História I know he's married - James Rodríguez - Capítulo 5


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Categorias Cristiano Ronaldo, Francisco "Isco" Suárez, James Rodríguez, Luka Modric, Marcelo Vieira, Marco Asensio, Sergio Ramos, Toni Kroos
Personagens Francisco Román Alarcón Suárez, James Rodríguez, Marcelo Vieira, Marco Asensio, Personagens Originais, Toni Kroos
Tags Adultério, Copa Do Mundo, Futebol!, James Rodriguez, Marco Asensio, Nick Slater, Real Madrid
Visualizações 676
Palavras 6.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hola mis amores, depois de muitos pedidos...aqui está o capítulo que já começa com briga bebês.

Capítulo 5 - Orgulho ferido


Acho que tenho que te devolver ao seu técnico — falei e ele sorriu matreiro. 

— Já está querendo se ver livre de mim, Mia? 

— Não sei até quando vou aguentar com você tão perto sem poder te tocar, então... — aquela risada gostosa preencheu meus ouvidos e os pelos da minha nuca se eriçaram.

— As vezes ser gostoso é difícil — comprimi os lábios.

Põe gostoso nisso! 

Pedi a conta e como meu celular havia descarregado, eu pedi um taxi. Seguimos até o hotel onde eles passariam a noite aqui na capital, amanhã pela manhã voltariam a Cotia, no centro de treinamento do São Paulo, residência dos colombianos durante a copa. 

— Então, está entregue a sua casa — anunciei quando o taxi parou na parte de trás do hotel. Haviam emissoras gravando na frente e alguns torcedores também, então o deixar ali seria como atirar carne aos leões famintos. Imagino até as manchetes: James Rodríguez chega tarde da noite em hotel na Grande São Paulo, onde será que o jogador esteve durante toda a noite? 

— Eu te convidaria para subir, mas infelizmente eu divido quarto — eu ri e fiz cara de fofura.

— Own... — ele sorriu sem graça. — Não tem problema, você precisa descansar — James se aproximou devagar e despejou um beijo doce nos meus lábios. Eu segurei seu rosto e retribui o beijo. 

— Nós vemos semana que vem? — Anuí.

— Vou contar os minutos — sorri e selei nossos lábios novamente. 

Mas, de repente, ele se fasta mais um pouco e leva as mãos a barra da camisa a tirando. Fico estática com a visão do seu abdômen. Jesus coroado. 

— É para se lembrar de mim — me entregou a camisa com seu nome. Sorri e ele despejou um beijo na minha bochecha. 

James saia do taxi quando eu gritei pela janela.

— Treine muito, Rodriguez. Quero uma vitória no próximo jogo — ele riu e piscou. 

Voltei para casa de Hugo mas nuvens, nem senti a viagem já que minha cabeça viajava nas cenas e em todo o que aconteceu hoje. Que loucura meu Deus! 

Bufei contra as mãos no rosto e deixei um sorriso bobo escapar. Coloquei a camisa dele por cima da minha e senti seu cheiro me envolver. Isso foi real? 

Quando cheguei na casa foi Hugo em atendeu a porta, mas ao contrário do sorriso que imaginei que ele exibiria, ele parece triste. Franzo alguma coisa entrando na cada dele.

— Houve alguma coisa? — Pergunto, ele abre a boca, mas sua resposta é respondida por uma voz que eu conhecia muito bem.

— Acho que você sabe o que houve — Nick se levanta do sofá e vem na minha direção, mas Hugo põe a mão no seu peito o impedindo de se aproximar. — Está até com a camisa dele! 

— Do que está falando? — Senti o ódio estalar nos olhos ele, e pela vermelhidão deles, sabia que tinha bebido. Atrás de Nick vejo as meninas, Am e Giva.

— Do cara casado que você está trepando! — Ele ruge e eu fico estática. Olho para todos e eles abaixam a cabeça. — Vai negar? Vai dizer que eu estou inventando coisas? Porque eu te liguei e seu celular deu fora de área, mas quando cheguei aqui foi fácil descobrir com quem você estava. 

A raiva tingiu minhas bochechas de rosa.

— Eu não sei o que você tem haver com isso, afinal eu não te devo satisfações Nicolas — ele morde o interior das bochechas. 

— O que eu tenho haver com isso? — Ele ri sarcástico. — Sabia que você esta se passando pela vadizinha que ele come para aliviar a pressão? Mas a diferença entre você e uma puta é que pelo menos ela também ganha com isso, ao contraio de você que vai sofrer quando esse cara for embora e voltar para família, porque é isso que ele vai fazer. Ele não vai largar tudo para ficar com você, você é só diversão — eu via o veneno escorrendo pela boca dele.

Minha mão coça, e a medida que a minha raiva aumenta, sinto as lágrimas subirem. 

— Ei! Lave sua boca antes de falar com ela assim, seu babaca — disse Hugo o pegando pela camisa. 

Nick riu, debochando de Hugo, mas o empurrou longe. O fato é que Nick era bem mais forte que Hugo. 

— Você sabe que eu estou certo Hugo. Ela está sendo feita de otária — cospe apontando para mim.

— Porque está tentando me proteger, se você fez o mesmo comigo por tanto tempo? É medo de que ele prove ser melhor que você e você perca a otária aqui? — Ele me fitou o maxilar rijo, os olhos se desmanchando de raiva.

— Eu só não quero que você sofra, Mia — minha vez de rir sarcasticamente.

— Não quer que eu sofra? — Me aproximei dele olhando nos seus olhos azuis. — Tem ideia de como eu já sofri por você? Você não tem o direito de vir aqui e falar essas coisas para mim, porque isso que você diz que James está fazendo, foi você quem fez — ele respira fundo e da passos na minha direção.

— Esse cara pode estar parecendo perfeito agora, Mia. Mas você sabe que o que estou falando é verdade. 

— Eu não sei quem disse para você que eu estava buscando algo sério com ele, e apesar de não ser da sua conta, saiba que eu sei sobre o fato de ele ser casado e sei muito bem o que eu estou fazendo. Não preciso que um hipócrita como você venha me abrir os olhos — Nicolas fica pasmo, eu jamais havia falado com ele assim. Cuspi toda minha raiva dele com uma força que nem sabia que tinha. 

O loiro olha para todos ao seu redor e percebe que não tinha apoio algum, então se vira para mim.

— Espero que seu coração não te traia como ele sempre faz — ele diz com uma certa amargura. Eu forço um sorriso. 

— Não se preocupe, você já foi decepção demais — dou as costas e caminho na direção das escadas. — Ah! E Nicolas? Ele da de dez a zero em você na cama — falo com um sorriso vitorioso, pela primeira vez me sinto superior a ele e isso é tão bom. Mas não espero para ver sua reação subindo para o primeiro andar.

— Nunca pensei que você pudesse ser tão embuste, Nicolas — ouço a voz de Am. 

— Vai embora! — Giva fala. 

Mas quando entro no quarto, toda a minha alegria se esvai e a força das palavras dele me atinge. Então deixo que as lágrimas que segurei durante todo aquele tempo saiam. Abafo um soluço com a mão. 

Já não bastasse ele me fazer sofrer ainda vem jogar na minha cara isso. Pensei em quando eu quis que ele demostrasse essa ciúmes antes e quanto eu sinto raiva por ele fazer tudo isso agora e dessa forma. Senti raiva de mim mesma por já ter gostado dele, por deixar que ele se achasse no direito de falar esse tipo de coisa para mim. 

De repente alguém bate na porta. Am entra quando eu não respondo. Ela caminha até a cama e se sente ao meu lado me puxando para um abraço.

— Ele é um idiota, Mia. Sabe te perdeu e agora vem fazer isso para te ver frágil e fazer você voltar para ele — seus dedos passam pelos meus cabelos. — Pena que ele não pensou em quanto esse discursozinho escroto te afastaria dele. Babaca! Não tem ideia da vontade que tive de bater nele — eu soluço e rio ao mesmo tempo. — Mas me senti vingada em ver o nariz dele com aquele troco e a cara toda roxa, James fez um bom trabalho.

— Ele fez não foi? Em pensar em que eu pensei em sentir culpa por não atender esse idiota — ela limpa minhas lágrimas. — O que ele disse para vocês? 

— Ele chegou aqui transtornado, completamente bêbado fendendo a álcool. Falou que tentou te ligar o dia todo e você não atendia, que queria pedir desculpas, que você não merecia aquilo que ele fez. Perguntou por você e Hugo falou que você não estava. Ele xingou e disse que era mentira, que você que não queria falar com ele e subiu para o quarto de idiota que é. 

" Quando desceu ele olhou para Hugo e disse que viu uma foto dele no estádio então deduziu que você estivesse com James. Foi aí que ele ficou puto e falou que James era casado e tudo mais...minutos depois você chegou."

Respirei fundo.

— Olha Mia, eu não vou te julgar por isso. Só quero que saiba que eu super apoio que você aproveite esse momento, porque ele é um gato, mas acho que você precisa deixar seu coração de lado. Ele é casado e se iludir que ele vai deixar a família é coisa de mulher burra, e você não é burra — suspirei e anui. 

— Eu sei, eu quero mesmo aproveitar tudo isso. Afinal não é todo dia que um jogador cai no nosso colo — ela ri.

— Mas me conta, quero saber de tudo. Vocês já transaram? Porque eu adorei quando você disse que ele era melhor na cama que o Nick — eu sorri e neguei com a cabeça.

— Não, nós nos provocamos muito, mas eu quero ir devagar.

— Só não vai devagar demais, porque se ele for eliminado nessa rodada é bye bye.

— Bate na boca garota! — Ela o fez na brincadeira. 

— Sim, mas me conta, quero os detalhes porra!

Contei tudo para ela que só faltou gritar, mentira, ela gritou mesmo.

— Ele disse que me mandaria os ingressos para o próximo jogo deles. Ou seja, vamos nós ver logo. 

— Ah garota! E ele vai te mandar por onde, email? 

— Não, ele pediu meu número — ela ficou boquiaberta.

— E o que você ta fazendo aqui parada até agora que não carregou esse celular? 

— Deus! É verdade! — Tirei o celular na bolsa e corri até a tomada. 

Minutos depois ele acendeu e trezentas mensagens chegaram. 10 ligações de Nick, ignorei essa. Mensagens da minha mãe perguntando quando eu chegaria, e trezentas mensagens de grupos. Mas a mais recente era de um número desconhecido, a foto era dele com a camisa da Colômbia, provavelmente de um ensaio. 

" Chegou bem em casa? " — Era o que dizia. Sorri.

— Ele falou? Ele mandou alguma coisa? — Am disparava. Eu respondi sem olhá-la:

— Sim.

" Cheguei, e você? Como está seu companheiro de quarto? "

Segundos depois ele respondeu.

" Roncando bem alto, quando cheguei as partidas de vídeo game já haviam acabado. " 

" Sinto muito por isso, aposto que seus amigos sentiram grandemente sua falta. "

" Ainda não conseguiram me tirar da liderança." — Eu conseguia o ver dar os ombros.

" E seu técnico, não te deu uma bronca? " 

" Vou ficar três dias sem sobremesa. " — colocou uma carinha triste. 

" Kkkk, pobre menino Rodriguez. "

" Mas então ficou tudo bem? "

" Ficou, só não posso ser tão inconsequente em sair sem avisar da próxima vez. "  

" Da próxima vez? " 

— Bom, vou deixar você em paz — mandei um beijo para minha amiga. 

" Sexta-feira, após o jogo, se passarmos tenho folga no dia seguinte. Vamos ter tempo. " 

" Dizem que sou pé quente, todos os jogos que fui vocês ganharam." 

" Todos os jogos? Foi em algum jogo além do de hoje? " 

" Fui no primeiro, ou seja, até agora em todos. "

" Temos uma colombiana disfarçada de brasileira. Se ganharmos o próximo jogo você vai virar meu amuleto da sorte. " 

Conversamos até tarde da noite, amanhã o treino era mais recreativo e começaria mais tarde, para eles distanciarem após o jogo. Acabei dormindo com o celular na cara. 

 

Pegamos um voou pela manhã, Am e eu fomos direto para o estúdio. Tomei um banho rápido ao fechar e coloquei meu body, a saia, as meias e a sapatilha. Em uma sala de dez alunas nós fizemos alongamento. Antes que o professor chegasse treinei alguns giros e passos na coreografia da aula passada.

Estávamos montando um espetáculo baseado em um Lago dos Cisnes, mas na atualidade. Ia ser incrível! 

Era um da das histórias que eu mais amava. Seu que é clichê, mas meu sonho sempre foi ser o Cisne em um grande espetáculo. Infelizmente, eu não sou mais uma das bailarinas principais da companhia, já que pela minha lesão eu nunca terei um valor para qualquer outra companhia estrangeira. Então eu vou podia fazer o papel. 

Hoje treinaríamos a parte que Odete descobria a floresta encantada. Eu faria a fada, rainha da floresta, Am era uma das fadas que viviam na floresta e foram transformadas em animais.

O coreógrafo, Mousar, entrou na sala com seu habitual look total preto e aquela cara de mal humor com os cabelos negros alinhavados com fios brancos presos para trás. A nossa preparadora física veio atrás. 

— Vamos garotas! Formação! — Berrou Mousar parando no canto da parede espelhada. — Onde está a meu cisne? — Esticou seu longo pescoço para Paula. 

— Aqui —ela sinalizou, acenando a mão no meio da aglomeração de pessoas, e seguiu para ele.

Observei a cena enquanto me alongava, e não nego, senti inveja dela. Se não fosse minhas limitações, eu poderia estar lá. Eu poderia ser muito mais que o um personagem secundário. Mas ela está em sua total vitalidade, ela é incrível e não duvido que quando os críticos a virem na apresentação ela irá ser convidada para o exterior. Mas dói, porque poderia ser eu.

 

 

— Estou indo, você vai ficar? — Perguntou Bruna, uma das bailarinas.

— Vou treinar os últimos passos — falei e ela sorriu fraco deixando a sala. 

Respirei fundo passando um paninho na testa suada. Depois de andar um pouco para me alongar, iniciei a música e posicionei-me no fundo da sala. Caminhei devagar de olhos fechados, imaginando toda a cena na minha mente. Deixei que meus braços se movessem com leveza quando girei na ponta do pé e parei com a perna reta para trás. 

Senti a música e deixei me levar por ela. Era como se eu levitasse por todo o salão, como se minha alma saísse e flutuasse. 

— A dança do cisne branco — a voz soa atrás de mim e me faz pular de susto. Meu coração disparado enquanto eu me viro para a porta. 

Mousar está parado ali, os braços cruzados no peito estufado.

— Eu só estava... — ele nega. 

— Sabe decorado? — Anui, timidamente. Ele caminhou para dentro da sala, o solado estalando no chão de madeira, então parou na minha frente, a alguns metros. — Comece de de novo, quero ver. 

Hesitante concordei. Ele iniciou a música novamente e eu me posicionei. De olhos fechados, tentei apagar a presença dele e o peso de seu olhar perito. Comecei a dançar, a música e meus sentidos me guiando a cada passo. Quando abri os olhos Mousar me fitava com os dedos acariciando o queixo, o olhar minucioso. Eu girei, uma duas, três, quatro, cinco vezes e parei na posição perfeita, mas minha lesão fisgou e eu hesitei, me desequilibrando por milésimos grandiosos. Senti tudo desmoronar ao meu redor, mas continuei até terminar o ato. 

Quando terminei, encarei seu reflexo no espelho sem esperar por nada. Ele respirou fundo e andou de um lado para o outro, os dedos tamborilando, os olhar vago.

— Você é uma das que mais treina, ouso dizer que sua dedicação é digna de uma bailarina principal de Bolshoi, seus movimentos tem técnica, mas o que exala quando dança é puro talento e paixão — eu respiro fundo, um nó havia se formado na minha garganta.

Mousar nunca foi o tipo de elogia, acho que nunca o vi elogiar alguém em toda minha história aqui. Ele era apelidado de carrasco por muitos, mas eu sempre procurei entender o porque de sua severidade. Ele nunca foi um monstro para mim, porque eu nunca lhe tratei como um.

— Já lhe observei muito garota, você tem tudo o que eu mais prezo em uma bailarina e por mim você seria o cisne, mas não seria justo — o nó aumenta potencialmente. — E você como quase bailarina de carreira entende porque. 

— Eu entendo perfeitamente — seguro toda a emoção dentro de mim. A dor de ouvir aquelas palavras, porque deveria ser imensamente satisfatório, mas que para mim, agora, serviram como um prêmio de consolo, uma menção honrosa.  

Era como se dissesse: Você pode ser a melhor, mas você nunca vai poder vai ser melhor.

— Espero que nunca desista do balé, Mia. Você ainda pode ter um futuro na dança, atrás dos palcos, em salas de aula, mas nunca desperdice seu talento e nem sua vivência no ballet. 

Anuí.

— Obrigada — disse com um sorriso esforçado. Ele anuiu e começou a caminhar para fora da sala

— Ah! E Mia? — Virou-se rapidamente. 

— Sim! 

— Você será a substituta do cisne. 

 

 

 

Segui para o vestiário e tomei um banho quente para relaxar os músculos. Quando terminei vesti minha roupa normal e sentada no banco na frente nos armários ouvi meu celular apitar em cima da bolsa. 

" Filha, como você está? Já chegou? "

" Estou indo para casa agora. "

" Ótimo, fiz seu prato favorito. "

" Como vou manter minha dieta para o espetáculo mãe? "

" Ah garota! Dois ensaios e você perde tudo. " 

Rio.

 

 

— Deus! Você vai ficar rindo para esse celular, ou vai comer? — Indagou minha mãe, impaciente. Ergui o rosto alheia.

— An? — Ela fez cara de tédio. 

— Um dia vou jogar esse celular no inferno Mia! — O aparelho vibrou na minha mão e eu tive que voltar a olhar.

James mandou um foto do amigo dormindo no intervalo entre o treino do campo e o treino da academia para recuperação muscular. Ele estava dormindo sentado, a boca aberta para o lado com a cabeça tombada. Não conti o riso, mas de canto vi minha mãe revirar os olhos. Olhei rapidamente para ela, mas logo desviei para responder o jogador.

— Desisto de você, garota — deixei o celular na mesa e levei o garfo a boca.

— Está uma delícia, mãe — ela ergueu a sobrancelha e sorriu amarelo. 

— Vai ficar viajando esse mês todo? Quase não te vejo em casa — engoli e limpei a boca com o guardanapo de pano. 

— A senhora também está viajando nos dias semana, a culpa não é só minha.

Minha mãe era consultora em hotelaria, e digamos era ela era muito boa com isso, então tínhamos uma boa condição financeira. Já meu pai...bom, esse praticamente não existe. 

— Sabe que estou trabalhando — eu sorri fraco.

— Eu sei mãe, não estou reclamando. Mas em falar em viagem... — dou um gole no suco. — Vou viajar sexta para Fortaleza. 

— Fortaleza? Assim do nada? — Dou de ombros.

Eu adoraria contar tudo para minha mãe, mas eu tenho medo da sua reprovação. Apesar de nós sermos muito amigas e justamente por isso, eu morro de medo de decepciona-la. 

— É só uns dois dias, volto domingo de manhã.

— Volte direto para o aniversário do seu avô, ou você esqueceu? 

Esqueci! 

— Claro que não, estava pensando em trazer algo que lá para ele — levei o garfo a boca novamente. 

— Ótimo, é uma boa ideia — o celular dela apitou e ela suspirou. — Tem algo para mais tarde? 

— Não, vou ficar por aqui hoje.

— Quer ir ao cinema? Tem um filme ótimo em cartaz — anuí. 

— Vamos! — Ela sorriu e se levantou levando o celular ao ouvido.

Voltei a olhar para o celular e respondi as mensagens de James e desejei um bom treino. 

 

A cada vez que conversava com James eu me sentia mais próxima a ele, como se nos conhecêssemos a anos. Comecei até a aprender suas manias, o que é estranho para tão pouco tempo de convívio. Mas ao mesmo tempo que eu me deixava aproximar dele algo me puxava para longe. As palavras de Nick pesaram muito para mim e por mais que eu o odiasse por aquilo e não quisesse ver sua cara pintada de ouro ou cravejada de diamantes, eu sentia que ele tinha razão em alguns pontos. Meu coração era mole e eu me apaixonava fácil. Então talvez seja hora de guarda-lo bem no fundo, e deixar o cérebro comandar. Talvez fosse o meu maior desafio. 

A semana foi incrível, as férias começando com o pé direito. Os ensaios rendendo, as caminhadas na praia pela manhã. Minha mãe esteve muito mais presente esse dias, até cancelou uma reunião para ficarmos em casa cozinhando. 

Na quinta eu arrumei uma pequena mala, só com o necessário. O jogo seria as seis, e meu voou chegava as quatro, ou seja eu tinha que correr para chegar a tempo e eu não conhecia nada em Fortaleza. 

James mandou um email com o ingresso e disse para falar com uma mulher chamada Felice quando chegasse, ela provavelmente estaria com o uniforme dos voluntários. Am e Giva me encheram de perguntas e tentaram me preparar para qualquer situação.

— Se depilou? 

— Leve um biquini.

— Leve pelo menos três langeries. 

— Não se esquece de fazer as pernas.

— Mia, leva uma camisola sexy, vai que vocês dormem no mesmo quarto. 

Elas me fizeram ficar uma pilha de nervos com esses comentários. Eu tentei não criar expectativas, seria como devia ser e ponto. 

Então na sexta-feira, a uma da tarde eu estava no aeroporto. Tirei uma foto do escudo da Colômbia e meu sorriso parecendo e mandei para ele. 

" Estou chegando! Avante Colômbia! " 

A seleção havia viajando desde quarta. Minutos depois James me respondeu com uma foto dos seus pés e um janelão para o mar azul turquesa. 

" Estou lhe esperando, baby. Daqui a uma hora indo para o estádio." 

Aquela musiquinha de aeroporto soa e a voz feminina avisando que o embarque abriu. 

" Boa sorte, Rodriguez.  " 

" Não quero um boa sorte desses, preciso de algo mais presencial." 

" Presencial...o que tem em mente? "

" Vai ser, Srta. Saton."

Passei pelo raio x e caminhei pela passarela até o avião. Eu usava uma calça branca com a camisa dele ensacada, porque estava enorme. Optei por usar um tênis, tem coisa melhor? 

Passei as horas do voou lento um livro que tinha a estante a séculos e não lia. No meio do voou torcedores colombianos fizeram a festa lá atrás, cantando músicas sobre a seleção e paródias com musicas tradicionais do país. Até que passou rápido, porque quando dei por minha a voz do piloto soou.

— Senhores passageiros, bem-vindos a Fortaleza, temperatura externa 26 °c, com sensação térmica de 28°c, sem previsão de chuva. 

— Avante Colômbia! — Berrou alguém e eu ri.

Desci do avião como uma louca, atrás da saída que coloquei no UBER. O motorista foi bem simpático, no bom estilo nordestino de ser e me levou até o estádio castelão, pegamos puta um trânsito para chegar, mas consegui entrar quarenta minutos antes do início do jogo.

Segui para o portão indicado pelo ingresso e eles tiveram que revistar minha mala antes de entrar. James falou que a tal Felice ficava na subida para as escadas do meu setor e eu como uma pessoa comunicativa fui perguntando a cada voluntário sobre a tal mulher. Até que ela finalmente apareceu.

— Eu sou Felice, você deve ser Mia — ela tinha uma bela pele oliva e olhos negros profundos. 

— Sim, eu mesma — disse aliviada.

— Bom, deixe que eu levo isso então — Felice tomou a mala das minhas mãos. — Vamos! — E para minha surpresa ela não e conduziu para cima, para as arquibancadas e sim para baixo. 

Não ousei perguntar nada enquanto ela me conduzia para longe do alcance do público e para corredores com placas que acesso restrito a funcionários. 

Paramos em uma sala com duas mesas e alguns armários.

— Vou deixar sua mala aqui, para não ficar incomodo — anui. — Só um instante.

Segundos depois ela voltou com um cartão na mão, a fita com os desenhos da copa o fariam de colar. Acesso livre, dizia o cartão. 

— Pode ficar tranquila, essa sala é totalmente segura. E o cartão permite que ande por todo o estádio — ela e eu caminhávamos avante. — Estou lhe esperando para levar ao seu lugar, com licença — a mulher foi dando passos para trás e eu a acompanhei com os olhos sem saber o que fazer.

Ué? Eu não devia voltar lá par...

De repente uma mão envolve minha cintura e me puxa para si. Sinto seu corpo colar no meu, James sorria. Sorrio espontaneamente passando os braço ao redor da nuca dele, o abrandando.

— Surpresa! — Eles sussurra no meu ouvido. Nós separamos o suficiente para o rosto ficar se frente um para o outro.

— Fez isso tudo para me ver antes do jogo? — Perguntei, dividindo o olhar entre os lábios e os olhos dele. 

— Claro, afinal, você é meu amuleto da sorte — eu sorri e ele acabou os espaço entre nós, me beijado. Havia uma saudade controlada ali, e sentir sua boca na minha foi mais incrível do que eu me lembrava. 

Acariciei seus cabelos sedosos e senti ele relaxar nos meus braços. Nós separamos devagar. 

— Que Deus te abençoe e ilumine nesse jogo, James. Vai dar tudo certo — sussurrei com a testa colada a dele. — Que ele abençoe todo o time, para que vocês possam continuar em busca do sonho. 

— Amém, mi amor — ele alisava meu rosto. — Obrigado por ter vindo, você me trás mais confiança — beijou minha testa com ternura, entrelacei nossas mãos.

— Fico feliz, Rodriguez. Vou estar torcendo loucamente por todos vocês — aquele sorriso lindo apareceu e eu lhe dei um último beijo antes que ele seguir para o aquecimento no campo. 

Encontrei Felice na encruzilhada em T e ela me conduziu de volta para a área pública e depois pelas escadas até a arquibancada. E quando seguimos para o meio, bem atrás dos bancos de reserva e ela apontou para a segunda linha na quarta coluna eu não acreditei onde eu tinha ficado. Simplesmente na área nos parentes, amigos e convidados importantes.

Comprimo os lábios.

— Obrigada — ela sorriu para mim e se retirou.

Me sentei no meu acento e gravei um vídeo para mandar para as meninas. 

" Adivinhem onde estou?" 

" Vadiaaa! Conseguiu os melhores assentos. " — Escreveu Am.

" Esse momento é nosso Brasil! " — Ela colocou o emoji de palmas. Respondi com risos.

" Aproveite isso, amor " — Eu sorri.

" Aproveitarei, eles estão entrando em campo agora, para treinar." 

" Estaria vendo o jogo, mas tenho que terminar algumas planilhas e férias" — respondeu Giva.

Ela estava fazendo Economia e estagiava em uma grande holding. 

" Boa sorte, amiga."

" Bom trabalho, gata. E Mia, não me volte aqui sem um bronze nordestino e a pele bem boa, viu?" 

" Pode deixar, amor." 

Enfiei o celular na bolsa e me permiti observar o alongamento do camisa dez. Meus olhos deslizaram por todo aquele corpo, apenas pernas, a bunda maravilhosa, os braços, e o abdômen quando ergueu a camisa para limpar o suor da testa. Benza-te Deus! 

Foram 20 minutos de pura tortura. 

Ele passava de volta para o vestiário quando piscou para mim. Pisquei de volta. 

Não demorou muito para que as bandeiras fossem esticadas no campo e a música de abertura começasse a tocar. Os tambores retumbavam por todo o estádio e as torcidas se agitavam. A maioria era amarela colombiana, mas ainda haviam muitos torcedores japoneses. 

Com tudo preparado no campo, os jogadores começaram a entrar com as crianças. A filas foram se formando para o hino de ambos os times. Começamos pelo hino japonês e depois o hino colombiano soou. Observei solenemente, já que não sabia cantar. 

Após o hino os times tiraram a foto oficial e em seguida os capitães se uniram com os árbitros para o sorteio do lado do campo e posse da bola.

A classificação da Colômbia estava praticamente garantida, eles tinham ganhado todos os jogos até aqui, mas uma derrota poderia os colocar para fora. Não que o time do Japão fosse ruim, na realidade, eles correm como foguetes preferindo a defesa que o ataque, mas não eram um time com tanto jogo de cintura como o time latino.

James ficou no banco, uma decisão que não entendi muito bem, mas...

E nesse jogo os japoneses mostraram uma força que eu não conhecia antes, não vinda de um time asiático. Eles tomaram a posse de bola e atacaram muito fortemente a área dos colombianos, aquilo me deixou tensa. E o primeiro chute a gol foi dado aos 14 minutos com uma defesa linda de Ospina. Meu coração só faltou subir goela a cima, mas ele acelerou quando Quintero disparou no rebote da bola. Ele foi pela lateral esquerda e notando que uma barreira havia se formado ali jogou para Falcão, no meio. Falcão fez uma finta e jogou a bola para trás correndo para o lado e levando o jogador consigo. O espaço foi aberto e Cuadrado com a posse de bola disparou para a grande área.

Eu apertada os dedos quando um japonês correu e fez um carrinho, que atrasado, pegou o pé do meia colombiano. Ele caiu na área e a bola escapou para os pés do alverubro.

— Pênalti! — Gritei. O árbitro foi para perto da situação, o meia caído no chão com a mão no tornozelo. 

Ah não! 

Os jogadores japoneses tentaram intervir e o convencer de que ele havia ido da bola, enquanto os colombianos falavam que não. James foi até Cuadrado e o ajudou a levantar, o jogador mancou um pouco até voltar a andar normal. 

E quando o juiz ergueu o cartão amarelo eu suspirei de alívio. Se ele não marcasse eu ia ficar muito puta. Lance claro! 

Cuadrado falou algo com Quinteiro e com Falcão, a mão na boca para não fazerem leitura labial. Com a bola em mãos o moreno caminhou até a linha do pênalti enquanto o goleiro se preparava no meio do gol. 

Três passos para trás, uma cevadinha no meio e gol, bem no meio com segurança que o goleiro iria para as laterais. 

Ele correu na direção da torcida e pulou com o punho erguido. Me ergui junto com todos para gritar gol. O banco de reserva saiu correndo para comemorar, o técnico de cabelos brancos deu um pulo em cima do preparador físico, eu ri nesse parte. 

A posse de bola era da equipe colombiana agora e ficou assim até os acrescemos quando um jogador japonês fez o ultimo gol do primeiro tempo, empatando o jogo. Xinguei junto com a torcedora ao meu lado.

No intervalo decidi comprar uma água e nachos, enfrentei uma boa fila, mas consegui voltar antes que o segundo tempo começasse. 

Quando estou tensa, eu como, e foi o que eu fiz. Do lugar que eu estava consegui ouvir os gritos de estímulo aos jogadores enquanto estravam em campo e assim que bola rolou enfiei cinco nachos de vez na boca. 

Nós primeiros minutos a posse de bola foi dividida, entre dribles e roubadas de bola, mas ambas as equipes tinham se fechado muito. Menos de quatro minutos depois vi James levantar e alongar com outro jogador. Será que ele ia entrar?

O técnico substituiu Cuadrado por o jogador de número 5 e pela posição que ele tomou daria mais liberdade aos jogadores para criação de jogadas na área adversária. E colocou James no lugar de Quinteiro, ele realmente queria arrojar o jogo. 

Sorri quando o vi entrar em campo, após receber uma orientação rápida do técnico.

Foi assim que em menos de dez minutos James fez um passe para o camisa 21 e ele fez o gol. Pulei quase deixando os nachos caírem em cima da pessoa na minha frente. Eles foram para frente da torcida fazendo uma dancinha. 

Fiquei mais confiante, a posse de bola voltou a equipe amarela, mas bem que eles poderiam fazer mais um golzinho para tudo ficar mais tranquilo. Meu coração agradeceria, já que toda vez que os japoneses pegavam na bola eu sentia palpitações. 

E como se meu pedido tivesse sido ouvido, em vinte minutos, James, em um passe espetacular tocou a bola para o camisa 21 e ele fez mais um gol. 

Mas aos 30 do segundo tempo, Ospina, após um emaranhado na defesa de uma bola japonesa, começou a sentir dores. Eu fiquei preocupada, ele era um goleiro muito bom e se tivesse se machucado de verdade, sua saída da copa afetaria muito o time. Comecei a mastigar os lábios enquanto ele era retirado do jogo e outro goleiro entrava. 

Meu olhar começou a se dividir entre a canto do campo e o jogo. Então, cinco minutos depois com uma assistência de Ramos no meio de campo, James dribla um jogador japonês com uma caneta e quando percebe que o goleiro estava muito focado na ideia de que ele se aproximaria e chutaria no meio, ele chuta dali mesmo em uma curva linda até o cantinho indefensível. 

Gritei abraçando a mulher ao meu lado. James correu pelo campo e deslizou de joelhos gritando. A torcida parecia um mar amarelo descendo até as arquibancadas mais baixas para comemorar.

O jogadores do banco saíram correndo e foram até ele se abraçando, comemorando a classificação consolidada. Eu já me sentindo parte colombiana pulava junto com os torcedores dali. 

O jogo acabou 4x1 para Colômbia, que estava mais que classificada para a fase de mata-mata. Todos os jogadores foram agradecer ao público e se reuniram no campo para falar com os japoneses, trocando até camisas.

Rapidamente os repórteres foram montando o painel na beira do campo e buscaram jogadores para entrevistar. Vi James já sem camisa entra ao lado de Quinteiro, de volta para a área restrita.

Agora eles tomariam um banho, trocariam de roupa, davam entrevista, passariam pela zona mista...muitas burocracias. 

Então tratei se me acomodar na cadeira enquanto o público ia saindo em festa. Mas poucos  minutos depois recebo uma mensagem dele, dizendo que passariam pela zona mista rapidamente e que não daria entrevista, eu poderia ir para a saída leste que o carro estava me esperando já com as malas para me levar para o hotel, o número do quarto era 1228. Então o fiz, surpresa por já ter um carro me esperando. Bem planejado Rodriguez, bem planejado. 

Segui com base em informações colhidas até a saída leste. Um carro preto sedam estava parado na frente e o motorista abriu a porta para que eu entrasse. Me acomodei no banco de couro amarelado e o motorista entrou no carro dando arrancada para sair no estádio. 

Ele seguiu por ruas desconhecida por mim até a orla, o mãe quebrando em ondas brancas espumosas em meio ao negro no mar e céu. 

Paramos na frente do hotel, era alto e todo em vidro. O motorista abriu a porta para mim e tirou a bagagem na mala do carro. Agradeci e segui para dentro do hotel, indo até a recepção.

O saguão era enorme, móveis modernos, esculturas e lustres que dado a estrutura de vidro deixava o lugar mais claro. Flores exóticas despontavam em jarros de cerâmica e cristal. 

Pedi as chaves do quarto 1228, o recepcionista sorriu para mim e me entregou. Fiquei um pouco corada com seu sorriso, parecia que ele sabia de alguma coisa. Estou viajando, definitivamente. 

Um rapaz carregou minha mala e me guiou até quarto no décimo segundo andar. Ao contraio do que imaginei, James tinha o quarto só para ele dessa vez. E que quarto! A vista era premiada, com janelas do chão ao teto com vista para o mar. Ele era grande e a cama enorme forrada com seda escura virada para as janelas. Dei uma gorjeta ao rapaz e ele me deixou sozinha. 

A luz no quarto estava baixa, apenas as luzes de foco ligadas, como abajur e luz de parede. Os tons do ambiente o deixavam com aspecto confortável e moderno. Não me preocupei muito com a mala e fui até as janelas observar a paisagem noturna. 

Durante aquele tempo ali fiquei pensando em trezentas formas diferentes que recebê-lo, mas eu não gostaria de parecer oferecida demais e nem de menos. Notei pelas malas no closet, esse quarto era dele. Então, obviamente, ele tinha intenções sobre hoje a noite. Eu, claramente, tinha as mesmas intenções. 

Mordi o lábio e enquanto pensava em tirar ou não a calça jeans alguém bateu na porta do quarto. 

Deus! Já é ele? 

Respirei fundo, mas quem estava atrás da porta era o garçom com uma bandeja com balde de gelo com champanhe e uma porção com morangos.

Quase ia dizendo que não pedi aquilo, mas calei-me. Não fui eu que pedi realmente.

Deixei que ele entrasse e colocasse o balde no mesa no canto junto com as taças, agradeci e o deixei sair. 

Tomei um banho rápido e coloquei uma langerie preta com apenas a camisa dele por cima. Deixei os cabelos presos em um coque que passei meia hora para ficar com aparência de desajeitado. Passei perfume e hidratante.

Pareceu que eu havia medido o tempo, porque assim que terminei ouvi o barulho da porta sendo destravada pelo cartão. 

Então seus passos ecoaram pelo quarto...


Notas Finais


To esperando os leitores fantasmas se pronunciarem, queria muito ouvir a opinião de todos. Vocês não tem ideia de como eu amo ler cada comentário. Fico muito grata por tudo.
Mas então amores...querem que eu continue?
*DECLARO DADO O PRIMEIRO PASSO PARA A INICIAÇÃO DA PUTARIA NESSA FANFIC.


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