelas contrações.

Estava tudo uma tremenda confusão.

— Ah… Minju, você tinha que sair daí bem hoje? Não podia esperar um pouco mais, filha? — O ômega choraminga, com a voz quase trêmula.

No instante seguinte, passos rápidos foram aproximando e logo Taehyung e Jin apareceram no quarto, ligando a luz e revelando um Jimin com uma expressão indescritível no rosto, respirando fundo e sem tirar suas mãos de sua barriga grandinha.

— Jimin-ah! Como você está? — Taehyung quase corre até a cama ao dizer, sendo seguido por Jin, e ambos sentam ali, ao lado de Park.

— Com medo. — Responde, sem encarar os amigos.

— Fique calmo, sim? Vai dar tudo certo. — Jin sorri reconfortante para Park, antes de ouvirem passos se aproximarem, cada vez mais.

E logo Jeongguk adentra no quarto, indo até Jimin, seguido de Namjoon.

— Bang PD disse que em torno de meia hora ou quarenta minutos chega aqui com a vã, além de preparar tudo no hospital… ninguém estava contando com que Minju quisesse nascer logo hoje. — Jeon coça a nuca ao dizer, vendo Jimin arregalar os olhos, parecendo ficar mais nervoso ainda. — Não precisa se preocupar, sim? As contrações ainda não estão tão fortes pelo jeito, caso contrário você já estaria berrando aos quatro ventos… mas, acha que pode aguentar só mais um pouquinho? — Pergunta, dando passos lentos até a cama onde Jimin se sentava confortavelmente.

— E-eu… eu vou tentar. — O ômega acaba respondendo, em um tom de quase hesitação.

— Quer que eu pegue uma água para você, Jimin-ah? — Jin pergunta, de forma atenciosa, e logo Jimin acena silenciosamente, vendo o mais velho se afastar de si, saindo do quarto.

Sua barriga latejava como se estivesse sentindo uma cólica forte. Soltava suspiros fundos, já sentindo suas mãos suadas pelo nervosismo. As contrações ainda não eram fortes, não tanto quanto ficariam caso fosse na hora de um parto normal. Mas, como seria por meio de cesariana, teria que aguentar aquelas dores cada vez mais fortes e ritmadas.

Seu interior estava confuso e atordoado, Park morria de medo de seu futuro a partir dali, afinal, qualquer coisa poderia acontecer. E Jeongguk não estava muito atrás. O alfa se corroía em nervosismo e ansiedade, além do medo de perder sua bebê ou até mesmo Jimin, devido aos riscos de uma cesariana. Mas, como sempre, tentava manter a calma, por si e pelo próprio Park. Afinal, era mais do que claro para todos que quem precisava de mais apoio e amparos ali era o ômega, pois era ele o que sofreria todas as dores, além da cirurgia.

Jimin teria que ser muito forte para aguentar tudo aquilo.

Sem pensar duas vezes, Jeon se ajeita ao lado de Jimin, com as costas encostadas na cabeceira da cama de casal. Passa um de seus braços pelos ombros alheios, percebendo que Park se alinhava ali como podia, e logo sentiu o ômega segurar sua mão com as duas próprias, em um aperto forte. Era perceptível o suor frio que saía deliberadamente daquela área gordinha de Park, e isso deixou Jeon mais aflito ainda, por perceber que não poderia fazer muitas coisas para ajudar seu namorado em um momento como aquele. Se sentiu impotente ali, mas, resolveu ignorar aqueles sentimentos, focando apenas no garoto ao seu lado, praticamente grudado em si.

Minutos passaram, cinco, dez, quinze, meia hora… e nada de Bang PD chegar. À essas horas Jimin já gemia de dor e deixava com que finas lágrimas rolassem por seu rosto tão tenso, já que as contrações haviam piorado relativamente. Já vestido apropriadamente para ir ao hospital, sentado ao lado de Jungkook no sofá da sala, o ômega parecia ficar cada vez mais desesperado.

Já era quase uma da manhã, e nenhum membro estava dormindo, todos se recusaram àquilo, afinal, estavam preocupados e apreensivos com o estado de Park. Este que gemia baixinho, chorava silenciosamente e suplicava por ajudas, sem soltar as mãos de Jungkook por um momento sequer. Apertava ali com todas as forças que tinha quando uma contração mais forte lhe atingia, repetidamente. Estava cansado, ansioso, nervoso e dolorido. Apenas gostaria de deitar em sua cama e dormir, sem dor ou incômodo algum… mas, parece que aquilo era impossível. A única sorte do ômega eram as tão amadas pausas das contrações, alguns minutinhos onde seu corpo lhe dava um descanso, e Park até mesmo cochilou nos braços de Jeon durante esses cinco minutos, que variavam as vezes. Mas, ainda sim estava muito cansado, nervoso e com muitas dores. Sabia que os amigos estavam preocupados consigo, mas, não tinha muito o que eles poderiam fazer para ajudá-lo naquela situação delicada e dolorosa. Há todo momento ouvia palavras do tipo "você está indo bem, aguente só mais um pouco" ou "fique calmo e respire fundo, já vai passar, eu prometo" ou até mesmo "lembre de que está fazendo isso por Minju, tudo vai valer a pena no final das contas", mas, não era como se elas o fizessem sentir menos dor do que aquilo, por mais que o garoto estivesse feliz por ter seus amigos ali, consigo naquele momento.

E Jungkook se sentia cada vez mais nervoso. Encarava a expressão de dor que o namorado fazia enquanto apertava sua mão com demasiada força, e a cena apertava totalmente seu coração. Os olhos que carregavam olheiras profundas eram comprimidos, os lábios mordidos com força e até mesmo pequenos gemidos de dor ou súplicas por ajuda saíam dali. As mãos suadas que apertavam as suas com força, enquanto o olhar cansado de Jimin ia a encontro do seu. Era uma cena cortante para si.

— Uh, acho que parou um pouco… eu estou morto… ah. Quando isso vai acabar, hm? Não aguento mais. — A voz fraca do garoto denunciava seu cansaço evidente.

— Aguente só mais um pouquinho, meu doce... PD-Hyung já vai chegar, ok? — Jeon profere de maneira calma, acariciando as costas da mão de Jimin, suavemente.

Park fecha seus olhos, se acomodando ao lado de Jungkook no sofá confortável, fazendo o máximo para relaxar seu corpo exausto naquele acolchoado. Suplicava por um descanso, era pedir muito? Uma boa noite de sono, que não tinha já faziam meses? Livre de dores e incômodos?

Um suspiro pesaroso sai de seus lábios, tentando ao máximo ficar tranquilo naquele momento. Mas era claro que seu corpo e mente estavam totalmente atordoados. Não apenas pelas dores, mas também por toda a ansiedade de que, finalmente, conheceria pessoalmente Jeon Minju, a pegaria no colo e encheria de beijinhos e apertos… aish, estava tão animado. Porém, o medo assombrava parte de si. Saber que algo poderia dar errado, tanto na hora do parto quanto até mesmo depois, lhe consumia muito. Temia perder aquela criança, jamais se perdoaria caso algo acontecesse.

E, quando estava quase cochilando pela quinta vez naquela noite, o telefone passou a tocar, ao lado de Jeon. Todos os garotos olham o aparelho, e o alfa mais novo suspira aliviado ao ler o nome de Bang PD na tela, não pensando duas vezes para atender a ligação.

— Estou chegando, Jungkook… já desça o Jimin até a recepção e me aguardem na porta. — A voz fora ouvida com atenção. — Provavelmente os membros vão querer ir junto, mas escolham apenas dois, por favor, vai ser menos tumultuado e melhor.

— Okay, Hyung… até daqui a pouco. — Jungkook profere contra o aparelho, recebendo olhares curiosos de todos os presentes ali.

— O que ele disse? — Jimin pergunta inquieto, encarando o namorado.

— Ele já está chegando, podemos descer e o esperar lá na portaria. E… ele disse que apenas dois membros poderão ir com nós, portanto se decidam quanto à isso. — Ao que dizia as frases, Jeon já se levantava do sofá, pegando as bolsas de Minju e Jimin que estavam ali por perto, estas que seriam levadas ao hospital durante aqueles dias.

— Podem ir Taehyung, e Namjoon… eu ficarei aqui com o Jin cuidando dos surtos do Hoseok. — Yoongi diz risonho, ganhando um tapa forte em seu braço.

— Yah! Eu não estou surtando, sim? Só não consigo manter a calma quando minha sobrinha linda está prestes à nascer! — Hoseok bufa, mostrando a língua para o mais velho. — Mas, ele está certo… podem ir vocês dois, quero que me mandem muitas fotos e vídeos e tudinho! Não vou parar de encher o saco até saber quantos fios de cabelo Minju tem, e se ela tem todos os dedinhos das mãos e dos pés… e a cor de sua pele, além dos —

— Chega, Hyung, já entendemos. — Taehyung ri ao dizer, já se levantando de onde estava sentado, junto de Namjoon.

— Vamos logo, as contrações estão voltando… aish! — Park reclama ao sentir as dores voltarem como um soco em seu estômago, literalmente. — Acho que Minju quer rasgar minha barriga, não é possível. — O garoto reclama, se levantando do sofá com dificuldade.

— Quer que eu te leve no colo, amor? — Jungkook pergunta apreensivo, ouvindo a porta ser aberta por Namjoon.

— N-não precisa… ah! — O ômega responde em tom trêmulo, andando lentamente, sem tirar suas mãos de sua barriga.

Aquilo doía como o inferno.

[...]

Apreensivo, nervoso, assustado e com dores, era assim que Park estava.

O caminho para o hospital foi deveras rápido, sendo resumido em um Jimin com dores e um Jungkook preocupado, tendo suas mãos apertadas e até mesmo mordidas pelo ômega. Agora, este estava deitado na maca daquele hospital exageradamente branco, praticamente preso dentre as quatro paredes da sala de cirurgia, observando os médicos e cirurgiões prepararem os materiais para o parto. Suas mãos suavam, junto do restante de seu corpo, coberto apenas por aquela grande camisola do hospital da cor verde-água. Seus olhos rolavam até a porta da grande sala, tentando inutilmente ver por aquela pequena janelinha se Jungkook estava vindo. Mas, nem sinal dele. Apenas encarava Taehyung, que tinha a cara praticamente colada ao vidro, fazendo sinais exagerados para que Jimin mantesse a calma.

Mas, era impossível em um momento como aquele.

Felizmente Jeon não demorou para chegar, logo entrando na grande sala, usando máscara e touca para protegê-lo de qualquer bactéria dali. Seus olhos instintivamente caem sobre o namorado, que estava todo inquieto na maca, e se aproxima rapidamente, levando uma de suas mãos até as bochechas pálidas do garoto, deixando alguns carinhos ali enquanto sentia seu olhar fixado no de Park.

Instantes depois, os doutores rodearam o gestante, logo colocando um pano que cobria a visão de Jimin para sua barriga, e isso deixou o garoto ainda mais aflito. Já tinha seu braço furado pelo soro que era injetado em si, além do som irritante de seu coração em formatos de incessantes "pi, pi, pi"… conseguia deixar o garoto mais nervoso, se possível.

Jeon percebe o nervosismo aparente e leva suas mãos até a de Jimin, entrelaçando os dedos entre suas duas mãos e acariciando ali, como uma forma quase inútil de acalmar o garoto, ainda mais quando a anestesia local fora aplicada e o ômega sentiu uma pontada realmente forte naquela região.

Agora só restava esperar.

Esperar, esperar, esperar, era apenas isso que faziam. Park, mesmo não sentindo mais dores, conseguia sentir o tato do médico em seu interior, e aquilo lhe causava um desconforto horrível. Ouvia murmúrios vindos do namorado em uma voz nervosa, tais como "você está indo muito bem, aguente só mais um pouquinho" ou "fique tranquilo, já vai acabar", além de sentir a pele quente das mãos do garoto contra a sua, lhe causando conforto.

Eles estavam nervosos. Pensar que finalmente conheceriam a pequena criança que tanto haviam se apegado, era tão radiante e assustador… ter que trocar fraldas, ouvir choros e acordar durante a madrugada… os garotos não sabiam se estavam preparados para aquilo. Com quem Minju era parecida, afinal? Será que teria o eye smile de Jimin? Ou os lábios finos de Jungkook? Seria uma alfa, uma ômega ou uma beta? Aish… isso mal importava, ela seria perfeita de qualquer forma!

— Está demorando tanto, Gukkie… — O ômega sussura para o namorado de forma apreensiva.

— Está tudo bem, daqui a pouco isso vai acab — Jeon mal conseguiu terminar sua frase. Ele não conseguiu pensar em nada.

Nada depois de ouvir o estridente choro de um bebê vindo dali.

Jeon Minju havia nascido.

Park arregalou os olhos ao ouvir o som tão desconhecido, mal notando uma onda intensa de lágrimas que começaram a sair de seus olhos, junto de pequenos soluços reprimidos. E Jeon não estava muito atrás. Eles pareciam até mesmo competir com a criança, enquanto apertavam suas mãos fortemente. Sorrisos em seus rostos molhados, corações palpitantes e um sentimento único abrangeu os garotos. Finalmente Minju havia nascido.

Uma das enfermeiras entrega com cuidado a pequena bebê já embalada em um pano, já com o choro cessado, e totalmente ensanguentada. Jeon a segurou em seus braços e chorou mais ainda ao ver, ali, tão pertinho de si, sua própria filha.

— O-olha, amor olha! E-ela é tão linda… aish! — Jeon abaixa um pouco seu tronco, ouvindo os soluços de Jimin próximo à si. — Oi filha… sou eu, o appa.

A garotinha era bem cabeluda, com a pele totalmente branca suja pelo sangue. A carinha amassada e tranquila, parecia confortável nos braços de seu pai.

— Aigooo… é a coisinha mais linda q-que eu já vi. — Park encara a bebê um pouco de longe, se corroendo de vontade de puxar aquela criança para seu colo e a encher de beijinhos. — Oi minha pequena… lembra de mim? Sou eu, seu papai. — O ômega comenta com um sorriso no rosto, vendo a pequena bebê se remexer no colo de Jeon ao ouvir sua voz.

Aquilo era surreal. Os novos pais não entendiam como conseguiam achar um pequeno pedaço de gente, todo sujo e com a carinha amassada a coisa mais linda que haviam colocado seus olhos em suas vidas. Estavam extremamente apaixonados.

[…]

As horas pareciam ser lentas naquele quarto esbranquiçado. Jeon buscava quase que inutilmente por uma boa posição naquela poltrona desconfortável, inquieto. Já havia saído do dormitório diversas vezes, tanto para falar com os amigos, quanto para verificar se a pequena e mais nova Jeon estava bem. A ômega, já limpinha e usando suas roupinhas, havia ficado em uma sala separada das outras crianças, depois de passar por diversos exames, verificando sua saúde no geral. Para a segurança da bebê, enfermeiros particulares cuidavam de si, evitando assim que a garotinha tivesse qualquer contato com uma pessoa com más intenções. E, aish, ela era tão linda. Jungkook não aguentou suas lágrimas ao ver a pequena pela segunda vez, dormindo em uma espécie de encubadora, já devidamente arrumada.

A ômega era, realmente, cabeluda, seus fios pretos, lisos e sedosos caíam sobre sua testa, alguns meio bagunçados do que outros. Seus traços eram leves e a garota possuía um corpo gordinho e pequeno, mas, nada era tão fofo quanto suas bochechas. Eram tão grandinhas, e embaixo de seus olhos haviam ruguinhas, provavelmente ela teria um belo eye smile futuramente. Seus lábios eram carnudos como os de Jimin, mas seu nariz arrebitado e um pouquinho grande lembrava o de Jungkook. O alfa não sabia quantas fotos havia tirado da pequena, com um enorme sorriso no rosto.

E, enquanto isso, Jimin dormia. Dormia como não fazia há muitos meses, profundamente, sem ao menos se mexer. Ele teria que ficar de repouso por alguns dias, por conta dos pontos da cesariana que tinha em sua pele. Seu corpo também seria recuperado aos poucos, já que, durante aqueles últimos meses, o ômega ganhou ao todo quinze quilos, e isso provavelmente seria motivo de neuras à ele, futuramente. A alta no hospital estava prevista dali à três dias, mas Jeon não esperava o momento em que chegaria em casa com a mais nova integrante da família, mesmo que sentisse pavor em pensar que teria que tomar conta de alguém tão frágil e pequeno.

E agora estava ali, cheio de pensamentos e sem tirar os olhos do namorado, que parecia dar sinais de que acordaria em breve, já que começou a se mover e resmungar de dor em seguida, abrindo seus olhos lentamente.

Jimin estava uma confusão. Mal sabia onde estava, apenas sentia seu corpo cansado e sua mente conturbada pela dor que sentia em seu ventre, ao se mexer. Ao abrir os olhos sentiu um incômodo grande pela luz do local, mesmo que as cortinas estivessem fechadas. Logo suas órbes rolaram pelo quarto, até então, desconhecido por si, a procura de Jungkook.

— Como se sente? — A voz calma e atenciosa de Jeon entrou por seus ouvidos, e logo Jimin encarou o namorado, coçando os olhos com uma mão.

— Com dor e cansado. — Sua voz sai de modo rouco. — Onde está Minju? Ela está bem? Está segura?

— Está sim, meu doce. Ela ficou em uma sala separada das outras crianças, para sua própria segurança, e eu fui lá agora pouco, para verificar como ela estava. — Jeon comenta com um sorriso em seu rosto.

— Ah, eu quero ver ela logo, pegar ela no colo… como ela é? — O ômega pergunta, com uma curiosidade evidente em sua voz.

— Ela é linda, a ômega mais linda que eu já vi na vida… aish, ela é tão parecida com você, foi impossível eu não me apaixonar. — Park sorri ao ouvir a frase, sentindo seu coração palpitar ao imaginar a aparência daquela bebê.

— Aigooo… eu preciso ver ela logo. — O ômega diz, por fim, apertando um dos botões de sua cama, um que possibilitava ela de se ajustar, de modo que ele ficasse quase sentado. — Jungkookie… deita aqui comigo. — Sua voz sai baixa e até um pouco manhosa, fazendo o namorado se derreter por inteiro com a cena.

— Tem certeza? Não vai ser desconfortável para você? Logo agora que está sentindo dores? — Park nega com a cabeça, silenciosamente.

Prontamente Jeon se levanta de sua cadeira, vendo que Park se movia na cama para o canto lentamente e com uma expressão um tanto dolorosa, lhe dando espaço o suficiente para deitar-se ali. O mais novo se deita vagarosamente ali, colando os corpos e passando um de seus braços pelos ombros magros de Park, enquanto este se aconchegava ali, buscando a mão livre de Jeon contra a sua.

— Obrigado. — Jimin sussurra, com sua cabeça contra a clavícula de Jeon.

— De nada, meu anjo. — O alfa sorri, e logo deixa um selar nos fios bagunçados do cabelo de Park.

— Não só por isso… por tudo. Obrigado por ter me ajudado durante esses meses, por ter aguentado eu chorando sem motivos, obrigado por se preocupar e por lidar com todos os problemas que enfrentamos, sendo forte por mim e por você. Obrigado por me entender, obrigado por me defender, me fazer dormir quando eu tinha uma tremenda dificuldade para isso, obrigado por me tratar completamente bem e me encher de carinhos e mimos… ah, e obrigado por me dar o melhor presente do mundo, a garotinha que conquistou tanto espaço no meu coração em tão pouco tempo. Só… obrigado por sempre cuidar de mim, por me amar desse jeito. Eu te amo tanto… espero que um dia eu possa retribuir tudo o que você fez e faz por mim todos os dias. — Ao terminar sua confissão, Park ouve um pequeno soluço vindo de Jeon, e logo seus olhos sobem ao rosto do alfa, molhado por lágrimas. — Você tá chorando... não chora, meu amor. — O ômega, com um sorriso no rosto, leva ambas as suas mãos até o rosto do garoto, limpando as lágrimas de suas bochechas, vendo que ele sorria enquanto chorava deliberadamente. — Por que você está chorando assim, hm?

— Porque… — O alfa começou a dizer, com a voz trêmula — Aish, eu te amo tanto que dói. Foi tão cortante te ver triste, cheio de inseguranças e dores, eu só quis passar tudo para mim apenas para te ver bem, e eu me senti tão impotente por ver você mal daquela forma e não poder fazer nada para lhe ajudar, então, eu fiz o meu melhor no que pude. Tentei ser forte, por nós dois, você já estava passando por tantas coisas que era o mínimo que eu podia fazer nessa situação. Mas, ah… eu senti tanto medo. Medo de acontecer algo inevitável, ou sei lá… eu tive tanto medo, mas, agora que eu vi que tudo deu certo eu me sinto tão, tão feliz. Você não tem noção do quanto eu amo ver esse seu rostinho lindo com um sorriso no rosto, isso é tão gratificante para mim… eu te amo, te admiro, porque, ah, você foi tão forte, você é forte, e eu te amo muito por isso, amo muito por tudo. — E, no final, ambos estavam emocionados com as confissões ditas de maneira tão apaixonada.

Sem pensar duas vezes, o ômega aproxima seus lábios dos alheios, os colando em um ósculo calmo. Jeon então adentra sua língua quentinha na boca do ômega, sentindo os dedos alheios entrelaçarem em seus cabelos lisos, puxando ali com um pouco de força. Dentre o beijo calmo e lento, sorrisos eram formados quase que involuntariamente, deixando tudo ainda mais perfeito.

Mas, o casal foi interrompido pelo som da porta se abrindo, e logo ambos olham para a entrada, vendo ali uma jovem enfermeira que segurava um pequeno pacotinho agilmente. Os olhos de Jimin se arregalam instantâneamente, e o garoto se remexe na cama, inquieto.

— Senhor Park, aqui está Minju… precisa ser alimentada logo, por isso, peço que desabotoe sua camisola, para assim pega-la no colo e a amamentar. — A enfermeira diz calmamente, com a criança em mãos.

Ela que soltava remungos incomodados, estes que logo foram transformados em gritos. Ouvindo aquilo com o coração acelerado, Jimin não pensa duas vezes ao desabotoar os primeiros botões de sua camisola, deixando seus mamilos inchados e mais sensíveis que o normal expostos. A mulher que segurava Minju logo coloca a garotinha chorona nos braços do pai, que quase tremiam de tanta emoção em te-la ali, consigo. Porque, aish, Jimin segurou aquela criança com tanta ternura… a aconchegando como podia. Ela estava com a boca aberta e os olhos estreitos, soltando gritos altos e estridentes.

— Shhhh… ei, pare de chorar, princesa. — Jimin diz de uma forma absurdamente calma.

A ômega cessou seu choro no mesmo instante, soltando apenas alguns soluços pequenos, abrindo seus olhos e encontrando seu pai ali, tão próximo à si. E Park não aguentou a onda de lágrimas que vieram a tona ao ver o quão linda e perfeita era aquela criança. Seus olhinhos tão escuros quanto os de Jungkook não desviavam de si por nenhum momento, e o mais novo pai parecia encantado com aquilo. O alfa via a cena com um sorriso enorme no rosto, ainda com o corpo de Jimin contra um de seus braços, tratou de deixar um selar nos cabelos alheios, ouvindo os soluços de Jimin próximos à si.

— Senhor… você ainda precisa amamentar Minju. — A enfermeira comenta, com um sorriso no rosto ao ver a cena tão fofa diante de seus olhos.

— Oh sim… eu… eu irei fazer isso. — Sua voz sai descompensada, e o garoto leva o rosto da bebê contra um de seus mamilos, um pouco sem jeito.

A garotinha logo coloca seus lábios pequenos e carnudinhos contra aquele botão sensível do pai, e Jimin sorri com o ato, já cessando seus soluços e apenas aproveitando aquele contato com a mais nova integrante da família. O olhar do ômega sobe até o rosto de seu amado, selando os lábios alheios nos seus, antes de esfregar um nariz contra o outro, em um beijinho de esquimó, logo rindo baixo com o ato.

A felicidade daqueles dois garotos não podia ser maior, ainda mais com uma pequenina garota em seus braços, nada parecia aumentar aquele incrível sentimento que pairava na nova família.


Notas Finais


gente eu to babando por essa família... será que eu sou a única????
espero que tenham gostado xuxus, comentem o que vocês acharam e aguardem o último capítulo... beijoooos szszsz


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