História I Miss You - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Desabafo, Pedido De Desculpas, Por Favor Leia Isto
Visualizações 7
Palavras 1.029
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Me desculpe


Você se lembra de quando nos conhecemos? Ricardo e seu grupo de amigos estavam insinuando que eu namorava com o Duarte e e eu negava, perseguindo-vos e batendo-vos com o meu casaco. Depois disso eu comecei a observar você. Não sei bem o porquê. Acho que foi porque você me pareceu bonitinho.

            Você se lembra de quando nos falamos pela segunda vez? Foi numa quinta-feira. Nós conversámos bastante. Nossos amigos estavam juntando as mãos de forma a fazer um coração e insinuando que nós gostavamos um do outro. Nós apenas negámos. Afinal, eu nem sequer sabia seu nome.

            Você se lembra de quando brincávamos de Five Night's at Freddy junto dos outros? Sempre que possível, você fazia o papel de Toy Bonnie. Hoje em dia já não fazemos tanto isso. Não sei se é porque não temos mais você connosco ou porque o local onde costumávamos fazer isso foi fechado.

            Você se lembra de quando esperava por mim no lado de fora da sala de aula? Isso fazia meus colegas insinuarem que nós gostávamos um do outro. Nós sempre negávamos. A verdade é que eu menti. Eu gostei de você durante uns poucos meses. Mas eu sempre dizia que você era apenas o meu melhor amigo.

            Você se lembra da nossa primeira briga? Quando apostámos corrida várias vezes e eu sempre ganhava de você. Como um dos dois juízes torcia por você, decidiu que devíamos fazer uma corrida de dois contra dois. Dessa vez eu perdi. Você ficava dizendo que tinha ganho a aposta e eu negava, dizendo que só havias ganho esta última por causa do seu parceiro. Agora que penso nisso, foi um motivo bobo. Voltamos a ficar amigos, mas eu deixei de gostar de você daquela maneira.

            Você se lembra da nossa segunda briga? Quando eu apresentei aquele site de mangás para o Gonçalo e eu ficava vendo o ecrã do telemóvel por cima do ombro dele. Me pareceu que você estava com ciúmes. Até hoje me pergunto se aquela frase foi imaginação minha ou você realmente disse aquilo. No entanto, eu fiquei feliz. Se você sentia ciúmes, isso significava que ainda havia alguém que gostava de mim. Não era necessário gostar daquela forma. Para mim, ter alguém que quisesse ser meu amigo já era suficiente. Mas eu escondi isso. O resultado foi uma briga. Voltamos a ser amigos outra vez. Apenas amigos. Já não éramos mais melhores amigos.

            Você se lembra do Dia dos Namorados? Para ser franca, não me lembro se nossa segunda briga foi antes ou depois deste evento, por isso é possível que a ordem esteja errada. Naquele dia, você foi obrigado pelos nossos colegas a pedir-me em namoro. Claro que você levou um fora. Até hoje não sei se naquela era você gostava de mim e queria esconder mas foi obrigado a fazer isso ou ou via-me só como amiga mas pediu-me em namoro por causa que foi forçado. Também não importava. Eu já não gostava mais de você.

            Você se lembra da nossa terceira briga? Foi numa quarta-feira. Naquela hora você cansou dos soquinhos que eu dava na brincadeira e me socou no rosto. Agora que penso nisso, acho que foi errado usar-te como saco de pancada, embora eu colocasse muita pouca força naqueles soquinhos. Quando você me socou, meu óculos caiu no chão. Eu fingi que estava zangada por você ter feito meu óculos cair, dizendo que ele puderia ter se partido. O soco não machucou fisicamente. Machucou psicológicamente. Eu não estava zangada, como fiz parecer. Eu estava triste. Porque eu sabia que aquele seria o fim da nossa amizade. Eu era orgulhosa demais para me desculpar. Naquele momento, uma ferida abriu em meu coração. Uma ferida que ainda hoje dói.

            Às vezes, eu vejo você caminhando pela escola. A minha vontade é de ir-me desculpar e tentar ser sua amiga novamente. Mas permaneço quieta, sem coragem suficiente para o fazer.

            Depois de você, nunca mais tive um melhor amigo. Continuo a ter amigos. Mas não tenho melhor amigo.

            Eu sei que já faz quase um ano. Talvez até mais. E duvido que você vá ler isto um dia. Mas se isso realmente acontecer, quero que saiba que... Eu sinto a sua falta.

            O meu orgulho ainda hoje atua. Sempre digo que odeio você. Mas isso não é verdade. O mais provável é que eu nunca vá me desculpar. Se você sente a minha falta, por favor me fale, porque, por mais que eu queira, eu nunca falarei. Mas eu duvido que você sinta a minha falta. Afinal, nunca vi você olhando para mim quando nos cruzamos na escola. Nem nunca vi você desviando o olhar rapidamente para eu não perceber. É impossível que você faça isso sem eu perceber. Porque, quando eu me cruzo com você, eu faço isso.

            Me desculpe, por favor. É verdade que eu disse que eu, provalvelmente, nunca me desculparia. E é verdade. Nunca me desculparia cara a cara. Mas aqui não é difícil. É por escrito. Além disso, você nunca vai ler este texto.

            Na verdade, eu não sei porque estou escrevendo isto. Acho que só precisava de desabafar com alguém. Precisava contar para alguém o que já estava preso em minha garganta há muito tempo. Mas se for você que estiver a ler, não leve isto como um desabafo. Leve como um pedido de desculpas.

            Eu nunca vou conseguir esquecer você, mesmo que queira. Você marcou minha vida de uma forma que eu não consigo descrever. Ainda hoje penso em você quando oiço falar daquele rei cujo o nome é o mesmo que o seu. Ainda hoje penso em você quando estou a ler uma história onde um personagem tem cabelos loiros e olhos castanhos. Ainda hoje penso em você quando falam em melhor amigo. E também quando vejo o irmão gémeo do seu amigo. Ou quando oiço o nome do seu outro amigo. Ou quando vejo algum aluno da sua turma. Eu não consigo esquecer você.

            Me desculpe. Me desculpe. Me desculpe. Me desculpe. Me desculpe. No fundo, eu sei que a culpa foi minha. Mas eu não queria aceitar isso.

            Então, me desculpe. Eu sinto sua falta.

 

Me desculpe,

Nisaki

            



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