História I know he's married - James Rodríguez - Capítulo 7


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Categorias Cristiano Ronaldo, Francisco "Isco" Suárez, James Rodríguez, Luka Modric, Marcelo Vieira, Marco Asensio, Sergio Ramos, Toni Kroos
Personagens Francisco Román Alarcón Suárez, James Rodríguez, Marcelo Vieira, Marco Asensio, Personagens Originais, Toni Kroos
Tags Adultério, Copa Do Mundo, Futebol!, James Rodriguez, Marco Asensio, Nick Slater, Real Madrid
Visualizações 679
Palavras 8.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HOLA MIS AMORES!
Como prometido pela OTIMA participação de vocês, mais um capítulo.
Espero que gostem!!

Capítulo 7 - Sim, capitão.


Passei em uma loja de coisas regionais e comprei um chapéu de couro para meu avô, ele adorava essas coisas e lembro-me de ter me falado sobre esse tipo de chapéu um dia. Eu e James preferimos nos despedir no hotel, aeroporto era um lugar muito público, cheio de torceres que o conheciam, cheio de gente enxerida com celulares e a luz do dia. Então ele veio antes de mim e embarcou junto com os companheiros de time que haviam ficado. Segundo James, antes que eu acordasse no sábado eles haviam ligado e insistido para saírem juntos, mas ele desviou e disse que preferia ficar sozinho. Algo me disse que eles não acreditaram muito nessa desculpa, mas o jogador me tranquilizou. 

Fora isso, nossa despedida foi ótima, mesmo que não tivesse dado para se estender muito. 

Mal cheguei no Rio e já fui direto para casa do meu avô, todos estavam lá, meus tios, primos. Ele adorou o chapéu, tanto que ficou com ele durante toda a festa. As festas em família eram sempre animadas. Essa era a parte da família oriunda da minha mãe, já os meus avós de São Paulo, eram de parte de pai. 

Após a festa, eu e minha mãe voltamos para casa. Percebendo o quão curiosa ela estava eu resolvi falar sobre a viajem, mas não comentei sobre James. Apenas que conheci um rapaz e que estávamos nos conhecendo, mas não era nada sério. Ela disse que estava feliz por mim, no entanto eu sabia que se ela soubesse a verdade não ficaria tão feliz assim.

Am e Giva estavam super curiosas sobre tudo. Eu as contei os detalhes em uma chamada de vídeo que durou horas. 

Segunda-feira de manhã eu fui ensaiar. Am me recebeu no corredor com um sorriso malicioso. 

— Sua pele está ótima — comentou despretensiosamente. E eu sorri. 

Arrumei minha meia e coloquei a sapatilha. Treinei com uma calça de moletom e o collant. Durante o treino fiquei pensando no que Mousar me disse. Se eu nunca serei uma bailarina, talvez eu pudesse ensinar o que sei. Mas isso não é um projeto para agora.

A semana foi boa, os ensaios tomavam cada vez mais meus dias, o resto do tempo era ocupado por longos descansos, praia, netflix e saídas com amigos. Mas a melhor parte com certeza eram as conversas com James. 

Estava deitada, conversando com James. Já se passava das nove da noite, ele contava como foi seu dia, falou sobre os treinos e sobre o nervosismo em saber que o próximo adversário seria o Uruguai. Seria um jogo difícil, mas eles era bons o suficiente. O encorajei a pensar assim. Quando ele pergunto sobre meu dia disse que fui ao shopping, por um milagre, fazer compras. 

" Comprou o que? Me conte sobre seu dia, quero saber de tudo."

" Bom, eu comprei algo que vai gostar." — Mordi o lábio e assim que ele visualizou o vi digitar.

" Mostre-me, baby." 

" Você está sozinho?"

" Mina está dormindo, e pelo jeito que está roncando... vai dormir até amanhã." — Mandei uma risada, ele riu de volta.

" Tudo bem." — Coloquei uma das langeries que havia comprado, ela era rosa claro com seda e renda. Me deitei na cama e tirei a foto do meu corpo de uma forma sexy, então enviei.

Segundos depois ele respondeu:

" Deus! Queria estar aí para tirar cada uma dessas peças com a boca." — Suspirei. — "Me mande mais, quero mais de você, sinto tanto sua falta." 

" Certo, mas você vai ter que enviar uma depois também." — Eu juro que o ouvi sorrir.

" Tudo o que você quiser, mi amor." 

Dessa vez não foi uma foto que mandei, e sim um vídeo. Eu escutava The Weeknd- Often, e a música soou como trilha sonora do vídeo enquanto descia a câmera dos meus seios, os apalpando até minha calcinha brincando com a lateral como se fosse tirá-la. 

" Qué mamacitaIsso foi..." — Ele ficou digitando por um bom tempo, mas nunca enviava nada. Sem palavras Rodriguez? 

" Você que pediu." — Minutos depois uma foto chegou. Ele estava no banheiro, sem camisa, e a boxer branca deixava seu membro ereto bem visível e marcado. Me liquefiz.

" Olha como você me deixou, Mia." — Gargalhei. 

" Gostaria de estar aí, minha boca adoraria sentir o sabor do seu gosto.

" Mia... não me provoque quando eu não posso te punir por isso." 

Como resposta gravei outro video direcionado a câmera pelas minhas curvas, ancas e virei de bruços para que ele tivesse a visão da minha bunda.

" Eu adoraria ser punida, Sr. Rodriguez." 

" Adoraria dar uns tapas nessa bundinha, ouvir você gemer meu nome quando te dou prazer." — Meu meio ficou molhado como um oceano. 

" Sinto falta de você dentro de mim, da sua língua nem se fala. Se lembra da sensação, James?" 

" Nunca me esqueceria de como é estar dentro de você, nunca esqueceria seu gosto, nem o prazer de sentir você se desfazer em mim." 

Jesus me segura! 

Gravei mais um vídeo, este mais íntimo, para o fazer ver o quão molhada eu estava, gemidos fizeram parte da gravação. 

" Agora, me mostre o quão excitado você está James." 

Então ele mandou um vídeo como resposta. Sua mão deslizava por toda sua extensão, um fio de pré gozo saindo pela glande e as veias dilatadas. Ele arfava baixinho, o que só me deixou mais excitada.

" Mia, você está me deixando louco..."

" Rodriguez, eu adoraria ficar, mas tenho algumas coisas para resolver. Durma bem." 

" Mia, você só pode estar de brincadeira." 

Não respondi.

" Mia!" 

" Mia!"

Gargalhei colocando o celular no criado mudo para carregar e deitando no meu travesseio confortavelmente. Espero que ele durma muito bem essa noite. 

 

Dormi como um anjo, meus sonhos habitados por um certo colombiano. Após o banho, enquanto me direcionava para cozinha para tomar café da manhã mandei uma mensagem para ele. 

" Então sonhou comigo?" 

Essa hora ele devia estar treinando, então tomei meu café e peguei o carro para ir ao ensaio. Após o ensaio, quando eu saia da companhia e ia com as meninas comer em um restaurante orgânico que abriu ali perto, recebi a resposta. 

" Você foi tão filha da mãe comigo." — Li na tela bloqueada. Peguei o celular para o responder com um sorriso bobo no rosto. Am ficou me encarando e depois puxou a assunto com as outras para desviar a atenção de mim.

" Ainda não respondeu minha pergunta, Sr. Rodriguez." 

" Fiz muito mais que só sonhar com você." — Mordi o lábio. " Posso te contar cada detalhe agora." 

" Não vou cair na sua vingança, querido." 

" Vingança? Não sou homem que faz esse tipo de coisa, amor." 

" Então você é homem faz o que Rodriguez?" 

" Sou o homem que te faz ficar molhada só de pensar em mim." — Mordi as bochechas.

" Tão convencido..." — Juro que ouvi sua risada no meu ouvido.

" Estou esperando ansiosamente por quinta, para matar minha saudade de você." 

" Estou com saudade de você também." 

" Tenho que ir, nós falamos de noite?" 

" Claro!"

Deixei o celular na mesa e levantei a cabeça.

— Tantos sorriso e suspiros, qual o número do bofe? — Perguntou Bia. Eu sorri. 

— 19 — ela arregalou os olhos entendendo a que eu me referia. 

— Como diria a pensadora contemporânea, eu mesma: Um grande homem sempre pode fazer uma mulher feliz — fala, Luisa. Todas rimos. 

 

 

Ontem conversei muito com James sobre o jogo de hoje, ele me pareceu nervoso, não que duvidasse da qualidade do time, mas pelo fato de enfrentarem um campeão mundial e de ser o primeiro time de nome que eles enfrentariam. 

Disse a ele que o time do Uruguai, mesmo tendo uma grande história que devia ser respeitado por isso, era igual ao time colombiano. Por tudo o que ele passou, por tudo o que ele fez, que todos fizeram para chegar ali, eles mereciam passar, mereciam por serem lutadores. O fiz lembrar de sua história, do quanto treinou e do quanto é bom. Até agora James é considerado ao artilheiro da copa, isso é mais do muitos já conseguiram. Ele merece isso, o time merece avançar. E sendo fé, e foco eles iriam conseguir. Fora que um dos principais jogadores do Uruguai estava lesionado. 

Depois dessa conversa notei que ele melhorou, a noite vi uma entrevista sua na televisão. Uma coletiva de imprensa junto com Pekerman, o técnico argentino da seleção colombiana, e como James seria o capitão teria que participar. James parecia relaxado, falou sobre o jogo, dos companheiros muito bem e da responsabilidade de ser capitão e o quão feliz estava com isso, por ter a confiança do professor. Sempre alternando entre o profissionalismo e seu jeito maleável de humor. Algumas vezes brincava com os jornalistas, e me vi sorrindo ao ver sua risada. Tão lindo, amém Deus!

Pela manhã eu fui treinar, do treino já me arrumei já que o jogo seria as 3 da tarde. James mandou dois ingressos porque segundo ele eu poderia querer levar uma amiga já que seria aqui no Rio. Chamei Hugo, já que ele tinha feito tudo aquilo acontecer de fato, mas ele não podia ir. Então Am iria comigo. Fomos comer fora e seguimos para o grande Maracanã. 

A cerca de duas horas chegamos ao estádio, a multidão azul, amarela e rubra era um mar comparado aos celestes. Mesmo assim ainda haviam muitos uruguaios. Am ficou tirando trezentas fotos, se exibindo por estar em um lugar tão privilegiado. Tirei fotos com ela, mas pedi que não publicasse, pelo menos não as comigo. Eu não queria que isso não saísse em algum lugar, mesmo aqueles lugares sendo abertos ao público, eu não sei até que ponto pode chegar o nível de FBI da imprensa. 

— Amiga que besteira, ninguém nunca vai desconfiar — seus olhos rebolam. 

— Amanda eu não quero ter minha imagem associada a nada relacionada a ele, isso pode gerar mais confusão do que necessário e eu não quero nada desse tipo de fama para minha vida — ela bufa.

— Eu gostaria de dizer que você não tem razão, mas o pior que você tem e isso é muito chato — sorrio, piscando.

— Então, você e o Fred? — Ela suspirou. 

— Eu não sei, Am. Eu o amo, mas não desse jeito. Eu sinto que ele seria o cara perfeito para mim, mas eu não me sinto completa com ele. Não sinto que eu seria plenamente feliz. 

— Eu entendo, mas você não daria uma chance a ele, sei lá? 

— Você me conhece Mia, sabe que se não tiver tesão pra mim não funciona, fora que ele é mais infantil que parece. Você sabe que prefiro homens mais maduros —eu anuo.

Então antes que eu respondesse um homem com roupa de voluntário parou na nossa frente.

— Srta. Saton? 

— Sim — ele sorriu e acenou com a cabeça. Olhei para Am e ela sorriu maliciosamente. Levantei-me e segui o homem. 

Descemos, e pelos corredores parecia tudo igual em todos os estádios. Eu já poderia começar a dar aulas sobre corredores de estádios, tenho muita experiência, nota-se.

O homem me guiou e me deixou seguir sozinha até o belo colombiano. Ele sorriu para mim — aquele sorriso que eu adorava — e se impulsionou com o pé para descolar na parede. 

Senti seus braços ao meu redor e depois ele enfiou a cabeça no meu pescoço, inspirando. Sorri acariciando seus cabelos.

— Senti falta do seu cheiro — ele sussurrou contra meu pescoço, após um tempo em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro. Meu sorriso aumentou e eu me separei para olhar nos seus olhos. 

— Senti falta do seu sorriso, da sua risada. Eu a ouvia enquanto conversávamos sabia? — Ele riu e depois me beijou.

— Eu ouvia a sua também — sussurrou após o beijo. — Principalmente nos meus sonhos. 

— Mas e você, está bem? 

— Depois daquela conversa com você, o treinador falou comigo foi bom, me sinto muito mais confiante agora — sorri. 

— Fico feliz por isso.

— E você, está bem? Como foi o treino? 

Para mim perguntas como esta tem muita importância. Porque meu treino sempre era igual todos os dias, nada de especial iria acontecer. No entanto, mesmo assim ele ainda perguntava. Ele se importava. 

— Sim, foi ótimo.

Pensei em dizer o que sentia sobre aquilo, eu realmente senti vontade, mas eu me segurei. Eu não devo me abrir tão fácil, fora que não parece um lugar para isso, muito menos a hora. Esse era o momento dele. 

— Tem certeza? Você não parece muito feliz com isso — sua mão deslizou para minha nuca, carinhosamente. Abri um sorriso preguiçoso e me aproximei dele o selando.

— Tenho — selei novamente. — Quero que foque hoje, vai ser um grande jogo.

Notei que ele poderia insistir, pela forma que me encarou, olhando nos meus olhos por um tempo. 

— Estou aqui para te apoiar — continuei e um sorriso pacato se formou no seu rosto. 

— Meu amuleto da sorte, certo? — Ele aproximou nossos rostos e eu rocei nossos narizes brincando com a distância dos nossos lábios.

— Você não precisa de sorte —então juntei nossos lábios em beijo que se tornou abrasador. Minhas mãos deslizaram pelos seus cabelos, nuca até as costas. Ele agarrou os cabelos da minha nuca e depois desceu até minha cintura, puxando-me para si. Terminamos abraçados.

— Obrigado por ter vindo, é importante para mim.

— Não precisa agradecer, Rodriguez. Eu gosto de estar aqui, por você — nós despedimos por mais um beijo então ele seguiu de volta para a concentração. 

 

O jogo começou a exatas três da tarde. Não nego estar nervosa, mas apesar de tudo me sentia confiante. O jogo começou equilibrado, mas em alguns momentos o Uruguai abria pelo meio e chegava perto do gol, meu coração acelerava tanto que pensei que fosse sair pela boca, mas a jogada não era finalizada, o chute ia longe, ou um jogador colombiano roubava a bola na base da grande área. O ataque Uruguaio era fantástico, mas a defesa...nem tanto. E foi por isso que eles decidiram partir para violência. Notando o triângulo de passes entre Cuadrado, o camisa 9 e James o zagueiro de camisa 13 do Uruguai chegou junto de James, o marcando muito. James driblava, mas notando que a zaga tinha se fechado toda, ele chutou para trás. O camisa nove jogou para Cuadrado no outro lado do campo e eles foram enrolando ali, tocando a bola na frente dos uruguaios, enquanto James correu para a área entre as falhas dos celestes. 

Então foi aí que o camisa nove chutou alto para James da lateral esquerda, a bola seria perfeita, eu vi o gol se formar. Mas o zagueiro celeste partiu para cima de James, pulando junto com ele na bola. Seria uma jogada normal se ele não tivesse dado um cotovelada durante o pulo no nariz do camisa 10. James já caiu no chão, a mão envolvendo nariz. Me ericei, tensa. E então vi o sangue descer pelas suas mãos. Os jogadores gritaram chamando atenção do árbitro. 

A torcida se levantou urrando:

— Pênalti! 

— Pênalti! — Gritou Am, junto com eles. Eu me ergui vendo uma roda se formar ao redor de James.

Deus do céu! Não deixe que ele se machuque, não deixe que seja algo sério. Os jogadores celestes tentavam influenciar o árbitro, do mesmo jeito que os colombianos. O médico da seleção tricolor entrou em campo. 

Am pegou minha mão e eu apertei a dela. 

Meus olhos estavam tão vidrados em James, que não notei que o jogador uruguaio tinha recebido cartão até Am xingar.

— Amarelo? Só isso? Covarde, desgraçado! — Gritou ela.

Quando James se levantou, suspirei aliviada.

Ele estava bem. Graças a Deus! 

James acenou que bateria o escanteio porque a ultima pessoa que bateu na bola foi o uruguaio. Então foram rapidamente para a a beira do campo. O médico colocou um tampão no seu nariz enquanto o assistente limpava as mãos de sangue. Ele não poderia entrar em campo enquanto estivesse sangrando. 

Um jogador colombiano chutou a bola para James no canto direito do campo e correu para a grande área. Os jogadores se misturando, armando para tirar ou colocar a bola no gol. Apertei a mão de Am e vi tudo em câmera lenta. James tomou distância da bola, respirou fundo e correu. A bola voou, alguns os jogadores pularam, mas ela não bateu em ninguém. Então eles viraram acompanhando seu trajeto. Achei que fosse cair atrás, mas então ela fez um arco e entrou no gol pegando o goleiro atrasado. Os jogadores gritaram pulando e correndo até James. Fiquei em choque. Que golaço! 

A torcida pulou urrando, levantando as bandeiras, o Maracanã estremeceu nas cores colombianas. Então vi James sair do abraçado do time e correr na direção dos bancos.

Am apertou minha mão. 

— Ele ta vindo para cá! — Berrou, minha amiga. Neguei.

— Ta nada...

Então ele ultrapassou os bancos e subiu as escadas. 

Deus! O que ele estava fazendo? Minhas mão tremiam. 

A torcida foi como uma avalanche para a cerca de vidro que os separava do jogador. Foi aí que seus olhos focaram nos meus e ele apontou para mim. 

— Por ti, baby— li em seus lábios, e meu coração acelerou consideravelmente. 

Os torcedores o abraçaram e o camisa 10 engolindo pela torcida tricolor. 

— Ele acabou de te dedicar um gol? Um golaço desse? — Berrou Am. Eu ainda estava boba, sorrindo como uma idiota. 

— Acho que sim... — falei devagar. Ela me olhou com um sorriso e nós gargalhamos. 

— Que the monia, você fisgou o hombre mesmo, chica — dei uma risada, fazendo pose.

Será? 

 

 

No segundo tempo, o que foi que pareceu é que os uruguaios estavam cansados e desesperados. Afinal eram as oitavas de final e eles achavam que iam ganhar fácil esse jogo, já que eram vistos como favoritos. Eles até trocavam um volante por um atacante para dar mais agressividade ao time. Cavani, o atacante estrela uruguaio se enforcou muito para chegar a área colombiana, mas não foi o suficiente. Suarez fazia falta nesse jogo.

E para concretizar a vitória e dar um alívio ao coração dos torcedores James fez um gol nos primeiros quinze minutos do segundo tempo. 

Am e eu pulamos nos abraçando e gritando. Estamos tão perto das quartas final, eu consigo ver, consigo pegar. Deus! 

Pekerman começou a trocar alguns jogadores, mais defesa ao invés de ataque. Durante uns minutos o Uruguai mostrou porque era campeão, mas foi duramente reprimido pela Colômbia e o resto do jogo foi tranquilo sem semi infartos ou grandes preocupações. Faltava uns dês minutos para acabar o jogo quando o treinador tirou o camisa 10 para preserva-lo. James foi aplaudido durante sua saída, como todos os jogadores que haviam saído antes. 

No final do jogo os jogadores se dirigiram ao corredores. Am se despediu de mim, ela iria para uma festinha bem badalada pelo o que eu estava sabendo e tinha que correr para se arrumar. 

— Aproveite essa noite amor — falei e ele piscou para mim.

— Você também, viu? — Sorri travessa. 

Minutos depois o estádio estava quase vazio, então eu me dirigi para os corredores de acesso restrito. James havia me dito que talvez demorasse mais hoje, faria parte da coletiva e daria algumas imprevistas na zona mista. 

Então eu o faria uma surpresa. 

Esperei em um corredor que os jogadores saíssem do vestiário para o ônibus. James não estava entre eles e assim que o corredor ficou vazio invadi o vestiário. 

Era amplo, branco e bem arrumado. Todas as cabines estavam vazias, a única que tinha algo era a de James, reconheci sua bolsa e a camisa amarela pendurada. Alem da bagunça de folhas deixadas pelos jogadores e alguns objetos descartáveis. Homens...

Depois da parte dos armários havia uma entrada que imaginei serem os banheiros. Na ponta dos pés me encaminhei até lá. Eram vários box, fechados com portas de vidro embaçado. Ouvi o som do chuveiro, era um lá para o final do cômodo. Fui seguindo com cautela e uma leve pitada de medo pelo risco, e excitação pelo mesmo motivo.

Ao lado da porta de vidro, tirei a roupa e deixei em cima de um banquinho entre os dois últimos box. Então empurrei a porta, ela se quer estava trancada. 

Acho que não adiantaria muito em um vestiário masculino mesmo... 

Ao abrir a porta tive a visão daquele belo corpo de costas. James tirava o shampoo do cabelo, a espuma deslizando pelo seu corpo branquinho, e aquela bundinha linda. 

Mordi o lábio e sobre a ponta dos pés caminhei até ele. 

— Melhor jogador da partida, Sr. Rodriguez — deslizei as mãos até seu peito. Ele se virou. 

— O que você ta fazendo aqui? — Questionou surpreso. Sorri deslizando as mãos dos ombros até o peito. 

— Me mandaram agradar o capitão — ergui os olhos para ele, os dedos dedilhando o peitoral até o abdômen. — Sabe, agradecer pelo gol que ele fez pra mim — James ergueu o queixo me encarando de baixo para cima, seus olhos brilharam como chamas atiçadas. O vi enrijecer apenas com a minha visão desnuda. 

— E como você pretende fazer isso, hã? — Mordi o lábio devagar, sabendo que ele observada tudo. 

Ele me filmava intensamente enquanto eu me aproximava mais, deixando meu corpo a centímetros do dele. Meu dedos deslizavam pelo abdômen úmido, sentindo cada músculo rijo, cada curva delirante. Me pus de ponta de pés e deixei minha boca chegar ao pé do seu ouvido. 

— Vou mostrar, capitão — sussurrei e puxei a ponta da orelha com o dente. Foi aí que eu desci, desenhando uma trilha pelo pescoço lambendo e sugando cada gota. Então o senti se arrepiar e algo roçar na minha coxa. 

O empurrei contra a parede lateral e me inclinei no corpo dele, voltei a deixar minha boca trabalhar por todo aquele corpo, eu queria sentir a sua textura, seu gosto. Mordi o maxilar levemente e desci pelo pescoço, clavícula, dando um chupão na intenção de deixar marca mesmo. Ele arfou e continuei meu caminho pelo peitoral, a língua trabalhando e as mãos...

Fui descendo pelo abdômen e escorreguei as unhas pelas coxas poderosas dele, passando bem próximo a virilha, despertando cada área. 

Minha boca alcançou o umbigo e olhei para baixo dando um sorrisinho sapeca. Ergui o rosto, ele mordia o lábio, o cenho franzido em uma expressão sôfrega, os olhos estalando de desejo. 

Me ajoelhei diante de toda daquela extensão lentejante. James me fitava, e para atiça-lo eu deslizava as mão pelas suas coxas durante minha aproximação. Meus olhos conectados aos dele durante todo o processo, seu peito subindo e descendo ansioso. Mas não seria tão rápido. 

Toquei a sua virilha com meus lábios, os roçando na pele depilada. James suspirou fechando os olhos e senti sua mão na minha nuca. Mordi o lábio o esperando abrir os olhos e me olhar, e quando ele o fez mordisquei aquela região e lambi bem devagar. O senti pulsar com força, e sorri ainda com a língua nele. James engoliu seco e quando eu o envolvi com uma mão, o massageando tão preguiçosamente, ele me puxou um pouco para trás. Ele queria que eu o chupasse agora. 

O encarando alcancei o seu polegar e o lambi sem seguida fechando a boca ao redor. O camisa dez mordeu o lábio grunhindo baixo quando eu comecei a chupar seu dedo. 

— Mia... — gemeu em protesto. O sentia pulsar rijo como granito na minha mão. Ele estava louco. Rodeei o dedo com a língua e senti algo molhado na minha mão. Sorri e dei a ultima lambida no seu polegar.

— Como eu posso agrada-lo, capitão? — Ele pulsou novamente e sorriu. O seu polegar deslizou pelos meus lábios como se quisesse o humedecer.

— Quero sentir essa sua boquinha em mim, amor. Sei que ela pode fazer um ótimo trabalho — sorri e ele recolheu o polegar para trás da minha nuca. 

— Sim senhor, como desejar — então o levei até minha boca sem parar de o encarar.

Lambi a cabecinha e senti o seu gosto delicioso de cara. Como se fosse meu pirulito favorito circulei toda a cabeça com a língua chupando por ultimo, foi aí que ouvi um xingamento soar pela boca do jogador. 

Então comecei a tomá-lo mais. Chupando em um ritmo confortável e usando as mãos na mesma frequência. A medida que ia ganhado mais espaço ia aumentando a velocidade. Ele pulsava na minha boca, contra minha língua liberando pré-gozo o suficiente para me ajudar nos movimentos e saber o tão excitado ele estava. Quando comprimi os lábios contra ele e comecei a ir com mais intensidade, apertando suas veias dilatadas James tombou a cabeça, senti suas mãos nos meus cabelos, os apertando com o tamanho do prazer que estava sentindo. 

Eu ia e vinha, minhas mãos trabalhando na parte que eu não alcançava afinal eu não era nenhuma profissional para conseguir colocar tudo aquilo dentro. Um dia conseguirei.

Os arfados e suspiros de me atiçavam como gasolina em fogo, eu o queria, queria senti-lo em mim, queria o sentir de todas as formas. O tamanho do meu tesão por ele homem só aumentava a cada dia mesmo eu o já tendo, isso era incrível. 

Ele estava se segurando, senti quando o pre-gozo começou a descer continuamente, seu cenho ficou franzido e o maxilar tal rijo quanto seu pau. Então eu diminui a velocidade e desci para a cabeça ele xingou apoiando a cabeça na parede. Lambi sua glande rosada, o fazendo produzir mais pre-gozo e o deixando bem melado por ele. 

O jogador não aguentou, ele puxou meus cabelos com força, me puxando para si e empurrando o quadril contra minha boca. O deixei impor seu ritmo sentindo que o seu ápice estava muito próximo, e depois tomei chefia dos movimentos. James praticamente fodia minha boca, chegando perto da garganta. Ele já não conseguia nem mais segurar os gemidos, meu nome saia deliciosamente pelos seus lábios. Comecei a gemer também, dada a intensidade das estocadas. Foi então que o senti engrossar mais.

— Amor...eu vou...vou... — ele diminuiu a pressão na minha cabeça para que eu me afastasse, mas não o fiz. O tomei com mais vontade o fitando durante tudo, senti o corpo dele responder a aquilo mais rápido, James tombou a cabeça, dos lábios entre abertos soou:

— Mia... — então ele estremeceu gozando com força na minha boca.  

Me afastei devagar e ele abriu os olhos enquanto eu limpava a canto da minha boca. 

— O senhor é uma delícia capitão — falei enquanto ele recuperava o fôlego. James sorriu entre esbaforidas de ar. 

Me ergo passando os braços ao redor do pescoço dele. 

— Foi um agradecimento entanto — sussurrou juntando nossos lábios, mas eu aprofundo o beijo e desço a mão sorrateiramente para seu membro. 

Meu simples toque já o erigisse, eu o começo a massagea-lo e ele parte o beijo, me fitando com os olhos escuros de tesão. Eu conhecia muito bem essa expressão, estava mexendo com fogo. E eu adoro isso. 

— Você quer aqui? — Anui e um brilho negro tomou seus olhos. 

Não precisei dizer nada, o colombiano me puxou pela cintura, colando nossos corpos. Estico o rosto para beija-lo, mas ele troca de posição me imprensando contra parede do chuveiro, a água nos atinge, mas aquilo não é capaz de apagar nosso fogo.

O fito a centímetros de distância, nossas respirações se cruzando, a água caindo sobre nossos corpos. Ele inclina o rosto e junta nossos lábios em um beijo de tirar o fôlego. Passo as mãos entre cabelos encharcados dele, depois pela nuca e costas. As mãos de James na minha cintura me apertam contra seu corpo, a água deslizando pela nossa pele parecia despertar cada molécula. James puxou uma das minhas coxas para cima, a mão deslizando por ela até minha bunda, apertando e apalpando, indo e vindo. 

De repente os dedos descem e eu fico tensa pela direção que eles tomam. O jogador toca meu meio e eu u acabo por partir o beijo, com um arfado. James sorri satisfeito com a humidade que eu ofereço. 

— Tudo isso por mim, Mia? — Então sinto sua mão na minha outra coxa, dando impulso para seu eu abraçasse sua cintura. Ele me imprensa com mais intensidade na parede, deslizando as mãos pelos meus flancos, as ancas, a cintura, seguindo até os braços, os prendendo. 

Mordo o lábio o vendo abaixar o rosto até meu colo, a boca traça um caminho até meus seios expostos. Sinto sua língua girar na auréola, e os dentes mordiscam o bico. Tombo a cabeça e minha boca se abre em um arfado, e satisfeito ele toma meu seio em sua boca e o chupa, fazendo-o petrificar. James seguiu para o outro o chupando com vontade, eu arfava e gemia já estava pulsando e estremecendo de tanto tesão, o peito subia e descia rápido demais, com corpo todo arrepiado, apertei o punho e os dedos do pé mordendo o lábio. 

— James, por favor... — ele ergueu os olhos e o lábio inferior raspou no meu mamilo. Puta que pariu, seja menos sexy. 

Então sobe, os lábios ficam rentes aos meus. 

Sinto seus dedos no meu meio, ele geme ao me tocar. Se não fosse pelo chuveiro, minhas pernas já estariam todas meladas. 

Mas ele ainda tem a audácia de perguntar:

— O que você quer? — Os dedos passando tão superficialmente que me deixava louca. 

— Você — falei em um arfado. Suas sobrancelhas fizeram sombra nos seus olhos, o dando uma expressão feral e assustadora enquanto a água deslizava pelo seu queixo.  

— Aonde? — Perguntou e o dedo do meio afundou nos meus lábios. Mordi o lábio com força.

— Dentro de mim — gemi.

— Como, Mia? 

— Com força — pedi num ultimo suspiro fechando os olhos. O senti se aproximar, o lábio roçou na minha orelha.

— Seu pedido é uma ordem, baby — sussurra contra meu ouvido. 

Então uma das suas mãos desce até seu membro e sinto contra minha entrada. Estremeci soltando meu pre-gozo nele que se aproveitou para penetrar. Não consegui segurar meu gemido.

— Ahwn! — Ele apoiou a testa na minha e um dos braços na parede, iniciando os movimentos. Apertei seus ombros, o sentindo ir e vim dentro de mim com facilidade pelo fato de estar muito húmida. 

James não começou devagar, ele veio com tudo, não me poupando de nada. Meu corpo sacudia, os seios subindo de descendo com as estocadas profundas. Deus! Como eu amo o jeito que ele faz. 

Sua mão segurava meu quadril enquanto outra estava na parede, o ajudei com isso, puxando e projetando-me. Podia senti-lo perfeitamente, as veias dilatando enquanto eu o apertava com minhas paredes. James pulsava forte, e eu também. O som dos nossos corpos se chocando, dos arfados e gemidos junto com o da água caindo preenchiam o lugar. 

Em um momento o meu olhar encontrou o de James e ele estava ofegante, a água deslizando pelo seu rosto lindo e concentrado de prazer, os lábios vermelhos entre apertos para puxar o ar que se fazia muito necessário, desci pelo abdômen malhado todo molhado, a água escorrendo, mas não mais que entre minhas pernas. 

Nós dois arfávamos quando ouvimos um barulho. Senti seu corpo ficar tenso e o meu ficou também. Nós olhamos ao mesmo tempo e em completo silêncio ficamos. 

Passos soaram, não tão próximos. Acho que estavam no outro cômodo. Não era mais de uma pessoa. Ouvi o farfalhar de tecidos, depois de saco plástico. 

— Merda! Deve ser a faxineira — ele sussurrou apertando os olhos. Eu prendi o riso. 

— E agora? — Pergunto baixinho, James me ficou em silêncio por um tempo e mordeu o lábio. 

— Quero que me prometa que vai tentar fazer silêncio — senti uma onda passar pelo meu corpo. 

Isso seria bem excitante. 

Apenas assenti e ele começou a estocar, inicialmente devagar, mas eu já estava excitada o suficiente para o simples roçar ser uma explosão. Cravei as unhas nele com força, mordendo o lábio para abafar o gemido. 

— Isso... boa garota — tive vontade de bater nele, mas aquilo me excitou ainda mais. Me movimentei apoiada nos ombros largos dele, nossos corpos foram voltando a sincronizar. 

Aos poucos ele foi aumentando o ritmo, mas quando a intensidade aumentou...aí ficou muito difícil não gemer. O camisa dez ia cada vez mais fundo bem próximo ao meu ponto g, e a cada vez que chegava mais e mais perto eu tremia apertando os olhos e descontando tudo nos ombros dele. 

Deus! Ele estava muito mais excitado, James pulsava deliciosamente em mim, eu o sentia com uma nitidez muito maior hoje, suas veias contra minhas paredes o pré-gozo sendo liberado. Nossos sexos se chocavam causando um tesão impressionante, e com o volume de vapor que começou a se formar ao nosso redor começou a ficar difícil de respirar, partimos o beijo diversas vezes parar buscar ar, mas voltávamos como forma de abafar nossos gemidos. 

No entanto a tática não funcionou muito bem, porque quando James atingiu-me fundo.

— Ah! — Gemi, ainda que baixo me despedaçando ao redor dele, muito próxima ao orgasmo. 

O jogador não parou, apenas diminuiu o ritmo. 

— James... — aquilo era torturante.

— Eu mandei você ficar calada, não mandei? — Anui e ele suspirou. — Aprenda a obedecer, Mia. 

O xinguei e ele riu...que sexy porra! Vai se foder. 

Eu queria berrar trezentos palavrões, mas tive que grita-los apenas na minha mente. Seu pau ia e vinha aos poucos tomando a velocidade e a intensidade novamente. 

Me esforcei muito para não gemer durante um tempo, mas aí ele me atingiu fundo novamente e eu senti os sinais do orgasmo. Eu tombei a cabeça não conseguindo mais segurar os gemidos. Dessa vez ele não diminuiu, James colocou a mão na frente da minha boca e acelerou, mantendo o ritmo incansavelmente. 

Nossos corpos se uniam incandescentes e selvagens em busca do ápice, ele apoiou a cabeça no meu ombro e grunhiu enquanto dava estocadas profundas e brutas, apertando minhas coxas e meu quadril com força para descontar. Tenho certeza que sairíamos daqui cheio de marcas. Senti suas veias dilatarem, estava chegando lá também. 

Comecei a tremer e estremeci, cravando as unhas nos ombros dele como se fosse a beira de um penhasco que eu estivesse prestes a cair. Seu membro ia e vinha tão deliciosamente, o ritmo frenético que não consegui me segurar. Aquela sensação de total êxtase me tomou, meu corpo todo formigando e aquele líquido saiu se mim, e continuou enquanto James ainda estocava. Gemi sentindo aquela sensação se prolongar como nunca antes e então um jato me atingiu. 

A respiração de James ficou pesada no meu ombro, meu peito subia e descia, as pernas dormentes e corpo ainda formigando. O jogador tirou a mão da minha boca e se afastou o suficiente para olhar nos meus olhos. Soltei as unhas dos ombros dele e deslizei para a nuca deslizando pelos cabelos, James acariciou minha cintura. Unimos nossas testas enquanto a água nos banhava e entres respirações ruidosas nós beijamos. Nossas línguas se entrelaçavam em um beijo sem presa, tão gostoso e lento. Queríamos nos sentir. Desci do céu colo ainda durante o beijo e nós separamos devagar entre selinhos. 

James fechou o registro e sorrimos abraçamos um ao outro.

— Ta ouvindo alguma coisa? — Perguntei baixo. Meus ouvidos não capitaram qualquer som. 

— Não — murmurou com o cenho franzido. 

— Será que ela escutou alguma coisa e foi embora? — Levei a mão a boca para abafar um riso. Ele colocou fios do meu cabelo para trás da orelha.

— Do jeito que você é silenciosa, provavelmente — cerrei os olhos o empurrando. Ele riu. 

— Você não facilitou nada para mim, hã? — Peguei a toalha pendurada na porta e me enrolei. 

— Eu bem me lembro que você pediu que eu fizesse com força — revirei os olhos abrindo a porta devagar. Aquele cômodo parecia intacto. 

— Você teria que pagar um dobrado se ela tivesse chegado minutos antes — cochichei saindo do box. 

— Ei! Minha toalha — a porta se fechou. Comecei a caminhar na direção do vestiário e coloquei a cabeça para fora.

Vazio! Graças a Deus! Mas se fato alguém havia passado por ali, já que os únicos objetos ali eram os de James, as toalhas jogadas e tudo mais já tinham sumido. 

— Vamos Mia! A toalha — James tinha colocado a cabeça para fora do box e esticou o braço. Eu ri sapeca e fingi pensar. 

— Vem pegar — disse a apertando contra meu corpo. Ele erguei a sobrancelha e para minha surpresa saiu do Box. Fitei aquele corpo atlético e musculoso, os pingos deslizando pela pele macia. 

Deus me ajude!

James sorriu malicioso com meu olhar e se aproximou de mim devagar e predador. Procurei me deter aos seus olhos. O moreno tocou meu queixo com o dedo e o puxou para si, quando nossos lábios estavam quase se unindo senti a tolha ser arrancada do meu corpo. 

— Filho da mãe! — Ele sorriu amarrando a tolha na cintura e caminhando até o vestiário enquanto assobiava. 

Revirei os olhos e comecei a me vestir. 

Quando voltei ao vestiário James já estava vestido, ao contrário do que pensei não eram roupas esportivas e sim uma roupa casual. Jeans e camisa da calvin clein branca. O abracei por trás enquanto ele fechava a bolsa. 

— Adorei que se arrumou para mim — inspirei o perfume masculino amadeirado recém colocado que misturava com a essência de erva doce do sabonete dele. Na ponta dos pés beijei seu ombro. 

James sorriu se virando para mim e segurou meu rosto me selando. 

— E eu adorei a surpresa. Se soubesse que ganharia isso por todo gol que declarasse a você já tinha feito isso antes — eu ri. 

— Fiz isso só porque o gol e candidato a gol mais bonito da copa — diz cara de pouco e ele riu plácido, os olhos me fitando com carinho. 

— Lembrei de tudo o que você me disse enquanto me preparava para bater, me deu força — sorri o beijando suave. 

— Fico feliz em ter ajudado, mas acho melhor sairmos logo daqui antes que mais alguém invente de entrar. 

James coloca a bolsa no ombro e toma minha mão. Saímos de fininho, o corredor vazio com apenas alguns funcionários de limpeza bem ao longe. 

Olhei para James de canto e seu olhar encontrou o meu. Sorrimos e minhas bochechas coraram fortemente.

Não acredito que fizemos isso. Que eu fiz isso. Deus! Mais foi tão bom... 

 

 

Dirigi pela orla de Ipanema com com vidros abaixados, a mão dele repousava confortavelmente na minha coxa enquanto o vento da noite brincava com meus fios. James olhava pela janela o visual noturno da praia. Ele não teria folga no Rio, apenas a noite de hoje até as 10 horas de amanhã, quando pegariam o voo para São Paulo. O treino dos titulares seria no dia seguinte, de manhã. 

Mas não queríamos nos despedir e como James estava dividindo quarto no hotel e minha mãe estava viajando decidi que minha casa seria um bom lugar. Mesmo um pouco receosa, porque levá-lo a minha casa seria um passo para uma intimidade que podia ser evitada, até para meu próprio bem. Mas eu ignorei a voz que dizia isso e reafirmei que não seria nada demais.  

Mostrei a casa a ele, James viu algumas fotos minhas com minha mãe e segundo ele nós parecíamos muito. 

— Queria te levar para um lugar mais interessante, te mostrar o melhor do Rio — o jogador me abraçou por trás, o rosto se encaixando na curva do meu ombro. 

— Ah, mas eu já conheço o melhor do Rio — sorri ao sentir nos lábios despejarem um beijo no meu ombro. Levantei o braço e levei a mão aos seus cabelos, me deliciando com a textura da parte cortada bem baixa. 

— Então, o que quer fazer, Sr. Rodriguez? — A ponta do seu nariz deslizava pelo meu pescoço. 

— Não sei, o que você quer fazer? — Suspirei.

— O que acha de assistir um filme?

— Acho ótimo. 

E nós ficamos ali, deitados no sofá da sala, juntos, como nunca imaginei que pudesse acontecer. Por um momento, esqueci o filme e parei para similar e desgastar aquilo. Olhei para nossas pernas entrelaçadas, o peito dele subia e descia tranquilamente, a respiração branda contra meus cabelos. Quando ergui a cabeça notei que a cabeça ameaçava cair no travesseiro, pescando de sono. Ri baixinho e ele piscou endireitando a cabeça, abrindo os olhos.

— Sh...pode dormir — ele coçou o olho com as costas da mão. 

— Não, eu só estava descansando os olhos — ri. James apertava os olhos e os abria lutando contra o sono.

— Sei que está cansado, pode dormir — negou.

— Eu quero aproveitar enquanto posso com você — um sorriso cálido e expontâneo cresceu nos meus lábios. Acariciei a base dos cabelos dele.

— E eu quero que você descanse. Quer que eu arrume o quarto para você? — Ele negou, bocejando. 

— Você não se importa se eu ficar aqui? 

— Claro que não — elevei meu corpo se forma que ficasse mais acima que o dele. James deitou a cabeça no meu colo e eu alisei seja cabelos enquanto ele se aninhava em mim beijando minha barriga. 

Na minha cabeça a pergunta veio: O que eu sou para ele? Distração, apenas alguém para suprir um lugar vazio?  

Não! Pensar nisso acabaria com tudo, esse era o tipo de pergunta que me faria recuar, hesitar. Então era exatamente o tipo de pergunta que eu não devia fazer. Porque eu já sei a resposta, e não era o que uma mulher mais sonha em ouvir. 

Continuei assistindo o filme, mas vamos fingir que não passei alguns minutos observando o jogador dormir plácido. Ele parecia um anjo dormindo. 

No final do filme James acordou.

— Ta com fome? — Perguntei a ele. 

— Morrendo — espreguiçou-se. 

— Então, vou preparar minha especialidade: massa — James sorriu preguiçosamente.

— Que garota prendada, sabe até cozinhar — pisquei me levantando. 

— Você não sabe de nada, querido. 

Segui até a cozinha e ouvi seus passos atrás de mim. Já na cozinha comecei a abrir os armários e pegar os ingredientes, os juntando no balcão. 

— Espero que goste de bolonhesa — James que estava apoiado na moldura da porta veio até mim. 

— Eu adoro, posso te ajudar?

— Claro. 

Peguei o celular e coloquei uma música legal e peguei algumas torradas e geléias para comermos enquanto cozinhávamos. 

— E você cozinha alguma coisa em casa? 

— Quando tenho tempo sim, mas é muito raro. Geralmente tem alguém para fazer, ou se não e saio para jantar — ele disse enquanto despejava os tomates da tábua na panela. 

— Então quer dizer que estou presenciando um momento histórico? — Ergui os olhos da minha tábua com a carne picada. 

— É muito provável, então aproveite senhorita — sorrimos e voltei a temperar a carne. — Sabe, isso me lembra muito minha infância. 

— Jura? Porque? — Ele despejou mais azeite na panela e manjericão. 

— Tenho na memória a cena de chegar em casa depois de passar a tarde jogando futebol no Tolimense, academia que meu padrasto me inscreveu, e ver minha mãe cozinhando com minha irmã ainda pequena no seu colo — vi um certo brilho saudosista nos seus olhos. — Não foi uma época fácil, nada nunca foi muito fácil para nós, mas sempre tínhamos o que comer, tínhamos um ao outro. E na cozinha...eu ainda lembro do cheiro do aijaco — inspirou buscando o odor na memória. — Era simples, mas era ali que nos uníamos. E isso agora, me fez lembrar desse momento, desse momentos. 

Sorri.

— Geralmente os melhores momentos são assim, não é? Simples, expontâneos, únicos — James anuiu. 

— É que faz tempo, que eu não vivia algo assim.

Imaginei que sua vida havia mudado muito, ele agora vivia em um mundo cercado luxo, poder, dinheiro e olhos. Morava em Monte Carlo, no Principado de Mônaco, era um jogador nível copa e tinha tudo para crescer. Não era de se surpreender que a muito tempo não vivia momentos simples como cozinhar e comer a própria comida. 

— Acho que se gosta, devia investir nisso. As vezes o mundo que nos rodeia sufoca e faz nós perdermos quem nossos ou o que mais amamos — ele me fitou e na sua expressão li que compreendia perfeitamente o que eu dizia.

— Já te disseram que você é muito madura para sua idade? 

— Já te disseram que você fala como se fosse muito mais velho que eu? — Rebati e ele riu.— Qual é? São só 4 anos, vovó — os olhos do jogador escureceram na hora. 

— Prefiro papai — comprimi um sorriso e ele piscou. 

Do nada enquanto cozinhávamos começou a tocar uma salsa que eu tinha ouvido em um filme e salvei. James se virou para mim e perguntou:

— Você curte salsa? — Rolei os olhos e disse:

— É um dos meus ritmos preferidos. 

— O meu também, apesar que não sei dançar tão bem — soou com o cenho franzido em consternação. 

— Você não é tão mal, pelo o que me lembre. 

— Aquilo são meses de prática com meu amigo Pablo, ele que é o especialista — levou uma torrada a boca. 

— Quer dizer que você tem um amigo bailarino? 

— Ah não. Ele só se mostra, mas você iria adorar ele e se gosta de salsa ia gostar da cumbia, dançamos muito dos treinos. 

— Cumbia? 

— É um ritmo colombiano da periferia, demos uma adaptada para as comemorações no jogo — lembro de uma das comemorações dos jogadores colombiano. 

— Ah! Eu lembro, no primeiro jogo — ele riu anuindo, as bochechas levemente vermelhas. — Achei interessante, me ensina? 

O camisa dez ergueu a cabeça do escoador de macarrão e fingiu pensar. 

— Não sei se vai conseguir aprender, é bem difícil — cruzou os braços. 

— Ah! Vamos lá, vou dar meu máximo. 

Ele se impulsionou para longe da bancada.

— Tudo bem, vamos lá — ergueu a mão e me chamou para o dentro da cozinha. Dei a mão a ele e que ajeitou minha postura e a posição dos meus braços. 

— Primeiro vai colocar um pé na frente e deslizar para trás — mostrou. — Então o pé do lado vai passar na frente deste — novamente mostrou-me. — E depois o pé de trás vai para o lado do que passou a frente. 

— Acho que entendi — falei em prontidão. 

James me mostrou mais uma vez e eu o acompanhei. Fizemos isso umas duas vezes, até fazermos juntos. A mão dele na minha cintura, e outra segurando minha mão mais esticada. A distância entre os corpos era maior. Treinamos mais algumas vezes até que eu pegasse. E logo já estávamos fazendo os rodopios da dança pela cozinha. Eram dois giros meus e depois dele, intercalados. Mas quando ele me girou, vez isso tantas vezes seguidas, me passando por trás de si, pela frente, por tudo e não sei se foi a tontura que me deu, mas fiquei rindo e ele também. Por fim já estávamos misturando tantos ritmos que a dança ficava engraçada, ainda mais quando fazíamos passos exagerados. 

Quando o macarrão ficou pronto, arrumei a mesa e nós sentamos para comer. 

— Isso ficou bom mesmo, não ficou? — Falei. 

— Estava duvidando das minhas habilidades como auxiliar? — Ele colocou a mão na cintura cerrando os olhos. Eu revirei os olhos sorrindo. 

— Como auxiliar você é um ótimo jogador, ainda bem que nasceu com esse dom — ele fez careta para mim. — Que maduro, Rodriguez. 

— Como você disse, sou tão criança quando você — disse após levar uma garfada de macarrão a boca. Fiquei pasma. 

— Mas esta muito ousado ele — James sorriu para mim mandando um beijo no ar. Fiz cara de deboche. 

— Sou um rapaz ousado, baby.

— E eu era a " muito madura para minha idade" — murmurei limpando falsas lágrimas.

— Melhor continuar como bailarina que como atriz está péssimo — joguei o guardanapo nele que ria alto. 

— Meus dons artísticos não podem ser enxergados pelos olhos de um amador — ergui o queixo plena. 

— Amador? Eu assisti quase todas as novelas da televisão entre os 9 e 15 anos, porque minha mãe era viciada. Sou especialista em dramaturgia.

— Nossa! — Levei as mãos ao peito. — Por essa eu não esperava. 

— Pois é, tenho muitas habilidades ainda guardadas — senti o sentido duplo da frase e preferi dar uns bons goles de água. 

Em um momento do jantar James comentou sobre sua filha e que sentia muita falta dela. Ele me parecia muito apegado a pequena Salomé. 

— Falta pouco tempo para o fim da copa — falar aquilo fez meu coração apertar. Falta pouco para ele ir embora. — Logo vai encontrá-la. Já falou com ela hoje? 

— Fiz uma chamada de vídeo, ela parece tão maior. Porque eles crescem tão rápido? — Sorri cálido alisando sua mão por cima da mesa.  

— Então trate de aproveitar muito com ela quando a encontrar para compensar os dias longe — ele sorriu beijando minha mão. 

— Você sempre sabe o que dizer, não é? 

 

 

… 

 

 

— Eu devia ir para o hotel — falou enquanto eu fazia desenhos no peito dele. Suspirei.

— Deveria. 

— Quer que eu vá? — Ergui meu rosto para ele, James parecia acreditar que eu achava aquilo mesmo. Sorri e beijei seus lábios. 

— Claro que não. Pode ficar e ir amanhã quando acordar. 

— Está me convidando para dormir na sua casa, na sua cama? — Seu tom é dramatizado. — É um passo importante na nossa relação. 

— Não é como se não tivéssemos dormido juntos antes — ele revirou os olhos e puxou meu queixo, beijando-me novamente. Ele trocou de posição ficando por cima de mim.

— Mas na sua cama é diferente — sussurrou, mordi o lábio. 

— Quer experimenta-la? — James humedeceu os lábios. 

— Me mostra o caminho — sussurrou. 

Nós levantamos e fomos até meu quarto. O penúltimo do corredor. Ao entrarmos no quarto James me pegou no colo e me deitou na cama, nossas bocas se união com necessidade controlada, dosando a intensidade. Ficamos juntos novamente e posso dizer que exploramos muito bem o quarto. Terei boas memórias de cada lugar agora, principalmente do tapete. 

O cansaço me tomou com força depois que despenquei no tapete e James se colocou atrás de mim. E senti seu corpo quente colar ao meu foi bem gostoso. Ficamos um tempo em silêncio, meus dedos deslizando pelo braço dele enquanto os dele afagavam minha barriga exposta. Aos poucos meus olhos foram pesando e até mesmo a respiração dele no meu ombro me fazia relaxar. 

E quando eu estava quase me entregando ao sono o ouvir dizer: 

— Você é como uma droga, Mia. Sei que vou me foder se continuar, mas preciso de você — sussurrou, imagino que pensava que eu estava dormindo, porque suspirou e disse:

— Você mexe muito comigo, amor.

Meu coração disparou, eu realmente pensei em abrir os olhos e falar algo. Mas não falei nada, sequer me movi, apenas fingi que estava dormindo de fato. Ele não queria que eu ouvisse aquilo, e talvez fosse melhor fingir que não ouvi mesmo. Eu já tinha me machucado demais e me abrir para isso seria como mexer em uma ferida recente. Mas não nego que meu coração amoleceu, não nego que ele saltitou com a ideia de eu não ser só uma distração. Ele disse que precisa de mim, que eu mexo com ele. Mas até que ponto isso é bom, nas atuais condições?


Notas Finais


O que acharam!? JAMES SE DECLARANDO!! Sexo no banheiro do vestiário. O que mais gostaram? O que não gostaram? Me contem tudo, porque vocês sabem que eu amo saber.
Quando mais vocês interagem, mais eu me motivo para escrever e postar. Ou seja, capítulos mais rápido e melhores hein! Haha
Já tenho muitas ideias para os próximos capítulos, vocês vão pirar com tudo o que vai acontecer. To muito animada.
Escrevi a fanfic toda ouvindo música latina e reggeaton : Nicky Jam eu te venero, muita inspiração.
Vou me calar antes que fale demais e dê spoiler, besitos amores.


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