História I Hate You, I Love You (XiuChen) - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Chen, Lay, Personagens Originais, Suho, Xiumin
Tags Chen, Chenmin, Exo, Exo-cbx, Gay, Jongdae, Junmyeon, Kim Jongdae, Kim Junmyeon, Kim Minseok, Lay, Lgbt, Minseok, Suho, Sulay, Xiuchen, Xiumin, Yaoi, Yixing, Zhang Yixing
Visualizações 21
Palavras 1.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nada a declarar, somente uma boa leitura.

Capítulo 1 - Ha-na


Fanfic / Fanfiction I Hate You, I Love You (XiuChen) - Capítulo 1 - Ha-na

D O Z E   A N O S   A T R Á S

Não era a primeira vez que Kim Minseok fugia aos prantos para salvar a sua pele. Na verdade, nem a segunda, nem a terceira... nem mesmo a vigésima sétima vez. Já passara da meia-noite, o sereno era perceptível, e o menino corria desesperadamente pelo asfalto à procura de socorro. Qualquer alma viva, bondosa e gentil que pudesse ajudar um pobre menino de dez anos que encontrava-se totalmente violentado.

O motivo de o pequeno garoto estar em desespero e prantos era simples: mais uma vez, sofrera abusos físicos de seu padrasto. O desgraçado não sentia-se completo em já maltratar a mãe de Minseok ㅡ que não fazia nada, por sinal, considerando que esta vivia do dinheiro de homens com quem tinha relações frequentemente ㅡ, achava muito mais divertido e excitante espancar um garotinho que em nada havia relação com sua ira e vontade de maltratar as pessoas.

Donghwan estava à procura do menino desde que o pequeno havia fugido de casa. Ele não se permitia ignorar algo que julgava uma "crise de pirraça" vinda do enteado, e ele faria o impossível para encontrá-lo, e, logo em seguida, educar-lhe da maneira mais cruel possível.

Minseok não desistiria, pois sabia o que estava por vir caso Donghwan o encontrasse. Ele o espancaria como se fosse um mísero saco de pancadas ㅡ não que o pequeno Kim fosse algo diferente na visão do padrasto. Quando embriagava-se, Donghwan saía totalmente do controle. E era assim que o mais velho encontrava-se no momento, inconsciente e sádico.

Kim pausou sua corrida ao chegar na beira de um asfalto, onde pôde perceber que não havia carros passando frequentemente como houvera mais cedo. Isso deu-lhe segurança de não precisar olhar para os lados ao atravessar a rua, e prosseguiu com a corrida, logo parando do outro lado do asfalto.

Minseok não possuía a capacidade física de uma pessoa adulta, e tivera que cessar com os movimentos ao chegar ao outro lado da rua. O menino ofegava. As lágrimas insistiam em escapar dos olhinhos pequenos e puxados do garotinho de dez anos, e ele não pudera evitar que estas caíssem. Hematomas e arranhados marcavam seu corpo, e o menino nem percebera que uma pequena quantidade de sangue escorria de seu nariz.

"Donghwan é mesmo um covarde!", pensou Kim Minseok, ainda aos prantos.

Um feixe de luz vindo do lado direito da estrada chamara a atenção do pequeno Kim, que ao direcionar seu rosto ao asfalto vira o que julgara ser a imagem mais aterrorizante possível.

Park Donghwan.

O homem ofegava. Mas em seu rosto havia um sorriso, como se houvesse conquistado uma vitória. E o que era seu prêmio? Fácil: o pequeno Kim Minseok.

O menininho arregalara os olhos ao ver Park, mas não conseguiu sair do lugar para correr. Estava em choque, por alguma razão que o pequeno incompreendia. Era como câmera lenta na visão de Minseok, mas o Park aproximava-se em uma velocidade absurda.

Nessa mesma hora, o suposto feixe de luz que vinha do farol de um carro preto cobriu o menino de atenção, e este desviou seu foco do mais velho para o automóvel que se aproximava. Donghwan, não; ele manteve-se concentrado totalmente no menino que estava do outro lado da calçada. Tão concentrado, que não percebera que o automóvel passava pelo asfalto enquanto Park corria na direção de Minseok.

E foi justo nesse momento em quem Park Donghwan encontrava-se gravemente ferido no meio da estrada, vítima de um atropelamento.

O corpo do homem não se movia, e instantaneamente um casal de adultos saíram do carro com o propósito de ajudar o homem caído no chão. Minseok acreditava que Donghwan havia virado um cadáver, já que seu corpo não demonstrava nenhum sinal de vida.

Logo, o menino aproveitara a oportunidade para continuar a correr.

¤

Bater diversas vezes no portão daquele lugar não resultara em nada. Já deveria imaginar que em plena madrugada as pessoas não dariam atenção a quem estivesse no portão de sua casa. Era tão tarde, e perigoso. Poderiam imaginar que o pequenino fosse mais um louco a procura de uma paz para atormentar.

Mas não era, ele pensou. Era apenas um garotinho indefeso, e realmente necessitava da ajuda de alguém. Não tinha mãe, não tinha pai, ou se quer uma família. Aquela era sua última esperança.

Mas a porta não se abrira.

Minseok sentara-se em um dos degraus que se encontravam em frente ao grande portão, e logo começou a sentir as lágrimas descerem. Não era para ser dessa forma. Era injusto para com o menino, que mal havia completado seus dez aninhos de idade, e já tinha de lidar com seríssimos problemas sem a ajuda de ninguém. Ele sentira um grande peso nas costas, este que teria de carregar consigo pelo resto da vida. Esse peso era a responsabilidade de manter-se... vivo, na medida do possível.

Era muito injusto. Minseok tinha somente dez anos!

ㅡ Por que comigo? ㅡ Ele soltou, por entre as lágrimas. Seu pescoço encontrava-se encurvado na direção do chão, e suas mãozinhas cobriam-lhe a face. ㅡ Qual o meu problema? Por que isso sempre acontece comigo?

Aquilo lhe corroia internamente, e algo dentro de si o fazia pensar que a razão de tudo aquilo era... ele. Mas não fazia sentido. O que um pobre menininho faria de tão mal que prejudicasse a vida de alguém?

E por incrível que pareça, a porta atrás de si, a qual o menino apoiara-se para chorar, havia sido aberta, revelando uma jovem que aparentava ter pouco mais de vinte e cinco anos. Um simples agasalho de uma tonalidade rosa pastel tricotado à mão envolvia e aquecia seus membros superiores, e era possível notar o quanto a mesma parecia cansada.

ㅡ O que faz aqui, garotinho? ㅡ A mulher perguntara, fazendo com que Minseok levasse um leve susto com sua ação.

Seria possível que um anjo tivesse ouvido suas preces? O pequeno Kim levantou-se rapidamente, encarando a face da jovem moça, que aparentava estar incrédula com o estado físico e sentimental de Minseok.

ㅡ E-eu... preciso d-de... a-ajuda... ㅡ ele respondeu, entre soluços. ㅡ Por favor...

Automaticamente, a mulher a qual Minseok desconhecia o nome permitiu a passagem do mesmo nos interiores da residência, permitindo que o menino ficasse seguro ao menos aquela noite.

Era realmente inacreditável saber que uma doce criança havia passado por tanto sofrimento ao longo de sua vida. Era simplesmente... injusto, e não havia outra palavra para descrever a situação. Mas, por ser uma criança, Minseok não se abalava totalmente. Ainda que o desespero e a tristeza estivessem presentes em sua vida, para ele era algo momentâneo. Kim sempre mantinha um sorriso no rosto, e era isso que o fazia ter disposição para se levantar diante dos problemas da vida.

Kim Minseok era um menino puro.


Notas Finais


~ Gabs


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