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História I found a love for me. - Capítulo 99


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Capítulo 99 - Não se explica.


POV EMMA

Assim que Zelena me falou que Regina estava no hospital, eu senti todo meu sangue esvair do meu corpo. Ela tinha passado mal por minha culpa, ela estava no hospital porque eu era uma grande idiota. 

Terminei de arrumar minha mala o mais rápido que consegui, fechei a porta do meu quarto, e fui até o quarto de Fiona, dei duas batidinhas e aguardei. 

-Emma? O que houve?- Fiona abriu a porta, e me olhou com cara de sono. 

-Desculpa te acordar Fiona, mas aconteceu um problema.- ela me analisou e deu passagem para que eu entrasse. 

-Algo muito sério?- olhei ela diretamente nos olhos. 

-Regina está no hospital, ela está com febre emocional, e não está conseguindo diminuir a temperatura… Fiona… Eu preciso ir embora.- ela me analisou, e eu sequei uma lágrima. 

-Emma, o trabalho de amanhã é muito importante pra você, não quer esperar até amanhã  de manhã? 

-Não! Regina precisa de mim… ela é minha prioridade, sempre será. Se você não entender, tudo bem… se quiser me demitir, tudo bem também. Eu não me importo. 

-Não vou te demitir por isso, Emma. Imprevistos acontecem. Mas a febre tem algo haver com o que aconteceu essa noite com Ariel?

-Tem! Não sei como, mas meu celular ligou pra ela, e bem, ela ouviu Ariel dar em cima de mim, Fiona. 

-Infelizmente temos que lidar com isso, Emma. As modelos elas dão em cima de forma descarada sim. Tem uma certa atração entre elas e quem as fotografa. 

-Mas comigo isso não vai rolar Fiona.- me levantei da cama e isso atraiu o olhar de Fiona.- Eu vou fazer o que tiver ao meu alcance para Regina ter uma gravidez calma, e pra ela se sentir segura em relação a nós, e se para isso eu tiver que parar de fotografar, eu vou parar de fotografar. Agora eu preciso ir, até mais Fiona.- peguei minha mochila que estava no chão, e sai do quarto sem esperar por uma resposta. 

Peguei um táxi assim que pisei na calçada, e pedi para ir o mais rápido para o aeroporto. Dez minutos depois ele estava estacionando, paguei o motorista, e corri em busca de uma passagem. 

-Boa noite, posso ajudar?

-Preciso de um voo para Storybrooke.- a mulher sorriu gentilmente, e olhou em sua tela. 

-Tenho um voo que sai em dez minutos. 

-Pode ser esse.- tirei meu cartão de crédito e pedi para que a moça fizesse a venda. Em seguida ela me mostrou onde eu deveria ir. 

Meus pensamentos estavam em Regina, única e exclusivamente nela. Eu estava sentindo que algo aconteceria, eu não deveria ter ficado longe dela. Aliás, eu não posso ficar longe dela, pelo menos não até nossos filhos nascerem. Quando pensei nisso, minha mente deu um estalo. Era óbvio que se eu fosse trabalhar com Fiona, eu poderia ficar alguns dias longe de casa. O que inclui ficar longe de Regina e as crianças. Não, isso estava fora de cogitação. Eu não saberia lidar com isso, e tenho quase certeza que Regina também não. 

Olhei as horas em meu celular, passava um pouco das duas e meia da manhã, mais uma horinha e eu estaria em Storybrooke. Tentei dormir um pouco, mas foi impossível, meu coração doía tanto, ele doía de saudade de Regina, e doía mais ainda por saber que ela não estava bem. Esperava de todo coração que ela ficasse melhor quando me visse. 

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Cheguei em Storybrooke, e pedi imediatamente um uber, passei o endereço do hospital, e quinze minutos depois, estava entrando pela porta do local tão conhecido por mim. 

-Boa noite Maria…

-Boa noite Emma, tudo bem?- assenti apenas. 

-Em qual quarto Regina está?- ela digitou algo no computador, e então virou o rosto pra mim. 

-Ela está no sétimo andar, quarto 107. 

-Obrigada.- dei um sorriso pequeno pra ela, e então fui para o elevador. 

Quando ele parou no sétimo andar, meu coração deu um salto, saí apressada de lá, e antes que chegasse na porta 107, meu braço foi segurado. Girei meu corpo e me surpreendi com quem me analisava. 

-Cora?

-Swan…- ela fez um aceno com a cabeça. 

-Regina está no quarto?

-Está, mas antes que entre lá, quero dar uma palavrinha com você.- meu corpo enrijeceu no mesmo instante, o que ela queria comigo?- Vamos?

-Sim, claro.- olhei para o quarto 107, e então para Cora, e logo a segui. 

Caminhamos em silêncio até a lanchonete, o hospital estava calmo, e não tinha muita movimentação. 

Nos sentamos em uma mesa na cafeteria que tinha ali, pedimos dois cafés, e aguardamos em silêncio. Quando entregaram nossas bebidas, eu observei Cora sorvendo o líquido. 

-Emma, eu não sou mulher de dar voltas…- afirmei pra ela, pedindo para que prosseguisse.- Regina é uma mulher muito forte, Emma. Notei que isso mudou quando ela começou a se relacionar com você, ela não era assim no seu relacionamento com Daniel. Regina sempre se impôs muito bem, sempre foi muito confiante, nunca foi insegura, e também não era alguém que demonstrava facilmente o que sentia, e isso ela herdou de mim.- levei o líquido aos meus lábios, tentando entender onde ela queria chegar com isso.- Com você ela não consegue ser confiante, Emma. E não estou dizendo que isso é algo ruim, porque não é. Você fez uma mudança significativa na vida de Regina. Mas como mãe, eu devo falar que tenho medo de ver toda essa dependência que ela tem de você. Você é jovem, tem sonhos, e uma vida pela frente. Não quero que tome alguma decisão errada, e de alguma forma, magoe minha filha. Eu já vi ela se reerguer muitas vezes, vi ela lutar contra a dor quando perdeu o pai, vi ela lutar contra a solidão, quando se mudou para Boston, e eu não a apoiei. E quando ela veio para Storybrooke, mesmo que de longe, vi ela lutar contra a dor de ter perdido o amor da vida dela. Bom, ela achava que ele era o amor da vida dela. Por ter visto todas as lutas dela, Emma… eu sei que ela não saberá lutar contra a dor de perder você, e se você magoá-la…- Cora suspirou, e levantou o olhar notei seus olhos marejados.- Se você magoar Regina, ela não conseguirá se reerguer, Emma. Nem vinte quatro horas longe de você, e olha onde ela está…

-Cora… eu jamais magoaria Regina, eu a amo muito. 

-Eu espero de verdade que você não a magoe, Emma. Por que se isso acontecer, você terá uma inimiga para o resto da vida. E tenho certeza, você não me quer como inimiga… 

-Cora, acho que você também não está em posição de me dizer essas coisas, não é?! Você magoou muito Regina. 

-Exato! E é por isso que vou protegê-la agora, Emma. Regina merece ser feliz. E não merece ser enganada. Se for para fazê-la sofrer,  saia da vida dela.- me levantei da mesa atraindo a atenção de Cora. 

-Olha aqui senhora Mills, você não me conhece, não sabe nada sobre mim. Não tem o direito de tirar conclusões precipitadas. Eu NUNCA magoaria Regina. Ela é a mulher da minha vida. Eu abro mão de qualquer coisa para vê-la feliz…- joguei meus cabelos pra trás tentando me controlar.- A felicidade dela é a minha, Cora. No que depender de mim, eu posso garantir, Regina será feliz. Agora se você me der licença, eu preciso ver ela e meus filhos.- peguei minha mochila, me virei e deixei Cora pra trás. Eu entendia ela ter me abordado, e entendia toda essa proteção com Regina, mas ela era a última pessoa que poderia me dar lição de moral. Ela foi a pessoa que mais machucou Regina. 

Parei ao lado da porta, respirei fundo e dei duas batidinhas, entrei quando ouvi uma autorização. Nem consegui passar a porta, e senti os braços de uma certa ruiva, rodearem minha cintura. 

-Que bom que chegou Emma.  

-Como ela está?

-Ainda dormindo.- me respondeu enquanto se afastava do meu corpo. Meu olhar caiu na cama onde Regina dormia, ela estava pálida, os  cabelos um pouco úmidos e colados em sua testa, meus olhos se encheram de lágrimas no mesmo instante. Coloquei minha mochila no sofá que tinha ali, e fui caminhando até a cama.

-Emma, vou pra casa agora, se precisar de algo me liga.- eu afirmei sem olhar para Zelena, e quando a porta se fechou, eu toquei gentilmente o rosto de Regina. Ele estava pegando fogo. 

-Meu amor! Estou aqui.- sussurrei enquanto me abaixava e beijava seus lábios com cuidado. Levei minha mão para sua barriga e fiz carinho dos dois lados.- A mamãe loira está aqui bebês. Fiquem tranquilos, tá bom?! Não vou sair de perto tão cedo.

Fiquei em silêncio enquanto olhava o rosto de Regina, meu coração estava tão pequenininho por ver ela tão frágil assim, arrastei uma cadeira para perto da cama, e mantive nossas mãos juntinhas. 

Perdi a noção do tempo, enquanto olhava atentamente o rosto de Regina. Estava desinquieta, queria desesperadamente que ela acordasse. E bem, isso não demorou pra acontecer. 

-Emma?- sua voz saiu rouca e vacilante, Regina não abriu os olhos. 

-Regina, estou aqui, meu amor! Abra os olhos, por favor.- falei gentilmente, e assim Regina abriu os olhos, eles estavam bem vermelhos e isso me preocupou. 

-Emma, que horas você chegou?

-Tem algumas horinhas, meu amor.- ela desviou seu olhar do meu. 

-Não deveria ter vindo, logo estarei em casa. Devia ter ficado no seu trabalho, com aquela…- interrompi sua fala colocando meu dedo em seus lábios. 

-Você é minha prioridade! Sempre será minha prioridade, Regina. Não vou ficar longe de você, está entendendo? Eu te amo, minha vida.- sequei algumas lágrimas que escorreram por seus olhos. 

-Eu sou patética mesmo. 

-Não diz isso. Você não é patética. Você sentiu minha falta, assim como eu senti a sua. Não pensei que seria tão difícil ficar longe de você. E não pensei que de alguma forma isso fosse fazer mal pra você. Me desculpa.- pedi sinceramente enquanto segurava seu rosto suavemente entre meus dedos. 

-Emma…- Regina tinha a voz embargada, e isso conseguia me ferir ainda mais.- Deita aqui comigo?- ela pediu gentilmente, e eu afirmei. Tirei meus sapatos e me deitei ao seu lado, puxei seu corpo pra mais perto, e acariciei seus cabelos. 

Ficamos em silêncio, tinha certeza que Regina queria me perguntar sobre a ligação, mas ela não fez isso, creio eu que não achou o melhor momento pra perguntar. 

Seu nariz afundou em meu pescoço e aos poucos senti sua respiração se normalizar, e seu sono chegar. Fechei meus olhos e tentei dormir também. Eu estava em casa, Regina era minha casa, e nada mais importava. 

 

POV REGINA

Acordei sentindo um carinho em meus cabelos, ainda estava um pouco grogue pelos remédios que estava tomando, mas conseguia distinguir o cheiro da pessoa que estava ao meu lado a quilômetros de distância. 

-Emma?- chamei com a voz um tanto baixa. 

-Gina, que bom que acordou meu amor.- levantei o olhar e busquei pelos olhos esmeraldas. Emma me fitava um tanto apreensiva.- Como está se sentindo?

-Agora estou melhor, Emma.- me arrumei na cama, me sentando e ficando cara a cara com Emma.- Não queria que tivesse vindo, você tinha um trabalho importante. 

-Vamos conversar sobre isso em casa, tudo bem?- eu afirmei.- Tia Mary passou aqui tem alguns minutos, daqui a pouco ela vem te liberar. 

-Que bom.- sorri pequeno e logo senti o polegar de Emma percorrer meu rosto. 

-Não quero que fique triste, Gina. Eu largaria qualquer coisa por você. Não conseguiria prestar atenção no trabalho, não conseguiria fazer qualquer coisa se meus pensamentos estivessem aqui.- antes que eu respondesse, Mary adentrou o quarto. 

-Olha a minha paciente favorita. Finalmente acordou, querida.- ela sorriu largo pra mim, depositou um beijo na testa de Emma, e em seguida na minha. 

-Pois é… acho que dei muito trabalho pra vocês…

-Trabalho algum, só quero dizer que está tudo bem com você, e com o bebê. Addison já me confirmou.- olhei pra Emma, e ela me sorriu, fiquei aliviada por Addison não ter contado ainda que estava grávida de gêmeos.- Então acho que a senhorita pode ir embora, agora está em boas mãos não é mesmo?!

-Pode deixar tia, não vou sair de  perto de Regina.- sorri pequeno pra ela. Não demorou para Mary me liberar, logo Emma e eu pegamos um uber e voltamos pra casa. 

Assim que chegamos, eu estranhei Lola não vir correndo em minha direção. 

-Onde Lola está?

-Zelena falou que ficaria com ela hoje.- eu afirmei brevemente. 

-Vou tomar um banho.- falei sem olhar Emma nos olhos. Mesmo ela estando ali, eu ainda não estava cem por cento, a conversa que ouvi rondava meus pensamentos e eu não gostava nada disso. 

Subi as escadas em direção ao quarto, me sentei na cama, e respirei fundo. Eu estava chateada comigo mesma, não era normal eu ter toda essa dependência de Emma. Eu nunca fui assim, eu precisava me controlar, não podia atrapalhar a carreira dela, tinha certeza que esse trabalho era muito importante. 

Me levantei, fui para o banheiro e comecei a me despir, quando olhei no espelho, um sorriso gigante se abriu, minha barriga estava crescendo, e isso era incrível. Liguei o chuveiro colocando a água em uma temperatura quente, o clima hoje estava frio, e eu me sentiria renovada após o banho. Estava tão entretida em meus pensamentos, que nem notei Emma entrar no box junto comigo. Dei uma leve estremecida quando senti sua presença. 

-Posso tomar banho com você?- ela perguntou baixinho segurando minha cintura, fechei os olhos e me virei em seus braços. 

-Emma, eu… hum… quero ficar sozinha…

-Acho que você ficou sozinha tempo demais. Não vou sair de perto de você, Regina. Entenda isso.- fiquei em silêncio enquanto fitava o chão, estava sem coragem de encarar Emma. E estava com medo do que iria encontrar dentro daqueles olhos. 

-Meu amor, olha pra mim…- ela pediu suavemente. Levantei meu olhar, e vi os olhos de Emma marejados.- O que você ouviu, Regina… Deus, eu juro, não aconteceu nada! Uma modelo deu em cima de mim, tentou sim me beijar, mas eu me esquivei… eu a dispensei Regina... eu te amo tanto! Nunca trairia você! Nunca trairia nós! Confia em mim…

-O que aconteceu depois que entraram no elevador?- perguntei baixinho e ouvi um suspiro sair dos lábios de Emma. 

-Nada. Fiona entrou no mesmo instante. E mesmo se não tivesse entrado, nada teria acontecido, Gina. Você acredita em mim?- eu afirmei. Emma me aconchegou em seus braços, e finalmente senti a paz invadir meu corpo. 

-Eu senti sua falta, Emma. Mas não queria ter atrapalhado seu trabalho. 

-Nada disso importa. Eu estava morrendo de saudade, pensei que conseguiria ficar longe de você por alguns dias, mas isso é impossível. Eu te amo, e a saudade que sinto por você não se explica.- enlacei o pescoço de Emma, e olhei fundo em seus olhos. Ela revezava o olhar entre meus olhos e meus lábios, eu precisava tanto beijá-la. 

-Me beija, Emma.- pedi e ela atendeu no mesmo instante, sua mão segurou em minha nuca, e nossos lábios se colaram, ela pediu passagem com a língua e eu cedi, sua boca estava quente, e isso trazia mais conforto ainda pro meu coração. Emma estava em casa. Emma era minha. Mordi os lábios de Emma, e prendi o inferior entre meus dentes, fazendo ela soltar um gemido, dei vários selinhos em seus lábios, e então me afastei. 

-Fala que me ama, Gina. 

-Eu amo você, Emma! Eu amo você, e tudo isso que sinto não se explica.- ela sorriu ternamente e voltou a beijar meus lábios. Essa era a verdade, o que nós duas sentimos não se explicava, era amor demais, saudade demais. E eu nunca saberia conciliar todos esses sentimentos dentro de mim. Nosso amor não se explica, é isso! E o que vem acompanhando dele também não.

 


Notas Finais


O que acharam? Conta pra mim.
Beijão!


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