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História I Doubt The Stars Are Fine - Capítulo 2


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Capítulo 2 - ; um


sete anos depois

 

Ser um Auror, na maior parte do tempo, não era um trabalho tão cheio de adrenalina e aventura quanto Harry tinha imaginado. Envolvia muito mais papelada e investigações conduzidas em seu escritório seguro e chato no Ministério do que em seus sonhos de adolescente.

Como o acidente com Sirius no departamento de mistérios o provou ano atrás, era necessário se saber ao menos o mínimo de detalhes da situação e se ter um plano e backup sempre em não. Harry entendia isso, agora, e ele sempre usava esses seus conhecimentos quando estava no campo.

E ele era um ótimo Auror – tinha ótimas habilidades detetives, e era apenas imprudente o suficiente para agir quando precisava, mas também apenas traumatizado o suficiente pela guerra para sempre parar quando devia e pensar no melhor para os civis e seus colegas.

Ah, é claro, ajudava que ele fosse, sabe, O Menino Que Sobreviveu.

Você iria se surpreender com a quantidade de criminosos que hesitavam quando viam que iam ter que ir contra o homem que derrotou Voldemort “duas” vezes. Tecnicamente, a primeira foi a sua mãe, mas não é como se alguém ouvisse Harry quando ele dissesse isso, então ele ainda tinha a fama das duas vezes. Uma grande e pesada fama, realmente.

Ele era um ótimo Auror, porém, um que amava seu emprego apesar dele ser mais tediante do que esperado, e aos vinte e sete, Harry estava trabalhando sem parar para deixar o legado de Voldemort de lado e ser conhecido por outras coisas, coisas que o fizessem se sentir mais orgulhoso de si mesmo.

Era por isso que ele nunca considerava um caso abaixo de si. Harry pegava tudo que seus chefes o davam sem reclamar, até mesmo na vez que eles o fizeram, de brincadeira, ajudar uma menina Trouxa a tirar seu gato de cima de uma árvore.

Harry simplesmente queria ajudar todo mundo, sempre quis, sempre iria querer. Diga que ele tem um complexo de herói, Hermione. Diga. O caso é, ele não queria ser conhecido como o salvador do mundo bruxo, ele queria ser o Auror que sempre ajudava a população, que sempre estava à disposição. Mesmo se isso significasse atender as ligações que ninguém mais queria.

Isso, porém, não queria dizer que Harry não era interessado nos grandes casos. Ele era humano, e ele tinha uma mente de detetive. Quando ele ouvia sobre um assassinato ou um desaparecimento, ele queria resolver isso. E não apenas por curiosidade. Harry também queria poder dar um pouco de paz para a vítima e sua família.

Quando chefe dele foi o procurar, Harry estava esperando outra coisa bobinha.

Ele não esperava um caso de desaparecimento, muito menos um aparentemente “normal” – até onde casos de desaparecimentos podiam ser normais – que iria acabar se abrindo numa teia de mentiras tão maior do que qualquer outro caso pro qual ele já tinha sido designado.

E pensar em tudo que aconteceu com a sua vida simplesmente porque ele foi o primeiro a chegar no Ministério aquele dia.

 

 

Jodie Todd era uma parteira no St. Mungus.

As fotos que o chefe de Harry o deu dela mostravam uma bruxa loira e baixinha, delicada. Bonita, com certeza, o tipo de pessoa que você não poderia imaginar machucando uma mosca. Ela tinha um sorriso muito brilhante, e todos os amigos e colegas dela diziam que ela era a mulher mais amigável e mais trabalhadora que você iria conhecer a sua vida inteira, um raio de sol em forma humana com o talento de acalmar o mais estressado dos bebês. Não era super saudável, pegava viroses facilmente, mas ela sempre avisava para o hospital quando estava doente e iria faltar.

Em todos os seus vinte anos trabalhando lá, ela nunca tinha simplesmente não aparecido sem mandar um Patrono antes.

Até uma semana atrás.

Os colegas dela tinham esperado um dia inteiro. Quando ela ainda não apareceu, eles mandaram um Patrono para casa dela. Nenhuma resposta. Eles foram atrás de sua família, preocupados, mas quando eles tentaram se comunicar com ela, Todd também não deu sinal de vida.

Mesmo ir bater na porta da casa dela por horas e horas não deu em nada, e ela era conhecida por ter feitiços protetores bem fortes. Ninguém conseguiu arrombar seu apartamento.

Eles foram atrás dos vizinhos que, por vez, disseram que ela tinha saído para trabalhar sim, e então nunca voltado.

Nesse ponto, a família dela estava completamente desesperada, e foi atrás dos Aurores.

A primeira coisa que Harry fez depois de fazer uma pesquisa bem intensiva sobre a vida de Todd foi ir ver o apartamento dela. A primeira coisa que ele notou quando inspecionou a porta dela com sua varinha foi que, é, a última vez que ela tinha sido trancada, foi por fora.

Todd tinha saído de casa com vida, ou, se seus vizinhos não devessem ser confiados, então alguém mais tinha saído de lá. De um jeito ou de outro, alguma coisa tinha acontecido.

E a reputação dela era verdade. Todd, e agora ele estava supondo que realmente foi ela que saiu de lá pela última vez, era bem poderosa e, mesmo com meses de treinamento para virar um Auror e anos trabalhando como um, Harry ainda demorou um tempão para conseguir desfazer o feitiço de tranca dela.

Talvez poderosa demais, para uma parteira que não precisava fazer esse tipo de feitiços no trabalho, mas Harry não queria tirar conclusões precipitadas – algumas pessoas simplesmente tinham mais medo de assaltos do que outras e Todd tinha sido parte da Primeira e Segunda Guerra Bruxa, isso deixava alguém um pouco mais paranoico do que o normal.

Quando ele finalmente empurrou a porta para trás, Harry sorriu, se sentindo vitorioso. Aha!

O apartamento dela era grande – magicamente maior por dentro do que por fora. Era acolhedor, o tipo de casa em que você entrava e sentia que era um lar. Um pouco como a Toca, só que mais arrumada. Logo no corredor de entrada, as paredes eram amarelas, cheias de pinturas a dedo enquadradas que Harry chutava serem das crianças que Todd acompanhava no hospital. Eram fofas, de qualquer maneira, e ele parou para as observar com um sorriso.

Merlin, ele torcia para aquela mulher estar bem.

Mais para frente, a sala era tão confortável quanto ele esperava, cheia de vasos com girassóis e sol entrando pelas varandas abertas. Era conjunta com a cozinha e a sala de jantar, e a mesa ainda estava posta, Harry percebeu.

Quando ele chegou mais perto, porém, algo chamou sua atenção. Havia uma caneca de café, lá em cima, e ela ainda estava quente.

Harry levantou sua varinha, se preparando para mandar uma maldição e um Patrono pro Ministério a qualquer momento.

“Senhora Todd?” ele tentou, mas não houve resposta. Harry deu um passo hesitante em direção ao corredor, sem abaixar sua varinha. Embaixo de si, o chão de madeira – amarelo claro, também – rangeu. “Jodie?”

Haviam cinco portas naquele corredor, e Harry parou, tentando decidir em qual deveria entrar primeiro.

O chão rangeu mais uma vez. Por um segundo, Harry apenas se xingou. Desse jeito, se realmente houvesse algum criminoso ainda ali, ele iria sair correndo antes mesmo de Harry poder descobrir onde eles estavam.

Aí Harry percebeu. O barulho veio de um dos quartos, muito menor do que o barulho que ele próprio tinha feito alguns minutos antes. Harry sorriu para si mesmo.

Ele abriu a porta com um chute, mesmo que pudesse ter o mesmo efeito com um feitiço. Era mais dramático assim.

“Parado!” gritou.

Mas não era Todd lá dentro, e muito menos algum tipo de criminoso.

Não. Lá dentro, havia uma criança o encarando.

Harry parou com tudo. A criança – o menino – apenas continuou o observando em completo silêncio, apertando um travesseiro contra seu peito. Os lábios dele tremiam e o medo em seus olhos era claro. É claro que era. Havia um homem desconhecido e brandindo uma varinha em seu apartamento e ele estava sozinho e desarmado.

Harry finalmente abaixou sua varinha.

“Oi?” Ele soltou, tentando fazer sua voz soar o mais baixa e delicada o possível, e se curvando um pouco para ficar mais parecido, em altura, com o menino. “Essa é a casa de Jodie Todd mesmo?”

O menino só concordou com a cabeça. Parecia prestes a começar a chorar e nunca mais parar, seus olhos se enchendo de lágrimas.

Ah.”

Harry engoliu em seco, procurando seu distintivo meio que desesperadamente. Crianças confiavam em Aurores, não é? Em todos os seus anos como um, ele nunca teve certeza. O próprio Harry nunca foi muito de confiar em policiais, quando ele morava com os Dursley. Mas ser um Auror era melhor do que ser um invasor qualquer, então ele mostrou o distintivo pro menino, ignorando como seu estômago se revirou quando Harry estendeu sua mão e, instantaneamente, o menino se encolheu para longe.

“Eu sou um Auror,” explicou cuidadosamente, “e eu fui mandado pra dar uma checada no lugar já que ninguém vê a Sra. Todd faz um tempinho. Sabe, para ter certeza de que ela está bem. Quem é você, garoto?”

“Jo é minha mamãe,” a criança soltou bem, bem baixinho, quase que demais para Harry ouvir. Demorou um segundo para ele realmente entender o que havia de errado.

Ah, porque o problema com aquela frase?

Jodie tinha se casado antes da Segunda Guerra Bruxa. Ela também tinha ficado viúva durante a Segunda Guerra Bruxa e todo mundo que a conhecia dizia que, apesar de super amigável, a mulher nunca teve nenhum tipo de romance desde a morte de seu primeiro marido. Nunca tinha nem beijado ninguém desde então, as amigas mais próximas dela iriam te dizer.

Ninguém comentou sobre nenhum filho, antes ou depois da morte de seu marido. E, pior ainda. Harry tinha lido tudo que o Ministério tinha sobre Todd, cada nota, cada documento, cada momento de sua vida.

Legalmente, aquela criança a sua frente não existia.

 

 

Demorou um tempo para convencer o menino a se sentar na cama de criança atrás de si e, mesmo assim, Harry não ousou ir sentar do lado dele, ao invés disso ficando parado do outro lado do quarto com as mãos nas costas. Ainda assim, foram mais alguns minutos até Harry o acalmar o suficiente para ele falar mais alguma coisa.

O menino era pequeno, assustadoramente jovem e magrinho, com cabelos ruivo bem intensos, olhos verdes e sardas. Ele disse que seu nome era Scorp.

“Bonito nome,” mentiu Harry, porque, na verdade, ele era bem estranho. Não feio, exatamente, só... incomum. A criança corou de qualquer maneira, sem reconhecer a mentira.

“Obrigado, senhor,” ele sussurrou timidamente. Scorp, visivelmente, era uma criança bem tímida. Era meio fofo, meio preocupante por causa da situação. “Eu ganhei ele quando eu fiz cinco anos.”

O que era uma frase muito, muito estranha, e Harry teve que virar seu rosto para não mostrar sua careta para Scorp. Ele ganhou seu nome? E quando ele tinha cinco anos? O que ele era chamado antes disso? Por que ele não tinha um nome? O que estava acontecendo naquele lugar?

Atualmente, sua maior teoria era um caso bem ruim e complicado de abuso, apesar de que ele não tinha certeza.

Harry sabia que os Dursley nunca se preocuparam em fazer uma certidão de nascimento Trouxa para ele, então, se Todd fosse uma mãe negligente, não era demais pensar que ela também não iria querer perder tempo fazendo a documentação do menino. Harry meio que agia como Scorp, quando era menor. Só que isso não explicava um monte de coisas, como por que ninguém sabia da existência dele, nem mesmo os vizinhos, como Todd tinha o tido sem sair com nenhum homem desde seu falecido marido e nunca tendo pego uma licença a maternidade.

Principalmente, a questão do momento era onde Todd estava e o que exatamente havia acontecido com ela.

O menino não foi de muita ajuda.

“Mamãe disse que ela iria fazer uma pequena viagem.”

Um sentimento frio se retorceu no estômago de Harry, quando ele percebeu apenas mais outra coisa perturbadora sobre aquela situação.

“É a quanto tempo você está sozinho em casa?” ele perguntou lentamente, tentando controlar a sua raiva e preocupação. A mostrar não faria nenhum bem, no momento.

Scorp olhou para baixo, para os seus pés.

“Alguns dias?” ele tentou baixinho. “Talvez uma semana? Eu não... não tenho certeza, senhor.”

“Ok,” Harry o confortou imediatamente, porque Merlin, ele não gostava do quão vermelho a criança estava. “Ok, eu entendo.”

Scorp abaixou seu rosto, fungando. Tirando por isso, ls dois ficaram apenas em silêncio absoluto, por alguns segundos, e Harry aproveitou para respirar fundo e tentar bolar algum plano. O que fazer agora?

“Scorp,” ele começou, e o menino imediatamente levantou o rosto em sua direção, olhos arregalados em concentração.

“Sim?” perguntou antes mesmo que Harry pudesse acabar.

Harry tentou sorrir amigável para ele.

“Eu sinto muito, mas eu vou ter que te levar para o Ministério.” O rosto de Scorp ficou pálido, e Harry se apressou: “Você não fez nada de errado, eu juro. É só que, enquanto a gente não sabe onde sua mãe está,” ou se ela realmente é uma boa mãe, ou sequer sua mãe, “você não pode ficar sozinho. Você é jovem demais para isso, querido.”

“Eu tenho sete,” ele disse, naquela voz que criancinhas sempre usam quando falavam suas idades, quando eles achavam que elas eram as mais velhas idade no mundo, apesar delas estarem bem longe disso. “Mamãe... senhor, mamãe não me deixa sair de casa. Principalmente com estranhos.”

E a primeira parte daquela frase era bem confusa, então Harry resolveu lidar com ela mais tarde e se concentrar, por enquanto, só no final do que ele tinha dito.

“Eu sei que é suspeito. Sua mãe está certa sobre você não sair com estranhos. Mas eu sou um Auror e, só nesse caso, você vai ter que confiar em mim.” Harry estendeu sua mão. “Por favor.”

Scorp não pegou sua mão, mas–

Ele se levantou.

“Você não pode Aparatar dentro do apartamento, senhor,” disse e mesmo que Harry soubesse, ele concordou de qualquer maneira, feliz que o menino estivesse ‘confiando’ nele. Tudo bem que confiança era um pouco que puxar demais, mas.

Isso era um começo, pelo menos.

 

 

Foi um pouco mais fácil fazer Scorp confiar numa Medimaga. Ele tinha se encolhido para longe de qualquer um dos Aurores que se aproximasse dele, mas ele reconhecia o uniforme da mulher, o mesmo de Todd, e o efeito tinha sido instantâneo. Os ombros dele imediatamente relaxaram um pouco, e ele parou de tentar se fazer mais pequeno onde estava sentado, sorrindo timidamente para mulher.

Ela só fez um checkup bem rápido dele, porque eles iriam precisar ir para St. Mungus se realmente quisessem testar seu parentesco ou coisas mais complicadas do tipo. Agora, a Medimaga só procurou por machucados ou resíduos de machucados.

“Alguma coisa?” Harry a perguntou quando ela acabou, longe de onde Scorp poderia os ouvir. Hannah, a Medimaga, apenas descordou com a cabeça. Parecia aliviada.

“Nada recente, e eu corri um teste para ver se ele já tinha se machucado seriamente no passado que deu negativo também. A maior coisa que ele já teve foi um ralado no joelho, mas isso é normal para um menino da idade dele e ele obviamente foi curado antes que sequer tivesse tempo de doer, então eu não acho que foi intencional. Eu gostaria de o ver no hospital com todo o meu equipamento, só para ter certeza, mas, por enquanto, o garoto tá limpo, Sr. Potter.”

Era óbvio o que Hannah estava tentando dizer – por enquanto, nenhum sinal de abuso. Harry se virou para em seu escritório, a janela de vidro deixando que ele tivesse uma visão bem clara de Scorp sentado em cima de sua mesa, dedão na boca e olhos meio fechados de cansaço, parecendo mais pequeno do que nunca.

Harry sabia que, mesmo se eles não achassem nenhum hematoma, mesmo se nunca tivesse havido algum, isso não queria dizer que Todd não tinha machucado a criança de outros jeitos. Harry sabia.

Ele se despediu de Hannah, prometendo o levar para ela assim que Scorp tivesse tido uma boa noite de sono e Harry tivesse a permissão de seu chefe.

Harry foi falar com Scorp.

“Eu realmente quero achar Jodie,” ele contou para criança, sinceramente mesmo. “A sua ajuda seria bem vinda. Se você pudesse me falar sobre ela, eu agradeceria.”

“Mamãe é a minha melhor amiga,” Scorp disse imediatamente. “Ela é a pessoa mais legal do mundo, senhor, e eu realmente sinto saudade dela–”

Os olhos dele estavam cheios de lágrimas, agora, o que não era exatamente uma surpresa. Ele tinha tido um dia – uma semana – super estressante, e Harry esperava que ele quebrasse em algum momento.

Ainda era doloroso de se olhar, e Harry se aproximou, colocando uma mão nas costas de Scorp. O menino tencionou, mas ele não o empurrou para longe, então Harry não de distanciou.

“Eu prometo que eu vou fazer tudo que eu posso para acha-lá,” Harry disse, porque ele não podia prometer que ele iria realmente a achar, e por mais que ele quisesse ver a criança calma e alegre, ele não queria chegar a esse resultado mentindo pra ela. Só iria machucar ainda mais, mais tarde, caso Harry não conseguisse.

Scorp fungou, passando as mãos por seus olhos já vermelhos. “Eu realmente amo mamãe.”

“Eu tenho certeza que ela te ama também.”

Scorp concordou com a cabeça.

“Eu sei.”

E ele soava completa e inocentemente convicto disso, como se fosse o fato mais certo de todo mundo, como se outra opção nem tivesse passado por sua cabeça. O que era bom. Apesar de toda situação, apesar de toda aquela preocupação, Harry tinha passado onze e mais alguns anos de sua vida achando que ninguém nunca iria o amar ou se importar com ele, por causa dos Dursley.

Enquanto Scorp lentamente voltava a respirar direito, se acalmando, Harry pensou que ele estava bem, bem feliz que aquela criança nunca teve que sentir aquele mesmo medo e solidão sua.

 

 

“Você acha que os Weasleys podem...”

“Não.” Harry balançou a cabeça. “Eles iriam querer, é claro, e provavelmente iriam insistir em ajudar, se soubessem da situação, mas é verão, então todo mundo está na Toca. Não tem espaço e, sinceramente, eu acho que iria ser um pouco demais para Scorp.”

O chefe de Harry, Gordon, concordou com a cabeça.

Os dois estavam tentando arranjar alguém confiável que pudesse cuidar da criança até tudo se resolver, mas as opções eram incrivelmente escassas, principalmente agora que já estava ficando mais a noite. Scorp já estava praticamente dormindo sentado em cima da mesa de Harry.

Finalmente, Gordon suspirou.

“Harry,” ele disse, “eu acho que você é a única opção.”

“Eu?” repetiu Harry, sua voz se aumentando com surpresa.

“Só por hoje a noite,” se apressou Gordon, “até a gente conseguir alguém melhor. É só que tá ficando tarde, e no momento você e a única pessoa em quem eu iria confiar cem por cento com o garoto.”

E você? Harry queria perguntar, mas então ele pensou em Scorp, se escondendo entre suas pernas quando finalmente chegou no Ministério, parecendo tão completamente chocado e assustado com todas aquelas pessoas e correndo para Harry pra um pouco de segurança.

Harry suspirou, passando uma mão pelo seu rosto.

“Faz sentido,” admitiu, seu desespero claro em sua voz apesar de suas palavras. “É, tudo bem. Eu cuido dele por hoje. Eu consigo fazer isso.”

 

 

Ele tinha um quarto de hóspedes, normalmente para Hermione ou Rony, e ele o mostrou para Scorp. A cama era de casal e a decoração era impessoal, nada como a cama de criança e as paredes todas cheias com desenhos e o chão de brinquedo que ele tinha visto no quarto de Scorp, mas o menino não reclamou. Estava tão sonolento que Harry não duvidava que ele nem tinha visto o quarto direito.

“Obrigado, senhor,” ele resmungou, se jogando de cara nos travesseiros imediatamente. Harry estava planejando o dar algo para comer, mas ele decidiu que isso iria ter que ficar para amanhã, assim como mais investigações.

Harry riu baixinho, passando uma mão pelos cabelos castanhos dele e arrumando o cobertor melhor ao redor de Scorp.

Ele estava pronto para fechar a porta atrás de si e provavelmente entrar em pânico absoluto enquanto tentava decidir o que iria fazer amanhã quando Scorp se sentou na cama.

“Sr. Potter?” ele chamou baixinho, e Harry entrou no quarto de novo, se aproximando da cama rapidamente para não perder nada do que Scorp ia falar. Era difícil o entender de longe, com sua voz baixa e fininha. Scorp mordeu o lábio inferior dele, corando. “Mamãe sempre me contava uma história para eu dormir,” explicou simplesmente.

“Ah,” soltou Harry, engolindo em seco. “Bem, garoto, eu que eu posso– eu consigo pensar em alguma história, se você quiser.”

O rosto de Scorp se iluminou todo.

“Sim!” ele exclamou, e então, mais baixo, mais envergonhado e controlado: “Por favor, senhor.”

E Harry queria ajudar todo mundo, ok? Isso já foi estipulado. Mas ele sempre teve um ponto fraco para crianças e quando ele viu todo aquele brilho nos olhos de Scorp–

Ele prometeu para si mesmo que iria proteger aquela luz dele da escuridão do mundo. Para sempre.

Harry podia não ter nem metade da história, mas isso não mudava o fato de que ele nunca iria falhar com aquela criança. 


Notas Finais


O cabelo do Scorpius é descrito de duas cores diferentes nesse capítulo e nenhuma delas é a cor do cabelo dele mesmo. Eu sei. Foi por querer.

Nesse ponto, com Teddy em DH e Scorpius aqui, eu acho que já está bem óbvio que eu adoro escrever crianças fofas. O que eu posso dizer. Elas são fofas e eu sou fraca.

Meu computador não tava querendo ligar e eu tô com pressa, então eu tô postando esse capítulo do meu celular. É a primeira vez que eu faço isso e eu não tenho certeza se eu tô fazendo tudo certo. Eu vou dar uma olhada de novo mais tarde quando eu tiver tempo.


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