História I Love You, Idiot Elf! - Capítulo 51


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Categorias Amor Doce, Eldarya
Personagens Castiel, Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Lynn, Lysandre, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Ezarel, Nevra, Personagens Originais, Romance, Valkyon
Visualizações 731
Palavras 2.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Helloo Cookies de Chocolate (>^-^)>

Espero que esteja tudo bem com vocês. A semana é corrida e o final de semana está virando meu porto seguro para postar novos capítulos.

FACULDADE CANSA DEMAIS!!

Nesse capítulo vamos ter um flashback do dia que a Lua voltou para casa, cinco anos atrás. Sei que tem muita coisa para contar por isso vou contar pedaços em diferentes capítulos... Assim o mistério fica maior :P

Outra coisa: LEIAM AS NOTAS FINAIS, é muito importante para entender a moral desse capítulo.

Boa leitura *-*

Capítulo 51 - Lamentos Silenciosos


Fanfic / Fanfiction I Love You, Idiot Elf! - Capítulo 51 - Lamentos Silenciosos

O festival demorou mais do que o previsto, mas após todos os balões serem soltos no céu fazendo todos se admirarem com o espetáculo de cores e estampas, o evento finalmente chegara ao final. Lua continuou a observar um balão vermelho subir aos céus como uma bola de fogo resplandecente, notando de maneira curiosa em como desejava estar lá em cima com ele. Os típicos sonhos de voar ainda eram presentes em sua fase adulta. O espetáculo realmente havia sido encantador, principalmente junto aos amigos e a companhia agradável de Lysandre, por mais que desejasse esquecer das palavras do ruivo se encontrava à quase todo instante pensando no que ouvira.

Ele gosta de você, por que não dá uma chance?

Uma chance. Isso soava estranho até mesmo para si. Era como pedir por uma possibilidade nova, um pensamento diferenciado da realidade que vivia. Uma chance de ser feliz? De amar novamente? Era possível depois de todo sofrimento que passara?

Sem se der conta, seus olhos encontraram a figura de olhos heterocromáticos que observava silenciosamente o balão de estampa de coelho que fora solto por último. Lysandre era completamente diferente de si, ainda sim... Fazia muito tempo que almejava paz e sossego, um companheiro como ele seria capaz de acalmar seu coração vazio. Esses pensamentos à fizeram sorrir antes que percebesse.

Parecia uma típica adolescente apaixonada.

- Olha só quem aprendeu a sorrir. - a voz divertida de Lynn a fez revirar os olhos, sua amiga lhe abraçou de lado sem se importar com a careta mau humorada da prateada. - Eu sei que você se divertiu, não tente me enganar.

- Embora festejos assim me deixem entediada, tenho que confessar que apreciei o momento. - ouvindo o que ela dissera, Castiel arqueou a sobrancelha antes de cair na risada.

- Qual sua próxima frase, senhorita Gramática? "O aperitivo de camarão que nos deliciamos à pouco não alcançou o meu paladar". - o ruivo imitou a voz de Lua num tom irritantemente fino, Lynn repreendeu o namorado mesmo sem adiantar, o homem já estava numa gargalhada alta. A dama de cabelos curtos suspirou. Por que era amiga dele mesmo?

- Deixe ela em paz, Castiel. - pediu Lysandre de modo gentil. - Agora que o festival terminou está na hora de voltarmos, vou acompanhar a Lua até em casa... Se não se importar, é claro.

O rubor nas bochechas do rapaz deixou a mulher sem palavras. Lynn e Castiel se entreolharam notando o clima que estava presente, um sorriso malicioso tomou conta da moça de olhos verdes que tomou a palavra antes da amiga responder:

- Mas é claro que ela aceita. Uma mulher como ela precisa de companhia decente, ainda mais nesse horário. 

Lua fechou os olhos, contando até cinco mentalmente para manter a serenidade. Eram duas e meia da tarde, um sol terrível num céu azul e estava com o seu carro. E desde quando precisava de companhia? Sua contagem restaurou sua paciência concordando que o homem a acompanhasse.

- Isso! Vão juntos e se divirtam, até logo. - vendo que o casal de namorados continuava na expressão maliciosa de mil e um pensamentos variados, Lua apressou o passo acenando em despedida sendo acompanhada do prateado, queria se afastar daquelas crias de pensamentos impuros antes que enlouquecesse.

- Realmente é bem estranho pensar que somos amigos deles, até hoje me surpreendo com o jeito do Castiel. - a frase do rapaz fez a moça concordar em silêncio até chegar em Black, ao ver o veículo preto muito bem estacionado o homem de vestimentas vitorianas suspirou, decepcionado. Havia esquecido do carro.

- Você vem? - ambos entraram no veículo sem pronunciarem nenhuma palavra durante todo trajeto. Por mais que o silêncio fosse habitual para a jovem de cabelos brancos que dirigia com tranquilidade, o homem no banco ao lado segurava as palavras temendo que a incomodasse. Queria poder dizer à ela que apreciava sua presença. Gostava dela.

Gostava à muito tempo.

- Chegamos, tem certeza que não quer que eu te leve até sua casa? - Lysandre negou, educadamente. Ambos saíram do carro enquanto caminhavam até a entrada do sobrado branco. Na porta, o silêncio se tornou insuportável. - Obrigada por... me acompanhar até aqui. 

- Imagina, foi um prazer passar um tempo ao seu lado. Foi divertido. - a moça assentiu com uma expressão suave, não sabia mais o que dizer, mas de alguma forma sentia paz quando estava com ele. 

- É melhor eu entrar, amanhã temos um longo dia. - Lua se esquivou para entrar na residência quando sentiu o rapaz segurar seu pulso com gentileza. Seus olhos encontraram a face rosada do mesmo que mantinha os olhos cabisbaixos. - Lysandre?

Um inclinar em sua direçao foi o bastante para fazê-la petrificar no chão como se tivesse levado um choque. Lysandre fechou os olhos e aproximou os lábios cautelosamente até os dela, juntando-os num beijo extremamente delicado e apreensivo. A definição podia ser, na verdade, como um mero toque ou um selinho demorado, mas a doçura do ato amoleceu o coração de Lua, na qual fechou os olhos lentamente, entregando-se de modo hesitante.

Os lábios do homem de olhos heterocromáticos eram gentis e suaves, uma sensação quente preencheu a face da jovem que percebeu estar ruborizada. Bastou poucos segundos até ele se afastasse, envergonhado. Era como se esperasse uma rejeição ou uma resposta grosseira vindo dela.

Lua o admirou sem reação. Estava sem palavras.

Ele gosta de você.

Seu coração deu sinal de vida doendo de maneira insuportável. Não sentia uma dor assim à muito tempo. A verdade é que mesmo sendo alguém de personalidade difícil, um traço seu continuava tão fraco como anos antes. Sentia medo. Medo dessas sensações que só traziam desgraça.

- Me desculpe. - confessou ele com um leve desespero na voz. - Espero não ter sido atrevido. 

- Tudo bem.... - Lua se repreendeu pela falta de pronúncia. Ainda bem que não estava gaguejando. - Não se preocupe, não me ofendeu.

Lysandre sorriu com o jeito discreto da mulher, sentia falta da antiga Lua, mas de algum modo aquela diante de si atraía muito mais sua atenção do que qualquer outra moça que já tivesse conhecido. Sabia que ela era especial, e se arrependia amargamente por não perceber isso na época do colégio. Tudo podia ser tão diferente...

- É melhor eu ir agora, não quero incomodá-la por mais tempo. Tenha uma boa semana.

A moça agradeceu, observando-o se afastar em passos pequenos. Fechando a porta, notou que uma tranquilidade inquietante dominava seu corpo, uma leveza que não sentia à muito tempo. Um sorriso sincero nasceu em sua face enquanto levava uma mão até o coração agitado.

Pela primeira vez em muitos anos sentia-se completa.

Contudo, o momento de plenitude durou poucos instantes, seu coração falhou numa batida fazendo-a cambalear para trás repentinamente. Uma dor em seu peito começou à nascer fazendo um gemido de dor escapar dos seus lábios. E o que era para ser ruim se tornou pior em seguida. A dor aumentou de maneira lasciva, corroendo numa intensidade que fez seus olhos verem pontos vermelhos.

Lua gritou em agonia.

Parecia queimar de dentro para fora. Suas forças se esvaíram assim que sua visão embaçou, fazendo-a cair no chão completamente inconsciente.

(***)

Cinco anos antes, 7 de Janeiro de 2018.

A luz branca que a cercou por todos os lados de modo cegante desapareceu em instantes, impedindo-a de sair do círculo e salvar seu amigo. O grito de desespero continuva preso em sua garganta, ainda mais depois da última visão que tivera de Ezarel correndo em sua direção aos prantos.

Me perdoe, Lua! Me perdoe!

Fora a ultima coisa que escutara vindo dele. Jamais o perdoaria. Sabia disso antes mesmo de raciocinar sobre o assunto, era um ódio dilacerante que percorria os restos do seu coração.

Quando a luz cessou por completo sua visão embaçada de lágrimas notaram uma paisagem completamente diferente da qual estava. A vegetação era de um verde-musgo atraente, menos densa do que à de Eldarya. Seu corpo tremeu. Reconhecia esse lugar.

Segurando a sensação de pânico se levantou com as pernas bambas, a velocidade com que levantara fez sua cabeça rodopiar quase a fazendo cair. Esse lugar. Sabia o que era esse lugar. Sem importar-se com mais nada a garota jogou os restos de sua razão para o alto correndo com todas as forças que tinha, a vegetação ao redor era muito familiar.

Precisava saber a verdade. Tinha que saber.

Gravetos e pedras no caminho não atrapalharam sua correria, era como se fosse desaparecer à qualquer instante. Precisava saber se esse lugar era o mesmo. A floresta revelou seu fim ao mostrar uma pequena rua que trancava seu percurso, o concreto bem cuidado e os postes na calçada fizeram lágrimas deslizarem por sua face. Tudo era familiar.

Contudo, somente ao ver a casa amarela do outro lado da rua seu coração parou de bater. Seu corpo travou diante da construção que significava tanto para si, a fortaleza de segurança e aconchego que trouxera tanta nostalgia. Lua correu até a casa implorando aos céus que tudo estivesse como antes, passara quase um ano em Eldarya e tinha medo das consequências da maldita poção.

Leiftan, que sua palavra tenha se cumprido. Se lembrem de mim! Se lembrem de mim, por favor!

A campainha não foi tocada nem a porta foi batida, a garota abriu a porta num estrondo quase caindo de joelhos no chão. O som assustou os moradores da casa que vieram correndo até a sala, vendo a figura pálida segurando a maçaneta da porta com força enquanto os olhava, paralisada.

- Lua?! - o simples som de seu nome saíndo dos lábios de sua mãe foi o bastante para destruí-la por inteiro. Um choro agonizante foi liberto de sua garganta correndo até a mulher de cabelos loiros e a abraçando com tanta força que fez ambas cairem de joelhos no chão. - Filha, o que houve? O que aconteceu, meu amor?! Quem fez isso com você?!

Clara estava desesperada com o estado de sua filha, contudo, a abraçava com força enquanto acariciava seus cabelos que de "manhã cedo" estava comprido como sempre. Victor se agachou abraçando as duas mulheres, e mesmo sem entenderem, ambos os pais choravam também.

Lua chorou como uma criança pequena nos braços dos pais. Gritos e gemidos inexprimíveis saiam de si sem um pingo de dignidade. Não conseguia acreditar. Estava em seu mundo. Com sua verdadeira família. Um misto de emoções estava presente dentro de si, uma confusão que não sabia definir. Felicidade, raiva, tristeza, alívio, desespero e saudade.

Não disso importava no momento.

Estava em casa. Era só o que bastava.

(***)

Presente.

Seus olhos se abriram lentamente acostumando-se com a claridade. Uma leve dor se encontrava atrás da cabeça embora sentisse estar deitada num lugar confortável. Ao reconhecer onde estava seu corpo agiu por impulso sentando-se tão rápido na cama que quase tombou para o lado, isso se alguém não a tivesse segurado à tempo pelos ombros.

Seu coração deu um sobressalto.

- Lysandre? - o homem se afastou a olhando com alívio antes de retornarem à preocupação. - Mas o que você está fazendo aqui?

- Você não se lembra do seu desmaio? - Lua o olhou confusa antes de percorrer o cômodo branco em detalhes liláses. Estava em seu quarto, deitada, e o rapaz sentado ao seu lado numa cadeira da cozinha. Se lembrava de perder a consciência, mas não de chegar ali. - Eu estava indo embora quando ouvi seu grito e uma forte batida, voltei correndo e te encontrei caída no chão e completada desacordada. Resolvi te trazer para o quarto até que chamasse ajuda.

- Por quanto tempo eu estivesse desacordada?

- Cinco minutos. - Lua suspirou em alívio embora o rapaz continuasse na expressão preocupada. A fim de acalmá-lo, tocou em suas mãos percebendo que ele tremia. - Eu fiquei desesperado, não sabia o que fazer. Pensei em ligar para alguém mas fiquei preocupado demais, queria ficar do seu lado. Me desculpe, Lua...

- Está tudo bem. - a moça colocou um dedo nos lábios do rapaz para fazê-lo calar. A face preocupada do mesmo fez seu coração doer, queria mostrar que estava bem apenas para acalmá-lo. - Eu estava me sentindo um pouco fraca e senti uma dor na cabeça, deve ser isso que me fez desmaiar.

- É melhor irmos ao hospital ou avisar seus pais. Isso é preocupante. 

- Não! - negou ela franzindo a testa. A última coisa que queria era ver seus pais desesperados por sua causa. Pelo menos não de novo. - Eu estou bem, já disse. Deve ter sido o sol que me fez ficar debilitada.

Lysandre a observou por alguns segundos antes de se levantar.

- Aonde vai? - o rapaz voltou-se para ela sorrindo. Mesmo sem demonstrar facialmente, Lua sentia curiosidade sobre suas próprias ações.

- Não se preocupe, vou preparar um chá para você. Precisa descansar. - embora desejasse negar, a gentileza de Lysandre conseguia fazê-la se acalmar. - Volto logo. - ao vê-lo atravessar a porta a jovem passou as mãos nas têmporas, tentando tranquilizar a mente. 

Não sabia o que havia acontecido. A dor tinha sido terrível demais e quase sufocante, como se cada parte interior estivesse queimando. Ainda sim, era familiar. Uma dor que já tinha sentido antes.... há cinco anos atrás. Seus olhos pousaram na foto de sua avó que sorria gentilmente ao lado de seu avô, tão parecidas e completamente diferentes. Se lembrava da última conversa que tivera com ela pouco antes dela falecer, quando a senhora contara alguns fatos surpreendentes que a fizeram sentir medo.

Malditos poderes.

Abrindo a gaveta do criado-mudo, a jovem pegou um pequeno espelho vendo o reflexo dos seus olhos. Estavam na mesma cor azul-acinzentado de sempre. Normais. Aliviada, a mulher guardou o espelho novamente, bem à tempo de Lysandre entrar no quarto com uma xícara fumegante.

- É chá de camomila, vai te fazer dormir com tranquilidade. - internamente, a mulher sorriu. Já era calma até demais. Agradecendo pela gentileza do amigo a mesma tomou um gole do líquido quente aproveitando seu sabor em silêncio, ao seu lado o homem sentou-se na cadeira observando-a. - Está se sentindo melhor?

- Estou, obrigada. Só quero sair dessa cama, me sinto um ser inútil e desnecessário parada deste jeito. - sem perceber sua frase saiu num tom ríspido, acompanhada de uma expressão de desgosto. Ao reparar que o homem continuava à lhe observar de modo pensativo a moça suspirou deixando a xícara no criado-mudo, isso estava começando à lhe dar nos nervos. - O que tanto me olha?

Lysandre não respondeu antes de se levantar, se aproximando dela. Lua prendeu a respiração quando o mesmo sentou ao seu lado na beirada da cama, tão próximo que podia sentir seu perfume adentrando suas narinas. Ele era tão belo. A lembrança do beijo na porta retornou em sua mente a fazendo estremecer. Havia apreciado tal toque, Lysandre era como um sonho encarnado.... Ainda sim, seu coração ainda carregava feridas do último amor que tivera. Um amor que dedicara tanto para perder tudo depois.

Não queria se apaixonar novamente. Não para sofrer outra vez.

A verdade é que ainda trazia sequelas. Cicatrizes que jamais se curariam. Acuada diante de tal doçura, Lua baixou os olhos fixando-os nas próprias mãos. Um silêncio perturbador preencheu o recinto.

- Me desculpe. - sussurrou libertando pela primeira vez seus pensamentos sinceros. - Eu não posso dar aquilo que deseja, não estou pronta. Você é uma pessoa perfeita, se eu pudesse voltar no tempo mudaria tudo, mas... Eu não sou digna de você, Lysandre. Temos sonhos e metas diferentes, nossas personalidades são completamente opostas, eu preciso seguir meu futuro sozinha. Me perdoe.

Doía. Como doía dizer tudo isso. Desejava amá-lo com todo fervor, mas não amava. Era melhor sofrer sendo sincera do que deixá-lo vivendo numa mentira. Não podia fazer com Lysandre a mesma coisa que Ezarel fizera consigo.

Mentir. Enganar. Destruir.

Aquele amor custara tanto e até hoje pagava o preço. Se havia uma forma de poupar o doce homem vitoriano de uma ilusão era contar logo a verdade, mesmo que custasse a distância de ambos.

O silêncio foi quebrado ao sentir o rapaz se inclinar em sua direção. Lua manteve os olhos baixos esperando pelo o que viesse, contudo, em vez de receber um beijo nos lábios ganhou um suave beijo na testa.

- Me perdoe por amar você... - a frase em tom baixo à desarmou por completo. Arregalando os olhos em espanto, Lua vislumbrou perplexa a face de Lysandre, na qual carregava um belo sorriso melancólico acompanhado dos olhos turvados de lágrimas.

Não houve tempo de pronunciar mais nada. Queria gritar. O homem se levantou, afastando-se em passos largos em direção a porta, saindo daquela casa como se estivesse prestes à ser condenado. Lua sufocou na garganta o chamado do seu nome, guardando dentro do peito os restos daquela doçura que a preenchera por tão pouco tempo.

As lágrimas não vieram. Estavam seladas em sete chaves. Tudo o que tinha em seu interior eram lamentos silenciosos.

Sofridos lamentos silenciosos.

 

 

(***)

Dentro da caixa de vidro o fragmento azul há muito tempo separado brilhou. O sotão trancado reluziu toda à luz do Cristal chamando pela fada perdida. 

A profecia precisa se cumprir, Lua. 

O tempo está se esgotando.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Estava conversando com minha amiga alguns dias atrás sobre a fanfic e ela me disse que estava achando essa nova Lua uma pedra fria e sem sentimentos. Realmente, vendo assim parece verdade.

Mas... Gostaria de mostrar o outro lado da moeda. Nesse capítulo vocês viram uma mulher diferente da que foi mostrada no começo da fanfic, a Lua carrega grandes feridas devido à tudo que passou em Eldarya.

Ela foi enganada. Traída. Quase morta. E vista apenas como um objeto da profecia pelas pessoas que amava.

Isso tudo trouxe consequências, essa mulher considerada "arrogante e ríspida" nada mais é do que um retrato do que passou. O sofrimento muda as pessoas. Ainda sim, ela se preocupou com Lysandre o afastando apenas para impedir que ele sofresse como ela sofreu, um modo de impedir que ele não fosse enganado já que ela não o ama.

Isso é triste? Sim. Mas como disse no último capítulo, essa segunda temporada vai se aprofundar em novas mudanças, amadurecimento e visões diferenciadas.

Cada personagem dessa fanfic tem seus segredos e sentimentos guardados. Vamos conhecê-los verdadeiramente aos poucos.

Obrigada e até a próxima <3


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