História I like you, just - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Dylan O'Brien, Kaya Scodelario, Ki-Hong Lee, Rosa Salazar, Thomas Sangster, Will Poulter
Personagens Dylan O'Brien, Kaya Scodelario, Ki-Hong Lee, Rosa Salazar, Thomas Sangster, Will Poulter
Tags Dylan O'brien, Dylmas, Newtmas, Thomas Sangster
Visualizações 20
Palavras 2.092
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O capítulo acabou saindo mais longo do que eu esperava, mas é que tive tantas idéias que resolvi colocar tudo aqui mesmo.
Não tenho muito a dizer aqui, nos vemos nas notas finais.
Boa leitura. <3

Capítulo 2 - Dusk Till Dawn.


Fanfic / Fanfiction I like you, just - Capítulo 2 - Dusk Till Dawn.

Will era a pessoa mais pontual que Thomas conhecia. Quando se preparava para dormir na noite passada,recebera uma mensagem de Dylan dizendo que por volta de nove e meia da manhã, Will passaria em sua casa para buscá-lo com o trailer. E de fato, faltando dois minutos para o horário combinado, encostou um automóvel em frente a casa de Thomas. Ele fechou as cortinas da sala e foi até a porta da frente, checando uma última vez se estava tudo em ordem e em seus devidos lugares. Não saía muito de casa, por isso sempre que colocava os pés na calçada tinha pressentimentos que talvez um invasor aparecesse enquanto sua residência estava solitária. Mas deixou de lado a preocupação e saiu de casa, enfim, com sua mala na mão e o vilão nas costas. Enquanto Thomas trancava a porta, da janela do trailer Dylan abriu um sorriso ao ver que, como pedido, Thomas trouxera o violão. Particularmente, amava ouvir o amigo cantar e tocar suas músicas favoritas, como nas tardes despreocupadas quando o visitava. De repente pensamentos nostálgicos inundaram sua mente. Dylan começou a recordar de quando eram mais jovens, ele e Thomas, dois adolescentes inseparáveis. Mas com o crescimento vem as responsabilidades, e com os dois companheiros não foi diferente.

Dylan nunca negou que se surpreendeu ao ver o quanto Thomas mudava gradualmente, amadurecia. Aquele garoto que antes tinha o sonho de ser explorador e astronauta, hoje era um rapaz que tinha o sonho de "fundar os Beatles do século XXI". Já era um homem sério e honrado.

Dylan foi tirado de seus devaneios com um pequeno susto que levou, com Will batendo a porta da frente do trailer. Cortou o contato visual que mantinha atento ao amigo também. 

- Você só trouxe uma mala, bem mais prático que Rosa. A gente só vai ficar lá um fim de semana e ela carregou três malas pro trailer. - comentou Will risonho, enquanto ia na direção de Thomas e o cumprimentava. Thomas soltou uma risada e olhou para as janelas do trailer, acenando para os amigos.

Will tirou a mala da mão do ruivo e a colocou em um espaço vago nos bancos da frente, provavelmente porque não havia espaço restante lá dentro. 

- O banco da frente é todo seu, como sempre - avisou Kaya, sorrindo, enquanto Thomas colocava o violão em um pequeno sofá no interior do veículo. - Eu ia sentar na frente, mas Dylan insistiu que o lugar era seu.

Thomas sorriu para Kaya e lançou um olhar cúmplice e agradecido para o melhor amigo, que retribuiu com uma piscadela. 

- Adorei a camiseta. - comentou Rosa enquanto Thomas saía de dentro do trailer para ir ao banco da frente, antes respondendo um calmo "obrigado" à amiga, que olhava maravilhada sua camiseta do Paul McCartney. Como o garoto amava aquela camiseta! Lembrou que ficou exatamente com o mesmo olhar que Rosa quando ganhou de presente de aniversário na sua festa de 18 anos. Dylan a dera. Cruzou o estado todo somente pra comprar aquela camisa que há muito tempo o ruivo já desejava. As vezes ter um companheiro que sabe tanto sobre você não deve ser tão ruim, afinal.


Isolados e felizes no acampamento, como desejavam passar aquele fim de semana. "Só tem mais um grupo de três pessoas além de nós por aqui, não deve ser tão ruim.", ponderou Dylan, sorridente, enquanto ajudava os amigos a descarregar barracas e malas do trailer. Ao mesmo tempo que Rosa batia no rosto de Ki-Hong, que dormira literalmente a viagem inteira. 

- Eu não dormi a última noite, tá legal? - era sua desculpa.


Haviam três cabanas no local, ao menos era o que comprovou o grupo de amigos ao explorar as proximidades. Mas estavam todos decididos a passar as noites ao ar livre - era um desejo bastante antigo do todos, que estavam sempre ocupados com suas responsabilidades e empregos. Coisa de gente grande.

- Que barraca incrível - surpreso, Dylan entrou na barraca rosa e verde montada por Kaya e Rosa. - E eu pensei que a barraca do Ki-Hong era genial, mas essa... é enorme!

- Pra caber nós duas, duh. - respondeu Rosa, em um tom zombeteiro. 

- Entendi, você trouxe uma barraca só pra você e a Kaya? 

- Claro, praticidade meu bem. 

Dylan balançou a cabeça em concordância, saindo da barraca com um sorriso divertido.


- Eu creio que o senhor precise de ajuda, sir Brodie-Sangster.

Thomas não conteve a risada quando olhou para o melhor amigo e em seguida pra sua... na verdade seu projeto de barraca. Estava um terror.

- Preciso. Ajuda aí, carpinteiro. - disse Thomas, afastando-se dois passos da barraca, fazendo menção para o amigo se aproximar. 

- Deixa comigo - respondeu Dylan, abaixando-se para desmontar aquela confusão que o mais velho tinha feito. - Acho que suas mãos são pequenas e frágeis demais para lidar com arquitetura, sir. - num tom solene, Dylan prosseguia zombando do amigo, que estava parado atrás de si com os braços cruzados em frente ao peito.

- Exatamente, escravo. - ralhou, agora também entrando na brincadeira. - Não perca mais tempo.

- Claro, claro. - ele riu.


- Chega Will, você é péssimo nisso. - reclamava Kaya, colocando a mão sobre o abdômen, que já doía de tanto a garota rir. Em sua outra mão, a cerveja recém aberta quase derramava por conta dela se inclinar tanto enquanto gargalhava. 

A noite estava perfeitamente calma, serena. A lua observava o felizardo grupo de amigos em volta da fogueira, agora se divertindo com os supostos "contos de terror terrivelmente aterrorizantes de Poulter". Bom, ele tentava. 

- Qual é, vai dizer que não são ótimos! Um feedback positivo - ele suplicava. - Por favor! Thomas, talvez. - Will se virou de imediato para o amigo, que mantinha as duas mãos cobrindo o rosto. Logicamente escondendo o nada discreto riso. 

- Acho que não agradou o público. - cochichava Ki-Hong para Thomas, com uma risadinha. 

- Analisei bem enquanto você contava - começou Rosa, encarando Will com os olhos semicerrados, apontando o dedo para seu rosto com a mesma mão que segurava uma taça de vinho. - São boas, muito boas. - concluiu, enfim, bebericando um pouco do vinho após erguer a taça e observar o conteúdo à luz do luar. Seu ar era imponente e sério, que logo foi desmanchado pela risada rompante de todos ali. 

- Acho que você devia escrever um livro sobre isso - recomendava Dylan a Will, com seu rosto virado para o mesmo, embora seus olhos acompanhassem Thomas, que se levantava do chão e ia até sua barraca buscar o violão.

Will colocou a mão no peito, como se tivesse sido elogiado por um conde, ou alguém importante assim.

- Oh, jura? Verei sobre isto logo logo. - ele disse enquanto abria a primeira cerveja da noite, com um sorriso.


Já era tarde da noite e a fogueira ainda criptava, viva, brilhante. Em sua volta, ainda acordados, o grupo somente escutava o silêncio. O outro grupo de três pessoas estava consideravelmente afastado deles, por isso não precisavam se importar com barulhos ou incomodações. 

- Dusk till dawn. - sugeriu Ki-Hong, rompendo o silêncio. Olhava para Thomas, ansioso.

Este o encarou e fez que sim, olhando rapidamente para Dylan - que o encarava também -, logo abaixando o rosto e mirando os olhos para as cordas do violão. Seus amigos ficaram em silêncio, vendo do fogo as labaredas saírem, dançando, bailando, antes mesmo de Thomas começar a tocar. E ele começou, com um acorde. Logo outro seguido de mais outro. A suavidade de sua voz enquanto cantava era tão tocante que até mesmo Will, o mais durão dali, poderia derramar lágrimas quando ouvisse. Thomas cantava uma versão da música de Zayn que ele mesmo adaptara para o violão, orgulhoso com o trabalho final.

Dylan sorria. Era aquele sorriso puro, incontrolável. Amava aquela música, estava amando o lugar, amando estar com aquelas pessoas e amando escutar Thomas cantar. O momento estava tão perfeito, que sentia que exatamente nada na face da Terra poderia estragá-lo. Seus olhos se prenderam no melhor amigo, a atenção era dele. A noite era dele, a lua também. Naquele instante ele tinha o mundo.


Eu estarei com você do crepúsculo ao amanhecer

Amor, eu estou bem aqui


Finalizou Thomas. A primeira pessoa que seus olhos encontraram ao levantar o rosto foi Dylan. Ele o observava atenta e serenamente. Quando se olhavam era como se o mundo parasse. 

Todos bateram palmas, e Rosa deu um assobio escandaloso. 

Os amigos ali sabiam que Thomas tocava praticamente toda música que pedissem. E assim passou boa parte da noite. Músicas, risadas, conversas banais que iam e vinham. 


- Eu prefiro desafio. - dizia Ki-Hong, na terceira rodada do jogo que Kaya sugeriu.

A amiga se inclinou para o lado de Rosa e cochichou com ela, algum desafio a altura. 

- Essa vai ser fácil, hein! Cante a parte mais rápida de Rap God - ela começou, com um sorriso desafiador. - Logicamente, tão rápido quanto ele.

E ele falhou miseravelmente, até porque mal conhecia aquela música direito. Rap definitivamente não era seu estilo de música favorito. Dylan ria principalmente de como a língua de Ki-Hong se enrolava ao tentar cantar, isso que ele sequer havia bebido algo aquela noite.  

- Thomas, você não foi ainda - apontou Will, se virando pro amigo ruivo, que até então só dava risada das palhaçadas dos companheiros. - Kaya, escolhe ele aí. 

Thomas encolheu a cabeça sobre os ombros, encarando Kaya ansioso. 

- Quero desafio. - disse Thomas, prontamente, quando viu que Kaya faria a característica pergunta da brincadeira. 

- Tá bom. Hm... - ela colocou o dedo indicador no queixo e ergueu o rosto, pensativa. - Você tem segredos, né? - ela perguntou, com um sorriso malicioso nos lábios. 

Todos olhavam Thomas atentamente. Ele começava a ficar inquieto sobre esses olhares, embora os outros não tivessem notado isto. Tirando Dylan. Ah, ele conhecia bem o amigo.

- É claro que tenho, todos têm segredos aqui. - era nervosa a risada que saira após a afirmação. 

- Então... nos conte um dos seus! 

- Nem pensar.

- Você escolheu desafio! Nos conte, vai!- insistiu a amiga. 

Foram os momentos de hesitação mais longos e apreensivos de sua vida.

- Eu gosto de alguém do nosso grupo. - ele admitiu, tentando ao máximo não lançar um olhar totalmente demonstrativo para Dylan.

O moreno a esse ponto estava com as mãos esticadas próximas ao fogo, para esquentá-las. Ele ouviu aquilo permanecendo em total silêncio.

Ki-Hong franziu o cenho, evidentemente surpreso. 

- Sério? - Rosa quis ter certeza, afinal, só poderia estar brincando. Ou não. "Só pode ser a Kaya", ela pensava, pois ela era a garota mais bonita entre o grupo. Rosa não tinha uma boa auto estima. 

Will rapidamente lançou um olhar para Rosa e em seguida Kaya, com um sorriso divertido. A cutucou com o cotovelo e soltou uma risada. 

Dylan tomava semblante sério enquanto isso, já abaixando a cabeça para disfarçar, coçando a cabeça distraindo-se. Thomas não estava olhando o moreno, mas pôde sentir sua súbita mudança de ânimo. Thomas riu nervosamente, e tratou logo de desmentir:

- E-eu tô brincando. - ele soltou uma risada forçada em meio ao alvoroço dos amigos, que apontavam quem seria a amada de Thomas: Rosa ou Kaya?

Ki-Hong se inclinou para o lado de Thomas.

- É a Kaya né? - perguntou em ar zombeteiro. 

Thomas tomou coragem para encarar Dylan, finalmente. Ele mantinha a cabeça baixa, mas o semblante sério. O ruivo suspirou, bagunçando o cabelo com a mão. 

- Eu realmente tava brincando. Foi só a primeira coisa que me veio à mente.

- Gente, deixa ele. Se gosta ou não da Kaya, isso não importa agora. - disse Dylan, num rompante, forçando uma risada animada e dando de ombros.

- Eu fiquei curiosa também, tá? - Kaya riu, enquanto lançava um olhar para Dylan. 

- Todos nós, né. - Will acrescentou, olhando Thomas.

Agora tudo fazia sentido. Na cabeça de Thomas, diversas coisas começaram a surgir em um turbilhão de sentimentos. Kaya contava que Dylan era como um irmão pra ela, mas Dylan estava dando a entender que não sentia o mesmo. Sentia algo a mais. Agora todos achavam que Thomas gostava de Kaya, mesmo que ele desmentisse. Dylan era apaixonado por Kaya, ponderou o ruivo."Como fui idiota", repreendia a si mesmo em seus pensamentos.

- Eu tô bastante cansado e tá começando a ficar frio, boa noite galera. - disparou Dylan, levantando num pulo e se espreguiçando. Marchou até sua barraca após lançar um sorriso para o grupo, mas sem sequer encarar Thomas nos olhos. 

Maldita a hora que decidiu escolher desafio.  


Notas Finais


Repito que não esperava que o capítulo se estendesse tanto assim, mas e aí, o que acharam?
Talvez o próximo capítulo não vá tardar tanto a ser postado pelo fato de eu ter começado ele assim que finalizei este.
Desculpe caso hajam erros, mas espero que tenham gostado igual.
Até breve! ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...