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História I Loved You First - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olha eu aqui postando um plotezinho.
Essa história não está betada então se houver erros, desculpe.
Não posso dizer que a minha escrita é um poço de perfeição, bem longe disso.
Estou aberta a dicas e críticas construtivas.
Apenas escrevo por diversão, então mais uma vez, me desculpe pelos futuros erros de escrita e tenha uma ótima leitura!

Capítulo 1 - Lia e Cleary


Fanfic / Fanfiction I Loved You First - Capítulo 1 - Lia e Cleary

Lia, 21 anos, conservada e praticante de boas ações.

Cleary, 19 anos, autêntica e totalmente porra louca.

O destino quis finalmente brincar com alguma coisa. Ele cruzou o caminho das duas garotas que até então, não sabiam da existência uma da outra.

Uma festa uniu as duas. Praia, uma festinha de ano novo entre amigos. Ah! Os olhares nada decentes que uma lançava para a outra.

Lia com seus cabelos dourados lhe caindo sobre as costas e Cleary com seus cabelos da cor de fogo totalmente bagunçados.

A loira só foi perceber as intenções da ruiva de cabelos bagunçados quando estavam bem próximas de se beijarem.

Mas que droga eu tô fazendo! Eu mal sei seu nome!”.

A outra apenas debochou e soltou um; “Cleary, prazer. Agora você já sabe meu nome, agora cala a boca e deixa eu te beijar”.

As duas trocaram telefones. Várias mensagens por dia.

Um, dois, três, quatro meses! As duas finalmente resolveram namorar.

Lia descobriu que Cleary, além de ser totalmente doida e descontrolada da cabeça, era alguém sensível e depressiva. Assim como Cleary, que descobriu que a menina dos cabelos dourados não era só bonita por fora, mas também por dentro.

Eram muito diferentes uma da outra.

As pessoas gostavam de comparar Cleary com o sol, sempre brilhante e radiante com suas ações, muitas vezes nada admirável.

Obviamente Lia seria a lua, calma, translúcida e bonita em todas as suas formas.

 

— Poha Lia, é só uma festa! — dizia a ruiva indignada no celular.

— Você sabe que sexta trabalho e tenho faculdade “Cléia”.

— Você vai todo dia para essa desgraça! Tira uma folguinha vai! Só por um dia, por mim! Não vai fazer esse agradinho para a sua namorada? — insistente a ruiva recebeu em troca um;

 

“Sua namorada, não cachorra. Você sabe se cuidar certo? Você sabe que ainda dou aula de francês”.

 

—Tá bom Lia Strauss! Se mudar de ideia meu número está sempre a sua disposição. Te amo!

— Você sabe que eu não vou… — “Idiota desligou na minha cara!”

 

Mal sabe Cleary que seria o último “eu te amo” que diria a sua amada.

 

Cleary havia ido realmente à festa e havia enviado uma foto para Lia. A foto era a lua, brilhando e iluminando a noite. Na legenda;

 

“Assim como essa Lua ilumina a escuridão, você me ilumina, todo o dia, sem exceção dona Lia. Tome cuidado ao voltar para a casa, já está tarde, daqui a pouco eu te ligo para dar boa noite. Desculpa se te magoei por não ter ficado aí em casa com você, loirinha”.

Sem perceber, Lia estava sorrindo que nem uma idiota.

 

“Deve estar bêbada essa desgraçada”.

 

Foi o que ela pensou rindo, olhando para a foto da namorada.

Lia então olhou as horas no seu relógio, era realmente tarde. Encerrou as aulas com seus alunos e rumou para seu apartamento, antes passou na farmácia e comprou remédios para dor de cabeça.

 

“Cleary vai ter uma ressaca fudida quando acordar”.

 

Já em casa, ela resolveu deitar no sofá de frente para a tevê e ler um bom livro de ‘suspense’.

Haviam se passado três horas quando Lia, finalmente acordou depois de ter dormido sem querer em uma parte da leitura. Olhou o relógio na parede, 4:28 da manhã. “Onde está Cleary que não chegou até agora? Será que ela já está em casa?”

— Cleary? Está aí? Ferrugem? Doida? — sem resposta Lia resolveu olhar o celular. Nenhuma mensagem da namorada. Apenas uma ligação de um número desconhecido. Ligava de volta?

 

“Okay, vamos ligar de volta”.

 

— Alô?

— Lia?

— Sim, é ela — “Okay, quem seria? A voz não me é desconhecida” — Posso saber quem é?

— Lia aqui é uma amiga da Cleary… — “Ué! Será que o celular da ferrugem descarregou?”.

— Ah, aconteceu alguma coisa? — Silêncio. Três minutos. Cinco minutos. Aquilo já estava preocupando a loira.

— Alô? Tem alguém aí? Aconteceu algo? — a pessoa da outra linha suspirou chorosa, quase como se estivesse tomando coragem.

— Teve um acidente aqui na festa Lia…- 

— Tá, e daí? Fala logo o que aconteceu! — Lia estava tão nervosa que quase soltou um palavrão.

— A Cleary ela… ela está no carro do acidente. Acho melhor você correr par… — A garota nem teve tempo de terminar a frase. Lia saiu correndo deixando até a porta do apartamento aberta. Desceu as escadas que nem um jato. Já na rua ela lembrou que Cleary que estava com o carro e que ela foi para o trabalho de busão e voltou de trem.

— MAS QUE PORRA TAMBÉM! CACETE DO CARALHO! COMO VOU CHEGAR ATÉ A FACULDADE DA CLEARY A PÉ?-Gritou desesperada.

Então ela se lembrou de seu vizinho japonês e correu novamente as escadas. Bateu na porta tão forte que por um momento sentiu vergonha.

— Senhor Keichi! — O japonês de meia-idade olhou para a menina chorosa e enrugou a testa.

— Aconteceu algo Lia?

— A Cleary, a minha namorada, a ruivinha sabe? — ele concordou esperando que ela continuasse - Ela sofreu um acidente. Estou sem carro e vai ser impossível chegar na faculdade dela. Os trens já pararam. Não tem como. Você poderia me emprestar o seu carro? — A loira caiu no choro.

— Eu te levo até lá. Não vou deixar você dirigir nesse estado. Me espere no saguão do prédio. Já desço.

Os dois entraram no carro e foram o mais rápido que puderam. Ao chegarem no local encontraram uma cena um tanto quanto desesperadora.

Muita gente chorando e multidões se abraçando.

Lia desceu do carro correndo e foi até a faixa amarela da polícia. As pessoas olhavam para ela com pena. Vários rostos conhecidos. Maquiagens borradas, olhos vermelhos, gente jogada no chão tapando os olhos chorosos.

Um policial a parou na caminhada até o carro, onde reconheceu ser o seu. O desespero bateu. O carro estava destruído e de lado. Podia ver vidro, sangue. Muito sangue.

— Você não pode passar essa faixa moça!

— Me larga! É a minha namorada ali! Eu preciso vê-la. — O policial a soltou de imediato e balançou a cabeça para os outros policiais a guiarem até a ambulância.

— Ué!? Cadê a minha namorada? Seu policial, cadê a Cleary? Para onde o senhor está me levando? O carro está ali! — ele a parou em frente a duas macas com capas cinzas. Ele fez um certinho para a médica. Ela finalmente pode ver sua amada. Não do jeito que queria.

A médica ao destapar a maca deixou visível um corpo totalmente destroçado. Lia olhou os cabelos. Laranjas como o fogo. A tatuagem de golfinho ensanguentada. “Não pode ser! Não, não, não, não, não! Não pode ser a Cleary! Não pode ser a minha Cleary”.

 

— O carro da sua namorada colidiu com o do outro motorista. Foi tão grande o impacto que o carro da Cleary rodopiou no ar e bateu na árvore. Sua namorada estava alcoolizada. Bateu a cabeça e teve um AVC. Teve perda de sangue demasiada também. Sua namorada infelizmente faleceu cerca de três minutos depois do acidente. Sinto muito senhorita Strauss.

O policial e seu vizinho a seguraram antes que caísse no chão. Chorosa e desamparada a menina sentou no gramado e a primeira vista que teve foi da Lua.

A lua parecia diferente da foto que Cleary tinha enviado. Agora estava totalmente fraca, como se estivesse lamentando pela garota.

Sonhos foram tirados, um futuro apagado, um coração totalmente despedaçado.

 

— Por que Cleary? Por que você fez essa besteira de dirigir bêbada? Por que você teve que fazer isso comigo? Por que me deixou para sofrer sozinha? Eu já sinto tanto a sua falta, minha ferrugem, meu solzinho, minha doida, meu amor. — As lágrimas não paravam de rolar bochecha abaixo. Lia se culpava por ter deixado a sua amada ir sozinha. "Fui egoísta demais"

 

Naquela noite a Lua permaneceu ali, com a Lia, até o sol raiar.

Como Cleary e Lia, a Lua e o Sol sempre vão estar juntos.

Não importa o dia e a noite.

Uma sempre vai estar à espera da outra.

 


Notas Finais


Tinha tudo para dar certo, infelizmente deu errado.
Dica de hoje: Não bebam se forem dirigir depois.


Se esse texto fizesse parte de um filme eu certamente choraria, juntamente com um balde de pipoca e lenços ao meu lado. Choraria até desidratar.
Qualquer erro me desculpe.


Até a próxima!


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