História I Hate You, but I love You - Imagine Kim TaeHyung - Capítulo 2


Escrita por:

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Kim Taehyung, Romance Escolar
Visualizações 109
Palavras 5.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Noite!

Seguem mais um capitulo :)

Boa leitura.
Beijos ^^

Capítulo 2 - Stupid


Fanfic / Fanfiction I Hate You, but I love You - Imagine Kim TaeHyung - Capítulo 2 - Stupid

-Pai estou indo. - Falei vestindo o moletom.

Aquele idiota não me disse o horário então estava saindo às oito horas da noite pra esperar aquele irritadinho aparecer.

-Para onde está indo mesmo?- Ele perguntou concentrado na TV.

-Estou indo pular o portão da escola. – Respondi.

Ele me olhou assustado.

-E por quê?- Perguntou.

-Para fazer um trabalho. - Respondi calçando os meus tênis.

Ele pareceu pensar um pouco e voltou sua atenção para TV.

-Então está tudo bem. – Falou.

Sorri. Só ele mesmo para não achar isso maluco. Fui até ele e beijei sua testa.

-Me deseje sorte.

-Boa sorte. –Falou.

Sai de casa, arrumei minha bolsa nas costas e segui direto para escola. Como ele pretende entrar eu não faço ideia. Mas vamos ver o que vai dar. Assim que cheguei fui direto para o portão do fundo como ele falou, estava um breu. Ninguém passava naquela rua aquele horário. Não tinha nenhum sinal dele, tirei a bolsa das costas e me sentei no chão.

 Passaram meia hora e nada dele, apoiei a cabeça nos braços e fechei os olhos. Eu sempre estou com sono.

-Ei, quatro olhos. - Ouvi sua voz.

Suspirei e levantei a cabeça.

- Está atrasado. - Falei me levantando.

-Como posso estar atrasado se eu não disse o horário?- Perguntou olhando para o portão.

Passei a mão no rosto, não estava com animo para discutir com ele, não agora.

-E como vamos entrar?- Perguntei.

Ele não disse nada, apenas analisava o portão. Creio eu que está criando uma estratégia de pular ele.

-Ei. - Me aproximei dele. - Não é mais fácil irmos a um café? Tem um ali na esquina. – Falei apontando o lugar.

-Não. - Respondeu.

Suspirei.

-É muito mais fácil...

-Cala a boca, me deixe pensar. - Me cortou.

-Não me mande calar a boca. – Falei irritada.

Ele fechou os olhos e respirou fundo. Fui ai que notei que ele parecia cansado, estava de camiseta e uma jaqueta jeans por cima.

 - Consegue pular?- Perguntou olhando para mim.

Olhei para ele e depois para o portão. Era alto, mas tinha muitos detalhes nele, talvez isso ajude a subir.

-Não sei, talvez. – Respondi.

Ele suspirou e fechou seus olhos.

-Nunca pulou um portão na vida garota?- Perguntou.

-Claro que não, sempre entrei nos lugares normalmente idiota. - Respondi.

Ele ficou me encarando e logo voltou seu olhar para o portão.

-Vamos logo. – Falou arrumando sua bolsa nas costas.

-Café? Esquina. - Tentei uma última vez.

Mas ele me ignorou totalmente e começou a subir com muita, mas muita facilidade aquele portão.

- Ótimo. - Falei e me aproximei do portão.

Eu consigo, isso não é humanamente impossível, senão ele não teria subido tão facilmente. Segurei nos detalhes e agradeci mentalmente por minhas mãos serem pequenas, consegui segurar firme e subir como ele. Só que mais lento.

Assim que cheguei lá em cima, ele já havia descido do outro lado e estava me encarando. Aquilo era bem mais alto olhando de cima.

- Travou?- Ele perguntou.

-Ah, cala boca. - Falei irritada. – Não me desconcentre.

Joguei as pernas para o outro lado e procurei algum apoio no pé, assim que senti comecei a descer devagar. Eu estava indo muito bem, quando papai souber disso ficara orgulhoso. Sorri mentalmente. Senti meu pé escorregar, com o impacto soltei o portão e cai, mais não aconteceu à queda que eu esperei. Senti as mãos do idiota na minha cintura.

Ele me segurou? Sério isso? Se fosse comigo eu deixaria ele se esborrachar naquele chão. Olhei para ele e me afastei.

- Mas é uma inútil mesmo. – Falou e saiu andando.

- Inútil? – Falei alto.

Ele virou em minha direção com o olhar assustado.

-Shiuuuu!- Levou seu dedo indicador nos lábios.

Olhei para os lados. Por que eu não posso falar alto? Corri até ele.

-Por quê?- Perguntei baixo.

Ele revirou os olhos e continuou andando.

-Por quê?- Perguntei alto para provoca-lo.

Ele virou rapidamente e voltou até mim.

-Cala boca garota, a escola tem segurança. - Falou.

Arregalei os olhos, sério isso? E ele me fala isso agora? E se nos pegarem? Virei e voltei para o portão, eu não posso ficar aqui mais nenhum segundo. Senti ele segurar a alça da minha bolsa.

-Já que está aqui idiota, não adianta voltar. – Falou.

Respirei fundo e fechei as mãos para não acertar um tapa nele.

- Adianta sim, já que não nos pegaram ainda. – Falei. – Se não quiser ser expulso da escola, vamos naquele café comigo. – Virei e continuei andando.

- Não. - Me segurou novamente. – Eu não irei a café nenhum. - Falou me puxando.

Como ele me puxou pela alça da bolsa, eu não consegui segurar o corpo e assim deixei que me arrastasse.

-Se nos pegarem... – Comecei.

-Deixa de ser medrosa. - Falou entrando em uma porta.

Como ele esta enxergando? Eu não estou vendo nada. Senti ele se afastar e do nada tudo clareou. Estávamos em uma salinha pequena.

- E você acha mesmo que os seguranças não irão ver essas luzes acesas?- Perguntei colocando a mão na cintura.

Ele me ignorou novamente e sentou em um dos sofás.

-Vamos acabar logo com isso. – Falou. - Ficar com você me deixa irritado.

Sorri soprado e suspirei.

-Esta ai uma coisa que nós dois entendemos muito bem. – Falei me sentando no sofá que ficava de frente com ele. – Sinto o mesmo, você me irrita demais.

Tirei as coisas da bolsa, inclusive o caderno da Jinna que esse idiota mandou para longe na aula de hoje. Fizemos tudo em silêncio, ele parecia bem concentrado. Acho que a escola é importante para ele como para o restante dos alunos.

- Vamos terminar essa parte outro dia. - Falou guardando suas coisas.

-Mas eu não pulo esse portão nunca mais. - Falei. – O próximo será no café. – Falei colocando minha bolsa nas costas.

Ele me olhou irritado e saiu andando. Apagou as luzes antes mesmo de eu sair da sala. Mais que... Respirei fundo, eu jamais deixarei minha amiga ficar com esse babaca. Sai da sala e vi que ele já estava perto do portão pronto para começar a subir. Arregalei os olhos quando vi o segurança vindo com uma lanterna.

-Ei. - Gritei meio baixo tentando chamar ele.

Mas ele não me ouviu e começou a subir. Ah meu Deus. Olhei para o segurança, ele estava chegando perto demais. Eu podia muito bem o deixar ser pego e fugir depois, mas e se ele contar que eu estava com ele? O que seria muito obvio. Corri até ele e puxei suas pernas, ele caiu sentando e me olhou nervoso e assustado ao mesmo tempo.

-Olhe ali seu idiota. - Falei apontando para o segurança.

Ele arregalou os olhos e levantou rapidamente, para a minha surpresa ele puxou meu pulso e nos levou atrás de uma árvore gigante.

-Ele... – Comecei.

Ele tapou minha boca e me encostou na arvore. Que idiota. O segurança passou perto de nós, mas não nos viu devido à escuridão. Assim que ele sumiu, mordi sua mão.

- Ai. - Ele exclamou e se afastou.

-Você bateu minha cabeça idiota. - Falei baixo.

Ele me olhou indignado.

-Eu salvei a gente. – Falou nervoso.

-Errado, eu salvei você. - Falei e sai andando em direção ao portão.

Ouvi os passos dele se aproximar.

-Se me morder de novo. – Começou.

Virei e ele quase trombou em mim.

-Vai fazer o que? Você quase foi pego idiota, devia estar agradecido. –Falei e tornei a andar.

Ouvi ele rir soprado. Parei, levei minha mão no rosto.

-Meus óculos. – Falei virando para ele.

Ele balançou o ombro e passou por mim.

-Perdeu. - Falou. – Vamos sair daqui logo.

Eu não posso simplesmente deixar meus óculos aqui.

-Ei. - Segurei sua jaqueta. - Não posso deixar ele aqui, são provas sabia?

Ele levantou sua mão e tirou a minha que ainda segurava sua jaqueta.

-Idiota, você estuda aqui, é normal esquecer ele aqui. - Falou. - Amanhã você pega ele.

Não quero admitir isso, mas ele tem razão. Suspirei e segui ele até o portão.

-Vai na frente. – Falou.

-Por quê?- Perguntei levantando uma sobrancelha.

-Não quero segura-la de novo, você pesa sabia?- Perguntou levantando uma sobrancelha como eu.

Ah não. Pisei com a maior força que eu tinha em seu pé e comecei a subir.

-Ai. - Ele exclamou de novo. – Você é louca menina.

-E você é um idiota. - Falei.

Foi mais fácil sair do que entrar, de cima olhando para dentro é bem mais alto que olhando de cima para fora. Desci com cuidado para não cair de bunda no chão. Olhei para cima e nada do Insuportável. Suspirei. Eu não preciso ficar esperando ele, preciso?

Arrumei minha bolsa nas costas e sai andando. Demorou um pouquinho até eu chegar em casa, já que andei em câmera lenta para sentir o ar gelado da noite. Quando me aproximei de casa vi Jinna sentada em frente a sua casa, quando me viu veio correndo.

-Ai meu Deus. –Falou. - Porque está suja?

-Porque eu pulei um portão Jinna. – Respondi.

-Ele está bem? – Perguntou preocupada.

-Se EU estou bem? – Olhei para ela.

-I-isso... - Sorriu. – Você está bem?

-Estou. – Respondi. – Ele também está!

Ela sorriu, sai andando em direção ao portão da minha casa.

-Nayu! – Ela me chamou e eu parei.

Olhei em sua direção e ela sorriu.

-Muito obrigada. – Falou. – Deve ter sido muito ruim pra você tê-lo que aturar hoje, sei que fez por mim. Por isso muito obrigada! Você é a irmã que eu nunca tive.

Sorri e caminhei até ela. Abri os braços e ela correu me abraçar. Contornei seu corpo e a apertei contra mim.

-Eu ainda irei fazer desistir desse idiota! – Falei em seu ouvido.

Ela penas sorriu.

-Vai me entender quando se apaixonar. – Falou me soltando gentilmente.

-SE eu me apaixonar né. – Pisquei em sua direção e sai andando.

Entrei em casa, papai dormia no sofá. Coloquei minha bolsa ao lado e me aproximei dele.

-Pai... – O cutuquei.

Ele apenas se mexeu um pouco, mas não acordou. Será ruim dormir nesse sofá desconfortável e ter que ir trabalhar amanhã.

-Pai! –Gritei.

Ele abriu os olhos assustados e se sentou rapidamente. Foi maldade, foi! Mas ele vai me agradecer amanhã.

-Cama! – Sorri.

Ele me olhou sonolento, passou as mãos nos olhos.

-Pulou o muro querida? – Perguntou subindo a escada lentamente.

-Pulei pai, infelizmente. – Respondi abrindo a geladeira.

-Se machucou? – Sua voz perguntou perdida no andar de cima.

-Estou bem. – Falei, mesmo sabendo que não me ouviria.

Peguei uma jarra de água e me servi e o virei. Será que aquele babaca saiu de lá? Ele não é tonto o suficiente para ficar naquela escola. Subi a escada e fui para o meu quarto, precisei tomar outro banho. Vesti meu pijama, coloquei meu despertador para tocar e apaguei.

 

...

 

-Pediu para me chamar? – Entrei na sala da diretora.

-Sim. – Respondeu. – Entre.

Assim que entrei vi meus óculos em cima da sua mesa, meu coração gelou. Ai meu Deus, será que alguém nos viu, ou será que aquele idiota não sabe que deve ter alguma câmera por aqui?

-Acharam seus óculos querida. – Falou apontando para o objeto roxo em cima da mesa dela. – Deve tomar cuidado para não perde-lo novamente.

-Muito obrigada. – Sorri, mas por dentro respirava aliviada.

Essa foi por pouco, nunca mais eu entro nessa escola escondida. Esse idiota vai ter que aceitar ir a algum café ou em alguma biblioteca. Sai da sala dela e voltei para sala, com os óculos em meu rosto. Aproximei-me e sentei em meu lugar.

-Pessoal! – O professor nos chamou. – Irei entregar a prova da semana retrasada. Nayu querida, não se preocupe com isso. Os professores estão se arrumando para passa-las todas a você.

Assustador!

Cruzei meus braços sobre o peito e fiquei olhando a sala receber essa tal prova, o insuportável não tinha chegado ainda. O professor apenas colocou a prova dele em cima da mesa e voltou para frente, ele começou a corrigir com os alunos. O ventilador da sala virou em minha direção e eu vi a prova do irritadinho voar para baixo da minha cadeira.

Me inclinei e a peguei. Quando fui coloca-la em sua mesa a nota me chamou muito a atenção. Era um dez! Isso mesmo um dez! Olhei o nome para ver se o professor não cometeu um engano e lá estava ‘Kim TaeHyung’ com uma caligrafia horrível.

-É feio olhar a prova dos outros. – Ele chegou atrás de mim e puxou a folha da minha mão.

-Caiu no chão seu mal agradecido, da próxima vez eu piso em cima!- Falei me arrumando na carteira.

Ele tirou um dez na prova de química! Ele é assim tão inteligente? Ontem eu não notei nada, já que fizemos o trabalho em silêncio. Agora tá explicado o porquê dele ser tão rebelde e um aluno complicado e mesmo assim não ser expulso. Suas notas são excelentes.

-Está atrasado TaeHyung! – O professor gritou.

O mesmo apenas levantou a mão sem olhar pra ele.

-Vejo que já achou seus óculos ridículos! – Falou olhando para a prova.

Virei para encara-lo.

-Ridículo é essa sua cara! – Retruquei.

-Têm quem gosta! – Sorriu ladino.

-Perturbadas! Só pode ser! – Falei e logo olhei para Jinna.

Amiga, por favor! Não seja umas dessas perturbadas. Eu irei tira-la desse mal caminho, nem que seja a última coisa que eu faça.

As aulas passaram voando e o sinal para o intervalo já estava tocando. Sentei ao lado de Jinna que estava entretida em uma conversa com Malu.

-Ei! – A cutuquei e ela me olhou. – Não me disse que o insuportável é inteligente.

-Disse sim! – Falou sorrindo.

Ótimo, eu e essa minha memória genial.

-Mas é mesmo? – Perguntei.

-Sim, até mais que o Kook. – Respondeu.

Woow, essa é nova. Kook é o garoto número um da escola, como assim mais que o Kook?

-Mas ele não copia matéria. – Falei.

-Porque ele não precisa! – Ela sorriu. – Ele decora tudo o que ouve.

-Alguma coisa boa tinha que ter, porque senão, coitado. – Falei me arrumando no banco.

-Dê quem estão falando? – Malu perguntou.

-Do Tae. – Jinna disse animada.

Malu e seu namorado Hoseok são da sala ao lado. Notei ele andar com Kook e o insuportável, junto também tem um menino um pouco mais baixo que eles, Jinna me disse que chama Jimin. Que também é da sala ao lado.

-Ele ficou em primeiro? – Ela perguntou.

-Não, seu comportamento em sala de aula o impede de entrar no quadro. Senão seria o primeiro sem duvida. – Jinna respondeu sorridente.

Isso era mesmo surpreendente. Suspirei e me levantei do banco.

-Vou ao banheiro. - Falei e sai andando.

Elas concordaram com a cabeça e sorriram. Mesmo sendo inteligente, ainda não merece Jinna. Onde fica o banheiro mesmo? Olhei para os lados, os corredores são todos iguais. Virei em um e subi uma escada qualquer. Pra que tantos andares em uma escola?

Assim que cheguei lá em cima vi o idiota encostado na parede com as mãos no bolso, tinha uma garota em sua frente. Parei e encostei na parede antes de subir.

-Eu te amo, é sério! – A menina falava.

Levei a mão a na boca para não rir. Tai uma perturbada.

-Me ama? Mas nunca falou comigo. - Ele falou desanimado.

Nossa, que grosso. O que você queria né querida? Não conhece a peça?

- Amo sim. – Ela falou um pouco desesperada. – Quero que saia comigo!

Cogitei sair dali, mas eu queria muito ouvir sua resposta.

-Não. – Respondeu seco, tipo muito seco.

Ela saiu correndo, pude a ouvir chorar. Sério isso? Chorar por causa dele?

-Vai ficar ai até quando? – Me assustei quando o vi no topo da escada.

Droga!

-Que eu saiba todos os lugares dessa escola são permitidos para os alunos. – Falei subindo. – Eu ainda tive a descência de não atrapalhar. – Falei e comecei a rir.

Eu não sei o que deu em mim, mas eu comecei a rir tanto que foi necessário parar para eu recuperar o meu folego.

-Qual é a graça quatro olhos? – Ele perguntou descendo.

-Tai um perturbada. – Respondi limpando os olhos.

- E você é uma sem noção. - Passou por mim.

Segurei seu braço.

-Ei. - O chamei. – Onde fica o banheiro? – Perguntei.

- A primeira as direita. – Sorriu e saiu.

O que foi esse sorriso? Ah, ignorei e sai andando, virei as direita e lá estava a porta do banheiro. Corri e entrei. Arregalei os olhos.

Tinham muitos meninos se trocando, pareciam ser do time de futebol da escola. Todos eles pararam o que estavam fazendo e ficaram me encarando, alguns seminus, outros literalmente nus. Ótimo, banheiro masculino. Eu mato aquele idiota. Levantei a mão e sorri me virando lentamente.

-Me desculpe me desculpe. - Falei e sai.

Mas que menino sem noção, como pôde me mandar para o banheiro masculino? Encostei na parede e soltei o ar, que vergonha meu Deus.

-Ei, enlouqueceu menina?- Um menino saiu do banheiro.

- Me desculpe. – Fiz uma reverência. – Eu sou nova aqui.

-Não viu a plaquinha? – Apontou para uma placa que dizia “Banheiro Masculino”.

Olhei para ele e neguei com a cabeça.

-Tudo bem. – Sorriu. - Eu sou Namjoon, capitão do time.

-Muito prazer, eu sou Nayu.- Falei.- Me desculpe mesmo, pedi informação para um menino e ele certamente não gosta de mim.- Sorri.

Ele sorriu. Meu Deus, ele era muito alto e lindo. Como diz Jinna, uma graça!

-Onde fica o banheiro feminino?- Perguntei.

- Fica do outro lado. - Respondeu.

-Obrigada. - Sorri e sai correndo.

Quem demora três horas para achar o banheiro? Eu mesma. Usei e sai correndo em direção à sala, a aula já tinha começado. Entrei pela porta do fundo e me sentei sem o professor me ver.

- Se divertiu?- O insuportável perguntou.

Olhei para ele nervosa.

-Você é um...

-Cuidado com as palavras. - Ele me cortou sorrindo.

- Como pode fazer aquilo? – Perguntei. – Se sentiu mal por eu chamar sua admiradora de perturbada?

Ele fechou os olhos e sorriu.

-Claro que não. - Respondeu.

-Idiota!- Falei e virei para frente.

Ele deitou sobre os braços como sempre e dormiu. Como consegue ser tão inteligente dormindo desse jeito? Dormiu o restante das aulas sem ao menos se mexer. Quando o sinal bateu, ele levantou devagar e começou arrumar suas coisas. Terminei de arrumar minhas coisas quando fui sair ele me segurou.

-Ei. - Falou.

-O que foi? – Puxei meu braço do seu aperto.

-Precisamos terminar o trabalho hoje, não terei mais tempo depois. - Falou.

Suspirei.

- Ok senhor ocupado. – Falei. - Mas esse portão eu não pulo de novo.

Ele pensou um pouco e ficou em pé.

-Então vamos começar já. - Falou.

-Agora? – Perguntei.

-Isso, agora. - Respondeu me puxando.

- Ah, mais eu quero descansar. - Falei reclamando.

Com certeza Jinna e Kook estão me esperando no portão. Acho que entenderão se não me virem sair. Nossas casas são bem perto daqui, não têm porque eu ficar preocupada com eles.

-Acredite, eu quero tanto quanto você. – Falou entrando na biblioteca.

Respirei fundo e me sentei na mesa de frente com ele. Melhor terminar isso logo para não precisar aturar mais esse garoto. Tirei as coisas da bolsa e ele fez o mesmo.

-Meu Deus. - Falei depois de algumas horas. - Sua letra é horrível.

- Cala boca. –Ele falou. - Estou até caprichando.

Comecei a rir. Ele levantou a cabeça e arqueou uma sobrancelha como eu sempre fazia com a minha.

-Tem como parar de fazer barulho idiota? – Falou nervoso. – Estamos em uma biblioteca.

-Me desculpa. – Abaixei a cabeça entre o braço e segurei o riso ali.

Eu já tinha escrito a minha parte, só faltava a dele. Eu disse que o trabalho ficaria comigo já que ele sempre está atrasado. Abri os olhos e levantei a cabeça assustada.

Eu dormi?

Olhei para os lados, estava tudo escuro e o trabalho fechado na minha frente. Ele foi embora sem me chamar? Eu não acredito nisso. Comecei a guardar as coisas. Não existe pessoa mais idiota que ele. Senti meus olhos arderem de raiva.

Levantei e coloquei minha bolsa no ombro e sai correndo. Será que fecharam a escola? Senti trombar em alguém com tudo e ser jogada para trás com força.

-Ai. – Exclamei me sentando.

-Você é idiota?- Ouvi a voz dele.

Levantei a cabeça. Era ele.

-Ué! – Falei. – Não foi embora? – Perguntei.

- Olha a minha água. - Falou impaciente.

Olhei para o lado e vi um copo de água espalhado no chão.

- Foi buscar água para beber? – Perguntei.

- Claro que não. –Respondeu. – Quem bebe água nesse copinho?

Inclinei a cabeça, ainda sentada no chão.

-Então...

- Fui buscar para acordar você. - Falou indo até sua bolsa, eu não a vi ali quando acordei.

Ah, mas é claro.

-Você iria me acordar com água? – Perguntei me levantando. – Não sabe cutucar não?

-Uhum... – Respondeu passando por mim. – Estou indo embora.

Corri atrás dele, a escola já estava fechada?

- Já fecharam a escola? – Perguntei.

-Não sei. – Respondeu. –Por isso que vou direto para o portão do fundo.

-O que? – Perguntei. – Eu não quero ter que pular ele de novo. – Falei.

-Faça o que quiser. – Falou virando em um corredor. –Só não me atrapalhe.

Parei e suspirei. Como eu queria bater nele, isso iria me fazer tão bem. Mas eu irei para o portão do fundo também, não tem jeito. Vou ter que pular ele de novo. Assim que chegamos lá ele parou.

-O que foi? -Perguntei. – Quer que eu vá na frente de novo?

Ele olhou para mim e depois para minha bolsa.

-Pegou o trabalho né? –Perguntou.

Balancei a cabeça e sorri.

-Acho que sim.

Eu acordei tão assustada que eu não me lembro de ter posto ele na bolsa.

-Você acha? –Ele perguntou passando sua mão no cabelo.

- Calma nervosinho. – Falei. - Me deixa ver.

Abaixei-me no chão e comecei a procura-lo. Não estava ali.

-Está aqui. – Falei ficando em pé.

-Mentirosa. – Ele se aproximou de mim.

- É verdade! – Falei. – Vai, pula logo esse portão.

Ele ficou me encarando e eu fingi demência.

-Se está falando. –Virou e começou a subir o portão.

Quando ele chegou lá em cima eu virei e sai correndo em direção à biblioteca de novo. Eu jamais contaria que eu não estava com ele, pra quê? Para ele brigar comigo? E com razão? Nunca! Entrei correndo na sala, e lá estava ele, em cima da mesa. Coloquei na bolsa as pressas e sai correndo. Quando cheguei no portão ele não estava mais em cima dele.

Posicionei-me e comecei a subir. Minha bolsa estava um pouco mais pesada do que ontem. Hoje eu estava com todos os matérias, ontem era apenas o necessário. Um pouco mais de esforço cheguei no topo.

- Você é muito idiota. – Ouvi.

Olhei para baixo, ele estava sentado no chão.

- Está aqui ainda? –Perguntei. –Desgruda filho. - Abanei a mão no ar.

Ouvi ele sorri e ficar em pé.

-Você mente que ‘nem’ uma mula. – Falou. – Achou mesmo que eu não sabia que o trabalho não estava com você?

Revirei os olhos.

- Agora está comigo. – Falei jogando as pernas para o outro lado. – É o suficiente!

Ouvi ele suspirar.

-Pega minha bolsa. – Joguei nele.

Ouvi o impacto dela cair no chão. Olhei para baixo indignada. Ela caiu no chão, ele não pegou. Estava com as mãos no bolso sorrindo.

-Eu te odeio sabia?  - Perguntei.

- Não mais do que eu! – Respondeu.

Revirei os olhos e desci com mais facilidade sem a bolsa nas costas. Cheguei lá em baixo, peguei minha bolsa e joguei nas costas.

-Pronto. – Falou. – Não precisamos aturar mais o outro.

- Você que pensa. – Falei. – Esqueceu que eu sento ao seu lado?

Ele revirou os olhos e saiu andando. Segui o mesmo caminho já que minha casa fica na mesma direção. Mas mantive distância dele. Ele estava com as mãos no bolso e olhava para o chão. Tirando o fato dele ser um garoto babaca, ignorante e insuportável. Ele também é misterioso, não dá para saber o que se passa na cabeça dele.

- Até amanhã irritadinho. – Falei virando para a rua da minha casa.

-Quatro olhos. - O ouvi falar e virar para o caminho da sua casa.

Assim que cheguei em casa entrei, vi o papai fazendo alguma coisa na cozinha. NA MINHA COZINHA. Coloquei a bolsa no sofá e corri até ele.

- Pai, o que está fazendo?- Perguntei.

Olhei para os lados, estava tudo muito bagunçado. Panelas sujas faziam pilhas dentro da pia e coisas que eu não sabia o que é, estavam espalhadas no chão.

-Ah, estou cozinhando. – Sorriu. – Ou melhor, tentando.

Suspirei e peguei a panela da sua mão.

-Eu vou tomar um banho e já faço o jantar. – Falei.

-Eu queria fazer uma surpresa para você, mas não deu muito certo né? – Sorriu.

Sorri e beijei sua bochecha.

-Não deu mesmo. - Falei indo até minha bolsa.

A peguei e subi a escada. Tomei um banho, coloquei uma roupa confortável e desci. Ainda não acredito que estou com o trabalho feito, e ele é para semana que vem ainda. Preparei o jantar e comemos juntos como sempre.

-Está uma delicia. – Papai elogiou como sempre.

Sorri e fui lavar a louça. Assim que terminei subi para o meu quarto, tirei o trabalho da bolsa, estava um pouco amassado por colocar na bolsa as pressas. Coloquei ele em uma pasta e guardei. Deitei na cama e fechei os olhos, não sei quem me deixa mais cansada, se é a Jinna ou aquele insuportável.

 

...

 

Acordei, preparei o café para o meu pai e sai de casa. Hoje a primeira aula seria educação física, eu precisava chegar cedo para me trocar à vontade e sem pressa.

-Nayu. – Ouvi Jinna correndo em minha direção.

Virei e esperei ela, estava sozinha.

-Cadê o Kook? – Perguntei.

-Ele vai depois, está resolvendo não sei o que. – Respondeu.

Continuamos andando e logo chegamos à escola. Subimos, Jinna foi direto para o vestiário feminino e eu a segui. O uniforme de educação física era muito confortável, era todo moletom, tanto a calça como a jaqueta. Nos vestimos e fomos para a quadra.

Eu sempre fui boa em esporte, eu amo pratica-los.

-Vamos começar com um aquecimento. - O professor entrou na quadra.

Vi Kook entrar junto com o insuportável. Estavam de moletom como nós, só que neles parecia muito melhor.

-Venham meninos, o aquecimento começou. – O professor os chamou.

Como esperado, aquele idiota ignorou o professor e foi sentar na escada da arquibancada, apoiou sua cabeça no degrau de cima e fechou os olhos. Vi o professor suspirar e abaixar a cabeça. Kook se aproximou de mim e Jinna e nos acompanhou no aquecimento.

-Oi Nayu! – Kook me cumprimentou.

-Oi. – Sorri pra ele e o mesmo abaixou a cabeça rapidamente.

Começamos a correr em volta da quadra. Parei de frente com ele.

-A princesa tem medo de bola? – perguntei.

Ele abriu os olhos lentamente e me encarou.

- Por quê? Vai se jogar em mim?- Perguntou sorrindo de lado.

- FILHO DA... - Comecei.

- Nayu! – Jinna gritou.

Olhei para ela indignada.

-E-ELE ME CHAMOU DE GORDA! – Falei alto.

Ouvi ele sorrir.

-Eu não disse isso. – Falou voltando a deitar sua cabeça.

Ah, mas eu irei acertar uma bola nele, nem que seja a última coisa que eu faça nessa aula.

- Você o provocou Nayu. –Jinna falou ao meu lado.

- Vai ficar do lado dele sua traidora? –Perguntei.

Ela sorriu.

- Claro que não. – Falou me abraçando.

Começamos os jogos, o professor separou o time igualmente, começamos com a queima. Depois o vôlei e depois futebol, estávamos sem ar.

-Descansem. – O professor falou.

Caminhei até o banco e me sentei. Jinna veio e sentou ao meu lado. Kook subiu e sentou ao lado do idiota.

-Na verdade ele é muito bom nos esportes. – Jinna disse olhando pra o irmão se sentando ao lado desse garoto chato.

-Não perguntei nada. – Falei bebendo água.

-Ele nunca participa das aulas, mas quando joga no campeonato ninguém o segura. – Ela insistiu em continuar falando dele.

Abri os olhos e o encarei, como pode ser tão preguiçoso e ao mesmo tempo conseguir ser tão bom em tudo que faz? Não faz sentindo, a terra deve girar ao contrário pra ele, não é possível.

-Perdeu alguma coisa aqui quatro olhos? – O ouvi perguntar e notei que o olhava enquanto pensava.

-Estava procurando seu senso. – Respondi.

Ele sorriu soprado e voltou a falar com o Kook.

Minha ideia de acerta-lo com a bola não funcionou, a aula passou muito rápido que acabei me esquecendo. Preferi me divertir do que perder o tempo com ele. Voltamos para o vestiário para nos trocar.

-Você joga muito bem Nayu.- Uma menina na qual eu não sabia nome se aproximou de mim.

-Obrigada, sempre gostei de esportes. - Falei sorrindo.

-Você podia participar de campeonatos com a escola sabia? – Uma segunda menina se aproximou.

-Quem sabe. - Falei abrindo meu armário.

Jinna ouvia aquilo sorrindo, ela era péssima em esporte. E sempre adorou me ver jogando, tentei ajuda-la muitas vezes, mas não da não, quando essa menina corre parece que vai cair a qualquer momento, eu tenho medo.

-Pensa bem. - Falaram e saíram se arrumar também.

A ideia não era ruim, mas eu não queria me responsabilizar com algo na minha primeira semana aqui.

-Você devia entrar. - Jinna falou quando entramos na sala.

-Vou pensar. – Falei desanimada, estava muito cansada. Não devia ter me esforçado tanto.

Fui para o meu lugar e me sentei, deitei a cabeça nos braços e fiquei ali esperando a professora.

-Nayu...NAYU! – Levantei a cabeça assustada. -Levante a cabeça menina. – Era a professora.

Eu dormi? Olhei em volta, estavam todos me encarando inclusive o infeliz ao meu lado. Fiquei em pé.

-Me desculpe professora. – Fiz uma revência.

-Tudo bem, só fique acordada agora. – Falou voltando sua atenção ao quadro negro.

Sentei-me devagar e apoiei a cabeça nas mãos, meus olhos estavam pesando toneladas. Porque eu estava com tanto sono? Senti minha cabeça pesar e cair, a segurei no ar rapidamente, mas meus óculos caíram do meu rosto e foi para embaixo da cadeira do idiota.

Olhei para ele, estava como eu. Apoiava sua cabeça nas mãos e parecia rabiscar alguma coisa na carteira.

-Ei. - O chamei.

Notei ele me olhar de canto, mas logo voltou sua atenção para o seu rabisco. Fechei os olhos e respirei fundo.

-Meus óculos, pega para mim fazendo favor! – Falei baixo, mas o suficiente para ele ouvir.

Ele tirou sua mão do rosto e olhou para mim. Acenei com a cabeça onde estava o meu óculos. Ele olhou na direção deles, mas não pegou. Abaixou sua cabeça entre os braços como sempre fazia.

Ah, sério isso? Levantei-me devagar e me abaixei ali para pega-lo, quando fui alcançar meus óculos ele levantou a cabeça e me encarou. Levantei meu olhar e encarei de volta, eu estava de joelhos ao seu lado. Esperei alguma ofensa da parte dele, ou alguma patada, mas não falou nada. Peguei meus óculos e voltei para a cadeira.

Estranhamente não falamos nada dessa vez, apenas nos encaramos. Olhei para ele e o mesmo já estava com a cabeça de volta nos braços. Voltei minha atenção para a professora, terminamos nosso dia daquele jeito, sem nenhum olhar para o outro ou até mesmo provocar.


Notas Finais


É isso ^^

Espero que estejam gostando!
Comentem o que estão achando.

Beijos e até o próximo.


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