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História I Hate U - FACK - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Four - Do you want a ripe?


-Você já teve vontade de beijar algum menino? -Finn o olhou descaradamente, os seus olhos pareciam ter fogo mas uma pitada de travessura.

O dedo indicador e o do meio de Wolfhard brincavam com o cigarro que já estava pela metade, o cheiro de fumaça exalava pelo lugar e Jack mesmo sem demonstrar evitava ao máximo aspirar aquela densa fumaça acinzentada.

Um arrepio percorreu pela espinha de Jack, ele se ajeitou na cadeira, suas mãos ficaram trêmulas e por um momento pareceu que seu coração pararia. Seus dedos tamborilaram vagarosamente pela mesa à sua frente evitando o contato visual com o Wolfhard, seria peso demais nas suas costas encarar aqueles olhos negros e brilhantes, parecia que ia se perder no olhar dele cada vez que tentava olhá-lo. O silêncio se fez presente e só podia se ouvir Finn tragando o seu cigarro, mas um pigarro de e uma pequena tosse quebrou o silêncio, Wolfhard queria saber a resposta. Sentia-se eufórico a querer saber a resposta e por algum motivo inexplicável ele queria mesmo saber de Grazer tinha afeição por homens.

-Não me sinto atraído. -Quase que em forma de sussurro a resposta saiu como uma bala dos lábios do menor atingindo Wolfhard.

Por algum motivo Finn se sentiu mal ouvindo aquilo, suas sobrancelhas se juntaram e pela primeira vez ele se sentiu rejeitado. De todas as meninas que lhe falaram "sim", aquela resposta soou como um "não" em sua cabeça mas rapidamente se recompôs.

Sua postura com um olhar totalmente soberba tomou conta de suas expressões duvidosas, naquele momento não era só Jack que se sentia totalmente diferente em relação aos sentimentos, mas Finn muito antes de ter o momento a sós com o menor, ele sentia-se diferente, era como se as mulheres não lhe satisfizessem mais, aquela vida pra ele não tinha mais graça e por algum motivo experimentava coisas novas.

Mas longe dele assumir aquilo para outras pessoas, como ficaria a reputação do jogador do time de basquete Finn Wolfhard? As meninas achariam um tremendo desperdício saber que aquele homem de um pouco mais de 1,85 de altura, forte, de físico bem formado se julgar como gay. Nem os seus melhores amigos Wyatt e Caleb poderiam saber desse segredo.

De alguma maneira Finn começara a se sentir bastante atraído por meninos, mas nunca admitiria isso, o seu ego era grande demais para falar que se sente atraído por uma pessoa do mesmo sexo, ainda mais essa pessoa sendo o seu inimigo. A pessoa que mais odeia é por quem sente mais atraído sexualmente e não podia negar aquilo quando o menor passava.

Jack era alguns centímetros menor que o moreno, o seu corpo totalmente definido com os braços fortes, o abdômen perfeito, as coxas marcadas e fortes... Eram esses detalhes que enlouqueciam Wolfhard dentro de seu sub consciente, mas nunca que ele diria isso para si mesmo e muito menos assumiria para outras pessoas. Mas o fato de sentir atração pelo seu inimigo e adversário das quadras era um fato totalmente excitante e a sua libido parecia ir aos céus só de pensar em foder fortemente com o garoto.

Tinha a mera curiosidade de saber como era estar na cama com outro homem e se as coisas continuassem tomando o mesmo rumo, teria Jack fácil nas suas mãos como tinha as outras meninas... E Jack não parecia uma pessoa muito difícil de persuadir, por mais que se demonstrasse valentão e cheio de atitude ainda sim era fraco psicologicamente.

-Qual o motivo da pergunta repentina? - Jack ainda tamborilava os seus dedos firmes na mesa mas agora seus olhares se cruzaram e ele pode ver Finn apagando o seu cigarro na mesa.

-Curiosidade, apenas quis quebrar o silêncio já que você é calado demais.

-Eu confesso que não vou nada com a sua cara Finn, e você não colabora puxando assunto comigo.

Uma gargalhada estridente do maior soou pelos ouvidos de Jack que sentiu o seu sangue ferver, o jeito que ele ria o deixava bravo de uma maneira que ninguém podia explicar, ele sentia raiva do garoto mas ao mesmo tempo tinha a curiosidade de saber qual era o sabor daquele lábios tão rosados e carnudos que metade das líderes de torcida já haviam provado e pelos corredores sempre ouvia as vozes finas e chatas falando o quão ele era bom com a língua.

De forma que não tinha palavras pra descrever, ele queria sentir suas línguas juntas em um beijo quente mas também queria sentir a língua dele acariciando o seu membro, de cima a baixo até lhe causar arrepios inexplicáveis, mas tudo isso sem sentimento. Jack tinha ciência que com as meninas podia se relacionar amorosamente e sexualmente, já com os meninos iria ser algo que não passasse de fodas rápidas sem sentimento, não queria ter que aturar um homem de mãos dadas consigo, só de pensar lhe causava calafrios ruins. Mas pelo menos era isso o que ele pensava naquele momento...

-É só você não responder Jackie. -As sobrancelhas de Jack se juntaram e o seu coração palpitou como uma bomba relógio assim que ouviu aquele apelido sentindo a pedra de gelo quase derretida de seu coração se derreter por completo, não sabia se odiava Finn por aquilo ou gostasse do apelido.

-Que apelido ridículo é esse? Você é um merda Wolfhard.

- Olha, aproveita que eu estou conversando com você, esses momentos serão extremamente raros porquê lá fora... -Apontou brevemente para a porta da sala gélida enquanto pausou a frase. -Eu nunca vou falar com ninguém do seu tipinho Jack Dylan. -A dureza e a forma áspera com que Finn sussurrou aquilo fez com que todo a raiva do menor a sua frente crescesse mais.

Agora eles estavam um de frente para o outro como dois animais selvagens prontos para se atacarem novamente em meio a socos e insultos como sempre faziam.

-E qual é o meu tipinho? Que eu saiba a única pessoa que tem "tipinho" aqui é você com esse caráter de merda. -O dedo indicador do menor pousou no peito de Finn o empurrando pra trás brevemente, seus sangues borbulhavam nas veias e sentiam que explodiriam a qualquer momento e de uma forma confusa Finn ainda se sentia meramente atraído por ele, achava sexy a forma com que Jack o xingava e só conseguia imaginar se o rapaz também era selvagem assim na cama. Mas o ódio ainda estava ali presente como uma barreira no meio dos dois.

-Esse seu tipinho afeminado. -Os olhos de Grazer se arregalaram e a sua boca ficou entre aberta, mas logo a fechou engolindo totalmente o seco. -Isso mesmo que você ouviu, seu jeito afeminado. Eu odeio caras como você, acha que eu não sei que você sente vontade de me beijar? Acha que eu não vejo a forma com que olha o meu corpo quando estamos no jogo ou quando estamos tomando banho pós jogo? Você é nojento Jack Dy...

Antes que Finn pudesse terminar a frase sentiu o punho cerrado de Jack acertar em cheio o seu nariz, em seguida outro soco pegou em cheio no seu olho e no fundo sabia que aqueles socos haviam sido bem merecidos. Na realidade tudo aquilo que estava dizendo não condizia com a postura do garoto, mas sim com a sua postura.

Quantas vezes não se pegou olhando disfarçadamente para o corpo magro mas ao mesmo tempo totalmente definido do garoto? Talvez por isso o odiava tanto, pois sabia que nunca iria tê-lo da maneira que realmente deseja.

-Pense bem antes de levantar falsos contra mim, acho que quem deve estar interessado em pau na verdade é você.

Ouviram o som sinal ecoar por toda escola, indicando que as aulas do turno da tarde havia começado, mas sem que pudesse revidar (e nem sentia vontade de revidar, pela primeira vez) ouviu Jack indo embora da sala rapidamente. Se sentou bruscamente na cadeira e suspirou raivoso se xingando mentalmente por sempre estragar as coisas, ele se odiava e não tinha como reverter a situação.

Por mais que ainda não estivesse na hora de ir embora imaginou desde o começo que Jack não aguentaria ficar o tempo que realmente tinha de ficar com ele ali na sala, os dois não se davam bem e nunca iriam conseguir ter algumas horas de diálogo sem se odiar em ou proferirem palavras de baixo calão.

Em um movimento rápido Finn se levantou da cadeira e colocou sua mochila nas costas, passou correndo rapidamente pelos corredores esbarrando por algumas pessoas ignorando totalmente o fato de ter recebido dois machucados novos em seu rosto pálido. Correu o máximo que pode usando a sua velocidade até chegar no pátio do estacionamento da escola e suspirou aliviado vendo que Jack ainda estava ali, entrando em seu carro.

Correu mais um pouco assim que viu que o mesmo já ligava o seu carro pronto para dar partida mas em um movimento repentino entrou na frente do carro do castanho, vendo ele arregalar os olhos de maneira assustada e logo em seguida raivosa.

-Acho melhor ir embora, não acho legal você conversar com garotos afeminados como eu. -Grazer o observou pelo vidro do carro com um olhar totalmente desdenhoso enquanto girava a chave do carro apenas ouvindo um chiado, sem sucesso o carro não conseguiu ligar. -Que droga... -Murmurou.

-Eu não deveria mesmo falar com você, mas parece que o seu carro não vai pegar. -Por mais que tentasse, Finn não conseguia ser gentil. Cinquenta por cento do dia ele era bruto com palavras e os outros cinquenta por cento era irônico, não havia recebido carinho o suficiente para demonstrar aquilo aos outros.

-Cala a merda da boca. -Mais uma vez o menino girou a chave e sem êxito o seu carro não pegou como deveria.

-Acho que deveria ir comigo, eu te deixo em casa. Não estou querendo que você me desculpe ou muito menos goste de mim, eu faria isso por qualquer uma puta que eu pego e com você não seria diferente só por te odiar. - Por cima dos ombros Finn deu as costas entrando no seu carro que por coincidência estava estacionado ao lado do de Jack. -Eai, vai vim, ou vai ficar me olhando?

Jack revirou os olhos sentindo o desdém na voz do moreno, se viu sem saídas mas não podia ir pra casa caminhando já que era uma distância razoavelmente longe e não andaria de ônibus. Transporte público para ele era como um dos piores castigos que haviam inventado na Terra, talvez alguns minutos no carro de Finn não o mataria.

-Vamos logo antes que alguém me veja com você. 



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