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História I Missed You - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo Único: You came back


 

Um mês.

Quatro semanas.

28 dias.

Seiscentas e setenta e duas horas.

As contas estão certas?

Bem, não importa; Taehyung não conseguia aguentar nem mais um segundo.

Ele compreendeu que Jungkook precisou viajar a trabalho, mas cada dia sem o mais novo parecia uma eternidade. As ligações diárias por Skype conseguiam amenizar a falta, mas nunca eram o suficiente para ambos. Ansiavam um pelo outro. 

Taehyung ia dormir sem o cheiro do amado, sem o peso do outro lado do colchão, sem o calor que o aquecia de baixo dos cobertores no inverno, sem as carícias delicadas em seu rosto, sem o cafuné que o fazia adormecer nas noites longas, sem...Jungkook. Mesmo que o Kim conseguisse ocupar seu tempo com os compromissos do próprio emprego e com os amigos (em especial, Park Jimin), era duro e nauseante chegar em casa já sabendo que o mais novo não estaria ali.

Jungkook esteve feliz em sua viagem nos primeiros dias, o emprego finalmente reconhecera seus atributos e aquela era uma grande oportunidade; o Jeon não media esforços ao contar as novidades para Taehyung, que por sua vez as ouvia apreciando a voz alegre do outro. Entretanto, Jeon passava o dia sem os beijos do mais velho, sem aqueles braços carinhosos envolvendo seu tronco, sem afagos em seus cabelos, sem ouvir a voz que gostava de cantarolar para ele, sem comer da comida que quase queimava naquelas mãos desajeitadas, sem...Taehyung. De repente, as luzes da cidade que nunca dorme nem pareciam tão brilhantes assim, talvez fossem ainda mais se o Kim estivesse ali com ele; fazendo-o rir e esquecer ao menos por um momento suas obrigações nos negócios

 

 • • •

 

 

Às cinco da tarde, Taehyung saiu do carro após estacioná-lo. Ele entrou no aeroporto e desviou aos poucos das pessoas que caminhavam na direção oposta, a fim de chegar na sala de desembarque. Segundo o painel que mostrava a relação dos voos, o avião de Jungkook já estava pousando. O coração do mais velho começou a palpitar mais rápido e a ansiedade tomou seu peito. 

O Kim respirou fundo e levou as mãos aos cabelos, que agora estavam ruivos. Ele começou a andar de um lado para o outro, erguendo o olhar para o painel a cada minuto. Quem quer que passasse ali e se atentasse aos seus maneirismos ansiosos, diria que ele estava enlouquecendo. Os olhos do mais velho corriam pelos rostos de cada pessoa que aparecia proveniente do voo de Jungkook que acabara de aterrissar. Ele se colocou na ponta dos pés tentando olhar por cima das outras pessoas que também esperavam por alguém.

E então, o coração de Taehyung parou.

Seus olhos identificaram um rosto delicado, cabelos morenos e lisos sendo retirados da frente da esta, a destra levava uma mala azul-marinho de porte médio, orbes castanhas abertas e afoitas procurando por alguém na multidão.

— Jungkook-ah! — Taehyung ergueu a mão e acenou, seus olhos ansiosos começaram a brilhar.

Jeon levou o olhar na direção da voz grave que, apesar de parecer distante no meio daquele ambiente, poderia identificar em qualquer lugar. O sorriso grande deixou seus dentes à mostra e o menor apertou o passo na direção do mais velho. O Kim baixou sua mão e um formigamento nos pés o levou a quase correr até o outro, desviando das pessoas a sua frente. A distância entre os amantes no aeroporto parecia interminável, a sensação lembrava a de uma esteira, corre-se sem sair do lugar; Taehyung temeu perder Jungkook de vista e tal sentimento fez seus olhos lacrimejarem, a respiração do ruivo teimava em sair do ritmo e ele questionava como seus sentimentos tinham tal capacidade de tirar-lhe o chão quando era necessário que se concentrasse.

Finalmente, ambos estavam cada vez mais próximos e já não haviam muitas pessoas no caminho. 

Jungkook soltou a alça da mala, largando-a no chão, e abriu os braços para o amado. Taehyung pulou no mais novo, enlaçando as pernas na cintura do outro e os braços em seu pescoço. O Jeon deu alguns passos para trás com o impacto do peso alheio sobre o seu e não hesitou em devolver o abraço, enterrando o rosto no ombro do maior.

— Me deixe ver o seu rosto, Hyung — Jungkook pediu com um riso, apertando um pouco mais o corpo do outro contra o seu.

Taehyung desceu do colo de seu amor com a cabeça baixa e fungou, não conseguindo conter algumas lágrimas que foram alimentadas em seus olhos. O mais novo envolveu o rosto do Kim com as  mãos, erguendo-o para olhar no fundo de suas orbes brilhantes.

— Não chore, Taehyungie. Eu estou aqui...— Ele sussurrou com um sorriso e secou as lágrimas de Taehyung com os polegares.

O mais velho relaxou ao ter as mãos delicadas de Jungkook em seu rosto e seus lábios abriram um sorriso grande. As palpitações começavam a se normalizar no peito do ruivo e aquele breve medo que o tomou não tinha mais significância; seu querido voltou aos seus braços, nada mais importava. Taehyung encostou seus lábios nos de Jungkook, beijando-o com amor. 

— Eu senti sua falta...— sussurrou ao cessar o selar e encostar sua testa contra a de Jungkook.

— Também senti a sua, Tae...— Jungkook deu um riso baixo e ergueu a cabeça, voltando a encarar o amado, feliz por este não estar mais em lágrimas — Você está bem?

— Melhor agora, com certeza — Taehyung sorriu — Vamos para casa, você deve estar muito cansado.

— Estou um pouco sim, mas ei, quero que me conte tudo o que aconteceu enquanto eu estava fora! Aliás, amei seu cabelo, Hyung. Vermelho fica ótimo em você. — Jungkook afagou os fios ruivos de Taehyung e pegou sua mala do chão.

Taehyung riu e sentiu um rubor tomar suas bochechas, queria estar com uma boa aparência quando o mais novo voltasse e o vermelho atraiu sua atenção. Os dois começaram a caminhar para fora do aeroporto em direção ao estacionamento. 

 

• • •

 

No caminho para casa, Taehyung contou melhor os acontecimentos de seu trabalho; as saídas com Jimin, Hoseok e os outros Hyungs; as receitas na internet que tentou fazer, mas só serviram para sujar a cozinha; e os novos truques que Yeontan aprendeu. Jungkook descreveu brevemente a gigantesca Nova York; as reuniões chatas e repetitivas que foi obrigado a participar; o dia em que se perdeu quando estava à procura de uma loja; e as pérolas que aconteceram no hotel onde ficou, como o dia em que ele ouviu barulhos estranhos vindos do armário de vassouras quando passava pelo corredor. 

Eles adentraram no prédio e depois de alguns minutos saíram do elevador. Taehyung destrancou a porta do apartamento com as chaves. Os dois entraram em casa, Jungkook colocou a mala no chão e se espreguiçou, inspirando bem fundo os ares da residência. O apartamento em que ambos moravam era simples, porém suficientemente espaçoso e aconchegante.

— Aaaahhh, como é bom estar em casa! — Jungkook baixou os braços e sorriu mais uma vez para o ruivo, segurando a cintura do outro para aproximar mais seus corpos.

— Bem-vindo de volta, Jungkook-ah! — Taehyung sorriu e o mais novo sorriu de volta.

— Obrigado, Hyung...espere...onde está o Yeontan? Senti falta de mais alguém pulando no meu colo.

— Aigoooo — o Kim riu alto — Yeontan está com o Jimin, ele estava muito tristinho com a sua ausência e o Minnie se propôs a ficar com ele para não serem “dois deprimidos em uma mesma casa” — ele imitou a voz do amigo e fez aspas com os dedos — Mas ele vai voltar pra casa amanhã.

Jungkook deu um riso e depois sentiu uma tristeza invadi-lo. Por um momento, o peso de ficar fora por um longo tempo ficou ainda mais forte sobre seus ombros. O moreno olhou para o maior dando-se um tempo apenas para admira-lo. Taehyung abriu a janela da sala e seus cabelos lisos balançaram com a brisa fresca do final daquela tarde, ele olhou para trás e riu para o mais novo, como uma criança feliz. Doía no peito de Jeon imaginar tal rosto tão triste durante os dias em que esteve fora. Muitos podem pensar que “foi só um mês fora”. Contudo, de que importa o tempo? Podem ser dias, semanas, meses ou anos, a saudade sempre vem; é aquela típica dor que começa no peito se espalha pelo corpo, debilitando-o através de doces lembranças. Ele se aproximou da janela e ficou ao lado do Kim. 

— Tae...eu me sinto péssimo...

— Ora, por quê? — Taehyung questionou ficando frente a frente com o mais novo.

— Porque fiquei fora por muito tempo e...sei lá...foi bacana conhecer outra cidade e, ao mesmo tempo, foi horrível. Eu fiquei mal e me culpando por ter deixado você sozinho...

— Jungkook...

— E...eu também me senti muito sozinho. Como se eu não conseguisse mais ficar sem todas as grandes e pequenas coisas que me fazem amar você. O pessoal do trabalho não supera a sua companhia, Tae...

Taehyung lentamente envolveu os braços ao redor de Jungkook. O casal ficou abraçado por um tempo em frente à janela, o silêncio daqueles minutos e a troca de calores entre os dois corpos os imergiu no fato de que se amavam muito; e que a consequência dolorosa de algo tão bonito era sentirem falta um do outro. Ambos aprenderam a necessitar um do outro. O Kim soltou o moreno e plantou um beijo em seus lábios, depois outro em suas bochechas, na sua testa, queixo...e começou a falar.

— Gukkie...eu...entendo como se sente. E, quero dizer, foi uma viagem de trabalho, o que a gente poderia fazer? Era uma grande oportunidade e você aproveitou, não deve se culpar por isso — o mais velho fez um carinho nos cabelos do amado — E quanto a mim...eu senti muita saudade, mas eu sabia que isso era importante para você. Então...fiz o possível para ficar bem. Mas foi difícil.

Taehyung riu em melancolia do próprio comentário e Jungkook suspeitou que aqueles olhos brilhantes do Kim estavam se esforçando para não derramarem mais lágrimas.

— Eu te amo, Taehyung-ah...

— Eu amo você também...— o ruivo secou as gotas de água salgada que conseguiram escapar com as costas da mão esquerda. Aquelas palavras saindo da boca do Jeon sempre eram um gatilho. 

— Eu estou aqui, tudo bem? — Jungkook beijou a testa do mais velho e o ajudou a limpar as bochechas molhadas.

— S-Sim...

— Vamos fazer o seguinte: eu vou tomar um banho, depois pedimos alguma coisa para jantar e assistimos ao filme que você quiser. O que acha? — o Jeon sorriu e olhou para o amado com amor, feliz ao notar que este não chorava mais.

— Sim...gostei da ideia — o Kim sorriu — E eu não ia falar nada, mas você precisa mesmo de um banho.

— Oh...

Os dois riram e Jungkook bagunçou o cabelo de Taehyung antes de ir ao banheiro.

 

• • •

 

Apesar de existirem bons serviços de streaming de filmes, como a Netflix, Taehyung orgulhava-se da sua coleção de DVD’s; era uma forma de ter para sempre seus filmes prediletos sem depender de uma internet finita. Ele buscava um filme bom para assistir com Jungkook em sua estante, desde os desenhos aos mais sérios. Como não queria cansar seu raciocínio e nem o do Jeon, optou por uma animação que fosse leve e gostosa de assistir (ah sim, e que não os fizesse chorar). Por fim, escolheu “Peter Pan”.

O ruivo ouviu o cessar do barulho do chuveiro ao caminhar para o quarto do casal. Ele pousou a capa do DVD sobre o hacker da televisão do cômodo e abriu as portas do armário de madeira começando a tirar a própria roupa a fim de guardá-la. Quando lhe restava apenas a cueca a ser removida, Jungkook entrou no quarto com os cabelos castanhos úmidos nas pontas dos fios e a toalha branca enrolada na cintura cobrindo sua região íntima. O mais novo parou na porta do quarto, seus olhos alimentavam-se da visão do corpo seminu do Kim, em especial suas nádegas fartas que marcavam seu formato sob o pano da roupa íntima. 

— Não ouse se vestir agora...

Taehyung deu um pulo e olhou para a porta, nem percebera a presença do moreno e suas bochechas ganhavam lentamente um tom avermelhado; suas orbes não conseguiam desviar a atenção do peitoral bem trabalhado do mais novo. O Kim não tinha um corpo definido como o de Jungkook, mas não se sentia envergonhado ou inferior por isso. 

Jungkook se aproximou do mais velho.

— Se eu me vestir, você vai fazer o quê? — provocou o ruivo com a voz baixa e apoiando as mãos nos quadris.

— O que você quer que eu faça? — Jungkook parou de caminhar quando seu peitoral praticamente encostava no de Taehyung.

O mais velho levou o nariz ao pescoço do Jeon e inalou a fragrância de eucalipto que a pele do outro emanava; não demorou muito para que beijos lentos se iniciassem no local fazendo o moreno fechar os olhos e colocar a cabeça para trás. Jungkook levou as mãos às costas do Kim, aproximando mais seus corpos, e as desceu até a sua bunda, dando um agarro na carne. Taehyung abriu os lábios diante daquela pressão e se viu roçando o próprio pênis contra a pélvis alheia, quase implorando para ser estimulado, mas sendo impedido pelo tecido da cueca e a maldita toalha.

— O que quer que eu faça, Hyung...?— Jungkook levou a destra para dentro da cueca do Kim e seus dedos faziam seu trabalho masturbando aquele pênis quase duro. 

— Ah-h...J-Jungkook-ah...— Taehyung deitou a testa no ombro do mais novo e começou a gemer em silêncio — Eu...eu...

— Hum? Não estou ouvindo...— Jungkook acelerou os movimentos, seus lábios tocavam a orelha esquerda do ruivo.

—Eu...quero...você-ê...me fudendo...forte-e...— a voz de Taehyung saiu manhosa e sedenta, se sentiu um pervertido necessitado. 

Bom, talvez ele fosse. Mas quem liga? 

Ninguém pode julgar o que acontece entre quatro paredes. 

Jungkook deixou sua toalha cair e atacou os lábios do mais velho, os dois caminharam  em direção à cama e ali deitaram sem interromper as carícias e o calor da luxúria que sentiam. Calor este que os deixava mais necessitados a cada toque. As línguas entraram em sincronia e lutavam pelo espaço da boca alheia. O ósculo foi interrompido quando Jungkook lembrou que o Kim ainda estava de cueca. Ele ficou entre suas pernas e removeu o tecido que restava para Taehyung ficar oficialmente nu diante de seus olhos.

O moreno deitou-se sobre o peito do mais velho e beijou seu pescoço, descendo os lábios em uma trilha de selares até seu tórax e abdômen. Ele voltou a estimular o membro endurecido do ruivo, que se permitiu gemer um pouco mais alto concedendo música aos ouvidos do mais novo.

— Jungkook...

— Sim, Hyung?

— Aqui...aqui...— Taehyung apontou para a sua entrada rosada, implorando pela penetração do pênis alheio.

Jungkook adorava ver o Kim tão sedento. 

Ele pegou uma camisinha na gaveta do criado-mudo ao lado da cama e a colocou no próprio membro, posicionando-se novamente entre as pernas de Taehyung, que envolveram sua cintura. Jungkook entrou sem pressa no ânus do mais velho.

Taehyung arqueou as costas, aquela sensação sempre o pegava de surpresa, mas era maravilhosa. Quando Jungkook começou a se mexer para frente e para trás, ele abriu os lábios, quase sorrindo, e os sons eróticos de prazer saíam de sua garganta. O Jeon mordeu os lábios e também deixou seus gemidos agudos escaparem, a entrada apertada do Kim o fazia querer fodê-lo mais e mais a cada minuto. Taehyung rebolou os quadris buscando a extensão completa do membro do mais novo em seu interior; entendendo o recado, Jungkook penetrou mais e recebeu um grunhir forte e grave; estava atingindo um ponto sensível. 

O Kim levantou o tronco da cama e sentou no colo do moreno começando a quicar para cima e para baixo. O Jeon aumentou a frequência das estocadas e sentia a excitação nas alturas com o mais velho cavalgando seu pênis; ele deferiu um tapa em suas nádegas e subiu as mãos para trazer seus corpos para mais perto.

— Está bom-m assim, Hyung? 

— S-Sim...muito-o bom...— Taehyung abraçou o pescoço de Jungkook e parou de quicar por um momento, deixando o pênis do mais novo movimentar seu corpo para cima e para baixo a cada penetração.

O ruivo sentiu seu pênis começar a pulsar e notou um formigamento abaixo de seu abdômen; tal sensação o fez gemer de forma mais arrastada e suas unhas cravaram nas costas do moreno. Seu corpo começou a tremer, as pernas recebiam espasmos. 

— V-Você quer gozar...?

Quero-o, Daddy...ah-h!

Jungkook colocou as mãos nos quadris do mais velho e conseguiu mais apoio para ir mais rápido. Taehyung atingiu seu orgasmo, seu esperma esguichou da cabeça vermelha de seu pênis, seus gemidos ficaram mais altos conforme o prazer se consumava. Com a melodia excitante saindo dos lábios do Kim, não demorou muito para o mais novo gozar na camisinha; ele continuou estocando por um tempo e isso fez com que o clímax dos dois se prolongasse.

O moreno saiu de dentro do mais velho e ambos despencaram no colchão; os pulmões descontrolados retornaram ao ritmo normal aos poucos; Taehyung colocou a mão na testa suada e respirou fundo, voltando seu olhar para o amante; Jungkook estava um pouco mais suado que o Kim, ele olhou de volta para o outro e sorriu.

Aahh sim...aquilo havia sido muito bom.

Taehyung segurou a mão de Jungkook e ambos ficaram deitados por um momento, sentindo o cheiro luxuoso de sexo que tinham impregnado mais uma vez naquele quarto. 

— Hyung...

— Hum?

— Está com fome?

— Sim — o Kim fez um bico com os lábios, esquecera completamente que ainda não haviam jantado.

— Que tal uma pizza? — sugeriu o mais novo sorrindo.

— Gostei! — Taehyung sorriu de volta, beijando a mão do moreno que ainda estava segurando.

 

•••

 

Ainda nus, sentados na cama, o lençol branco cobrindo-os apenas da cintura para baixo, a caixa aberta da pizza de frango no colo de ambos, Jungkook e Taehyung comiam as fatias quentes uma a uma e não ligavam para as migalhas que caíam no colchão. A televisão do quarto estava ligada e os dois assistiam a “Peter Pan”; mas, no fundo, o filme não importava muito, queriam apenas desfrutar da companhia um do outro, comendo algo agradável e em um ambiente mais agradável ainda. O Jeon terminou sua quarta fatia de pizza e deitou a cabeça sobre o peito do Kim.

— Estou cheio...— disse fazendo um biquinho com os lábios, erguendo o rosto para olhar nos olhos do mais velho.

— Eu também — Taehyung baixou o rosto e não resistiu à fofura da expressão do moreno, não perdendo tempo em beijar seu biquinho — Vou guardar na geladeira para comermos amanhã.

— Eu quero o Hyungie aqui comigo! — Jungkook abraçou o tronco do mais velho e usou seus lábios manhosos para plantar beijinhos em sua pele.

— Eu vou e volto, Gukkie — o Kim saiu dos braços do Jeon e afagou seus cabelos com um sorriso no rosto.

Taehyung levantou da cama e pegou a caixa de papelão, saindo do quarto em seguida. Ainda restavam três pedaços de pizza. Ele entrou na cozinha e procurou nos armários um pote que agregasse as fatias, assim a caixa não ocuparia muito espaço na geladeira. Ao encontrar, o ruivo guardou a pizza e retornou para o quarto.

Porém, parou na porta do cômodo.

Os olhos de Jungkook haviam se fechado, seu corpo deitara na cama, uma das mãos repousava ao lado da cabeça, seu peito nu subia e descia calmamente no ritmo de sua respiração, os lábios finos e avermelhados nunca estiveram tão relaxados e delicadamente entreabertos. Seu amado adormecera. O ruivo sorriu, refletindo sobre o cansaço que o Jeon deveria sentindo e como ele era privilegiado por vê-lo em tamanha calma após um tempo tão estressante. Para o Kim, era ali que Jungkook queria estar: em casa, na cama, com ele.

Taehyung desligou a televisão e o aparelho de vídeo, apagou as luzes, pegou um edredom macio dentro do armário e caminhou com todo o silêncio possível até a cama. Ele cobriu cuidadosamente o mais novo com a coberta, dos pés ao pescoço (era provável que fizesse frio naquela noite), e deitou no colchão. Jungkook abriu um pouco os olhos e se mexeu.

— Tae...

— Shhh...durma, Gukkie...eu estou aqui...— o Kim sussurrou ao aconchegar seu corpo com o do amado de baixo do edredom, envolvendo o outro com seus braços.

O calor do mais velho trouxe segurança para Jungkook, que logo fechou os olhos e voltou a adormecer com a ajuda das carícias de Taehyung em seus cabelos lisos. 

Pouco tempo depois, o ruivo também pegou no sono com a certeza de que, naquela noite, dormiria bem melhor que nas noites anteriores. O que lhe faltou já estava ali, em seus braços, dormindo como um bebê. Ele não acordaria na madrugada com um vazio nauseante no peito; e mesmo que isso acontecesse, não importava, pois seu amado estava ali, lembrando-o de que ele poderia voltar a dormir em paz.

Jungkook se sentia bem, havia voltado para casa, para Taehyung.

Taehyung se sentia bem, não estava sozinho ou perdido; estava com Jungkook.

A saudade é um dos sentimentos mais ambíguos que existem. Pode ser nostálgica ou repulsiva; reveladora ou sufocante; alegre ou triste; passageira ou eterna; ruim, mas ás vezes necessária. A sensação dela deixa o organismo confuso, algo não está certo, as conexões cerebrais não entendem como o poder da falta consegue ser tão...forte e horrível; porém a sua existência nos lembra de que existiu algo que foi bom, alegre, bonito, e é natural do ser humano ansiar diariamente pelo que lhe foi retirado. No fim de tudo, a saudade representa um lugar nos nossos corações, que pode até estar vazio, mas é nele que a pessoa querida sempre poderá voltar para casa. 

 

 *・゜゚・*:.。..。.:*・''・*:.。. .。.:*・゜゚・*


Notas Finais


Oi oii~
É o primeiro oneshot que eu faço, enton...espero que tenha ficado bom ❤️
Obrigada por ter lido!!
Bye bye, até a próxima história.


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