História I Hate Loving You (MADNESSA AU) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Madelaine Petsch, Riverdale
Personagens Alice Cooper, Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Clifford "Cliff" Blossom, Dilton Doiley, Elizabeth "Betty" Cooper, Ethel Muggs, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Frederick "Fred" Andrews, Ginger Lopez, Hal Cooper, Hermione Lodge, Hiram Lodge, Jason Blossom, Joaquin, Josephine "Josie" McCoy, Kevin Keller, Marmaduke "Moose" Mason, Mary Andrews, Melody Valentine, Oscar Castillo, Penelope Blossom, Personagens Originais, Polly Cooper, Pop Tate, Reginald "Reggie" Mantle, Sierra McCoy, Smithers, Tina Patel, Treinador Clayton, Trev Brown, Valerie Brown, Veronica "Ronnie" Lodge, Waldo Weatherbee, Xerife Keller
Tags Amor, Camila Mendes, Casey Cott, Choni, Cole Sprouse, Kj Apa, Lili Reinhart, Madelaine Petsch, Madnessa, Riverdale, Riverdale Cast, Shippe, Vanessa Morgan
Visualizações 78
Palavras 3.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é uma história estilo Universo Alternativo, vai haver algumas mudanças de personalidade e rumos diferentes para cada personagem. Essa história vai conter gatilhos em relação a vários assuntos que serão abordados, leia consciente.

Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Who You Are


P.O.V Vanessa 

Flash Back On

Meu primeiro aniversário que a chuva pega de jeito. Estou no carro, voltando do restaurante onde meus pais me levaram para comemorar meu aniversário. Pra mim, é uma data qualquer, mas sei que pra eles tem um grande significado. Minha mãe olha a chuva, fixamente, através da janela. Não consigo evitar de olha-lá, e quando ela percebe me olha e sorri. Minha mãe é a dona do sorriso mais lindo, e meu pai o dono do olhar mais encantador. Desde pequena admiro eles por tudo, são pessoas absolutamente extraordinárias, e que conquistam qualquer um com uma simples conversação. A noite é fria, e o caminho para casa é meio longo, cerca de 45 minutos, mas por conta da chuva e do trânsito lento, pode levar de 1 hora a 1h30m. Pego meu casaco que está ao meu lado, o colocando por cima de minhas pernas. Eles haviam deixado eu escolher o restaurante, e acabei escolhendo o meu preferido, que é longe de casa. Falei para eles antes de sairmos de casa, quando a chuva começou a cair forte, que poderíamos escolher outro lugar, mas eles insistiram em me levar lá, e eu concordei. Foi uma noite única e especial, apesar de já termos ido diversas vezes lá.

A irritação das pessoas perante o trânsito é aparente, e sinceramente, não entendo isso. Carros buzinam de lá, de cá, de todo o lado. Não entendo a pressa, cedo ou tarde vamos todos chegar em casa. Meu pai vira a rodovia em direção ao trevo, indo pelo caminho mais longo, porém, mais seguro. A única coisa que lembro de ver após isso, é uma forte luz acompanhada de um som ensurdecedor.

Acordo sentindo um cheiro forte de gasolina, e uma dor forte em minha cabeça. Abro os olhos com certa dificuldade, vendo minha mãe e meu pai desacordados. Viro a cabeça com certa lentidão, avistando um caminhão, tombado, ao nosso lado. O desespero começa a bater, é inevitável. Me mexo, tentando me soltar do cinto que havia emperrado. Quando consigo me soltar, uma dor forte toma minha cabeça, acompanhada de uma tontura que quase me derruba. Preciso me manter forte, preciso tirar minha mãe e meu pai daqui. O cheiro de gasolina é preocupante, e o caminhão está muito próximo. Vejo que o vidro ao meu lado está quebrado, possibilitando minha saída. Me apoio de alguma maneira, tentando evitar ao máximo os cacos de vidro, e consigo visualizar melhor minha mãe e meu pai. O corte na cabeça do meu pai é enorme, e suas pernas estão prensadas pela frente do carro, que aparentemente foi totalmente amassada pelo caminhão. Minha mãe se mexe um pouco, após sentir meus toques. Ela está com um corte no rosto, e com as pernas também prensadas pela frente amassada.

- Mãe... - digo baixo.

- Filha... - diz abrindo os olhos. - Tudo bem... vai ficar... Tudo bem...

- Preciso tirar vocês daqui, mãe. - digo com as lágrimas já tomando meu rosto. - A gasolina está vazando, precisamos sair.

- Filha... - ela fala em meio a gemidos de dor. - Saia daqui.

- Não mãe. - digo já desesperada. - Não vou deixar vocês... Por favor...

- Eu não estou pedindo... - diz tocando minha mão. - Saia do carro, procure ajuda. - ela me olha. - Eu te amo, filha.

- Não mãe, não. - digo segurando sua mão com força. - Eu não vou sem vocês, por favor...

- Pare de... Pedir por favor, Vanessa. - diz fraca. - Vá agora.

- Mãe...

- Vá! Eu te amo muito, vai ficar tudo bem, eu prometo. - diz.

- Mãe... - suspiro. - Eu também te amo... - digo ao vê-la desacordada novamente.

As lágrimas escorrem pelo meu rosto, e a chuva já me molha por completo. Me apoio na janela quebrada, pegando impulso para sair. Quando saio, consigo ter uma visão melhor da situação. Nosso carro está caído, junto ao caminhão em uma grande vala próxima a estrada. A batida foi forte, e nos empurrou para cá. Desço do carro por completo, caminhando  até o caminhão. Ando até a cabine, e vejo o homem que dirigia desacordado com uma garrafa de cerveja apoiada em uma das mãos. A raiva me toma por completo ao ver a cena. Acabo nem olhando para dentro, apenas corro em direção ao morro, tentando subir para buscar ajuda. 

A terra molhada, a chuva descendo sem pausa, escorrego por diversas vezes até conseguir ter contato com o asfalto. De longe, avisto duas viaturas que provavelmente monitoram o trânsito. Me levanto do chão com dificuldade, e juntando o resquício de força que há em minhas pernas, corro até às viaturas, e quando chego me apoio atrás do carro.

- Ei, você não pode... - o policial começa até ver meu estado. - Está tudo bem? - pergunta se aproximando.

- Um caminhão... Bateu no carro... - digo ofegante. - Minha mãe e meu pai estão... Presos... Por favor ajuda... 

- Onde eles estão? - pergunta me dando apoio.

- Na vala... O caminhão caiu... Junto... - digo em meio ao desespero.

- Tudo bem, calma. - diz chamando os outros policiais que estão aqui. - Vamos ajudar seus pais, já comunicamos os bombeiros, vamos ali dar uma olhada.

- Rápido, por favor. - digo com as lágrimas voltando a me dominar.

Eles deixam uma coberta comigo, e vão em direção a vala. Fico observando de longe, e antes deles chegarem um barulho forte de explosão é ouvido, acompanhado de um clarão do fogo que subiu da vala. Meu mundo cai por completo. Corro de imediato até a beira, mas sou segurada por alguns policiais quando chego lá. O carro estava pegando fogo, juntamente com a parte da frente do caminhão. A chuva não conseguia conter as chamas fortes que aumentavam cada vez mais, com uma fúria de assustar. Me debato contra os policiais na esperança de ser solta, mas não obtenho sucesso.

- Você precisa ficar aqui. - o policial diz.

Eu paro por um momento, ao ver a chegada dos bombeiros. Apesar de saber que já é tarde demais, o coração insiste em deixar aquela falsa esperança acesa. Observo os bombeiros tentando conter as chamas, a chuva agora é fina e fraca, facilitando um pouco o trabalho de todos. Minha esperança se apaga, ao ver que nem os bombeiros estavam conseguindo controlar as altas chamas. Diversos carros pararam para ver o que estava acontecendo, e as pessoas tentavam ajudar de todas as formas. Idiotas. Eles já morreram. Não tem o que fazer. Sinto minhas pernas fraquejarem, e minha visão ficar inteiramente escura. Meu corpo toca o chão, sendo a última lembrança que tenho do acidente.

Flash Back Off

Minha avó desliga de imediato a televisão ao ver que as notícias que passavam era do "horrível acidente que deixou uma jovem de 15 anos órfã". Reviro os olhos com sua atitude, e ela se senta ao meu lado em seguida.

- Não acho necessário você reviver isso. - diz calma. - Termine seu café, e te deixo na escola, tudo bem? - ela sorri.

- Já fazem três meses, eu estou bem. - digo séria. - E... Pra ser sincera, prefiro ir sozinha pra escola hoje.

- Acho melhor eu te levar, Vanessa. - diz me olhando.

- Por favor, vó. - digo. - Eu não vou pra outro lugar, vou pra escola, posso garantir. - levanto.

- Tudo bem então. - diz. - Ei! Você nem tocou nos cereais. - chama minha atenção.

- Não estou com fome. - digo pegando a mochila.

- Novidade. - diz baixo antes de eu sair.

Quando saio pela porta e sinto o vento fresco em pleno verão, a ficha de que talvez a nova escola não seja tão boa começa a cair. Depois do acidente, diversos amigos saíram da minha vida, e eu me tornei meio isolada em relação a isso. Antes eu ligava bastante para a questão de ser popular e cercada de amigos, mas desde que saí de Nova York, desde que meus pais morreram, isso não faz mais diferença. Eu parei de ligar pro fato de estar ou não sozinha. A única pessoa que sempre esteve, e continua ao meu lado é minha melhor amiga, Camila. Ela ficou em Nova York, mas me deu e dá total apoio. Antes pessoalmente, agora, virtualmente. O caminho até a escola é meio longo, e começo a me arrepender de ter negado a carona de minha avó, quando sinto minhas pernas doendo.

Depois de andar por alguns minutos, avisto de longe a entrada da escola, e o mundaréu de gente que toma a frente dela. Passo por todos rapidamente, pegando meu horário direto, e indo até a sala. Demoro para encontrá-la, mas por fim acho. Está vazia por conta de ainda faltar 20 minutos para o sinal bater, mas mesmo assim já me acomodo. Sento em uma das últimas classes, deixando minha mochila pendurada na cadeira. Desbloqueio o celular, indo até o chat de Camila.

Chat On

Me: Já estou na escola 

Cami❤: Boa sorte no seu primeiro dia, e não se isola, viu?

Me: Obrigada, Cami. Pra você também❤

Cami❤: Obrigada. Tenho que ir, mais tarde conversamos, e quero saber de tudo, viu?

Me: Pode deixar, até mais tarde.

Chat Off

Não me isolar. Tem sido difícil não fazer isso, porque às vezes ficar na nossa própria bolha é bem mais confortável do que ter pessoas na volta, perguntando sobre meus pais ou sentindo pena de mim. Abaixo minha cabeça, colocando-a entre meus braços apoiados na mesa. Minutos depois começo a ouvir barulhos e movimento na sala, me fazendo levantar. Observo cada pessoa que entra, cada grupo de amigos que conversam. De um tempo pra cá aprendi que podemos conhecer muito sobre as pessoas apenas as observando.

O professor entra em seguida, começando a dar a aula. As pessoas me entre olham a todo momento, e nem tentam ser discretas. Mas... Tudo bem. É por pouco tempo isso. Daqui alguns dias nem vão se lembrar da minha existência, e nem do fato de eu sentar aqui no canto. Creio que o que mais chame atenção, seja o fato de eu estar com um casaco, fino, nos 34° do verão de Vancouver. 

Os períodos parecem durar uma eternidade, e quando finalmente bate para o almoço, espero todos saírem para mim, enfim, sair. Observo que um grupo não saiu, então me encaminho até a porta sem me importar. Quando chego perto da porta, sinto um toque em meu ombro acompanhado de um "Oi" tímido.

- Er... - a garota ruiva me olha. - Se quiser se sentar conosco - aponta para os amigos. - Pode sentar sem problemas, nós já estamos indo para a cantina.

- Ah, obrigada. - sorrio. - Mas... Tenho algumas coisas  para resolver.

- Entendo. - sorri sem graça. - Tudo bem, quando quiser, estamos aqui.

- Obrigada. - digo saindo.

Confesso que achei que essa ruiva seria a última pessoa a falar comigo, mas me enganei. Subo alguns andares da enorme escola, até chegar na biblioteca. Me sento, tirando um livro da mochila, junto com uma garrafa d'água. Fico lendo o intervalo todo, praticamente. Poucas pessoas usam a biblioteca nesse horário, o que me deixa feliz. Vejo um garoto se aproximar da mesa em que eu estou sentada, e se acomodar em minha frente.

- Oi! - ele diz alegre (até demais).

- Oi... - digo meio sem graça.

- Percebi que você passou o intervalo inteiro aqui, sozinha, e... Não quis se sentar conosco na cantina. - fala sorrindo. - Você está bem?

Essa com toda certeza é uma das perguntas que eu mais passei a odiar depois de todo o ocorrido.

- Sim. - sorrio. - An... E você?

- Estou ótimo. - ele me observa. -Posso saber seu nome?

- Vanessa. - digo meio baixo. - Vanessa Morgan.

- Ah, claro. - ele fica sério. - Prazer, Casey.

 - Prazer. - digo.

- Percebi que gosta de ficar sozinha. - ele sorri fraco. - Se incomoda se eu ficar aqui o resto do intervalo?

- An, à vontade. - sorrio.

- Obrigado. - ele sorri. 

Ficamos em um silêncio confortável depois do nosso breve diálogo. Ele ficou lendo um gibi que tinha por aqui, e eu meu livro. Acabei lembrando de ter visto ele na roda de amigos da ruiva, só não entendi o interesse dele por mim. O sinal bate, e ele me acompanha até a sala novamente, e eu apenas deixo. Me sento no meu lugar, e vejo Casey se sentar ao meu lado, e na sua frente, a ruiva senta. O grupinho que antes estava do outro lado da sala, agora esta próximo de mim, e confesso que me sinto meio incomodada com isso.

O professor de química entra, e começa a aula dele, que surpreendentemente, foi a melhor aula do dia. Quando o sinal bate, indicando finalmente nossa saída, sou parada por Casey novamente.

- Vamos dar uma volta pela cidade, quer ir junto? - pergunta.

- Tenho que ir para casa, minha avó está me esperando. - é a primeira desculpa que vem em mente. - Quem sabe outro dia. - sorrio.

- Claro, outro dia. - ele sorri. - Até mais, Vanessa.

- Até mais. - digo saindo.

Não entendo o porquê deles quererem se aproximar de mim, sendo que eu não fiz questão. Eu não sei se estou pronta para fazer novos amigos. Eu sou uma montanha russa, tem momentos que eu estou bem, tem momentos que não. As pessoas não merecem alguém tão instável por perto.


P.O.V Madelaine

Algumas horas antes...

Quando entro na sala acompanhada de alguns amigos, reparo em alguns rostos novos na turma, mas quem me chamou a atenção, e despertou minha curiosidade de verdade, foi a garota sentada ao fundo da sala, com algumas mechas rosas no cabelo. A impressão de já ter visto ela em algum lugar faz meu coração palpitar. Sento com Casey, Lili, Cole e Kj no outro lado da sala, percebendo o resto da turma volta e meia olhar para a menina, mas cogito ser pelo fato dela estar de casaco nesse calor infernal (coisa que me intrigou mais ainda.).

No intervalo, convidamos ela pra se sentar conosco, mas por algum motivo ela nega, e minha curiosidade em relação a ela, aumenta. Nos sentamos em uma mesa no canto da cantina, e eu já havia ouvido diversas vozes falando da tal aluna nova, que eu tenho quase certeza que é a menina da nossa turma.

- Ela pode não ter gostado de nós. - Casey diz se sentando com sua bandeja.

- Ela deve estar estranhando, por ser aluna nova. - Cole fala. - Se estranhos chegassem me convidando para sentar com eles, eu negaria também. - completa.

- Ela não me disse nem o nome dela... - digo.

- Mas você não perguntou. - Casey me olha. - E nem disse o seu.

- É, pode ser por isso. - digo remexendo a comida. - Eu vi ela subindo as escadas em direção a biblioteca. Você poderia ir lá ver se está tudo bem. - olho para Casey.

- Não sei se é boa idéia. - Kj fala. - Se ela negou sentar conosco, provavelmente não quer companhia de ninguém.

- Não custa tentar. - digo. - Então...? - viro para Casey esperando sua confirmação.

- Tudo bem, eu vou. - diz revirando os olhos. - Mas por que todo esse interesse nela?

- Se eu fosse nova na escola, iria querer companhia... Não iria gostar de ficar sozinha. - digo.

- Mas ela não é você. - Cole diz. - Ela pode preferir ficar sozinha.

- Vai por mim, eu acho que não. - digo o olhando.

Algo realmente me intriga na menina nova, uma necessidade estranha de ser amiga dela, de perguntar se está tudo bem. Ficamos um tempo sentados, até Casey ir atrás da garota, e ouvimos algo que mexeu conosco.

- A garota nova é Vanessa Morgan, aquela menina que perdeu os pais em um acidente de carro não faz nem três meses. O carro explodiu, mas ela estava fora... - uma menina passa falando com a amiga.

- Caramba... - Kj diz.

- Não sabemos se realmente é ela. - digo. - Pode ser boato.

- Ou não... - Casey fala. - Vou lá procurar ela, nos vemos na aula. - diz se levantando.

- Tudo bem... - Lili diz. - Seja calmo, e normal. - fala fazendo Cole rir.

- Vou tentar. - Casey diz saindo.

Casey não volta, então esperamos ver ele na aula. Por algum motivo, quando bate e andamos até a sala, ele faz sinal para nós sentarmos mais perto dela, e eu fico sem entender o porquê. A aula correu normalmente, e logo o sinal bateu indicando nossa saída. Convidamos ela para dar uma volta, e novamente ela nega.

- Ela é Vanessa Morgan mesmo. - Casey diz enquanto andamos.

- E daí? - pergunto. - Não sabemos se os boatos sobre os pais é verdade.

- Olha... - Lili diz me entregando o celular.

Fico pasma vendo o noticiário que retratou a morte dos pais dela, e mais pasma ainda em ver que realmente, é ela. Imagino a dor dela, e o quanto ela deve sofrer, e isso faz eu querer me aproximar dela.

- Caramba, foi pesado. - Casey fala.

- Demais. - Cole diz. - Talvez esse seja o motivo dela tentar manter distância de todo mundo.

- Como assim? - pergunto sem entender.

- Pessoas com traumas recentes podem ter receio em conhecer gente nova... Ainda mais que ela era de Nova York, tinha uma vida lá, e teve que vir, de repente, morar com a avó e recomeçar, sozinha. - Lili diz.

- O medo de pessoas próximas sentir pena dela pode ser uma das coisas que faz ela se trancar na própria bolha. - Cole completa.

- Entendi... - digo baixo. - Preciso ir.

- Ei, nós não íamos dar uma volta? - Kj pergunta.

- Amanhã, prometo. - digo rápido. - Preciso ir, agora.

- Tudo bem, até amanhã. - gritam juntos de longe.

Pode ser a decisão mais maluca que já tomei em toda minha vida, mas sinto que de certa forma, vai valer a pena. Viro correndo, a rua que vi Vanessa virar. Avisto ela de longe, e aumento mais ainda meu passo, e quando chego perto dela, toco seu ombro.

- Ei... - digo ofegante. - Caramba, você anda rápido.

- An... Desculpa. - diz confusa. - Não vi que você estava me perseguindo.

- Ah, tudo bem. - sorrio meio sem graça. - Eu que peço desculpas. - digo ainda ofegante.

- Tudo bem. - enquanto me olha. - Você está bem?

- Aham... - digo. - Só cansada. - Me sento na calçada.

- Entendi. - ela ri. - Então... O que quer exatamente?

- Conversar. - digo e a vejo ficar séria. - Se quiser, claro.

- Não sei se é uma boa ideia... - ela desvia seu olhar do meu. - Quem sabe...

- Outra hora? - digo levantando. - Não, vamos conversar agora, vai. Por favor.

- An... Tudo bem. - diz desconfortável. - O que quer saber?

- Seu nome, primeiro. - sorrio. - O meu é Madelaine.

- Vanessa. - ela sorri fraco.

- Se mudou a pouco tempo? - pergunto enquanto andamos.

Durante o caminho, faço perguntas que não envolvam tanto o lado pessoal, para não deixá-la desconfortável. Ela solta uns sorrisos, e eu não consigo evitar de retribuir. O sorriso dela é um dos mais lindos que eu já vi, e é inevitável não sorrir perto dela.


Continua...

 


Notas Finais


Até o próximo ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...