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História I Need a Doctor - Capítulo 7


Escrita por: e venus89


Notas do Autor


Olá, meus fantasminhas! Plz, deixem um comentário, ok?
Capítulo curtinho. Comentem que eu posto mais =^-^=

Capítulo 7 - Little Girl's Mom


Fanfic / Fanfiction I Need a Doctor - Capítulo 7 - Little Girl's Mom

Capítulo 7

Little Girl's Mom

21 de Junho de 2000 – Asilo Arkham, Gotham City

Deixou tudo organizado para recebê-lo. A câmera estava ligada, assim como o gravador. A câmera era de uso pessoal, então não ficaria com o Arkham. Mas as fitas ficariam em seu arquivo, mas no asilo, onde qualquer homem corrupto poderia colocar suas mãos nela. Mas a câmera seria só dela.

O Coringa tinha uma gama de expressões que ela precisava capturar. Precisava reunir um padrão para saber quando ele estava mentindo e quando não estava. Mas precisava fazer isso sem que ele notasse que era isso que estava fazendo, ou ele manipularia os resultados. Não duvidava nem um pouco da engenhosidade dele.

Se sentou em sua poltrona, esperando que Cash trouxesse o detento. Estava ansiosa, nervosa, esperançosa e com um pouco de receio. Mas não poderia deixar que ele notasse tudo isso. Tinha que estar no controle da situação ao mesmo tempo que fazia com que ele pensasse que ele estava no controle da situação. Era complicado e simples, ao mesmo tempo.

A porta se abriu e os dois entraram. Cash colocou o detento na cadeira e a olhou questionador.

-Você pode sair, Cash. – Disse se levantando para ligar a câmera e o gravador.

-Tem certeza, doutora? – Perguntou ele, preocupado e duvidando da capacidade dela de se virar sozinha. Apenas concordou com um aceno de cabeça – Como quiser. Estarei aqui fora. Se ela gritar, Palhaço, eu vou entrar atirando na sua cabeça. – Ameaçou ele, antes de sair pela porta. Coringa apenas deu uma risadinha desdenhosa e olhou para ela, depois para a câmera e então para o gravador.

Ele soltou um longo suspiro e Cash fechou a porta. Harley se sentou e pegou sua prancheta para fazer anotações. Tinha pensado nos tópicos que queria abordar e precisava conduzir a sessão de maneira cuidadosa.

-Doutora Quinzel supervisionando o paciente número 4479 para reabilitação. – Disse começando a sessão e se preparando para começar. Olhou para ele e recebeu um olhar decepcionado. Piscou se perguntando como já poderia ter errado se nem tinha começado de verdade.

-Sabe, eu achei que você era diferente deles. – Disse o Coringa. Arqueou as sobrancelhas, tentando se reorganizar.

-Achou? Diferente em qual sentido? – Perguntou e o observou com cautela. O Coringa estava algemado, ainda em seu macacão laranja. Os pés estavam algemados, uma corrente estava presa em sua cintura, com mais correntes que se ligavam às algemas em seus pulsos. Tudo isso para prejudicar a mobilidade dele, impedi-lo de abrir ou levantar os braços, correr ou lutar.

Ele apontou com a cabeça para a câmera.

-Desligue isso e podemos ter uma conversa honesta. – Disse ele calmamente. Harley sorriu e negou com a cabeça.

-A câmera vai me ajudar a te ajudar, Coringa. – Disse calmamente – Ela é minha e de uso pessoal.

-De uso pessoal, hum? Posso pensar em coisas melhores para se filmar do que nossas conversas. Não. O que eu tenho para te dizer é só pra você, doutora. E não é para se levar para casa. É para se apreciar o momento. Não são o tipo de coisa que se repitam por aí, os meus segredos... Se isso cair nas mãos de outros... – Ele negou com a cabeça e a olhou nos olhos – O que eu quero falar é só pra você e para você apenas. Agora. Somente agora. É assim que vamos fazer, ou não faremos.

Respirou fundo o olhando nos olhos. Não quebraria aquela conexão.

-Por que não quer que eu grave? Seria importante para mim, poder consultar nossas sessões em momentos posteriores. É assim que poderei te ajudar a...

-Me ajudar? Que piada. – Ele revirou os olhos – Conheço o tipo. Eles vêm aqui dizendo que vão me ajudar, mas tudo o que procuram é glória, status, mídia. Você está mais interessada nos seus lucros do que em mim. – Ele voltou a encará-la – Não é, Doc? – Ele deu uma risada.

-Não, Coringa. Não estou buscando isso. – Era isso que estava buscando, ou ao menos era o que buscava quando começara aquilo – Minha intenção é ajudar você a se sentir melhor.

-Sabe como eu me sinto melhor? Quando seguro uma arma e atiro na cabeça de alguém. É assim que eu me sinto melhor, Doc. Com a morte. – Ele riu de novo e gargalhou. O estava perdendo, pois era assim que ele agia com todos os outros doutores – Talvez, quando eu conseguir uma arma, será na sua cabeça que eu iriei atirar! – Ele se curvou para frente a olhando de forma maníaca. Já tinha deslumbrado isso também. Ele a estava tentando intimidar. Precisava recuperar a conexão novamente, ou todo seu esforço teria sido em vão.

-Vamos conversar sobre as coisas que você disse na última sessão. – Disse calmamente, sem se deixar assustar por ele – Conte-me mais sobre a sua família. Eram apenas você, seu pai e sua mãe?

O Coringa negou com a cabeça.

-Eu prefiro ver as coisas nas tintas. Sabe, quando borramos o papel com tinta preta e tentamos dizer o que estamos vendo? Eu já decorei as minhas respostas. A primeira é um gato que eu tinha quando criança. O segundo é um elefante morto. A terceira...

-Eu sei. Eu ouvi as gravações. Leve isso a sério, por favor.

-Ora, Doc! Ouviu as outras gravações? Entende o porquê eu não quero que grave?

-Se você cooperar e me permitir ajudar, garanto que...

-Que ninguém mais vai ouvir? E depois minhas piadas que são ruins. – Gracejou ele – Quer mais uma história do meu pai? Ok. Uma vez eu pedi que ele me comprasse um pirulito desses bem grande...

-Pare. Eu sei que isso não é verdade. – Disse autoritária – Por que tem tanto medo de contar a verdade sobre si mesmo?

-Porque faz doze anos que não faço isso, Doc. E não vou fazer para que você ganhe um prêmio idiota. – Rosnou ele e Harley piscou, surpresa – Se realmente quer ouvir o que eu tenho a dizer, vai desligar a câmera e o gravador. Caso contrário não vai ter mais sucesso que a Dra. Young, o Dr. Strange ou a Dra. Leland. – Disse ele – Mesmo tendo esse rostinho bonito.

Harley suspirou, mirando o gravador e a câmera e então bufou.

-Certo, vamos mudar de tópico. Já faz quase um ano desde a última vez que você fugiu do Arkham e foi trago de volta. Como está se sentindo aqui?

Ele riu com desdém e revirou os olhos.

-Ótimo. Nas segundas feiras temos o dia de colorir no pátio e eu gosto de sujar as mãos. Nas terças, acredito eu, poderei ver você... E era bom até você se provar uma tremenda decepção. Nas quartas...

-Ok. Certo. – Largou a prancheta e retirou os óculos – Na última vez você não queria mais continuar. Então combinamos que se você o fizesse, eu faria algo por você.

-É verdade, Doc. Que bom que se lembra.

-Eu tenho o que você pediu. Eu vou desligar a câmera e o gravador e então você vai me explicar aquilo. Temos um trato?

-Sem gravações?

-Sem gravações. – Garantiu.

-Mas é a regra do Arkham que todas as sessões sejam gravadas para que possam ser discutidas pelo conselho de psiquiatria do Asilo. O que Jemy irá dizer quando você falar que simplesmente não liga para as regras?

E agora ele a olhava com entusiasmo e óbvio interesse. O tinha conquistado de leve, novamente. Não podia perdê-lo agora.

-Eu direi que as regras não se aplicam facilmente a você. Temos um trato, paciente 4479? – Perguntou se levantando e indo até a câmera. Estava apelando ao narcisismo dele.

-Me chame de Mister Jay. – Disse ele com um sorriso e concordando com os termos. Desligou a câmera e depois o gravador, para se sentar novamente em sua poltrona. Em seguida o olhou sabendo que isso daria uma enorme dor de cabeça – Muito bem. Onde está o que eu te pedi? – Perguntou ele parecendo ansioso. Harley se arrumou na poltrona e pegou sua bolsa. De dentro dela tirou sua agenda e, escondidas entre as páginas, estavam as fotos. Mostrou-as para o Coringa que pareceu ausentar-se de si mesmo por um momento. Ele olhou para as fotos e pareceu se perder em memórias, primeiro felizes, depois revoltantes e, então, tristes.

Baixou as fotos, sem entregá-las a ele e respirou fundo.

-Te entrego as fotos, se explicar pra mim quem é essa garotinha e por que ela parece tão importante pra você. Você já teve pelo menos seis terapeutas aqui no Arkham e em nenhuma das sessões você falou sobre ela. – Ele baixou os olhos, parecendo ainda meio perdido e então suspirou.

-Antigamente meu passado era de múltipla escolha. Nada era certo, pra ninguém nem mesmo para mim. Mas então o gabarito veio e marcou as respostas na minha cabeça. Tentei apagá-las, esquecê-las, mas não consigo. Ainda consigo escutar a voz dela. Ainda consigo me lembrar das coisas. Tentei torcê-las e distorcê-las, mudá-las. Mas ela deixou tudo permanente aqui dentro. E isso me fez odiá-la. Queria matá-la, atirar no meio de seus olhos azuis. Queria arrancar sua cabeça e jogá-la num poço de lama, num pântano esquecido em algum lugar. Jogar seus restos para que o Tubarão ou o Crocodilo a devorassem, até que não restasse nada. Mas eu sei que mesmo se furar minha cabeça com uma furadeira, nada iria retirá-la de lá. Absolutamente nada. – Ele engoliu em seco, olhando para a foto em cima da mesa e Harley respirou fundo.

-Está falando... Dessa menininha? – Perguntou chocada. Ele negou.

-Não. Falo da mãe dela. – Lamentou ele baixando a cabeça – Sabe, Doc... Eu. – Ele engoliu em seco e ficou em silêncio. Harley piscou se aproximando dele e o ouviu soluçar. Por um momento achou que ele chorava. O corpo dele tremia.

-Coringa...?

Estava para pegar a caixa de lenços de papel quando ele levantou a cabeça de uma vez e começou a gargalhar. Alucinado, furioso, insano. Aquilo a assustou e ele se levantou, olhando para ela, com a boca escancarada, os olhos esbugalhados, gargalhando sem parar. Alto e exagerado. Parecendo ensandecido, ele pegou o jarro que meses atrás tinha portado aquela rosa com o bilhetinho e o jogou contra a parede. Ele gritou no meio da gargalhada e chutou a parede, andou até o tripé da câmera e a chutou. Depois pegou a lixeira e a jogou contra sua prateleira. Pegou sua bolsa e a jogou contra a parede, derrubando suas máscaras decorativas. Ele pegou a cadeira e a jogou contra a porta e Cash entrou com a arma nas mãos. O Coringa caiu de joelhos e gargalhou, gargalhou, gargalhou, sem parar. Nem mesmo quando Cash o socou e o carregou para fora dali ele conseguiu parar de rir. Continuou ouvindo a voz dele enquanto ele se distanciava pelo corredor.

Harley respirou fundo, chocada, olhando para seu escritório, que estava completamente bagunçado. Estava com o coração à mil, aterrorizada com aquele surto. Guardou as fotos no bolso do jaleco e começou a reorganizar o escritório tentando pensar. O que tinha sido tudo aquilo? Que tipo de gatilho era aquele? Recolheu a papelada que tinha caído da lixeira, observou o tripé que tinha quebrado e notou que a câmera filmadora estava com a lente rachada. Colocou tudo sobre a mesa e foi até as máscaras.

As recolocou na parede, mirando a de Arlequim. Com um suspiro, começou a recolher os pedaços de porcelana, os restos do vaso azul que um dia pretendera encher com flores. Estava ainda muito longe de terminar de limpar, quando Jeremiah entrou em seu escritório.

-O. Que. Houve? – Perguntou ele autoritário.

-Acho que toquei em um ponto sensível, senhor diretor. – Disse se perguntando de novo e de novo: Quem era aquela menina da foto? E agora tinha outra pergunta. Quem era a mãe dela? Alguém que ele queria esquecer? Por que? Porque aquilo lhe causava tanta dor?

-Está mais do que claro que precisamos cancelar isso. Eu sabia que era uma completa perda de...

-Cancelar isso? Está louco? Estamos avançando! – Disse chocada com aquela possibilidade.

-Olhe ao redor, Dra. Quinzel. – Ralhou Arkham – A próxima surtada dele, pode ser a sua cabeça jogada contra a parede!

-Eu sei me defender muito bem, senhor! – Disse na defensiva e mais alguém entrou pela porta.

-Dra. Quinzel. Ouvi que o 4479 se tornou violento. A senhorita está bem? – Perguntou Dr. Hugo Strange. Harley concordou com um aceno de cabeça.

-Foi incrível, Doutor. – Disse ela absolutamente envolvida com aquele caso – Eu me conectei com ele de verdade.

-Estamos vendo. – Disse Jeremiah mirando a cadeira quebrada – Isso é porque ele estava completamente algemado. Imagine esse maníaco solto...

-Na próxima vez o colocaremos numa camisa de força. – Disse Doutor Strange e Harley sorriu animada. Não queria seu paciente preso, mas concordaria com isso se fosse o que era preciso para continuar as sessões. Jeremiah olhou para Strange como se ele fosse completamente biruta.

-Próxima vez? – Perguntou ele – Como assim, na próxima vez? Olhe essa bagunça! Se permitirmos uma próxima vez estaremos colocando a integridade da Dra. Quinzel em risco.

-Eu sei que você teme o prefeito Dickerson, Diretor, mas entenda. Isso que vemos aqui é um progresso que eu nunca tinha visto antes. – Explicou Strange.

-Como isso aqui pode ser considerado progresso? – Perguntou Jeremiah.

-Porque é a primeira vez que vemos um dos nossos profissionais realmente entrar na mente do Coringa. O que foi que você fez para fazê-lo chegar a isso, Dra. Quinzel?

Harley baixou os olhos, sem se sentir confortável para responder.

-Podemos ouvir as gravações. – Disse Jeremiah.

-Não podem... Eu... Eu desliguei os aparelhos. – Disse se abraçando, temendo uma represália. Agora tanto o diretor quanto o chefe dos psiquiatras pareciam zangados.

-O que? Você... Desligou? Por que? – Perguntou o diretor.

-Ele aceitou conversar comigo apenas se eu desligasse todos os aparelhos. – Disse ela e Strange a olhou com cautela.

-Cuidado, Dra. Quinzel... Pode ser que estejamos todos enganados. Pode ser que não seja você quem tenha conseguido entrar na mente dele, mas o contrário.

[] [] []


Notas Finais


Prévia!
"-Dra. Quinzel. – Disse o homem com uma voz profunda e grave. Harley engoliu em seco, tentando recuperar-se do susto. O homem a sua frente era alto e muito forte, com capa negra e uniforme escuro. Já tinha ouvido falar dele, mas nunca o tinha visto tão de perto.
-Batman... – Sussurrou arrumando melhor os óculos no rosto e guardando as fotos no bolso do jaleco – O que te traz aqui? No meu escritório...?
Ele deu um passo em sua direção e observou suas anotações e arquivos sobre o Coringa.
-Soube que você é a nova terapeuta dele. – Disse o vigilante. Concordou com um aceno de cabeça e se levantou – Tome cuidado, Doutora. O Coringa não é como os outros."


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