História I Like The Boss ( TaeKook ) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 5.312
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fluffy, Lemon, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Andei lendo umas coisinhas numa vibe mais, digamos, "agridoce", e me inspirei pra escrever algo assim usando a ideia de chefe e secretário que os meninos encenaram.

Espero que gostem. 🙈

Capítulo 1 - Mais uma dose de chocolate quente


Fanfic / Fanfiction I Like The Boss ( TaeKook ) - Capítulo 1 - Mais uma dose de chocolate quente

Era o começo do expediente no escritório do sr. Jeon Jungkook, um jovem empresário do ramo musical.

Eu havia entrado na empresa como estagiário quando ainda estava na faculdade de Comunicação Social e, assim que me formei, fui imediatamente contratado como secretário do antigo sr. Jeon, mas nossa parceria não durou muito tempo, infelizmente: após seis meses, o homem foi vítima de um infarto fulminante, e então seu filho, Jungkook, recém-formado em Administração, se tornou o novo chefe.

Antes disso, eu só o conhecia de vista, trocando poucas palavras e sorrisos simpáticos em encontros ocasionais quando ele visitava a empresa ou quando eu passava na casa dos Jeon para sociais promovidas pelo, até então, meu superior.

Ambos pareciam ser profundamente ligados, apesar de também haver um carinho materno, mas era perceptível a grande admiração e respeito de Jungkook para com seu pai, e aquilo me comovia de certa forma, já que eu havia deixado minha família em Daegu quando me mudei para estudar em Busan e só conseguia vê-la de vez em quando.

Agora, o rapaz estava em seu primeiro dia de trabalho após a morte precoce do sr. Jeon.

- Lamento muito pelo seu pai. - comentei, de cabeça baixa, ainda abatido pelo velório da véspera.

Jungkook estava em pé, de costas para mim, com as mãos juntas atrás do corpo, enquanto fitava a enorme janela da sala que, agora, era sua, bem no topo do prédio.

- Obrigado. - respondeu, com a voz embargada, como se tentasse não desabar ali mesmo, e girou o pescoço para me encarar, com um sorriso melancólico nos lábios bonitos - Por onde começamos?

Pigarreei, tirando o tablet de dentro do paletó, e caminhei até ele para mostrar a agenda da semana, explicando com mais detalhes o que seu pai só contava por alto em casa porque, afinal, ninguém imaginava que Jungkook assumiria seu posto tão cedo.

Um ano se passou, e a Bangtan Entertainment crescia exponencialmente, o que era ótimo para os nossos bolsos, mas também significava mais trabalho e, por consequência, exigir mais dos funcionários.

Mesmo com apenas vinte e dois anos, Jungkook emanava uma maturidade irrefutável, além de um forte senso de responsabilidade e organização, o que o fez ganhar rapidamente o respeito dos demais funcionários, que eram, em grande parte, mais velhos do que ele.

Confesso que nunca imaginei trabalhar para alguém com menos idade do que eu, mas logo me acostumei, e Jungkook parecia confiar plenamente em mim em pouco tempo, sendo o funcionário com quem mais conversava, dentro e fora da empresa.

Descobrimos afinidades, uma melhor do que a outra, ainda que também fôssemos bastante opostos em certas questões, criando discussões amigáveis, e foi um processo natural até nos tratarmos no mesmo nível quando estávamos sozinhos, deixando de lado aquelas formalidades todas, como dois jovens conversando bobagens e sendo implicantes só pelo prazer de gerar resmungos sucedidos de risadas divertidas.

Entretanto, havia um certo limite, pois ele ainda era o meu superior e estávamos no local de trabalho, mas era uma dinâmica tão interessante quanto viciante.

Além disso, para o meu ego, era maravilhoso ter o chefe tão à vontade comigo, desfazendo-se das barreiras que costumava usar em volta das demais pessoas, o que levava a eu mesmo me abrir um pouco também, falando de minhas fraquezas e saudades, cultivando certa intimidade entre nós.

Uma intimidade permeada pelo desejo mútuo cada vez mais evidente com o passar do tempo.

E, então, foram meses de flertes instigantes, jogando cantadas e palavras de duplo sentido no ar, sempre naquele tom de brincadeira, esperando alguém ceder primeiro.

Era absurdamente excitante, e eu, sinceramente, não sei como consegui resistir por tanto tempo.

Talvez meu orgulho e competitividade fossem maiores do que eu imaginava, pois era um joguinho divertido que talvez perdesse a graça quando alguma coisa, enfim, se concretizasse.

O fato era que, em meio a tudo isso, eu percebi que era capaz de fazer literalmente qualquer coisa por Jeon Jungkook.

Até mesmo arriscar meu emprego e minha reputação por envolvimentos inadequados com o próprio chefe.

Foi assim que, numa noite, quando estava em frente à sua mesa retangular de madeira terminando de ajeitar a papelada do dia em cada pasta específica, percebi o típico olhar ardente sobre mim e, após deixar as pastas ao lado de seu laptop, dei a volta para puxar uma cadeira giratória e avaliar descaradamente o moreno provocante ao meu lado quando me sentei.

- Em que mais lhe posso ser útil, sr. Jeon?

Ah… Bendita a hora em que fiz tal pergunta, num tom mais rouco e sensual, denunciando as más intenções.

A linha de um sorriso safado adornou o rosto de Jungkook, que mordeu o lábio inferior, mirando-me de cima a baixo.

- Não sei, sr. Kim… Sempre espero que o senhor me surpreenda.

Soltei um risinho sarcástico, enrolando sua gravata em meus dedos antes de fitar seus lábios cheinhos e acerejados ao trazê-lo para mais perto.

- Sempre fomos tão profissionais, sr. Jeon… - tornei a olhá-lo nos olhos, a expectativa aumentando - Devemos mesmo prosseguir?

- Desde que não interfira na qualidade do nosso trabalho… Por que não? - respondeu, levando uma das mãos à minha coxa, num aperto nada casto - Além disso… Você está aqui para cuidar de mim, não é? - próximo ao meu ouvido, sussurrou, num timbre manhoso - Preciso tanto de você, sr. Kim… Não aguento mais me segurar...

- Sr. Jeon… - arfei ao sentir seus dentes puxando o lóbulo de minha orelha esquerda antes de sua língua brincar com o brinco prateado e comprido que dali pendia - Estou sempre ao seu dispor.

- Eu sei. - pude notar que sorriu contra o meu pescoço antes de castigá-lo, criando manchas roxas aqui e ali, as quais precisei disfarçar com maquiagem no dia seguinte.

Eu era louco pelo meu chefe, tão louco que permiti que ele me possuísse ali mesmo, prensando-me contra a parede de marfim enquanto eu delirava em seu colo ao senti-lo cada vez mais fundo, mais veloz, mais urgente, misturando nossos gemidos escandalosos e respirações descompassadas.

Desde então, quando ficávamos a sós em sua sala, ou usávamos o mesmo carro para os compromissos diários, ou partíamos em viagens de negócios onde “por acaso” dividíamos o mesmo quarto de hotel, minha única certeza era: sempre que Jungkook me quisesse, eu não resistiria, pois, se fosse com ele, estava sempre pronto para foder.

Ah… Era demais para mim.

Sua boca tentadora...

Sua lingua quente...

Seu cheiro de lavanda...

Seus toques cálidos...

Sua pele macia...

Sua voz sôfrega...

Suas gotas de suor...

Era como se tudo ficasse impregnado em mim, e eu queria mais, muito mais.

Mesmo que ele, provavelmente, só quisesse descontar suas frustrações em mim.

Eu sabia que Jungkook não era feliz, e almejava ser seu porto seguro.

Se fosse apenas como subordinado, eu seria.

Se fosse como amigo, também seria.

E, se fosse como amante, sim, lá estaria eu.

Oferecendo cada parte possível do meu ser, interna ou externamente, para tentar consolar meu querido e indecifrável chefe.

Porque, apesar de tanta proximidade, Jungkook nunca me revelava exatamente tudo sobre si mesmo, principalmente os próprios sentimentos e ideias sobre relações afetivas.

Ele parecia até blindado para isso, para se envolver de verdade com qualquer pessoa, e era até um milagre que me contasse tantas coisas.

O que pude reparar é que sua mãe apareceu com outro homem pouco depois de seu pai falecer, e ele parecia enojado cada vez que alguém os mencionava.

Talvez o casamento dos Jeon tivesse mais problemas do que aparentava, já que viviam tentando passar a imagem de “casal ideal”, só que aquilo nunca me convenceu realmente.

Se Jungkook descobriu ou desconfiou de algo mais tenso por trás daquela fachada, com certeza ficaria abalado, e mais ainda após perder o pai, já que passou a ver com frequência aquele que certamente estava com sua mãe há mais tempo.

Quando perguntei o que ele pensava sobre o amor, Jungkook se calou por um instante e, abaixando o olhar, disse que “não acreditava nessas coisas”, se esquivando do assunto e focando no trabalho.

Era nessas horas que aquela barreira invisível entre nós se estendia, e eu voltava a ser simplesmente o homem designado a servir Jeon Jungkook, como se nada mais complexo existisse entre nós, focando nos deveres a serem cumpridos.

Ainda assim, eu era o único a saber, por exemplo, que, quando ninguém olhava, ele preferia beber chocolate quente a café, mesmo que soasse infantil para um chefe, sempre me chamando para juntar-se a ele.

Ou, então, que ele colecionava o máximo possível de produtos do Homem-de-Ferro, seu super-herói favorito, guardando cuidadosamente em redomas de vidro no quarto em que estive algumas vezes.

Também gostava de videogame, fotografia e edição de vídeo, mas mal tinha tempo para dedicar-se a isso devido à rotina pesada de trabalho.

E ele nem precisava verbalizar, mas eu notava a falta tremenda que sentia do pai, a qual tentava suprir se ocupando com mais e mais tarefas, mesmo sabendo que poderia ter um colapso a qualquer momento.

Só eu sabia da fragilidade por trás daquele homem que sempre surgia com um semblante impassível no escritório e, mesmo num tom de voz manso, repreendia os funcionários quando fazia suas rondas para avaliar a produtividade de cada um, nunca conversando mais do que o necessário com ninguém.

Eu só queria conseguir protegê-lo de todos os problemas e emoções ruins que o assolavam, do quanto se cobrava para ser o mais perfeito possível, da pressão que se colocava.

Mas nem sempre ele aceitava me ouvir, apenas preferia me puxar contra si e me calar com seus lábios grudados aos meus, friccionando nossas ereções e passando as mãos em mim com vontade.

Ou seja, eu estava disposto a sair machucado no processo, pois a cada foda casual eu acabava me apegando mais, desejando mais, amando mais, enquanto Jungkook parecia bastante satisfeito com o que tínhamos, por mais sem sentido que fosse.

Era o caminho que eu havia escolhido, ainda que me rendesse lágrimas no travesseiro ou questionamentos sobre o quão estúpido estava sendo por levar aquilo adiante, sendo que, para ele, não haviam os mesmos dilemas ou sofrimentos.

Até me perguntava se existiam outros ou outras além de mim, já que, diversas vezes, flagrei seus olhares ou sorrisinhos suspeitos ao celular, assim como saídas repentinas e visualizações das minhas mensagens só na manhã seguinte.

Já tive a impressão de sentir outro perfume nele, encontrar marcas em sua pele que não eram minhas, ou vestígios de batom em seu colarinho.

Será que eu não era suficiente?

Isso doía.

Doía, mas, sempre que estávamos juntos, era como se tudo de ruim evaporasse.

Suas risadas, beijos, carícias, me anestesiavam até eu me ver sozinho em meu apartamento.

E pior do que estar sozinho fisicamente, era se sentir sozinho por dentro, já que somente eu alimentava esperanças sobre algo tão incerto.

Às vezes, ele me ligava de madrugada apenas para pedir que eu contasse uma piada ou qualquer coisa engraçada que me viesse à mente, porque precisava rir.

E eu sabia que é porque havia sonhado com o pai de novo, pois uma vez, quando dormimos juntos, ele acordou chorando ao chamar pelo pai e me abraçou, aos prantos, enquanto eu acariciava suas costas e tentava acalmá-lo, dizendo “você não está sozinho, eu estou aqui”.

Irônico, não?

Mas eu não tinha o direito de cobrar nada; afinal, em nenhum momento combinamos exclusividade, então ele não era obrigado a ficar só comigo.

Eu que não conseguia mais me interessar por ninguém que não fosse Jungkook, pois sempre acabava comparando todos a ele.

Ninguém seria mais incrível, doce, inteligente, engraçado, elegante e sexy do que meu chefe.

Ninguém teria aquela cicatriz na bochecha ou aquela pintinha abaixo do queixo que eu sempre lambia quando ele menos esperava, só para provocar.

Nem aquelas madeixas castanho-escuro e sedosas que eu sempre bagunçava quando as coisas esquentavam e nossas roupas sumiam pouco a pouco.

Nem aquele jeito de me arrastar com o braço e me prender a si com tanta determinação e confiança no que fazia, deixando-me tonto só com sua força e seu olhar cintilando volúpia, até que sorria arteiro antes de lamber meu pescoço em linha reta e alcançar minha boca.

Respirei fundo, olhando as mesas vazias dos colegas que já haviam deixado o escritório ao final de mais um expediente, e me dirigi à sala pequena acoplada ao fundo, onde tudo havia começado.

Abri a porta devagar, deparando-me com a bela figura do sr. Jeon recostado na cadeira giratória, os braços dobrados atrás da cabeça, terminando de revisar um documento no laptop enquanto diversas folhas aleatórias estavam espalhadas sobre a superfície da mesa, perto de sua caneca branca vazia.

Jungkook amava a cor branca, pois lhe trazia mais paz e tranquilidade, e eu preferia tons mais vibrantes, com mais presença e firmeza, e ele riu quando falei isso, alegando que eu só queria chamar atenção, mas logo completou que era de “um jeito bom” quando ameacei protestar e distribuiu selinhos em meu rosto ao alisar minhas nádegas.

Quando me viu ali na porta, sorriu de canto, com aquelas orbes escuras e profundas que mais pareciam pérolas negras, fazendo-me estremecer antes de sorrir de volta para ele, buscando me recompor.

Talvez eu nunca me acostumasse com o quanto Jungkook me afetava.

Arrumei rapidamente os papéis jogados, colocando na ordem certa, e peguei sua caneca, dirigindo-me ao armário perolado do lado direito da mesa.

Ali, Jungkook deixava eu guardar minha própria caneca, cuja estampa era um autorretrato do Van Gogh, meu pintor favorito, e também a pequena garrafa térmica vermelha que passei a levar todo dia para o trabalho.

O cheiro agradável do líquido viscoso e marrom adentrou minhas narinas junto com a leve fumaça, enchendo ambas as canecas, e tornei a me aproximar do chefe, oferecendo-lhe o chocolate quente que eu sempre preparava com esmero pela manhã.

Brindamos, sorridentes, e repousei a mão livre em seu ombro, bebericando um pouco enquanto passava os olhos pelo documento em questão.

- Vai fechar o contrato daquelas meninas?

Ele deu alguns goles antes de colocar a caneca de volta à mesa.

- Sim. É um grupo promissor, não acha?

- Concordo. Cantam bem, e há uma boa sincronia na dança. Só precisam treinar mais a resistência vocal.

- Pois é. Vou encaminhá-las para um dos nossos professores. - se espreguiçou antes de pegar a caneca novamente - Qual é a minha agenda de amanhã?

Verifiquei meu tablet e, ainda de pé, relatei os compromissos de cada horário.

- Hm… Cancele a reunião da tarde com a equipe de marketing. Quero apresentar as meninas ao professor Jimin e avaliar pessoalmente a primeira aula delas.

- Certo.

Jungkook era assim, preocupado e atencioso com todos que trabalhavam direta ou indiretamente para ele, mas achava que deveria manter uma postura mais fechada e fria se quisesse manter o respeito por ser um chefe tão novo.

Às vezes, eu tentava fazê-lo ser menos rígido sobre isso, mas sua teimosia prevalecia, afirmando que conseguir ser mais desinibido comigo já bastava.

Era um dos poucos momentos em que ele realmente parecia uma criança, me fazendo lembrar que o hyung era eu, apesar de tudo, e eu sorria docemente antes de abraçá-lo, deixando seu queixo em meu ombro, enquanto acariciava os fios castanhos próximos à sua nuca.

E ele tentava disfarçar a timidez que o tomava ao elogiar meu shampoo de morango, ou até a cor desbotada do meu cabelo, que eu vinha tentando manter cinza-escuro, mas nem sempre tinha tempo para retocar; ainda assim, para Jungkook, estaria bom, pois ele achava que qualquer cor ficaria bem em mim.

Remanejamos alguns horários e depois, em silêncio, terminamos nossas bebidas.

Eu adorava como um simples chocolate quente havia se tornado uma “coisa nossa”, um símbolo de como nos sentíamos tão bem apenas de estar na presença um do outro.

Jungkook, então, pendeu a cabeça para trás, de olhos fechados, no recosto da cadeira preta, enquanto as mãos descansavam em seu colo.

Estava, visivelmente, exausto.

- Chefe… Você precisa relaxar. - comentei, sereno, com a voz mais grave que o normal, e o vi sorrir maroto antes de me mover para ficar atrás dele, iniciando uma vagarosa massagem nos ombros largos - Seus músculos estão muito tensionados.

- Ah… - suspirou - Você tem mãos tão boas, Tae…

Eu não sabia o que era pior: meu chefe me chamando pelo apelido ou aquele timbre dengoso, quase gemendo, de quem está totalmente entregue, só pela forma com a qual eu o tocava.

Seja como fosse, tudo reverberava em meu baixo ventre, atingindo meu órgão mais sensível, principalmente quando Jungkook entreabriu os lábios, deixando escapar os grunhidos deleitosos diante do exímio trabalho dos meus dedos apertando e deslizando por seus ombros.

- Está melhor, chefe? - sussurrei próximo à sua boca, e ele abriu os olhos, demonstrando surpresa pela proximidade inesperada, mas logo sorriu daquele jeito cafajeste de sempre.

- Até poderia dizer que sim, mas… Que tal isso?

Sem cerimônia, ele pôs a destra em minha nuca, empurrando-a até nossas bocas se tocarem, depois nossas línguas, famintas uma pela outra.

Aos poucos, a massagem era deixada de lado, pois a intensidade dos beijos aumentava e eu não conseguia me concentrar em mais nada que não fosse meu chefe praticamente me engolindo de ponta-cabeça, maltratando meus lábios com os dentes, deixando-me sem ar.

Minhas pernas já começavam a bambear quando ele finalmente me liberou para recuperarmos o fôlego, sorrindo maliciosamente com os lábios tão inchados quanto os meus, pois eu sabia retribuir seus ataques.

Andei um pouco até parar na sua frente, recostando os quadris na mesa e apoiando as mãos na beirada, com uma expressão debochada ao encará-lo.

- Satisfeito, sr. Jeon?

- Hm… - ele coçou o queixo, fingindo pensar, até que abriu as pernas devagar, acompanhando a descida nada discreta do meu olhar até o meio delas - Ainda não, sr. Kim… Queria sua boca em outro lugar agora.

Ah… Estava demorando.

Sorri, devasso, lambendo os lábios antes de me ajoelhar e desafivelar o cinto do chefe, enquanto ele se desfazia do paletó, da gravata e desabotoava a blusa branca, deixando-a aberta para revelar parte de seu corpo esculturalmente demarcado.

Não sei de onde ele tirava disposição para ir à academia com tanto rigor, porém afirmava que era um dos seus meios mais eficazes para desestressar, então eu apenas dava de ombros, desistindo de contestar.

O “outro meio”, segundo ele, era o melhor secretário que poderia ter, vulgo eu, Kim Taehyung.

Logo o zíper foi aberto e segurei o cós de sua calça junto com a cueca antes de puxá-la até os joelhos, revelando o pênis que começava a despertar.

- Aceita primeiro uma massagem aqui, sr. Jeon? - indaguei, provocante, segurando-o pela base.

- Por favor, sr. Kim. - assentiu, com os olhos brilhando de ansiedade.

Era incrível ver o chefe sucumbir tão facilmente aos meus toques e provocações.

Minha mão subia e descia, bem devagar, conforme eu distribuía beijos e mordidas do abdômen trincado até o peitoral.

Seus mamilos eram um de seus pontos mais sensíveis, e eu sempre me aproveitava disso, lambendo e sugando cada um, fazendo-o ofegar ainda mais junto à masturbação ritmada.

- T-tae… - chamou, num sussurro.

- Sim? - minha língua passeava em seu pescoço.

- Me chupa logo... - suplicou.

Seu pau já estava ereto, e o pré-gozo escorria aos poucos.

Afaguei suas coxas grossas, deixando beijos e chupões, fazendo Jungkook gritar a cada sucção mais forte, e admirei as marcas que deixei no chefe antes de focar em sua glande avermelhada.

Circulei com a língua antes de lamber a ponta, sentindo o sabor já conhecido, e a respiração acelerada de Jungkook ficava mais alta conforme eu devorava seu membro aos poucos, pausando para lamber da base até o final antes de colocá-lo na boca novamente.

Quando seu pau encostou em minha garganta, ele gritou entrecortado, agarrando meus cabelos, e eu apenas o encarava lascivamente, achando esplêndido como conseguia fazer tudo caber até o final, levando-o a tamanho prazer.

Me afastei para lamber seus testículos antes de voltar ao falo enrijecido, dessa vez chupando mais rápido, e Jungkook se contorcia extasiado à precisão de minha boca.

- Puta que pariu… - gemeu e arfou ao toque molhado de minha língua movendo-se numa espiral antes de sugar somente a glande, para então deixá-la ao som de um estalo erótico.

- Já cansou, chefe? - perguntei retoricamente, apenas para vê-lo me olhar com mais cobiça do que antes, respirando com dificuldade.

- Só vou cansar depois de te foder bem forte e bem gostoso, sr. Kim.

- Oh… Que pena. - fingi desgostar da proposta, me erguendo para apoiar as mãos em seus joelhos ao me inclinar sobre ele - E onde vai ser dessa vez?

- Nessa mesa mesmo. - sibilou, quase numa ordem, apertando meu membro duro dentro da calça, e ofeguei ao seu toque - Aposto que já está todo molhado, hein, Tae? - atiçou, mordendo o lábio inferior.

Em questão de segundos, ele levantou, afastou o laptop e as canecas atrás de mim até a ponta da mesa retangular, não se importando com algumas pastas que caíram espalhando papéis no chão, e roubou meus lábios novamente enquanto tirava meu paletó e abria minha calça.

Logo ele segurou a parte inferior das minhas coxas para me fazer sentar sobre a mesa, ainda naqueles beijos sôfregos em minha boca alternados com mordidas impiedosas contra meu pescoço, abrindo minha blusa e deixando as mangas longas caírem até meus cotovelos.

Ao afrouxar minha gravata, resolveu puxá-la pela ponta com os dentes, me encarando lascivo, e eu perdi o ar naquele instante.

Suas mãos tateavam a parte da frente do meu corpo, meus braços, depois as minhas costas, enquanto alguns selares eram deixados na linha do meu maxilar e próximo às clavículas.

- Você é tão lindo, Tae… - murmurou, apertando minha cintura, antes arranhar minha pele com os dentes até o abdômen, e eu apalpava seus bíceps - Sua barriga lisa é uma gracinha. - afirmou, deixando alguns beijos e mordiscadas leves ali, arrepiando-me.

Jungkook sabia que eu tinha certas inseguranças sobre minha aparência e, do nada, fazia elogios que, por mais simples que fossem, me surpreendiam e causavam um forte rubor no meu rosto.

Ele, então, retirou minha calça e, após se livrar totalmente da minha blusa, lambeu meu peitoral e mordeu meus ombros ao acariciar a lateral do meu corpo, até que me empurrou levemente ao me beijar sem pressa para debruçar sobre mim e nos deitar sobre a mesa.

Essas mudanças bruscas entre os momentos selvagens e carinhosos não ajudavam em nada a manter minha sanidade mental, se é que eu ainda tinha alguma.

Jungkook podia ser um animal descontrolado ou um príncipe de contos-de-fada, e nunca avisava o que iria incorporar no próximo minuto.

Foi assim que, após ter minhas pernas alisadas desde o calcanhar, senti suas mãos puxarem minha boxer sem delicadeza alguma, deixando meu membro rígido à mostra.

- Tão melado… - riu baixinho, limpando os rastros esbranquiçados com a língua, passando por toda a extensão latejante, até finalmente me chupar.

Jungkook era lento de propósito, mas eu adorava sentir sua boca me abrigando deliciosamente naquela cavidade úmida, sabendo exatamente como me tirar o fôlego.

Porém, ele não ficaria ali por muito tempo, já que logo abriu a última gaveta do lado esquerdo da mesa, aonde estávamos, para pegar o frasco de lubrificante e a camisinha.

Ainda estimulando meu pau daquele jeito mágico, apoiou minhas pernas em seus ombros e, cuidadosamente, enfiou dois dedos escorregadios em minha entrada.

Ser chupado pelo meu chefe ao mesmo tempo em que era preparado por ele com certeza era uma das melhores sensações do mundo.

Seus dedos iam fundo, e eu gemia alto, rouco, desnorteado, até que ele abandonou meu pênis e ficou me encarando, lambendo os lábios ao me ver tão deslumbrado e necessitado, circulando meu interior antes de seguir reto de novo.

Quando gritei mais arrastado, ele sabia que havia encontrado minha próstata, e eu só pensava em tê-lo logo dentro de mim.

- Pronto para mais, sr. Kim? - sussurrou próximo ao meu rosto.

- Você é quem manda, chefe. - retruquei, com os olhos semicerrados, mal conseguindo raciocinar.

Porém, acho que alguma coisa no jeito que falei, ou em meu semblante, o incomodou, pois ele franziu o cenho, me encarando seriamente ao passar as mãos por minhas coxas.

- Eu mando, mas não vou fazer nada que você não queira. - selou meus lábios suavemente - Sabe disso, não é?

- S-sei.

Merda… Por que gaguejei?

Ainda desconfiado, ele se posicionou contra meu orifício após colocar a camisinha, e fechei os olhos ao sentir seu pênis entrando em mim, contraindo-me à sua volta e ofegando alto ao ser completamente preenchido.

Enquanto me acostumava, os lábios de Jungkook roçaram em minhas coxas, deixando beijos molhados no caminho, e estiquei os braços sobre a mesa, cerrando os punhos.

Quando movi os quadris para a frente, pedindo silenciosamente para continuar, o chefe começou a se mexer, me invadindo com estocadas rápidas e firmes.

Seus testículos se chocavam contra minhas nádegas, e, como previ, ele se empenhava em mirar naquele pontinho erógeno que me fazia ver estrelas a cada segundo, enquanto minhas paredes o esmagavam descontroladamente.

Eu rebolava minimamente contra seu pau, e era como se meu corpo não me pertencesse mais, totalmente à mercê das sensações fascinantes que Jungkook me proporcionava.

Ele metia fundo, quase em desespero, me dominando completamente, até que se agachou para roubar beijos vorazes enquanto havia ar suficiente em nossos pulmões, o que abafava nossos gemidos sôfregos, e os arfares pesados nos separavam por poucos segundos antes de sua língua se enroscar à minha para retomar o contato.

De repente, uma imensa angústia me abateu ao constatar que, talvez, eu não fosse único para Jungkook como ele era para mim.

Que tudo aquilo que só ele me fazia sentir, ele poderia sentir com outras pessoas, e até com mais intensidade.

Que aquela seria apenas mais uma noite em que eu lhe doaria meu corpo, sem ele saber que, esse tempo todo, eu também lhe doava meu coração.

Por que você não pode me ver como eu te vejo, Jungkook?

Por que justo você foi abalar minhas estruturas desse jeito?

Eu estava tão bem antes de você aparecer…

Mas, ao mesmo tempo, foi como se minha vida ganhasse um colorido a mais desde a sua chegada.

Como se a peça que faltava para me completar, enfim, eu encontrasse.

Era tão doloroso, mas eu não via mais jeito.

Estava conformado a me sentir assim, sem saber até quando, sendo apenas um espectador da sua vida, preso à ideia fixa de estar sempre junto ao chefe até ele decidir que não precisaria mais de mim.

E quando ele me descartasse?

Será que eu conseguiria me reerguer?

Conseguiria esquecê-lo?

Eu não suportava mais aquela aura agridoce pairando entre nós, me sufocando ao mesmo tempo que me acalentava.

Não suportava mais suas palavras ora gentis, me aquecendo por dentro, ora sedutoras, me aquecendo por fora.

Não suportava mais tantos conflitos internos por sua causa.

Não queria mais sofrer assim.

Não queria...

- Tae… Por que está chorando?

Aquele timbre preocupado me fez abrir os olhos na mesma hora, despertando-me dos devaneios torturantes.

Nem percebi quando ele parou de se mover, mas lá estava Jungkook me fitando com olhos arregalados e confusos, abaixando minhas pernas e apoiando os cotovelos ao lado do meu corpo ao se inclinar sobre mim.

- Eu te machuquei? - perguntou, deixando meu interior e enxugando minhas lágrimas incessantes com os polegares - Desculpa… Me desculpa…

A ternura dele só me dava mais vontade ainda de chorar, e pude ver a culpa o afligindo.

Então, o abracei pelo pescoço, colando nossos peitos, e Jungkook sentia meu coração acelerado, como era comum ficar até com simples lembranças que eu tinha sobre ele.

Minha boca estava próxima ao seu ouvido e, como se uma força maior resolvesse surgir dentro de mim, criei coragem para murmurar:

- Gosto de você…

- O que?

Eu não sabia se ele não tinha escutado ou se precisava assimilar o que era dito.

- Eu gosto de você, chefe.

Foram os segundos mais longos da minha vida, naquele silêncio perturbador, onde só se ouvia nossas respirações fora de ritmo devido às batidas frenéticas dos corações.

Lentamente, ele ergueu o tronco para me encarar, analisando cada ponto do meu rosto vermelho e molhado.

- É verdade? - sua voz mal saía.

Assenti, envergonhado, mas ao mesmo tempo aliviado por revelar o que escondi por tanto tempo.

Ele desviou o olhar, parecendo pensativo, comprimindo os lábios nervosamente.

- E-eu… Nunca imaginei que… Você sofria tanto...

- Tudo bem. - acariciei seu rosto com a ponta dos dedos, e ele voltou a me encarar - Posso conviver com isso.

- Não, Tae… Se te faz mal…

- Mas…!

- Não quero que se sinta assim. - suspirou, entristecido, passando a mão pelos cabelos - É porque sou seu chefe?

Pisquei os olhos, sem entender.

- Como assim?

- Você acha errado gostar de mim por causa da hierarquia da empresa? Por ser anti-ético?

Ele me olhava tão intensamente que era difícil lembrar da minha capacidade de fala.

- Bom… I-isso é um problema, mas… É o de menos, eu acho.

- Então… O que é pior?

Porra, Jungkook.

Eu já tinha conseguido parar de chorar.

Inclinei o rosto para o lado, evitando encará-lo.

- Quando penso que o que temos é algo passageiro e que você não me vê da mesma forma, podendo me descartar a qualquer momento, eu… Não sei o que fazer. Não sei se deixo tudo como está, ou se dou um basta.

Ele segurou meu rosto, fazendo-me encará-lo novamente.

- O que acha que eu sou?! - exclamou, subitamente irritado, o que me assustou - Como eu poderia te descartar feito lixo se você é a pessoa mais importante pra mim?!

- ...o que…? - fiquei estático.

Foi a vez dele me abraçar fortemente.

- Achei que já tinha percebido… Porque eu sempre te olhava diferente… Ou sorria mais quando você estava por perto… Ou não me importava em arriscar maiores contatos físicos… Até que começamos a ter mesmo algo e… Pra mim… Pra mim, você já sabia, merda!

Ele despejava as palavras de um jeito magoado, e então, ainda absorvendo suas palavras, abracei suas costas.

- M-mas você… Não saiu com mais ninguém esse tempo todo?

Ele fez uma pequena pausa antes de responder:

- Depois de termos algo mais concreto, cheguei a sair algumas vezes, sim, porque ficava confuso sobre o que realmente sentia e queria. Eu tinha medo de amar e passar pelo o que meu pai passou com a minha mãe. - me encarou novamente, ruborizado - Mas, no fim de tudo, deitado na cama, eu só pensava em Kim Taehyung. Parecia que só estar com você fazia sentido. Então, parei de tentar lutar contra isso, e fui me encantando cada vez mais por você.

- Jungkook… - arregalei os olhos, que marejaram de novo, dessa vez comovidos.

- Você é incrível, Tae. - sorriu carinhosamente, fazendo um cafuné em minha cabeça - Você foi como uma luz pra mim quando eu só conseguia ver escuridão. Sempre me ouviu, me entendeu, me ajudou, me fez rir mesmo nos meus piores dias… - encostou sua testa na minha - Desculpa não ter falado nada antes. N-não sou muito bom com palavras, mas… Por favor… Acredite... E-eu… Também gosto de você. E quero ficar com você. Só você.

Sorri, mais do que emocionado, acariciando a nuca de Jungkook antes de beijá-lo do jeito mais apaixonado que podia, transmitindo todo sentimento que havia guardado até então, e o chefe retribuía igualmente.

Então, após um bom tempo naquele ósculo repleto de carícias suaves e suspiros calmos, Jungkook juntou nossas mãos perto da minha cabeça, entrelaçando nossos dedos, e sorrimos um para o outro antes dele se enterrar em mim novamente, com minhas pernas em volta de sua cintura, mantendo o contato visual até chegarmos ao ápice juntos.

O abdômen de Jungkook ficou sujo com meu sêmen, mas ele não se importou, limpando com o dedo e levando à boca antes de beijar minha testa.

- Chefe… - chamei, ainda ofegante.

- Hm?

- Que tal na cadeira agora? - sorri, exalando malícia.

Jungkook riu soprado, passando a mão pela minha pele morena e suada, que ele tinha mania de dizer que era banhada em ouro.

- Como quiser, sr. Kim.

Nosso segredo continuaria são e salvo, por muito tempo.

Mesmo que os boatos sobre nós se espalhassem, não éramos obrigados a afirmar ou negar nada.

O importante era que, independente do que pensassem, sempre acabaríamos nos braços um do outro, reafirmando os sentimentos puros e sinceros que apenas cresciam, até transbordarem.

Em momentos assim, não éramos simplesmente o chefe e seu secretário, mas dois jovens com uma química inegável e que, a cada dia, se apaixonavam ainda mais.

Em breve, em vez de “gosto de você”, eu sei que acabaria dizendo: “amo você”.

E, então, Jungkook mostraria aqueles lindos dentinhos de coelho ao abrir um sorriso meigo em seu rosto, fitando-me com adoração.

Pois seria recíproco.


Notas Finais


Quem quer um lencinho? Hssjsjsnsnsnsn (fui revisar e quase chorei socorro)


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