História I Love You - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter
Personagens Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Avery (Marauder-era), Bellatrix Lestrange, Dorcas Meadowes, Evan Rosier, Lílian Evans, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Marlene Mckinnon, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Personagens Originais, Petunia Dursley, Remo Lupin, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Tiago Potter
Tags Karen Gillian
Visualizações 45
Palavras 2.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Chapter four


— capítulo quatro —

é natal, nada de ruim

acontece no natal.

P. O. V AUTORA

  Olívia era péssima com segredos. Ela sempre tentava fingir que não sabia de nada, mas no fim, ela fazia totalmente o oposto. Sem dúvida ela não era a pessoa que deveria saber os planos de Severus, nem liderar um clube secreto e muito menos saber que o quarteto confusão da grifinória escondia algo que os levava à sair no meio da noite e entrar no Salgueiro Lutador.

  As reuniões da Iniciativa provaram o que Olívia já sabia. Há todo o momento ela ficava encarando Lupin e os amigos, fazendo-os notarem que ela sabia de algo. Infelizmente, o modo deles de lidarem com Olívia não foi o de contar a verdade, mas sim de zombarem da situação. Aquilo os aproximou, de certo modo.

  Potter e Black não eram tão ruins como Olívia esperava, eram babacas, mas também eram suportáveis.

  Com as aulas da Iniciativa sendo de segunda, quarta e sexta, Olívia mal tinha tempo para pensar em Severus e sentir falta dele. Infelizmente, a sensação de ter algo faltando não lhe abandonava.

  A última aula da Iniciativa antes das férias de natal se encerrará a poucos minutos. A câmara improvisada para ser uma sala de aula fora decorada por Georgina, Rachel e Lily. Estava linda. Olívia julgava que talvez até mesmo melhor do que a decoração de Hogwarts.

— Voltamos às aulas aqui assim que voltarmos de casa, para aqueles que vão para casa? — Dominic perguntou, lançando um olhar debochado para   Naomi Rowle que revirou os olhos. Naomi era a única do clube que ficaria em Hogwarts, acabando por ser a responsável por ir visitar a sala todos os dias para ter certeza que ninguém os descobrira, como Olívia fazia.

— Voltamos uma semana depois. — Respondeu Olívia de má vontade. Era claro a todos que Dominic estar alí era do total desagrado da ruiva. Porém, ela ainda tinha esperança de se livrar dele. — Como foi dito na aula passada.

  Dominic só lhe deu um sorriso frio e passou o braço pelos ombros da namorada.

— Tchau, pessoal. — Acenou Georgina sorridente. Dominic revirou os olhos. — Feliz natal!

— Feliz natal!

  Os dois deixaram a sala e Olívia quase comemorou a saída de Dominic, mas se conteve para o caso de Georgina acabar vendo e se magoar com ela. Olívia odiava o modo que Dominic fizera a loira dependente dele, era nojento e fazia com que a ruiva quisesse socar a cara dele. Mas Olívia se continha, não podia agir por impulso em uma situação daquelas, tinha que ajudar Georgina a abrir os olhos aos poucos para não pensar que Olívia estava tentando prejudicá-la.

  Frank e Alice saíram logo depois. Então Marlene. Mary. Dorcas. Naomi. Jhonny. E por último Leyton e Rachel que saíram de mãos dadas, fazendo Lily e Olívia soltarem gritinhos. A suspeita que os dois estavam namorando era grande, mas nenhuma das ruivas tinha certeza daquilo. Até o momento.

  Olívia passou a mão pela saia do uniforme e encarou Lupin que estava parado ao seu lado, encarando Sirius e Peter que pareciam tramar algo.

— Quais os planos para o natal de vocês? — Perguntou Olívia, fazendo todos o encararem.

— Nenhum. — Responderam os garotos em uníssono.

— Minha irmã vai levar o namorado para conhecer os meus pais. — Murmurou Lily, torcendo o nariz.

— Esse cara deve ser um santo ou o próprio diabo, como Petunia. — Comentou Olívia, surpresa. Nunca pensou em Petunia, justamente Petúnia, namorando. — Minha aposta é na segunda opção, nem um santo teria paciência para a sua irmã. Desculpa, Lily.

— Você deveria ser menos cruel com ela, Liv. — Murmurou Lily, magoada. — Petunia é uma boa pessoa.

— Uma pessoa tão boa que nem fala com a própria irmã porque é uma maldita invejosa que não consegue ficar feliz por ela!

— Olívia!

— Mas é verdade, Lily! Você não pode deixar as atitudes dela passar só porque é a sua irmã! — Gesticulou, irritada. Aquilo não era para ser uma discussão, mas se tornara uma. Olívia odiava discutir com Lily.

  James que antes estava ao lado de Lily se uniu à Sirius e Peter, como se temesse que a discussão evoluísse para algo maior. Remus permaneceu ao lado de Olívia.

— Você não entende, não tem um irmão! — Atirou Lily, como se lançasse um feitiço mortal.

  A expressão da Evans se tornou de choque, não acreditando no que acabara de falar. Os demais alí também não. O clima ficara extremamente tenso.

— Liv, eu...

— Tudo bem, não me importo. — Eu me importo. A fala de Lily reabriu uma ferida. — Eu perguntei sobre os planos de vocês porque minha mãe vai ficar de plantão no St. Mungus no natal e meu pai vai estar preso no ministério, as coisas tão feias lá, eu vou ficar sozinha e eles não querem e me pediram para chamar os meus amigos.

— Somos seus amigos? — Perguntou Sirius, incrédulo. James partilhava da mesma reação.

— Não, mas Lily é. — Lançou um sorriso para a Evans que ainda se remoia pela fala anterior. — E vocês até que são toleráveis.

— É estava bom demais pra ser verdade. — Suspirou James, desapontado. — Eu e Sirius vamos, meus pais vão passar o natal na casa da minha tia-avó e eu faço qualquer coisa para me livrar disso.

  James tremeu, fazendo uma careta e Sirius gargalhou.

— Peter?

— Vou ver com os meus pais. — Respondeu o garoto, encolhendo os ombroa. Sirius o encarou com graça, mas não disse nada por conta do olhar severo de Remus.

— Lily?

— Eu vou tentar, prometo. — Murmurou, lançando um sorrisinho forçado para a amiga.

— Remus? — Encarou o garoto ao seu lado.

— Eu vou.

  Olívia sorriu, um sorriso que ela não dera para os outros. Remus sentiu o coração acelerar.

|||

  A mansão Lamoureux era enorme. Olívia nunca notara aquilo até aquele dia que, pela primeira vez desde que ela se entendia por gente, estava sozinha. Peter havia a mandado uma coruja avisando que não viria, Lily não entrara em contato desde o dia que ambas se despediram na plataforma. Sirius, James e Remus mandaram cartas afirmando que iriam.

  O combinado era eles chegarem às 12h, passarem o resto do dia alí e na manhã seguinte irem em segurança para casa. O pai de Olívia os levaria.

  Quando deu meio-dia, as badaladas do relógio de parede que ficava na sala soaram por toda a casa e Olívia deixou o quarto para esperar na sala. A campainha tocou e a ruiva correu para atender a porta.

— Ah, são vocês. — Murmurou, decepcionada. Sirius e James ergueram as sobrancelhas.

— Por que você nos convidou? — Perguntou James, entrando na casa seguido por Sirius quando Olívia os deu passagem.

— É, você podia ter chamado Marlene e Rachel. — Murmurou Sirius dando uma bela olhada em cada canto do lugar, tentando fingir que não estava surpreso. — Ou outros dos seus amigos.

— Marlene e Rachel têm uma tradição de sempre passarem o natal com a família, elas não viriam. E os outros eu conheço os planos para o natal. — Deu de ombros, conduzindo os garotos para a sala onde havia dois grandes sofás com a brilhosa árvore de natal entre eles. — Fiquem à vontade, mas sem abusarem da minha boa vontade.

  Lançando um olhar ameaçador, Olívia os deixou sozinhos.

|||

  Era quase 13h quando a campainha tocou outra vez. O trio que estava esparramado pelos sofás se sentou. Olívia se levantou e correu para atender a porta.

— Você está atrasado. — Acusou, sem conseguir conter o sorriso ao ver Remus ali.

— Eu sei, desculpa. — Murmurou, encolhendo os ombros.

— Entra, Black e Potter já estão na sala. — Deu um passo para o lado e Remus entrou.

  Quando o garoto passou ao seu lado, Olívia sentiu o cheiro do perfume dele. Além disso, ela também notou que ele havia tomado banho antes de ir alí, os cabelos estavam molhados ainda. Olívia se arrependeu por ter optando por um suéter que a avó paterna havia dado no último natal antes de morrer e um short desbotado, Remus estava totalmente arrumado.

|||

    Olívia estava à ponto de estrangular alguém. Não simplesmente alguém, James Potter. Era como aquele ditado trouxa “se arrependimento matasse...”. Era realmente essa sensação que Olívia tinha, por que ela chamara James para passar o natal na casa dela? Ela estava louca?!

— James, eu acho que você está prestes à ser atacado. — Alertou Sirius, sorrindo.

  Potter ao lado do amigo ergueu o olhar do seu prato e encarou Olívia sentada à sua frente que segurava o garfo com tanta força que começava à entortá-lo. James, ignorando o olhar ameaçador da ruiva, a monstrou a língua.

— Você tem quantos anos? Cinco? — Revirou os olhos, soltando finalmente o garfo.

— Eu apostaria em menos. — Comentou Remus ao lado da garota, arrancando um sorriso dela e um olhar ofendido de James.

  O som da campainha soou pela sala de jantar.

— Gostaria que Idril atendesse, senhorita? — Perguntou a elfo de grandes olhos verdes, parada na outra ponta da mesa, abrindo espaço para uma grande travessa.

— Não, obrigada, Idril. — Sorriu, se levantando e caminhando até a porta.

  Olívia lançou um olhar para o relógio, era 14h, eles esperaram por Lily por quase uma hora. Quando parou de frente para a porta fechada, Olívia pegou sua varinha, por precaução, e abriu a porta.

— Você veio! — Um sorriso iluminou o rosto de Olívia. — Feliz natal, Lily!

— Feliz natal, Liv. — Sorriu

  Olívia guardou a varinha e deu um forte abraço na amiga.

|||

  O almoço acabara e agora os cinco estavam na sala onde a música da vitrola englobava o lugar. James e Lily dançavam e do outro lado Olívia havia arrastado Remus para fazer o mesmo. Sirius não reclamara, estava dormindo no sofá.

  Olívia era desengonçada para dançar. Remus também. Se uma professora de dança os visse naquele momento, teria um ataque cardíaco.

— Eu estou com uma sensação ruim. — Comentou Lily, Olívia a encarou sobre o ombro de Remus.

— Por quê?

— Nas férias de natal quase ninguém fica em Hogwarts, o que significa que nascidos-trouxas como eu estarão em casa. É o momento perfeito para Comensais da Morte matarem. — Suspirou.

— Relaxa, Lily. — Olívia sorriu em reconforto. — É natal, nada de ruim acontece no natal.

  Remus rodopiou a ruiva, fazendo-a gargalhar. Ela riu mais quando tropeçou nos próprios pés. Lupin sorria, encantado. O garoto a lançou para longe, e a puxou de volta. Olívia gargalhou de novo quando quase caiu e Remus a segurou pela cintura.

— Somos péssimos. — Murmurou Olívia, tirando uma mecha de cabelo da frente do olho e ajeitando a postura. Ela encarou Remus, eles estavam com os rostos pertos. Lupin tinha os olhos arregalados e estava completamente vermelho.

  Olívia permaneceu sorrindo. A mão dela que estava no ombro de Remus subiu para seu rosto, o polegar acariciou uma das cicatrizes dele. Então ela se aproximou mais, o estômago do garoto deu cambalhotas.

  A campainha soou de forma estridente, sendo tocada insistentemente. Remus se afastou em um pulo de Olívia, James e Lily parararam de dançar e Sirius despertou assustado.

  Os adolescentes se encararam, confusos.

— Você está esperando alguém? — Perguntou Lily se afastando de James.

— Não.

— Não pode ser os seus pais? — Perguntou Remus engolindo em seco, Olívia negou com um aceno.

  A Lamoureux pegou sua varinha, caminhando para a porta. Ela sinalizou para os outros a esperarem quando Remus deu um passo em sua direção.

  Olívia parou diante da porta, naquele momento odiando o fato da porta não ter um olho mágico. A garota respirou fundo, ergueu a mão com a varinha e levou a outra até a maçaneta, então abriu a porta.

  Leyton Fudge estava parado alí, ofegante como se tivesse corrido até alí, o rosto estava pálido e os olhos vermelhos de choro faziam um contraste.

— Leyton? — Olívia franziu o cenho, abaixando a varinha. — O que aconteceu?

  O garoto respirou fundo, tremendo.

— É a Rachel. — Sussurrou, fazendo Olívia se empertigar em alerta. — Ela não está bem, Olívia. Nada bem.



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