História I know he's married - James Rodríguez - Capítulo 8


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Categorias Cristiano Ronaldo, Francisco "Isco" Suárez, James Rodríguez, Luka Modric, Marcelo Vieira, Marco Asensio, Sergio Ramos, Toni Kroos
Personagens Francisco Román Alarcón Suárez, James Rodríguez, Marcelo Vieira, Marco Asensio, Personagens Originais, Toni Kroos
Tags Adultério, Copa Do Mundo, Futebol!, James Rodriguez, Marco Asensio, Nick Slater, Real Madrid
Visualizações 430
Palavras 4.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HOLA MIS AMORES!
Primeiro queria agradecer pelos comentários e favoritos, vocês são demais.
Tava super ansiosa para postar esse capítulo, já já vocês entenderão porque.
Espero que gostem 😘

Capítulo 8 - Perdi o jogo...


Quando acordei James não estava mais no quarto e eu estava na cama. No meu celular uma mensagem dele esperava: 

" Como sempre, odeio te acordar. Nós vemos quarta-feira.

Sorri cálido e me levantei. Essa hora Vânia já devia ter chegado. 

Tomei um banho e arrumei minha bolsa para o treino. Passei na cozinha e cumprimentei Vânia. Tomei café e me despedi partindo para o ensaio. 

As palavras de James me atormentaram o dia inteiro.

 

P.O.V James. 

 

Estávamos no restaurante do clube. Quinteiro contava uma história que havia passado com Bacca em um passeio quando fomos a Fortaleza, todos nós riamos. Ele costuma ser o mais engraçado do time, sempre descontraindo nos treinos.

Então Ospina chegou, mas sua cara não estava muito boa, na realidade a cara dele não estava muito boa para mim desde ontem quando voltamos.

— Olha quem chegou! O melhor pegador de bolas do mundo? — Bradou Bacca, ele costumava rir e retribuir o "elogio" com outro elogio tão bom quanto. No entanto, dessa vez ele continuou sério e me olhou. 

— Podemos conversar James? — Eu franzi o cenho e passando a mãos na calça anui.

— Claro — me levantei e notei que o clima na mesa era de curiosidade e tensão, mesmo que ínfima.

Enfiei o celular no bolso e caminhei com ele para fora do salão até o corredor.

— Está tudo bem, houve alguma coisa com a Jessica? — Jessica era a mulher dele.

O goleiro negou e esfregou a mão no rosto bufando. Então me olhou e disse:

— James eu sei o que está acontecendo — meu coração palpitou no peito, mas uni toda a minha cara de pau para franzir o cenho e perguntar:

— Sabe sobre o que? — Ele não piscou.

— Não seja idiota, acha que não percebi como está estranho? Some, fica aéreo as vezes, fica rindo ao telefone, parece um adolescente apaixonado e sei muito bem que isso não tem nada haver com Daniela porque ela me ligou perguntando de você antes de ontem, perguntando porque não atendia o telefone — engoli seco e tentei manter minha mascara de frieza sólida. 

Eu vi sua ligação ontem de manhã depois de ter acordado ao lado de Mia. Me senti tão culpado que não consegui retornar. 

— Olha James, eu confiava muito em você, você sabe que é como um irmão para mim e eu sei o quanto é difícil ficar longe da família ainda mais você que não as vê a mais tempo que eu.

De fato, eu fui antes para Colômbia para tratar de uma lesão pequena a tempo para copa. Fiquei duas semanas a mais que todos em treinamento. Para comprovar que eu estava apto para os jogos. Fora que desde que eu fui morar na Europa minha vida mudou muito, principalmente agora jogando no Mônaco. Assim como minha vida mudou, a Daniela também. Ela sempre teve o trabalho dela como jogadora de vôlei e modelo, mas no ultimo ano tudo tem ficado mais frenético. Dificilmente temos tempo juntos e quando acontece nossas atenções são para Salo. Não que não tivéssemos mais um relação de marido e mulher, mas isso diminuiu desde que Salo nasceu e que nossas vidas se tornaram mais públicas. 

E agora ele ia contar para ela, minha família acabaria. Pensei em Salomé, em Daniela e tudo o que construímos, o tempo que passamos juntos. Quatro anos de casados, parecia pouco tempo, mas para nós era infinito. Eu prometi no altar que ia cuidar e protege-la, que não ia trair e não ia abandonar. 

O que estou fazendo? 

— Mas eu espero que esse seu caso termine aqui e que fique aqui. Você tem uma família, uma filha pequena e minha irmã te ama, ela não merece isso.

Abri a boca para responder, mas ele fez sinal para que eu parasse. 

— Então o que quer que você esteja fazendo, se você não por um fim até o dia que fomos embora, eu conto a ela. Sei que você não quer destruir sua família, e eu odiaria fazer isso.

Engoli seco. Ele não iria contar, mas nem por isso minha consciência parou de pesar. Com a voz baixa, mas do que eu gostaria, eu disse:

— Eu a amo e amo demais minha família para deixar isso nos afetar, pode deixar que vou acabar antes que voltemos. 

— Estamos conversados então? — Ele inclina o rosto para baixo para falar mais próximo, uma forma de me intimidar.

A ultima vez que ele fez isso foi quando me conheceu e soube que eu estava namorando sua irmã. Depois de me pressionar para ver qual eram minhas intenções, porque os pais dela eram relutantes a ideia que estivéssemos juntos, ele me ajudou e ficamos amigos. Desde então eu e David tínhamos plena confiança um no outro. 

— Estamos — ele assentiu e deu as costas caminhando direção em que viemos. — Mas nós ainda somos amigos? — O meu cunhado se virou.

— Eu não sei James, vou demorar para confiar em você depois disso — anui um pouco triste. 

Pensei em dizer algo, mas percebi que o que quer que eu falasse não ajudaria em nada. Falarmos mais sobre isso só piorada as coisas, eu teria que falar sobre Mia e o que eu sinto por ela — que na realidade eu nem sei ao certo — e no final eu acabaria comparando a Daniela, nunca daria certo. 

Assim que ele cruzou o corredor e saiu do meu campo de visão levei as mãos a cabeça e bufei. 

Vou falar com ela, não queria terminar assim por telefone, mas quanto menos contato tivemos a partir de hoje será melhor. Fora que olhá-la nos olhos e falar aquilo seria horrível. Embora Mia soubesse de tudo e eu nunca tivesse lhe prometido nada, eu não esperava que tudo isso acontecesse. Não imaginei que chegaríamos a esse ponto. Eu deixei isso passar dos limites, era só para ser sexo, algo para eu relaxar...porra! O que eu fiz? 

Não voltei ao refeitório, fui direto para o quarto. Peguei meu celular em cima da mesa carregando e me vi na frente da conversa.

" Mia, será que eu posso te ligar mais tarde?" — Seria mais digno que falar por mensagem. 

Ela não me respondeu imediatamente, devia estar ocupada. Deixei o celular ali e decidi descer para o refeitório. Enquanto ela não me respondesse eu não podia fazer nada. 

 

… 

 

Se eu dissesse que consegui terminar, seria uma grande mentira. Em suma, liguei para ela e na hora que sua voz soou pelo telefone, hesitei e comecei a falar um bocado de coisas que não tinham nada haver. 

Foi ridículo, porque durante de uma hora de ligação não consegui dizer nada e foi assim todos os dias. 

 

P.O.V Mia 

 

James estava estranho, esses últimos dias quase não nos falamos. Bem, ele me havia me avisado que poderia ser mais complicado porque o próximo jogo seria contra o Brasil, dono da casa e o maior campeão mundial, e eles sequer tinham uma semana para treinar, por isso estavam 101% focados. Eu compreendi, jamais queria atrapalhar ele. Mas mesmo assim, não nego que fiquei com um pé atrás. 

— Ele disse o que? — Am quase gritou. Eu havia acabado de contar a ela sobre o que James disse quando pensou que eu estava dormindo.

— Isso mesmo que vocês ouviram — Am se atirou para trás na minha cama e Giva deu um grito pela chamada se vídeo do celular. 

— Meu Deus! — Giva disse. 

— Mas ele falou isso porque achava que eu já estava dormindo. É óbvio que não queria que eu escutasse, porque sabe que isso podia me iludir — as duas me filmaram em silêncio.

— Você tem ideia do que ele disse? Você mexe com ele, ele precisa de você e outra...disse que ia se foder se continuar, porque simplesmente pode começar a gostar de verdade de você — Am praticamente berrava enumerando os seus fatos constatados nos dedos. Meu coração deu um salto com a possibilidade de isso ser real. 

— Mas isso não melhora as coisas, Am. Ele ainda é casado e está carente pela falta da família. Eu não posso me iludir achando que ele vai deixar a mulher por minha causa, até porque isso seria horrível. Ele tem uma filha pequena. 

Am abaixou os olhos.

— É verdade, mesmo que ele tenha dito isso, a situação ainda é complicada demais. Mas você ainda pode aproveitar enquanto ele está aqui, tenta esconder teu coração Mia. 

Giva suspirou.

— Amanda, nós sabemos que ela pode estar se fechando ao máximo para ele, mas é difícil. A relação deles é muito intensa, ele colocou ela no lugar da família dele, de certa forma, e ela o colocou no lugar que por muito tempo foi preenchido por Nicolas. Os dois chegaram um ao outro de coração partido e sozinhos, mas ele, pior que ela, tem uma família o aguardando e mais cedo ou mais tarde ele vai voltar para ela. 

Giva tinha razão, foi tudo tão rápido e intenso, nos entregamos um ao outro para tapar o vazio que nos consumia. 

— Mia, eu sei que você pode me odiar por dizer isso, mas talvez seja a hora de você se afastar dele — meu coração apertou.

Me afastar...?

— O fato de ele dizer isso, mesmo você negando, te deu esperança, e o fato de ele sentir isso vai tornar tudo muito mais complicado. Ele pode querer te fazer de amante dele e você vai sofrer, a ultima coisa que eu quero é que você sofra de novo por um cara que vai te colocar em segundo plano. 

Eu fiquei em silêncio, a cabeça tão cheia. 

— Giva tem razão, e até eu ficaria mexida com isso. Talvez seja melhor você se afastar logo, antes que comece a sentir algo de fato por ele — disse, Am mais sensata. — Não queremos que você sofra, Mia. 

Na minha mente comecei a lembrar de todos os momentos nossos juntos, de quanto eu me sentia feliz ao seu lado, de como foi bom, de como me diverti. Queria tanto tê-lo conhecido de outra forma, ele com certeza seria o tipo de cara que eu namoraria. Porque, pela primeira vez eu me senti especial, ele me dava atenção e me fazia sentir única quando estávamos juntos. Mas eu não era única em seu coração, não sei se sequer estava lá. Elas tinham razão.  

Levei as mãos o rosto e o esfreguei bufando.

— Eu vou me afastar, vai ser melhor assim — falei por mim e vi Giva sorrir fraco pelo celular. Am passou o braço pelos meus ombros. 

— Nos amamos você — elas disseram em uníssono. 

— Aff! Queria estar aí — sorrimos para ela. 

 

Não falei com James nos últimos dois dias e silenciei a conversa para que não ficasse tentada a respondê-lo. Eu sei que devíamos conversar, mas eu não tinha coragem para isso e em uma atitude infantil decidi me afastar dessa forma. Amanhã seria o jogo, em Salvador contra o Brasil e não se falava de outra coisa. Minha mãe até perguntou se eu queria ir, porque ela estava cuidando de um hotel novo lá e podíamos assistir juntas. Mas eu disse a ela que preferia assistir pela televisão aqui em casa mesmo. 

Foram dias um pouco difíceis, eu me enfiei no balé e no tempo livre decidi ir com uns amigos da faculdade para um centro de recuperação muscular, ósseo e motor de um hospital de referência. O tio de um dos meus colegas de classe era o figurão da medicina aqui no Rio, então conseguimos entrar para ver como tudo funcionava e termos um dia de "residentes", o que não acontece com alunos do 2º período. Foi um dia tão cansativo que se quer olhei para o telefone. Mas valeu a pena, aprendi tanto e fiquei mais apaixonada ainda pela profissão que escolhi. Recuperar vidas. 

Quando cheguei em casa, já era cerca de nove da noite e depois de tomar um bom banho me deitei na cama e abri o celular. Haviam diversas mensagens, a maioria do grupo que fizemos para ir ao hospital, todos comentando sobre o que mais gostaram na experiência e como foi maravilhoso. Desci as conversas e vi uma mensagem que fez meu coração gelar. 

" Mia, você vem?" — Demorei uns 2 minutos para abrir a conversa e quando abri notei que ele havia mandando uma mensagem de ontem pela manhã. 

" Cheguei em Salvador agora, te mandei os ingressos pelo email."

" Sei que é seu time, mas sua presença aqui me ajudaria muito. Além do mais você prometeu que torceria pela Colombia, lembra?"

De noite mandou outra.

" To tão nervoso com esse jogo, queria que você estivesse aqui." — Meu coração apertou com força. 

" Ta tudo bem?

" Mia, você vem?" — Essa foi agora pouco, a menos de uma hora. 

Meus dedos tremeram. Me senti culpada por não falar da minha decisão antes, mas falar agora poderia afeta-lo e afetar seu desempenho no jogo. E isso era a ultima coisa que eu queria. Era melhor eu esperar e falar com ele depois. 

Talvez eu devesse respondê-lo, ele saberia que eu visualizei. Mas o que eu faria? Eu não queria chatea-lo. 

" James, eu não vou poder ir dessa vez. Desculpa." — Digitei e passei uns 10 minutos pensando se mandava ou não. 

Eu devia ir, pelo menos para apoia-lo, afinal ele estava sozinho e...não! Ir significava vê-lo, e vê-lo significava me perder completamente da ideia de me afastar.

O aparelho vibrou minutos depois. 

" Tudo bem... mas houve algo sério? Sua mãe e seu avô estão bem? "— Comprimi os lábios sentindo um nó se formar na minha garganta.

Não consegui responder. Eu teria que falar o motivo para ele mais cedo ou mais tarde, mas eu não conseguiria dizer agora. 

Desliguei o celular e engoli as lágrimas que se formavam nos meus olhos. 

 

 

No dia seguinte eu tive ensaio pela manhã. Foi péssimo, não consegui me concentrar, errei vários passos e Mousar me mandou para casa mais cedo. Am ficou preocupada comigo e perguntou se eu queria ir para sua casa mais tarde, mas eu neguei afirmando que preferia ficar em casa. Ela sabia que o jogo era hoje e que meu coração ia ficar na mão com tudo isso. Mas eu realmente preferia ficar sozinha hoje. 

Quando cheguei em casa decidi que iria estudar para me distrair. O que não deu muito certo, já viu alguém se distrair estudando? Pois é. Então fiquei fingindo que estudava, lendo a mesma página vinte vezes e sem entender nada. Mas em dia de jogo do Brasil é impossível você não saber no jogo, mesmo que você se isole, sempre vai ter aquele vizinho que grita gol pela janela, ou os carros buzinando... então ouvi o primeiro gol e as buzinas e fogos. 

Com o coração na mão, liguei a televisão. O Thiago maravilhoso Silva tinha feito o gol, e eu sinceramente devia estar feliz, mas não consegui. Principalmente quando filmaram a cara do craque do time. James ou as mãos no rosto e bufou. Começar um jogo perdendo isso desestabiliza. 

A bola voltou a rolar, e o time brasileiro tinha a posse de bola, quase não deixava a Colômbia tocar e quando deixava eles não chegavam ao gol. A zaga estava como um paredão, Julio Cesar sequer pegava na bola que os meninos já chutavam para longe da área brasileira. Parecia que o mostro verde amarelo estava conseguindo abafar a recém chegada Colômbia e seus jogadores cheio de sonhos. 

Fiquei agoniada durante todo o primeiro tempo, meu coração apertado por não estar lá. Eu não sei, talvez não fizesse tanta diferença para ele, ele falava que sim, mas pode ser que não. Quer dizer, eu não faço ideia de como ele se sente sobre isso. Mas, o fato é que eu estou me sentindo muito culpada. 

O primeiro tempo foi um massacre, James saiu cabisbaixo, pelo o que eu o conhecia estava se culpando por não ter apresentado seu melhor. Ele sabia que podia fazer muito mais. Os comentaristas eram horríveis, só falavam dele e o quanto seu nível tinha caído, como se ele fosse o único jogador colombiano. 

Aí que raiva! 

No segundo tempo houve uma mudança no time colombiano, e o brasileiro continuou igual. Os ânimos estavam alterados, a Colômbia, hoje de vermelho, colocou toda sua energia e força e foi para cima. Nos primeiros vinte minutos houveram duas finalizações colombianas, o jogo havia se equilibrado, mas o placar estava estagnado. As defesas de Ospina e de Julio Cesar pareciam impossíveis de se fazer, Hulk quando pegava na bola mandava para o gol, mas parece que não estava no dia de sorte. James não estava brilhando hoje, eu via que ele estava tentando, mas estava difícil. As coisas ficaram dramáticas quando Yepes fez um gol e foi anulado. Os jogadores arrumaram uma confusão e fiquei tensa quando James foi para cima do árbitro, notei que ele tinha se descontrolado. 

Deus! Não faz isso, pelo amor de Deus! Segura onda. 

Então o juiz ergueu o cartão amarelo para ele, James saiu rindo sarcástico.

Porra Rodriguez! 

Mas eu vi pelo brilho nos seus olhos que ele ia fazer de tudo agora. Que lutaria com unhas e dentes.

James roubava a bola e seguia para a área brasileira, mas era duramente marcado por Fernandinho. Várias vezes eu xingava e pedia uma falta, mas nada foi marcado. Apesar disso foi um festival de cartões, até Thiago levou cartão e estaria fora do próximo jogo. Davi Luiz arrancou com a bola pela lateral e um jogador colombiano o atingiu com força, o fazendo tropeçar a cair.  O árbitro marcou falta. Fiquei tensa, muito, muito tensa. 

Os jogadores foram até o convencer do contrário, que ele foi na bola e não no jogador, mas o árbitro negou e deu a cobrança de falta com uma barreira de 4 jogadores. 

Eles se posicionaram na frente do lugar marcado pelo juiz, Davi Luiz se posicionou também, colocando a bola da marca branca. 

Quando dois passos grandes para trás o árbitro apitou, autorizando a marcação. Os jogadores da barreira abaixaram os braços junto ao corpo, e quando o zagueiro brasileiro chutou a bola todos pularam. Mas ela os ultrapassou, fazendo uma curva e atingindo o cantinho do gol. Um gol lindo e muito comemorando. Mais fogos, buzina e gritos do lado de fora. 

A multidão vibrava, os jogadores da seleção canarinho se abraçaram na frente da torcida. 

2x0. 

O jogo voltou com uma vontade enorme colombiana e mais uma grande vantagem brasileira, era vinte e poucos minutos do segundo tempo e vi a torcida latina desanimada com a possível derrota, enquanto a brasileira festejava. A vontade colombiana o fazia alterar os ânimos, eles se tornaram agressivos e Yepes levou um cartão amarelo em uma dessas alterações. 

Os comentaristas falavam que a Colômbia estava perdida, sem ordem e por isso usavam da força na reta final. Eles tentavam muito, e por algum tempo o jogo aconteceu só na área brasileira, com as investidas colombianas mal fadadas. 

Mas então nos 38 do segundo tempo em um bom avanço da equipe colombiana com Bacca, recém chegado ao jogo, o goleiro brasileiro fez levantou a perna batendo o joelho contra o de Bacca que caiu, rolando no chão. 

O juiz correu marcando o pênalti. 

A equipe colombiana comemorou, e o torcida também. 

James foi chamado para cobrar. A câmera fechou no seu rosto quando ele se posicionou na marca do pênalti. 

No peito meu coração pareceu parar. Ele colocou a mão na cintura e esperou o juiz autorizar. Imaginei o que se passava na sua cabeça, devia estar uma confusão ali dentro. O apito soou. A torcida vaiava. James se afastou na gola, começou a corrida e fazendo uma parada próxima a bola, chutou.

Gol! 

James pegou a bola, colou de baixo do braço correndo até a multidão do seu time e beijando a tatuagem com o nome da sua filha. 

Sorri, de certa forma meio aliviada. A torcida pareceu tomar um novo animo, cantava e gritava tentando empurrar o time, que teria, no mínimo que empatar o jogo em dez minutos. 

Dizer que aqueles dez minutos foram dramáticos foi pouco, um teste para cardíacos com bolas a gol e grandes defesas de Julio Cesar. James até mesmo trocou de lado, mas foi fortemente marcado por Davi Luiz e Thiago Silva. 

E nos últimos minutos vi Neymar jogado em um canto do campo, Marcelo gritando para que parassem o jogo. O árbitro foi para perto. O camisa dez brasileiro chorava de dor, com a mão na lombar. Fiquei imóvel. Algo sério aconteceu. Então a cena foi reprisada, Zúñiga acertando a lombar de Neymar com o joelho e o empurrando para baixo pela nuca. Ambos caindo depois. 

Os comentarias estipularam que podia ser algo grave e foi aí que fiquei bem preocupada. Perder Neymar essa altura do campeonato seria uma grande perda. 

James foi para perto do jogador também, mas logo ele foi tirado do campo de maca.

Aquele era um lance para cartão vermelho, mas o juiz não viu e jogo continuou por mais seis minutos. 

Podia dizer que foram minutos agonizantes. Ao tempo que não queria que a Colômbia saísse, eu também não queria ele meu país saísse. Odiei esse jogo, desnecessário jogarem juntos. 

Vi James praticamente deixar o sangue em campo, ele e os outros jogadores foram guerreiros e deram trabalho a equipe canarinha até os últimos segundos. 

Mas foi quanto o Juiz apitou que o grito de comemoração brasileira ecoou. Semi final! E o choro colombiano também veio. Ospina se ajoelhou no campo chorando, assim como vários outros jogadores. Vi James entre eles, agachado com a cabeça baixa.

Meu coração pareceu sufocar. Eu só queria abraçá-lo. 

Ele ergueu o rosto rapidamente, seus olhos estavam vermelhos e lágrimas desciam devagar pelo rosto. Ele as limpou rapidamente. 

A imagem mudou para a torcida, os jogadores brasileiros. Mas eu queria vê-lo, queria estar lá para conforta-lo, para abraçá-lo. Ele estava sozinho. 

Quando voltaram a filma-lo Davi Luiz e Daniel Alves abraçava. Sorri com a cena. O comentarista falava de como era bonito o futebol e esse respeito. 

— Tem que respeitar esse menino, primeira copa e dando esse show. Foi grande o menino Rodriguez — disse Galvão. 

Então Davi pediu aplausos da torcida para o camisa dez, James ainda chorava olhando para o público. Ouvi a torcida gritar seu nome e aplaudir. James agradeceu erguendo o braço com um sorriso amarelo no rosto. Por fim eles se abraçaram e trocaram camisas. 

Quando Davi o deixou, James continuou sozinho por um tempo, as lágrimas nos seus olhos até que seguiu na direção do vestiário e o seu técnico o confortou. 

A transmissão acabou, apenas os comentaristas falando sobre o jogo que viria. 

Agora ele iria embora. O momento que eu sabia que iria acontecer, mas que parecia tão longe, tão impossível, chegou.

Bom, eu ao menos sei se o veria novamente. Provavelmente não. Quando as seleções são eliminadas elas voltam imediatamente para casa, são questões de um a dois dias. Mas o fato é que eu escolhi isso. Eu escolhi não ir, escolhi esquecer. Agora eu tenho mais outro motivo para isso, ele iria embora, já não bastaria sofrer por uma pessoa casada ainda tinha que ser um cara casado que mora do outro lado do mundo? 

Eu ouvi a razão, mesmo com meu coração apertado e minha consciência pesando pela "responsabilidade" que eu designei a mim mesma em relação a ele, acredito que foi a decisão certa. 

Vê-lo hoje daquele jeito, eu não teria coragem de falar o que eu devia, meu coração amoleceria e eu acabaria por me abrir para ele. Acabaria me entregando demais e me machucando novamente. 

Decidi responder a mensagem de James e deixar tudo bem claro. 

" Está tudo bem, não se preocupe comigo. Assisti ao jogo e sinto muito pelo o que aconteceu. Mas quero que saiba que acho que seu povo está orgulhoso de você, James você superou qualquer expectativa, essa copa foi a primeira de muitas. Ainda vai levar a Colômbia para uma final e se Deus quiser um título, acredito plenamente nisso.

O fato é que eu tomei uma decisão: me afastar de você. Acredito que vai ser melhor para nós dois assim. Essas semanas foram incríveis, estar com você foi incrível e eu nunca vou me esquecer. 

Espero que você seja muito feliz daqui por diante, que você cresça mais ainda — como sei que vai — e que realize seu sonhos, mas nunca esqueça de onde veio e que os momentos mais simples e expontâneos sempre são os melhores. 

Foi muito bom te conhecer Rodriguez."

Eu poderia dizer muito mais, mas não queria soar sentimental ao falar do quanto ele mexeu comigo. Então procurei ser o mais sucinta e prática possível. 

Mandei e senti as lágrimas encherem meus olhos. Lutei contra elas, lutei mesmo. Mas eu me permiti sentir algo por ele, essa era a verdade. E eu podia me culpar por isso, mas nesse momento eu não iria. James mexeu comigo porque foi o único cara que me fez sentir como eu queria, foi o único que me tirou do chão, que me escutou e me compreendeu quando falei sobre minhas dores. Ele era um cara incrível, amoroso, carinhoso, maduro — as vezes — e engraçado. Era quase impossível não se envolver, não sentir algo. Principalmente eu que me acostumei com caras idiotas e babacas como Nicolas. Eu não sei o que me atraia a ele, mas eu sempre acabava caindo no seu papinho e geralmente estava tão carente, por nunca achar alguém que me interessasse e me sentir uma merda por isso que me entregava a ele, sempre achando que te-lo, mesmo que em parte, seria melhor que não ter nada. Até que eu dei o basta, e depois disso os caras que fiquei não me despertavam qualquer sentimento relevante, ou eram estúpidos e não combinavam comigo. Talvez meu problema ter me fechado e começado a escolher demais. Mas foi para me proteger, depois de tanta decepção na minha emocional. Dai James apareceu, aquele seu jeito meigo, mas ao mesmo tempo tão sexy e másculo. Ele me mostrou tanto de si na nossa primeira conversa, e me fez desabafar com ele — que apesar de não parecer, é algo que não costumo fazer facilmente — e parecia realmente querer saber sobre mim, parecia se importar . Ele me tratou melhor sendo um estranho, do que Nicolas sendo o meu amigo de infância e o cara que eu gostava. Ele me fez sentir mulher, e não uma garota que mendigava por atenção. Foi por esses e vários outros motivos que eu me encantei por James. A mulher dele tem muita sorte de te-lo achado. 

E enquanto eu pensava isso as lágrimas me desciam os olhos, traçando caminhos húmidos pelas minhas bochechas, pescoço até molhar a camisa. Me encolhi contra a cama e mudei de canal, mas parecia todos decidiram falar de futebol hoje. Acabei parando em um programa de reforma de casas. Fui na cozinha e fiz pipoca, fiquei me empanturrando de porcaria assistindo aqueles programas do Home & Health chorando até pelo beijo de um casal que acabou de receber a casa reformada. Logo eu peguei num sono profundo.

 

 

Durante o sono ouvi um barulho estridente como o de sinos. Primeiramente achei que era um sonho, depois que ouvi novamente percebi que era real. A campainha tocou novamente. 

Me sentei na cama devagar bocejando. Olhando pela janela vi que ainda estava escuro e chovia forte. Me perguntei se minha mãe tinha falado que voltaria ainda hoje, o que não faria muito sentido porque ela tem a chave, mas ela poderia ter perdido. 

Me levantei meio zonza de sono e caminhei coçando os olhos meio inchados pelo sono e pelo choro até a sala. Girei a chave e abri a porta. 

Não acreditei em quem vi ali.


Notas Finais


EAI? QUEM SERÁ? ME CONTEM O QUE ACHARAM! Gostaram, não gostaram? Mia esta certa em querer de afastar? Está certa em te-lo abandonado em um dia importante para ele? E James, ele vai terminar, aceitar o que ela pediu? COMO FICARÁ NOSSO OTP?
Juro que fiquei esses dois dias esperando o resto dos comentários, e CADÊ VOCÊS?
Estava tão feliz com todo mundo interagindo. Por favor, NÃO ME ABANDONEM.


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