História I Need U - Capítulo 103


Escrita por: e Bryhanny

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, SHINee, UNIQ
Personagens BamBam, Cho Seung Yeon, Jackson, Jeon Jungkook (Jungkook), Jinki Lee (Onew), Jonghyun Kim, Jung Hoseok (J-Hope), KiBum "Key" Kim, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Sun Joo, Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Minho Choi, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Taemin Lee
Tags Bangtan Boys (BTS), Got7, Shinee, Uniq
Visualizações 38
Palavras 3.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiee desculpem a demora mas estávamos muito ocupadas mesmo..
Agora de hoje em diante não temos datas pras postagens pode ser de quinta a domingo..
Espero q gostem.😘😘

Capítulo 103 - The guys of my life


Fanfic / Fanfiction I Need U - Capítulo 103 - The guys of my life

Coloca um vestido e uma batom vermelho

E experimenta se olha no espelho

Pra gente sair coloca alguma roupa

Você fica linda usando qualquer coisa...

Se olha no espelho - maiara e maraisa part. Cristiano Araújo


PDV RAY

—Como foi que em um instante eu fui de uma noite tranquila de pipoca e doramas usando o meu pijama mais confortável para um encontro com você e o Marquinhos?

Eu tento quebrar o gelo que se formou entre nós dois assim que entramos no elevador. Apenas o Marquinhos que insiste em fazer o ursinho de avião enquanto imita um motorzinho com a boca é quem dá um pouco de som para este cubículo monótono.

Eu sei que o nosso silêncio é mais por conta do nervosismo —e, ouso dizer, pelo evento de última hora— que tomou conta de nós. Se estivéssemos feito como eu tinha planejado e apenas ficado em casa, a esta hora estaríamos dando gargalhadas com a hilariedade do Yoo Jae Suk.

—Eu tenho certeza de que nós três vamos nos divertir muito mais com o programa da Elayne-ssi do que se tivéssemos ficado em casa. -ele responde após um breve pigarro. —Está tudo bem para você, pequena?

—Eu pensei que a Day fosse me proibir de sair. -eu lhe respondo já mais aliviada. —Sabe... esse lance de evitar aglomerações...

E quando ela fala isso, não se trata apenas do fato de eu estar com baixa imunidade por causa dos machucados. É só por causa dos machucados mesmo... e das reações das pessoas que nem sempre ajudam nesse processo de aceitação e cura. Nem sempre elas estão preparadas para lidar comigo e eu também não estou preparada para lidar com as caras perplexas delas. Exemplo disso é o meu fisioterapeuta. 

Por isso este casaquinho lindo que cai tão bem com o vestido embora esconda boa parte dos detalhes, mas como a Elayne disse, eu não poderia me esconder para sempre atrás das minhas bandanas. No futuro encontraríamos outra solução. Agora só me restava resignar-me em esconder as borboletinhas que eu tanto queria que o Jin visse. 

—Não pense em coisas tristes, meu amor. -ele fala com a voz rouca e eu o encaro. 

Seus olhos brilham em minha direção como se esmiuçassem os meus pensamentos. Não era justo nem com ele nem comigo se eu começasse a chorar agora por causa dessa maldita ansiedade em agradar que só me apresenta resultados contrários do que eu desejo. 

Respiro fundo e lhe dou o meu melhor sorriso. Procuro gravar em minha mente as suas duas últimas palavras e seu efeito calmante que deslizam pelos meus tímpanos e percorrem toda a minha espinha num arrepio gostoso. Acho que o meu melhor remédio é justamente aquele que nenhum médico me receitou: a voz dele me chamando de meu amor.

—Omma! -o Marquinhos grita já querendo pular do colo do Jin que o põe no chão assim que o elevador se abre. —Eu “quelo” passear!

Vejo-o correr em direção à entrada do prédio e faço menção de correr atrás dele com medo de que ele acabe caindo e se machucando nas pedrinhas que adornam o caminho até o carro, mas o Jin é mais rápido e me segura cuidadosamente pela cintura.

—Deixa ele. Crianças precisam esticar as pernas. Não vê os seus vizinhos como se comportam quando estão ao ar livre?

E depois sorri da própria piada. 

—Mas ele vai sujar a roupinha nova! -eu argumento com pena do resultado final caso o garotinho resolva mexer nas plantas.

—Então é melhor nos apressarmos. -ele fala e eu sinto seus dedos entrelaçarem os meus. —A noite vai ser divertida.

Felizmente ele não é a Day ou a Mari e eu não percebo nenhuma pontinha de malícia em sua voz, porque quando ele fala em diversão e me puxa pela mão indo em direção ao Marquinhos, deve ser algo que inclua uma programação para menores também.

Sem nenhum esforço ele chama o neném que simplesmente para de empilhar as pedrinhas da passarela e corre em nossa direção. Ao ver esta cena eu começo a me perguntar se, de algum modo, o Marquinhos desenvolveu um laço de empatia com o Jin. Ambos parecem ser tão íntimos como se fossem velhos amigos e como se o meu oppa estivesse em nossas vidas desde sempre. 

O Marquinhos nunca pediu colo ao próprio pai e mesmo depois que aprendeu a dar os primeiros passos, nunca caminhou em direção a ele. Não do mesmo jeito que corre efusivamente para se agarrar às pernas do coreano ao meu lado. 

—Ei garotão! -ele fala agachando-se e bagunçado o cabelo milimetricamente penteado pela Dayana. —Vamos passear? 

—Ne, appa! -ele responde com um sorrisão no rosto e eu entendo que o Marquinhos que eu trouxe do Brasil não é o mesmo que está aqui agora. 

Na minha frente está um garotinho que começa a experimentar o lado bom das pessoas e que sabe que pode aproveitar sua infância com tranquilidade e confiança sem temer pelo pior ou precisar ficar controlando a própria efusividade. E tudo graças a esses sete meninos, principalmente a este que o cativou a ponto de poder verem um ao outro como pai e filho. É nele que ele tem se espelhado ultimamente quando tenta novas palavras no idioma novo ou em pequenos e sutis gestos que ele já consegue identificar como próprios do mais velho.

 Não tem como eu não me sentir feliz por vê-lo crescer como um príncipe assim como um dia o Jin me prometeu.

O Jin o pega no colo e abre a porta traseira do carro a fim de depositá-lo ali e eu não consigo segurar o ruído que sai da minha boca com o breve arfar ante a minha nova descoberta: assim como o Luizy, o Jin também comprou uma cadeira de bebê e instalou no carro onde depositou o meu [nosso] filho com todo o cuidado de quem está acostumado a lidar com crianças o tempo inteiro.

Vê-lo tão atencioso até nos mínimos detalhes comove o meu coração e só a muito custo é que eu consigo conter as lágrimas silenciosas que teimam em brotar dos meus olhos. As únicas manifestações de carinho que o Marquinhos tinha lá no Brasil vinham de mim. 

Eu lembro que eu me esforçava tanto para que ele não sofresse com as mesmas coisas que eu era obrigada a presenciar que...

—Rayane, você está bem? -a voz do Jin interrompe os meus pensamentos e só então eu percebo que ele abrira a porta do carro para mim e agora esperava que eu esboçasse alguma reação. —Se você achar que ainda é um pouco cedo eu vou entender. Podemos desmarcar o restaurante e jantarmos em casa mesmo. Só nós três. Depois que os outros saírem. O que você me diz?

Apesar de estar visivelmente ansioso por este momento, o Jin como sempre, simplesmente está disposto a abrir mão de seu último momento de lazer aqui só para me deixar mais à vontade. Mas eu não sou egoísta a ponto de estragar tudo. Não quando tantas pessoas se esforçaram para que este pequeno momento acontecesse.

Eu lhe sorrio novamente e, antes de entrar no carro, dou-lhe um carinhoso beijo na bochecha. Pode parecer inesperado, mas é a minha singela forma de demonstrar que apesar de a minha cabeça estar uma bagunça, ainda assim eu me sinto grata por tê-lo por perto. 

Enquanto ponho o cinto percebo-o levar a mão ao rosto em imensa perplexidade. Ele não esperava algo assim tão cedo.

—Está tudo bem com você, pequeno? -eu lhe pergunto usando mesmo tom de voz que ele normalmente usa comigo mesmo sabendo que de pequeno o Jin não tem nada.

Ele sorri um pouco envergonhado e finalmente entra no carro. Antes de seguirmos viagem, ele liga o DVD player do banco de trás para que o Marquinhos possa assistir ao Pororó. Ele estava sendo tão atencioso em tudo, nos mínimos detalhes, como um perfeito cavalheiro...

—Princesa, está chorando? -ele pergunta assim que dá a partida no carro e eu me recomponho.

Não é hora para choros então apenas sorrio mais uma vez em sua direção e me deixo embalar pelo movimento do veículo que parece dançar ao som da música infantil. Tudo parece tão perfeito, tão em seu devido lugar que eu não resisto e pergunto:

—Por que você se importa tanto?

Pode parecer rude ou insensato de minha parte fazer-lhe tamanha pergunta, mas ele não parece se abalar. Sem tirar os olhos da estrada, vejo que um pequeno e satisfeito sorriso brota de seus lábios. Suas mãos macias e bonitas seguram o volante do carro sem demonstrar nenhum tipo de tensão. Seu nervosismo havia há muito sumido.

—Por que eu acredito que coisas boas acontecem a pessoas boas. -ele começa tranquilamente. —E você, minha linda, é a personificação da bondade. Logo, eu quero ser essa coisa boa a acontecer na sua vida. Sempre foi meu sonho, sabia? Um dia ter alguém ao meu lado a quem eu pudesse entregar meu coração sem medo. Acredite, você é essa pessoa. 

—Como tem certeza? -eu arrisco embalada mais por sua voz do que pela música que preenche o ambiente.

—Porque com você eu nunca sinto medo ou vergonha de ser quem sou. Acho que o verdadeiro amor brota primeiramente por causa da nossa aceitação. Você me amou e me aceitou primeiro quando eu ainda pensava que você só me via como a um amigo. Você me faz desejar ser o meu melhor sempre. E também... porque eu sou uma pessoa boa e você e o neném são as coisas boas que aconteceram na minha vida. 

Eu continuo encarando-o boquiaberta. Ele não se parece em nada com o rapaz que me beijou lá no hospital ou que se declarou para mim dizendo amar-me. Agora ele está mais em paz consigo mesmo, mais seguro, mais consciente de nós dois. Isso me anima e me leva a perceber que eu acertei em ter-lhe pedido que esperasse. 

O mesmo tempo que torna os vinhos melhores é o mesmo que fez o nosso amor amadurecer e tornar-se mais precioso.

Ele segue cuidadosamente pelas movimentadas ruas de Seul até que o GPS indica que chegamos ao local indicado: um restaurante com luzes coloridas com uma enorme bandeira do Brasil na porta da frente.

Eu não teria palavras para agradecer à Elayne por essa forcinha. Não dava para acreditar que eu estava pisando em um pedacinho do Brasil bem aqui em plena Seul. Eu estava com tanta saudade da comidinha de casa, principalmente do churrasco. E parecia que cada pedacinho deste lugar havia sido planejado para fazer com que nos sentíssemos de volta em casa. 

O Jin pegou o meu pequeno em seu colo e abrindo a porta para mim como um perfeito cavalheiro. Ao levantar meu olhar o mesmo estava me encarando com aquele sorriso que fazia meu coração tremer de alegria.

Entramos no restaurante e a decoração por dentro era uma versão aconchegante e ao mesmo tempo esfuziante da terra que um dia eu deixara para trás. Acho que no fundo, algumas coisas nunca nos abandonam. Jin estava na minha frente conversando com o maître e este verificava os nossos dados em seu sistema.

—Sejam bem-vindos. -ele disse enquanto nos acompanhava até a nossa mesa.

Nesse momento senti novamente o Jin entrelaçar seus dedos nos meus e ao encará-lo ele parecia infinitamente feliz ao carregar o Marquinhos no colo. 

Entramos em uma parte do restaurante que, conforme observei, era exatamente o que a Elayne havia descrito, só que minha imaginação não teria ido tão longe assim. Nossa mesa realmente ficava na cobertura e de onde estávamos dava para ver as luzes noturnas da cidade a iluminar o rio. Mas não parava por aí. Esta parte do restaurante era absurdamente romântica como que tirada de um filme cult. Além da música ambiente calminha, ainda éramos agraciados com o barulho da cascata de água próxima a nós que completava o visual do “jardim suspenso” ao nosso redor de onde brotavam diversas plantas próprias de terras tropicais como o Brasil. 

Além das nossas duas cadeiras, havia também uma cadeira de alimentação bastante acolchoada e cheia de apetrechos que eu nem precisei entender como funcionava, pois, o Jin adiantou-se e acomodou o neném que olhava para tudo com extrema admiração. E então puxou a cadeira para mim como um cavalheiro antes de tomar a sua própria e receber os cardápios das mãos do garçom.

—Me diz que não sou só eu que estou amando tudo isto. -ele me fala enquanto estende um dos cardápios para mim. —Eu nunca imaginaria que havia um pedacinho do Brasil bem aqui. 

—Acho que a saudade que sinto de casa foi um pouco amainada hoje. É tudo tão perfeito até nos mínimos detalhes... desde que saí de casa até chegarmos aqui. É como estar em um sonho. -eu lhe digo. —E poder compartilhar essa experiência com os dois homens da minha vida é incomparável.

O Jin me encara com a mão no queixo e a boca aberta. O cardápio jaz esquecido ao seu lado. O que ele tem?

—O-o q-que você disse? -ele tem um pouco de dificuldade para se expressar e isso faz com que eu me pergunte se eu falei algo que não devia.

—O que eu disse? Como assim?

—Quando você fala... sobre os homens da sua vida... -ele cora e puxa um pouco a respiração. —Eu sei que está falando do Marquinhos. Mas está falando de mim também?

Levo a mão ao peito, aliviada. Como não seria dele? Do garçom é que não é! Meu nervosismo, ansiedade, medo, desconforto e tudo o mais de ruim que me seguiu de casa até aqui simplesmente não tem mais espaço neste mundinho que começamos a construir aqui. É tão meigo vê-lo reagir assim ante a minha declaração!

—É claro que é de você, seu bobo! Não estou vendo mais ninguém aqui. A não ser que tenha trago o Yoongi no porta-malas do carro.

—Credo! Não mesmo! Somos só nós três e pronto, mas... voltando ao assunto... Sou mesmo? -ele insiste depois de um tempo e depois baixa o tom de voz como se houvesse mais alguém. —O homem da sua vida? Como? 

Por que ele está tão tenso? Será que nenhuma mulher nunca disse isso a ele? Não resisto e acabo caindo na gargalhada ao que sou seguida por ele e meu pequeno nos olha com cara de que nem nos conhecia, talvez seja porque pela primeira vez percebemos o quanto nossas risadas são parecidas. Uma com a outra e as duas com uma pessoa limpando vidro. Ao percebermos isso rimos ainda mais. 

—Hoje você vai escolher nosso jantar. -ele me fala assim que nos recompomos. —Eu não entendo de culinária brasileira. Que ironia, não é? Minhas vizinhas, minha princesa e meu filho são brasileiros e eu não sei de quase nada, a não ser algumas frases que você nos ensinou.

—Relaxa, temos ainda muito tempo para eu te ensinar outras coisas. —falei enquanto chamava o garçom. —Já queremos fazer o nosso pedido. Por gentileza, nós queríamos o prato principal, churrasco com maionese caseira, arroz branco e um litro de coca cola e de sobremesa vamos querer uma torta de nata com morango com calda de morango.

Tanto morango só me faz lembrar que é a fruta preferida do lindo homem à minha frente.

O garçom escreve tudo no papel e sai, ao que o Jin me olha e fala:

—Estou louco para experimentar o churrasco brasileiro. É ele o mais comido na sua terra?

—Sim! Você vai adorar! Ele é bem diferente do churrasco coreano, mas é uma delícia. Quando estivermos no Brasil com os meninos, vou pedir ao Sr. Bang que nos leve em um restaurante de lá pra mostrar pros meninos também. O que você acha?

—Tenho certeza que eles vão adorar.

Assim que a comida chega e eu me ponho a alimentar o meu neném percebo que o Jin faz caras e bocas com o seu prato. É a primeira vez que eu vejo alguém tão absorto e igualmente maravilhado por comer churrasco. Não resisto e acabo tirando uma foto do momento, mas ele, igualmente entretido, nem reparou. 

Antes de enviar a foto para as meninas, eu me ponho a olhar para aquela imagem na tela do meu celular e a me perguntar como é possível alguém ser tão bonito mesmo comendo? 

Após uns minutos Jin me pergunta:

—Ray, como é o Brasil? Não esse que eu vejo passar na tv. Me fala do seu país pelos seus próprios olhos.

E então eu não resisti e meio que assumi a postura que a Day faz quando está para falar algo inteligente e me pus a vasculhar a minha memória sobre as coisas legais que aconteciam lá do outro lado do planeta, minhas aventuras, minhas gafes, minhas viagens e consegui arrancar mais de uma gargalhada dele. Falei até do curso de coreano que eu fazia aos fins de semana e que me rendiam boas recriminações. Contei tudo de bom que me vinha à mente e quando não me sobrou mais nada eu mandei de volta.

—Agora me conta de você. Me fala alguma trapalhada sua. -eu lhe peço.

Ele toma um gole do refrigerante e fala.

—Bom... todas as minhas gafes acho que você já sabe, são todas gravadas na army bomb, mas eu quando estou sozinho gosto de ler e inventar pratos de comida para os meninos. Nem sempre dá certo, mas a técnica de tentativa e erro às vezes me presenteia com ótimas descobertas culinárias. Quem sabe algum dia eu possa ter tempo e abrir um restaurante. Talvez em dois ou três anos quando formos bem famosos e todos desejarem provar da minha comida.

Sorrio para ele e falo:

—Agora que você tocou no assunto, eu nunca comi uma comida feita por você, mas creio que se os meninos adoram então eu ficaria extremamente satisfeita em provar uma das suas experiências. Quer saber do que mais? Quando você abrir o restaurante eu vou comer lá todos os dias. Só não cobre muito caro, porque não sou milionária.

Ele gargalha e entrelaça os dedos nos meus:

—Para você eu faço de graça. É só pedir. -então olha para meu pequeno. —Eu até aprendi vários pratos para crianças. Vou adorar fazer para o Marquinhos.

Mesmo a nossa doce sobremesa não é tão doce e nem tão sublime como o Jin e seus notáveis gestos de gentileza. 

—Vamos levar para viagem. -ele diz quando o garçom finalmente chega com elas.

E eu que estava doida para comê-la fico confusa.

—Tem uma coisa que eu quero mostrar para vocês dois antes que o Marquinhos caia de sono.

Olho em direção ao meu pequeno que se esforça para permanecer acordado, mas já passou e muito da hora da naninha dele. E o pobrezinho só tem a esse ursinho para abraçar quando está tão acostumado à sua cama de rapazinho e aos seus lençóis do Iron Man. 

O Jin está certo. É hora de ir para casa. Mas, primeiro ele faz um desvio de nosso caminho habitual e seguimos para uma praça perto do Rio Han para podemos sentar nos bancos de cimento às margens da água escura e murmurante onde podemos comer em silêncio enquanto observamos as luzes dominarem o céu dando uma cara nova ao nosso encontro. 

—Ainda prefere ficar em casa vendo doramas? -ele brinca e passa o braço pelo meu ombro me trazendo mais para perto.

—Nem pensar. Isto aqui é perfeito, Jin! -eu exclamo sem me conter de tanta felicidade. —Esse lugar é maravilhoso!

—Quem precisa assistir dorama quando pode viver em um, não é? -ele brinca e eu tenho que concordar. —Mas tudo isto, esta experiência, esta sobremesa, este lugar, só são maravilhosos porque os estamos compartilhando com quem amamos.

—Jin...

Acho que é o momento.

—Diga. -ele fala, os olhos perdidos nas luzes.

—Eu nunca fiz isso antes. -eu lhe digo procurando as palavras certas.

—Isso... o quê?

—O que estou prestes a fazer. -eu lhe digo. —Eu queria te contar uma coisa antes de viajarmos, mas agora não sei como começar.

—Entendo. -ele responde pensativamente e então põe-se de pé. —Tenho uma ideia. Dê uma volta comigo. 

Caminhamos por um bom tempo lado a lado, com o Marquinhos no meio a segurar-se em nossas mãos e admirar-se com tantas coisas interessantes, em direção às músicas do feriado de Gaecheonjeol, dos parques de diversões montados para as festividades que se aproximavam e do movimento de pessoas que iam e vinham alegremente. 

O enorme parque de diversões pareceu pequeno para nós três. Com Jin e com meu filho eu me sentia completa. Brincamos no carrossel, no tiro ao alvo e ele ganhou um kumamon gigante e um urso panda. Depois de brincarmos em vários brinquedos e eu quase me esquecer do meu intento, resolvi que talvez fosse hora de voltarmos para casa. Estava tarde e o nosso intuito era nos divertirmos antes da viagem e não nos cansarmos com tantas atividades. 

O Jin concordou e voltamos para o carro a fim de guardarmos os nossos prêmios. Na caminhada de volta o Marcos já estava em seu sono mais profundo e nem acordou quando o coloquei na cadeirinha. 

Quando enfim nós dois entramos no carro, o Jin ao invés de ligar o carro, apenas suspirou antes de virar em minha direção. O moço muito bem arrumado que estava mais cedo no meu apartamento deu lugar a um garoto despenteado e com a camisa cheia de amassados. Mas pelo menos ele estava feliz.

—Você tinha algo a dizer, princesa. -ele fala de repente. —Mas eu acho que sei do que se trata.

Ele sabe?

—Não precisa se sentir pressionada. -ele completa. —Eu prometi que seria paciente.

E você foi, meu querido, eu penso. 

—Por isso acho que podemos esperar um pouco mais. 

Mas eu queria dizer agora que tive tanto tempo para refletir e acho que finalmente encontrei as palavras certas. Ele sabe que eu discordo de seu ponto de vista, mas me interrompe antes que eu retruque.

—Me prometa que vai esperar pelo menos até chegarmos em casa? 

Eu assinto. Talvez em casa a atmosfera colabore mais. Mas eu queria tanto me declarar para ele aqui às margens do Han com essas luzes como testemunhas do meu amor por ele. 



Notas Finais


Espero que tenham gostado e desculpem-nos pela demora
💜💜💜


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