História I Found My Destiny - Capítulo 2


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Categorias Minecraft
Personagens Herobrine, Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Bruxas, Creepers, Cristaly, Enderman, Endy, Endy X Cristaly, Família, Fantasia, Guerra, Herobrine, Idade Média, In Purple Eyes, Minecraft, Profecia, Romance
Visualizações 136
Palavras 1.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, voltei!
Trago o prólogo!
Aproveitem o último cap pequeno que vão ter, os próximos já vão ser gigantões outra vez (se isso são boas notícias ou não isso aí vocês é que sabem).
O próximo até já está escrito, inclusive (e não, não vou postar agora porque eu vou entrar em época de exames... e prefiro postar o que tenho guardado em Junho para vocês não terem que ficar uns dois meses sem capítulo nenhum).
Então estavam à espera de um capítulo narrado pela Cristaly? Pelo Endy? Huh?
Pois bem, vocês não estavam à espera de um capítulo narrado por esta personagem XD

P.s: Ah, eu melhorei a sinopse. A outra estava uma bosta. Esta está mais aceitável.

Capítulo 2 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction I Found My Destiny - Capítulo 2 - Prólogo

O ar do Nether é quente, abafado, sufocante. Uma pessoa que vem para aqui viver, durante as primeiras semanas, quiçá meses, adoece de saudades do lugar de onde partiu. Alguns morrem mesmo. Ainda assim, é um clima a que, com o tempo, acabamos por nos habituar. Há outros tipos de sufoco a que nunca nos conseguimos acostumar, por muito que tentemos. Como o de um abraço indesejado. Braços quentes, escorregadios como víboras, que nos apertam e afogam, o calor de um corpo por detrás que nos parece repulsivo, são esses pormenores que nos matam por dentro. Os abraços de Priya eram como doses de um veneno.

Penteei os cabelos, em frente ao espelho, com uma mão, enquanto com a outra procurava uma camisa limpa na gaveta por debaixo deste. Como braço direito de Herobrine, a minha aparência deve estar sempre aprumada. Um servo deste Deus não deve ser menos que impecável na forma de vestir.

Olhos vermelhos no espelho tentavam caçar os meus. Fugi deles, senti os meus pêlos dos braços e da nuca a erguerem-se. Ainda sentia no meu corpo o maldito abraço, as mãos de Priya a abrirem os botões da minha camisa, os seus dedos a traçarem os contornos do meu peito.

- Vlad, não é justo! – Resmungou. A sua voz era irritante como uma flauta tocada por um aprendiz de músico, as palavras eram sopros sem acabamento. Ela guardava, junto ao busto, com as suas garras, a minha velha camisa, que tinha arrancado do meu torso mal me vira entrar no quarto: - Vim até aqui, fazer-te uma surpresa, e não ficas comigo nem um segundo. Pensei que, roubando-te a camisa, te iria fazer ficar.

- É estúpido isso ter-te passado pela cabeça! Este é o meu quarto, o qual invadiste sem autorização, é óbvio que guardo toda a minha roupa aqui. Fica com essa peça, já foi contaminada pelas tuas mãos. E fizeste-lhe saltar um botão. – Repliquei, com agressividade.

“Louca, essa Priya é louca!” Pensei, raivoso, ajuntando o meu colete e jaqueta, que ela espalhara pelo chão. “Eu cheio de trabalho, a querer descansar, venho ao meu quarto, o lugar mais privado de todos, e cai-me esta fera em cima, a beijar-me, a despir-me, a sugar-me os lábios como uma sanguessuga. Que falta de respeito e classe!”.

- Não cresceste nada, criançola! A odiares-me como quando éramos pequenos… mas não vais fugir de mim, sabes porquê? – Uma gargalhada soluçada (ela tinha uma estranha dificuldade em rir como uma pessoa normal) emergiu da sua garganta. Rebolou-se na minha cama desfeita (fora ela quem a desarrumara) e explicou: - Porque sabes que tens o dever de perpetuar a espécie. Especialmente agora, que os teus e os meus pais já faleceram e estamos sozinhos, dois filhos de guardião e o mundo. Sou a única mulher com quem podes acasalar para manteres a pureza de eventuais descendentes. E sei que não queres ter filhos híbridos. Desgraçar-nos-ias! Era o fim da nossa nobre raça!

Rangi os dentes de raiva. Contive-me para não dar meia volta e lançar-lhe as mãos à garganta. Não podia estrangular a única fêmea de “filhos de guardião” que respirava ainda nas três dimensões. No futuro, quem sabe…

- Sai do meu quarto! – Ordenei, com rispidez, ainda voltado de costas para ela. – Sai ou saio eu!

Priya suspirou. A cama rangeu quando ela se levantou. Sabia que ela estava nua. Sabia que ela era bela e bem dotada. Fechei os olhos e preparei-me para suportar o toque que eu tinha a certeza que não tardaria. Começou a massagear-me os ombros, enquanto me falava brandamente:

- Vladimir… Sei que éramos inimigos há quatro anos. Que não nos podíamos ver sem chispas voarem dos nossos olhos. Sei que me puxavas os cabelos e que eu te dava pontapés no… bom, naquele sítio… mas éramos dois adolescentes infantis. E agora há coisas maiores em jogo, coisas mais importantes que nós.

Dei uma palmada nas suas mãos com as costas da minha. Libertou-me os ombros. Sacudi-me e virei-me, encarando-a finalmente. A sua carranca rabugenta traía a sua frustração.

- É fácil para ti falares de grandes valores quando estás louca para te deitares comigo.

Arrebitou o nariz de forma caprichosa. Tinha-a ofendido e, por isso, sorri.

- Vais cair em ti! – Ameaçou. – Quem me dera poder entrar no teu subconsciente e incutir-te algum juízo. Estás a agir de forma completamente irracional!

- És a minha última opção, priminha! – Volvi, ignorando os seus lamentos tristes e dignos de pena.

- Não tens outra opção, seu filho da puta estúpido! – Exaltou-se, empurrando-me para fora de uma divisão que me pertencia. Fui expulso do meu próprio quarto. Priya quedou-se na soleira da porta, a olhar-me como um cachorro desejoso de biscoitos. Bamboleava-se na tentativa de me seduzir. Quando percebeu que eu não ia mudar de ideias quanto a ter relações com ela, fechou-me a porta na cara. Um grito de raiva abafado por uma almofada chegou-me aos ouvidos pouco depois.

Como ainda estava dominado pela exaustão, decidi percorrer os corredores do castelo em busca de uma sala vazia com poltronas na qual pudesse dormir. Uma das vantagens de se ser o braço direito de Herobrine é o facto de se poder explorar todo o castelo a nosso bel-prazer. Posso aceder a qualquer área, destrancar qualquer porta, com excepção, claro está, pela que guarda o quarto de Herobrine. O Deus do Inferno não dorme, mas tem direito à sua privacidade, como qualquer um.

Enquanto caminhava, decidi ligar o meu sexto sentido. Lá estava, nos arredores de Rarecraft, Laura. Não conseguia vê-la ou ouvi-la, mas sentia-a. A sua aura expandia-se de ano para ano, à medida que crescia, e sofria ligeiras variações de cor conforme o seu humor ou alterações hormonais. Há cerca de cinco meses, reparei que tais mudanças de tom começaram a tomar um aspecto cíclico. Isso só podia significar uma coisa…

Lembrei-me das palavras que Priya me berrara na cara há instantes e um esgar de satisfação riscou o meu rosto. Não tenho opção? Ela esquece-se que posso criar uma. 


Notas Finais


E então, gostaram?
Uma Introdução bem inesperada, espero!
Como veem, o nosso Vladimir continua o mesmo de sempre. E a Laurinha vai arranjar problemas!
A Priya é importante, atentem nela. E, aliás, ela já foi referida. Onde? Perguntam vocês. Pois bem, vou dar uma dica: ela tem cabelo azul.
Vocês não vão descobrir onde ela foi mencionada. Nem percam o vosso tempo procurando (a menos que não tenham nada que fazer). Está muito bem escondidinho algures em IPE.
Ah, e entenderam a cena das mudanças de cor da aura serem cíclicas? Sendo que tem que ver com hormonas...

Well, bye, bye, até Junho! Com um cap grandão, como prometido!


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