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História I luv him (Imagine Midoriya Izuku - Deku) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leituraaaaa

Capítulo 1 - Part I


Fanfic / Fanfiction I luv him (Imagine Midoriya Izuku - Deku) - Capítulo 1 - Part I

I luv him


"He was my hero in that night"

O sol daquela manhã fazia o orvalho fresco evaporar-se lentamente. A cidade estava em um clima primaveral, já que esta maravilhosa estação começava naquele dia. Estava incrivelmente fresco e tinha uma leve brisa passando pelas ruas e árvores da cidade de Musutafu. Um par de olhos castanhos observava da janela toda essa beleza natural que a natureza lhe proporcionava.

Sua respiração calma e cabelos bagunçados naturalmente eram as coisas que representavam-a naquele momento. Sua destra segurava um pincel umedecido pela água com um pouco de tinta na ponta, começando a fazer alguns traços que estava imaginando em sua mente. Aos poucos a pintura de aquarela ia se formando e mostrando uma bela obra de arte preenchida de sentimentos.

Assim que finalizou com uma última pincelada no papel branco um pouco mais grosso do que os demais, sorriu ao olhar o seu trabalho muito bem finalizado. Era uma pintura de seu melhor amigo, Midoriya Izuku. Não tinha um motivo em especial para estar fazendo aquilo, mas, de alguma forma, ao olhar para aquelas duas esmeraldas que transmitiam uma pura carisma, sentia-se ansiosa e, ao mesmo tempo, feliz ao ter a atenção dele para si.

Era a quarta vez que o pintava naquela semana, tirando todas as vezes que o desenhava. Até mesmo inconscientemente. Muitas vezes na escola fazia isso, principalmente quando a aula era chata e não tinha mais nada para fazer além de desenhar na última folha do caderno, ou simplesmente irritar o Bakugou - Coisa que adorava e sempre fazia. A primeira opção é a mais provável de acontecer, já que a segunda tinha perigo de explodir.

Limpou a sua mesa de "trabalho" e pendurou sua nova arte em um pequeno varalzinho que tinha do lado da janela para poder secar. Esticou seus braços para cima e voltou para a posição normal poucos segundos depois. Olhou para seu relógio digital que ficava no canto da mesa e suspirou. Já era oito horas e havia esquecido de tomar seu café da manhã.

Como sabia que não ia dar tempo mesmo, apenas tomou seu banho e colocou seu uniforme escolar que a Yuuei proporcionava. Pôs suas pantufas e pegou seu material já pronto dentro de sua mochila. Não passou nenhuma maquiagem. E seu cabelo? Deixou daquele jeito mesmo. Fazia parte do seu charme despojado e meio largado. Passou pelo corredor do dormitório e desceu as escadas, encontrando todos sentados nos sofás e no chão.

- Oi gente! - cumprimentou a todos assim que se aproximou.

- Yo!

- Eae!

- Olá, gero!

- Mayu-chan! - Mina pulou no pescoço da acastanhada dando-lhe um abraço - Por que não veio tomar café da manhã com a gente? - questionou após se afastar dela.

- Estava ocupada. Foi mal.

- Não me diga que... - se aproximou do ouvido dela e colocou sua destra sobre a boca e o nariz - ...estava fazendo aquelas pinturas do seu crush?

- Q-Que? - suas bochechas ficaram rosadas e ela se afastou, recebendo uma risada da de chifres.

- Mayumi-chan! Bom dia! - Midoriya foi o segundo a chegar perto dela - Dormiu bem?

- Sim, sim. E você, Izu-kun?

- Também - seus olhos se fecharam assim que sorriu abertamente para ela, coisa que fez seu coração derreter.

Estranhou a calmaria naquela sala e enrugou seu cenho. Algo estava faltando e sabia exatamente o que era.

- Mina-chan, onde que está...

- OE!

- Chegou o biribinha... - revirou os olhos e bufou, chamando a atenção do loiro que acaba de sair da cozinha com algo em mãos - Oh Bombinha! Nós não somos surdos não!

- O QUE VOCÊ DISSE, NANICA DE MERDA!? - A Ashido e o esverdeado se afastaram lentamente da garota a medida que Katsuki se aproximava dela.

- Are, are. Calado, Bombinha! - colocou seu indicador a frente dos lábios indicando silêncio.

- NINGUÉM MAN....

- Bem melhor - todos que estavam ali presentes seguraram o riso.

Ela havia usado sua Quirk para o deixar no mudo, já que sua individualidade é Technology. Ela pode usar controles que são usados normalmente em vídeo games, celulares e computadores na vida real, podendo até mesmo criar armas de jogos e, se tiver algum tipo de controle, poderia, até mesmo, colocar algum tipo de personagem para a ajudar a lutar.

- Trate de ficar calado quando eu te tirar do mudo - a face do loiro estava vermelha de raiva. Fez um movimento com os dedos e ele voltou ao normal - Não é tão difícil ficar em silêncio, Não é? - deu um sorriso meigo, apesar de estar rindo escandalosamente por dentro, para ele.

- Tss, tanto faz - virou a cabeça para o outro lado e jogou um pacote para ela, que pegou assim que atingiu a parte superior de seus seios - Coma isso, já que não comeu nada até agora.

- Ah valeu - abriu uma pequena abertura vendo alguns biscoitos que saiam ate fumaça deles - Oh! - pegou um e o morde. Uma calda de chocolate vazou pelo meio do cookie, quase derrubando, porém, comeu ele por inteiro antes que isso acontecesse - Meus preferidos...

- Não fale enquanto come, Smurf de Chernobyl.

- Me deixa, Bakubomba!

- CE' ME CHAMOU DE QUÊ!?

- ALÉM DE CHATO É SURTO!?

- OLHA AQUI, SUA....

- Esses dois realmente não mudam, gero - Tsuyu comenta vendo a discussão matinal deles.

- Devo concordar, Tsuyu-chan - Momo riu vendo aquela cena hilária que presenciava quase toda manhã.

- VAMOS PARA A ESCOLA, PESSOAL! ESTÁ NA HORA! - Lida chama a atenção de todos.

- HAI!









- Você quer comer com a gente, Mayu-chan? - Ochaco chega junto a Midoriya perto da de fios bagunçados.

- Foi mal, gente - Pegou seu pacote de biscoitos que havia guardado em sua mochila - Já combinei de almoçar com a Mina.

- Está bem - pegou na mão do esverdeado e começou a puxá-lo para fora da sala - Até, Mayu-chan! - acenou com um sorriso e virou para a esquerda.

- A..te... - apenas levantou sua palma e olhou para o nada.

Sua mente estava em branco e parecia que algo mudou dentro de si. Se sentiu incomodada com a aproximação do Izuku com a Uraraka. Nunca gostou, na verdade. Não tinha nada contra com a de cabelos curtos, eram amigas e se davam bem para ser sincera, entretanto, quando o assunto era o de sardas, ela simplesmente ignorava e passava para outra coisa que pudessem conversar.

- Vamos, Mayu-chan? - Mina aparece na porta da sala chamando pela garota.

- Claro - abriu um sorriso imediatamente, espantando aqueles malditos pensamentos da sua cabeça

Ambas andaram lado a lado, conversando até chegar no refeitório. Entraram na fila e pegaram suas refeições. Mayumi colocou o pacote ao lado do prato de curry meio apimentado e se direcionaram para uma mesa um pouco afastada das demais. Sentaram-se uma de frente para a outra e, enquanto uma tagarelava coisas aleatórias, a acastanhada mantinha seu olhar do Deku-squad, especificamente em seu melhor amigo, que conversava animadamente com os que estavam na mesa.

- Hey, Miyu-chan - A Ashido chamou sua atenção - Dá pra parar de ficar engolindo o menino com os olhos e prestar atenção no que eu estou falando?

- Hã? - tornou sua atenção para a rosada que acaba de bufar e comer uma colherada do curry com beterraba, que tinha uma cor estranhamente rosa.

- Pessoas apaixonadas são um TÉDIO! 

- Quem está apaixonada? - levou um pouco do arroz junto a sopa mastigando com calma.

- Você, ué - respondeu como se fosse a coisa mais óbvia.

- Eu? Apaixonada? Puff - riu soprado - Conta outra!

- Então sou eu que fico secando o pobre Izuku e desenhando ele até na parede?

- Eu não desenho ele na parede.

- Desenha sim. Eu vi!

- Onde então? - cruzou os braços acima de seu peito.

- Do lado da sua escrivaninha perto da janela - ditou exatamente o lugar. As bochechas da Tekunikaru ruborizaram-se e desviar o olhar foi inevitável.

- Eu apenas… - mordeu seu lábio inferior, a procura de algumas desculpa.

- Apenas… o que? 

- Okay, okay - bufou, desistindo de mentir para Mina. Sabia que nada passava pela de chifres - Eu desenhei sim, mas eu já tirei ele.

- Sei... Então, me diz… - começou - Tem alguma novidade?

- Nenhuma, para falar a verdade - comeu um pouco de curry - Tem sido tão monótono esses últimos dias - Por fim, engoliu o que havia mastigado.

- Ah! Ah! Eu tenho uma! - deu pequenos pulinhos no banco ao mesmo tempo que batia palmas.

- Fale-me - bebericou seu suco de uva verde na latinha que acaba de abrir, estranhando a animação da rosada.

- Dizem boatos que… - se inclinou sobre a mesa chegando o mais perto da acastanhada - O bakugou tem um queda por você.

Foi questão de segundos para que o suco, que estava na boca da Mayumi, voasse no rosto da de chifres e começasse uma série de tosses.

- D-Desculpa, Mina - coçou a garganta enquanto observava a amiga limpando o rosto com sua própria blusa.

- Acho que essa novidade foi chocante demais.

- Foi sem querer, eu juro - entrou em pânico e pegou um lencinho no bolso de sua saia. Nunca saia sem ele - Limpe com isso, será melhor.

- Valeu - pegou e passou em seu rosto, tirando todos os resquícios do suco - Mas voltando… Aquilo era realmente verdade.

- É praticamente impossível de isso acontecer. Desde quando ele, Bakugou Katsuki, tem sentimentos? - acrescentou.

- Desde o momento que você virou a crush dele.

-Por favor, né. Nunca que eu acreditaria em uma coisa dessas - ou pelo menos não queria.

- Acreditando ou não, ele vai continuar tendo uma queda por você.

- Vamos mudar de assunto, está bem?

- Como quiser.






A Tekunikaru já se encontrava dentro de seu dormitório, deitada na cama enquanto mexia em suas redes sociais. Curtia algumas fotos de modelos que seguia e até alguns tutoriais de aquarela ela via. Estava em um completo tédio, não que isso seja anormal, porém, parece que, justo naquele dia, a sua tediosidade tinha ficado mais massante. Estava no final da tarde e o seu era distribuído em tons de laranja, rosa e roxo. Vez ou outra uma brisa entrava pela janela balançando seus desenhos pendurados.

Virou de barriga para baixo deixando o celular de lado e afundando seu rosto no travesseiro. Sentia que algo iria acontecer, um pressentimento ruim, na verdade. Balançou suas canelas no ar começando a se irritar. Céus, por que ela estaria sentindo isso? A imagem de Uraraka com Izuku inundaram sua mente fazendo com que, aquele aperto no peito, doesse cada vez mais. Lembrou das palavras de sua melhor amiga, repensando se aquilo era verdade, se realmente gostava do Esverdeado. Porém, o tal explosivo pairou sobre sua cabeça.

Girou seu tronco e encarou o teto pintado por pequenas estrelas. Katsuki estaria realmente gostando dela? Não, era impossível, certo? Droga! Ela está pensando muito sobre ele. Ela precisa parar. Não. Ela DEVERIA parar. Bufou sentindo suas bochechas coradas. Espantou esses pensamentos da sua cabeça e focou naquela pressentimento que estava vivenciando naquele momento.

Antes que pudesse fazer algo em respeito, ouviu alguns batuques na porta e uma voz melodiosa preencher seus ouvidos.

- Mayumi-chan! Você poderia abrir a porta? Eu gostaria de conversar com você - Seu corpo se arrepiou da cabeça aos pés.

- E-Eu já v- AH! - quando foi tentar sair da cama, seu pé se embolou no lençol fazendo-a cair com tudo.

- Mayumi-chan!? - o de sarda a chamou assim que ouviu o estrondo de dentro do quarto - Você está bem?

- Estou! - respondeu. Levantou devagar sentindo uma dor em seu nariz. Colocou a mão sobre ele e seus dedos se sujaram pelo líquido vermelho - Que sorte eu tenho - resmungou antes de abrir a porta com a mão livre - Pode entrar, Izu-kun.

- H-Hai - deu alguns passos para frente ouvindo o praguejar da menina assim que fechou a porta e tirou a mão - Seu nariz e-está sangrando, Mayumi-chan.

- É, eu sei - Se sentaram na cama um ao lado do outro.

- Onde fica os seus remédios?

- Hã? - olhou para ele de forma confusa.

- Curativos! C-curativos… - suas maçãs do rosto esquentaram - Desculpa… - murmurou.

- Fica na gaveta da minha escrivaninha - indicou.

- Okay - levantou-se e foi onde lhe foi dito, pegando um pequeno pedaço de algodão para estancar o sangramento nasal - Aqui está - após deixar em um formato mais afinado, entregou para a acastanhada, que pegou e colocou onde foi atingido.

- Obrigada, Izu-kun - agradeceu e suspirou aliviada, mesmo que ainda esteja com uma pontada de dor no nariz - Mas o que você queria conversar comigo?

- E sobre a Uraraka-san - disse desviando o olhar.

- O-Oi? - por um momento, seu coração errou uma batida. Sua respiração travou e, como se tivesse ganhado um murro no peito, arregalou minimamente os olhos pela dor, antes no meio de seu rosto,  agora em seu peito.

- É que eu… - reprimiu os lábios - estou gostando dela. E eu queria saber se você poderia me ajudar com algumas coisas - acrescentou - Pretendo me declarar para Uraraka-san.

Silêncio. Um vasto silêncio se instalou entre eles. Tekunikaru sentiu como se algo tivesse sido arrancado de si assim que ele proferiu estas tais palavras. Não sabia o que dizer, muito menos como agir. Queria apenas se esconder em um buraco e nunca mais sair até que aquele sentimento passasse. Midoriya ficou nervoso com aquele silêncio e começou a entrar em pânico.

- M-Mayumi-chan? - gaguejou ao chamar ela, que logo tornou a voltar para a realidade.

- Desculpa - Forçou um sorriso para ele - Eu fiquei tão f-feliz que eu não soube reagir - Proferir aquelas palavras foram como cuspir espinhos. Odiava mentir, mas era por uma boa causa.

- Q-Que bom! - Ditou com um sorriso envergonhado.

- Vejamos que meu melhor amigo está apaixonado! Finalmente em! Quase achei que você ia morrer sozinho! - Mentiras.

- Oe! - fingiu estar emburrado - Você vai me ajudar ou não?

- Claro que sim, garanhão! - deu uma gargalhada. Sim, ela sabia fingir bem - Eu sabia desde o começo! Vocês formam um casal lindo! - mais mentiras.

- Mayumi-chan! - seu rosto parecia um tomate - Vamos resolver isso logo, está bem?

- Hai, hai!

E com o peito dolorido, ajudou seu melhor amigo. A última esperança que lhe restava acabara de sumir ali, enquanto conversavam sobre a tal declaração. Não aparentava, mas algo morreu dentro de si. A chama que deixava seu coração quente e aconchegante, apagou-se com aquele balde de água fria que recebera. Alguns estilhaços foram ouvidos. E adivinhe. Era seu coração se partindo.






- Muito obrigado, Mayumi-chan! Boa noite e até amanhã! - O esverdeado se despedir, já começando a caminhar para a outra parte do dormitório, em direção a seu quarto.

- Boa noite… - deu um pequeno aceno depois que ele virou as costas.

Voltou para dentro e, assim que fechou a porta, seus joelhos fraquejaram. Bateu suas costas na porta e sua respiração ficou falhada. Os olhos se inundaram de lágrimas, que não demoraram para escorrerem por suas bochechas e pingarem sobre sua roupa. O primeiro soluço foi solto assim que se encolheu, abraçando seu joelhos fortemente. Soltou tudo que estava contendo enquanto conversava com aquele que amava.

Quase culpou Uraraka de ter feito isso, porém, sentimentos são impossíveis de controlar. A culpa não era de nenhum deles. Provavelmente, seria dela, que foi lerda demais e, quando percebeu, o coração de Midoriya já tinha sido roubado por outra. Era tarde demais para simplesmente ir até ele e contar o que sentia a anos. Era tarde demais para o impedir de ficar com a outra. Era tarde demais para dizer que o amava mais que tudo.

Horas se passaram e já se aproximava da meia noite. Suas pernas estavam esticadas sobre o chão e seu olhar sem brilho observava o nada. Parecia que tinha perdido os movimentos do corpo e que fora jogada tal como uma boneca de pano. Não tinha mais forças para chorar. Sua garganta ardia, seus olhos estavam doloridos, inchados e vermelhos. A dor alastrava sua cabeça e a deixava zonza, porém, não conseguia pregar os olhos. Precisava de alguém.

Mal conseguia acreditar que estava em um estado tão… Miserável. Estava em uma bolha negra, onde que parecia que nunca sairia. Por segundos, teve a impressão de passos se aproximando de si. Talvez fosse coisa de sua cabeça se não escutasse algumas batidas em sua porta. A sensação de choro lhe invadiu novamente e sua visão se embasou. Ficou em silêncio para que a pessoa que estava ali, fosse embora. Mas ao contrário o que pensou, aquela voz soou.

- Eu sei que você está acordada, smurf.

Seus olhos se arregalaram. O que Katsuki estava fazendo ali naquela hora da noite?

- Abra a porta se não a arrombo! - Seu tom parecia irritado, porém, percebeu um tom de preocupação de sua voz.

Ela precisava de algum apoio e, pensar que, o menino que mais a irritava estaria ali com ela. Fez uma força e levantou, cambaleando para frente. Suas pernas estremeceram e quase foi parar no chão. Virou-se e colocou a mão na maçaneta, sentiu as lágrimas escorrerem e ela abrir rapidamente a porta. Antes que o loiro falasse algo, sentiu os braços cobertos pelo moletom preto rodearem sua cintura e o apertar contra si. 

Assustou-se, entretanto, ao ouvir seus soluços e notar sua camiseta estampada com uma caveira ficar húmida. O que tinha acontecido com aquela menina briguenta e sorridente de sempre? Pensou antes de a acolher em seus braços. Ela parecia tão indefesa. Tão delicada daquele jeito. Sentiu seu coração apertar ao ver ela daquele jeito. Para ser sincero, nunca a tinha visto a chorar. Não daquela forma desesperada.

Hesitou um pouco, porém, a pegou no colo e entrou no quarto, fechando a porta com o pé, que estava descalço. Sentou no acolchoado de lençóis e a deixou em seus braços, como se fosse um pequeno bebê. Suas pequenas mãos apertavam a camiseta e seu rosto vermelho era escondido. A Ajeitou melhor e, com um apenas um ajeito, os braços foram envoltos no pescoço do mesmo e a face ficou oculta quando foi colocada na curvatura de seu pescoço. Ficou sentada no colo dele, desmanchando-se em lágrimas novamente.

- Oe, smurf - chamou a atenção da mesa, tentando ser o mais delicado possível - O que aconteceu?

Assim que perguntou, os soluços, antes presentes, se tornaram fracos e quase inaudíveis. A Tekunikaru afastou levemente, ficando cara a cara com o loiro, que se avermelhou ao ter o rosto da menor tão próximo de si, dando para sentir sua respiração bater próximo a sua boca. O par de olhos escarlate observou os olhos, antes brilhantes, se tornaram opacos. Levou seu dedão até o rosto delicado da menor e limpou as lágrimas que ainda estavam descendo.

- Katsuki… - seu nome soou baixo e rouco.

- Sim…? - continuou com a mão na bochecha rósea dela, tendo cuidado com seus movimentos. Ela parecia uma boneca de porcelana que, qualquer movimento brusco, poderia se quebrar.

- Por que amar pode doer tanto? - questionou e seus olhos voltaram a se encher de lágrimas - O meu amor não é suficiente?

- Por que está falando isso, Smurf?

- O meu coração… - levou sua destra até o local - Sinto que ele foi partido em mil pedaços, sobrando apenas pó. - falou - Ele foi esmagado por alguém que nem sabe dos meus sentimentos. Parece que…

- Quem foi o idiota que fez isso com você? - foi um pouco rude ao falar, porém, quando viu que a expressão de choro ficou mais nítida, a puxou com rapidez, colocando o queixo da acastanhada em seu ombro. Começara a fazer um cafuné nos fios bagunçados, ouvindo um chiado - Calma, eu estou aqui com você - até ele se estranhou pelas suas palavras. Seu interior ficou dolorido ao saber que alguém já tinha o coração dela, no entanto, suas esperanças aumentaram ao ver aquela pequena brecha.

- Obrigada… - seu timbre estava embargado. Sentiu lágrimas descerem pelo seu ombro e molharem sua camisa.

- Não agradeça, idiota - abraçou a cintura da garota, puxando-a mais para si, inspirando o cheiro doce que ela tinha.

Assim que sentiu o corpo da menor se amolecer e ficar imóvel, tirou a conclusão que ela tinha adormecido. Ajeitou ela na cama, cobrindo-a até o pescoço para que não sentisse frio. Deu um beijo em sua testa, dando um sorriso singelo ao ver que sua feição estava calma e serena. Quando foi se virar, sentiu seu dedo mindinho ser agarrado e a voz cansada dela ecoar pelo quarto

- Não me deixe sozinha - suplicou - Fique…

- Eu… - mordiscou seu lábios inferior. Suspirou desistindo - Está bem. Mas só até quando você dormir.

- Okay… - um sorriso doce e sincero, apesar de pequeno, apareceu no rosto da Tekunikaru, o que fez o coração do loiro palpitar. 

Sentou-se ao lado dela, começando a mexer em algumas mexas de seu cabelo. Aos poucos, o sono veio a tona e a garota adormeceu, sentindo a mão quente do maior em seus cabelos. Sua última imagem foi de Bakugou dando um sorriso para ela. Naquela madrugada ela dormiu bem, apesar de sentir seu corpo dolorido. Se sentiu bem ao ter o de fios espetados ao seu lado. Sim, ele foi seu herói naquela noite.


Notas Finais


Bjss e ate a prox parti!!


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