História I need you - Capítulo 32


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Categorias The 100
Tags Alycia, Clarke, Clexa, Eliza, Griffin, Lexa, The 100
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Palavras 2.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, FemmeSlash, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, pessoal! Boa leitura!
Obrigada por tudo! ❤️
Beijinhos e se cuidem! 💕

Capítulo 32 - A Verdade


— Nossa, me perdoe o atraso — disse Anya, colocando a bolsa sobre a mesa.

— Ah, não. Deixa disso — disse Lexa, olhando uns papéis em suas mãos — Imagino que tenha ido visitar a Alie.

— Com certeza. Sem ela a minha casa fica tão vazia.

— Imagino — Lexa meneava com a cabeça, se perguntando como Anya tinha a cara de pau de mentir, mais do que isso, Lexa se perguntava o motivo disso tudo.

Os pensamentos de Lexa foram interrompidos no instante em que seu aparelho celular começou a tocar.

— Dá licença — disse educadamente ao pegar o aparelho.

— Toda.

— Alô — Lexa havia posicionado o celular entre o ombro e o rosto enquanto folheava alguns papéis.

— Oi, Lexa. — Luna parecia estar mastigando alguma coisa — Fiz o que pediu.

— Nossa que legal, como foi?

— Ela chegou de carro e estacionou a alguns metros da universidade.

— Registrou o momento?

— Momento?

— Sim, o momento.

— Aaah, sim sim. Estou te enviando agora a foto.

— Ah, que lindinho. Fico feliz que tenha conseguido. Depois me mostre sim, tô muito ansiosa.— Lexa tentava disfarçar, Anya estava atenta à conversa do celular.

— Ela está aí perto?

— Sim, sim. — Lexa usou sua visão periférica para analisar Anya — Sim, nos reconciliamos, eu sou louca naquela garota — Lexa sorriu, se dando conta da saudade que estava sentindo de Clarke.

— Logo iremos encontrar ela.

— Eu espero. Podemos conversar mais tarde? — perguntou Lexa.

— Sim. Beijinhos — despediu-se Luna.

— Até logo! Beijos, ah, e obrigada.

— De nada.

Lexa colocou o celular no bolso do seu impecável jaleco branco.

— Uma amiga nossa está feliz porque o filho está dando os primeiros passinhos — Lexa sorriu boba, tentando enfatizar a felicidade.

— Ah, que lindo — Anya detestava crianças, até gostava delas, mas no colo de seus pais. — Você e Clarke pretendem ter filhos? — Anya engoliu em seco, se arrependendo da pergunta que havia feito.

Lexa levou um longo tempo pra responder e quando respondeu, o fez sorrindo.

— Sim, nós queremos muito!

— Aliás, onde está Clarke? Ela sempre vem aqui ver você.

— A mãe dela está doente, Clarke teve que ir ficar com ela.

— Espero que ela melhore — disse Anya, dando de ombros.

— É verdade.

Faltavam poucos minutos para o expediente das duas acabarem.

Seis vezes. Esse havia sido o número de vezes em que o celular falso de Anya havia tocado. Lexa disfarçava como se não soubesse de nada do que estava acontecendo.

No decorrer do tempo o coração de Lexa foi tomado por um desespero, estava tendo dificuldade até para se concentrar.

Por que ela está fazendo isso?”

“Será que ela está com Clarke?”

“E se estiver, qual o motivo?”

“E se Clarke estiver em perigo?”

Essas eram as perguntas que a estavam incomodando. Às vezes olhava disfarçadamente para o braço de Anya e tinha a certeza de que aqueles arranhões não eram de gatos.

E se Clarke tentou revidar arranhando o braço de Anya? Será que Anya... machucou a Clarke?”

Ooi, Terra chamando Lexa — Anya estava posicionada a frente de Lexa, com sua bolsa no ombro e o jaleco em seu antebraço.

— Ah, oi.

— Tá tudo bem?

— Sim, sim.

— Mesmo?

— Acho que sim. Só preciso de um banho quente — Lexa sorriu, mas a vontade que tinha era de avançar em Anya e pressioná-la a dizer toda a verdade.

— Nós precisamos — Anya riu, respirando profundamente.

— Pois é.

— Você quer sair pra tomar alguma coisa, algum sorvete... pra relaxar? — perguntou Anya timidamente.

— Ahn... — Lexa pensou por um tempo. — Acho melhor ficar pra próxima, eu realmente estou cansada.

— Tudo bem, sem problemas.

— Desculpe por isso.

— Sem problemas, Lexa. Você fica me devendo uma — Anya disse, antes de esbanjar um sorriso e sair pela porta. — Até amanhã!

— Até!

Lexa arrumou suas coisas e assim que Jaha chegou apressou-se em ir embora.

Quando chegou em casa, Lexa parou exatamente na entrada. Analisou todo o cômodo. Se perguntando onde Clarke estava e que diabos Anya estava tramando. Lexa passou os olhos por todo o ambiente até perceber algo de estranho.

Fechou a porta, jogou sua bolsa e seu jaleco sobre o sofá e caminhou até o jarro rústico que ficava em uma mesa pequena onde continha uma de suas mudas.

Lexa aproximou-se até notar uma rachadura na parte de trás de seu jarro. Passou os dedos sobre a rachadura e um pedacinho do jarro soltou com muita facilidade.

Direcionou seu olhar para a sua planta e percebeu que duas de suas folhas haviam sido arrancadas propositalmente, pois embora houvessem sido arrancadas, a pessoa que fez isso se preocupou em deixar resquícios para que Lexa notasse. Girou o vaso na mesa e um lado do brinco que Clarke usava naquela noite caiu no chão.

Lexa o pegou e correu até a porta de entrada da sua casa, olhou todo o ambiente mais uma vez, tentando, com muito esforço, imaginar o que havia acontecido.

“Ela esteve aqui...”

Lexa caiu de joelhos e chorou, sentada no chão gelado da sua casa.

Ficou ali por um longo tempo até conseguir forças para pegar o celular e ligar para Luna.

— Oi — disse Lexa, secando o rosto com as costas das mãos.

— Oi Lexa, tá tudo bem?  Você tá chorando? Estou indo na sua casa agora mesmo.

— Tá?

— Sim, tenho algo pra te mostrar.

— Tudo bem.

Em alguns minutos Luna chegou, com seu notebook em mãos.

Luna havia instalado um rastreador no carro de Anya.

— Como fez isso?

— Uma das coisas que as séries me ensinaram — Luna vangloriava-se.

— Uhum, sei... vou pegar algo pra gente comer — Lexa levantou-se e caminhou até a cozinha.

— Eu comprei um rastreador, que inclusive custou um dos meus rins, instalei na parte inferior do carro da nossa querida Anya.

— E funciona mesmo?

— Sim, vem cá ver onde ela está nesse momento.

Luna virou o monitor para que Lexa pudesse ver: Anya estava em uma lanchonete.

— Eu não sabia que ela tinha carro, você sabia? — perguntou Luna, pegando um dos biscoitos que Lexa havia colocado sobre a mesinha de centro.

— Não — Lexa lembrou do episódio da chuva, no primeiro dia de trabalho de Anya, quando teve que dividir o guarda chuva. — Ela esteve mentindo esse tempo todo.

— E por que motivo ela estaciona o carro tão longe da universidade?

— Ela está com Clarke. Precisamos ligar pra polícia.

— Você sabe que isso que nós estamos fazendo é crime, não é?

— Ela está com Clarke e eu não aguento mais essa aflição. Já faz 24 horas desde que a vi a última vez.

— Vamos entrar em contato com os pais de Clarke, pra saber se eles sabem de alguma coisa.

— E como?

— Você não sabe onde moram, ou o número deles?

— Clarke nunca me falou deles.

— Monty! Monty deve saber.

— Irei ligar pra ele — Lexa pegou o aparelho celular e discou o número de Monty.

— Oi, Monty?

— Oi, Lexa. É a Harper, espera que irei passar o celular a ele.

— Tudo bem, Harper.

— Oi, Lexa! Tudo bem?

— Preciso que me ajude com algo.

— Tudo bem, o que aconteceu?

— Você sabe alguma coisa sobre os pais de Clarke? Tem o número deles?

Monty ficou em silêncio. Era o único que sabia deles.

— Monty?

— Oi — Monty foi interrompido de seus pensamentos.

— Você sabe?

— O que está acontecendo?

— É uma longa história, há uma enorme possibilidade de Clarke ter sido sequestrada, preciso saber se os pais dela sabem de alguma coisa.

—Meu Deus — Monty preocupou-se com sua amiga, o tom em sua voz mudando completamente — Eu sei onde eles moram, mas acho difícil conseguir falar com eles, isso se estiverem em casa.

— Tudo bem, pode me passar o endereço?

— Eu estou indo ai agora mesmo. Está em sua casa?

— Sim, mas Monty, não queríamos mais ningué... — Lexa fora interrompida.

— Lexa — Monty respirou profundamente antes de prosseguir — Clarke é minha amiga se tiver algo que eu possa fazer eu irei ajudar com certeza.

— Tudo bem. Pode vir.

Em alguns minutos Monty chegou na casa de Lexa.

— Eles moram nesse endereço — Monty adentrou a casa rapidamente.

Lexa e Luna analisaram o pedaço de papel amassado.

— Há também o número atrás — disse Monty, virando o papel pra que elas pudessem ver.

— Como você sabe disso e eu não? — perguntou Lexa, pensativa.

— Ahn...— Monty engoliu em seco.

— Fala, Monty!

— Clarke deixou isso comigo há um tempo, caso eu precisasse comunicar seus pais de alguma emergência.

— Como assim emergência?

— Eu gostaria que ela te contasse.

— FALA LOGO, MONTY! — disse Lexa, aumentando o tom da voz.

— Clarke é filha dos grandes empresários Griffin.

A boca de Lexa abriu-se em formato de o. Era por isso que ela estava lembrada do nome Griffin de algum lugar, não sabia de onde.

— Então faz todo sentido — disse Luna, interrompendo os pensamentos de Lexa — o sequestro. Com certeza Anya deve tá pedindo dinheiro em troca de Clarke.

— O-o que? — Monty assustou-se ao ouvir o nome da estagiária — ANYA? A que trabalha com você, Lexa?

— Sim, essa mesmo — concordou Luna.

Lexa pegou o celular e começou a discar.

— Vai ligar pros pais de Clarke? — quis saber Luna.

— Não, pra polícia!

— Você tá ficando louca? Ainda não podemos fazer isso — Luna tomou o celular da mão de Lexa.

— Eu não vou deixar que matem o amor da minha vida enquanto a gente fica  aqui esperando um sinal divino dizendo qual a coisa certa a fazer — os olhos de Lexa estavam marejados — Além do mais, o fato de Clarke ser filha de pessoas importantes muda toda a história — disse, pegando o celular de volta.

— Isso faz sentido — disso Monty.

— E você — Lexa apontou para Monty — ligue pros pais dela.

— Certo.

Enquanto Lexa, Monty e Luna faziam de tudo para salvar a vida de Clarke, Anya tentava segurar-se pra não fazer o oposto.

Clarke estava sem comer e sem tomar água o dia inteiro. Reclamava com McCreary quando Anya chegou, pisando firme.

— Levanta! — ordenou, olhando pra Clarke.

— O que? — perguntou Clarke, sentindo-se fraca.

— Eu mandei ficar em pé.

— Eu não vou ficar em pé — desafiou Clarke.

Anya deu um tapa forte em Clarke,  fazendo-a tombar pro lado. Em seguida, deu um murro em seu abdômen, fazendo Clarke gemer de dor e logo após isso deu uns chutes na loira.

McCreary interviu, segurando Anya pelos braços.

— Você quer matar a garota e mandar todo o nosso plano pro espaço?

— Me deixa em paz, McCreary.

Clarke tinha um sorriso no rosto.

— Viu como ela gosta? — Anya puxou a parte da frente do cabelo de Clarke — Tá rindo do quê?

— É muito fácil bater em alguém que está acorrentado — Clarke falou com dificuldade — Muito covarde da sua parte, Anya.

Anya deu outro tapa em Clarke, dessa vez mais forte, o sangue escorreu.

— O que foi? — Clarke não dava o braço a torcer — Percebeu que nunca será amada como eu? Ou melhor — Clarke pareceu pensar —, que Lexa nunca será sua porque ela é minha, sempre foi. E a única coisa de que eu me arrependo é de não ter percebido isso antes.

Clarke sentia as lágrimas virem e temia ter que deixá-las cair, não por ser orgulhosa a ponto de ser durona e não querer que a vejam chorar, mas sim pra não dar a Anya o privilégio de achar que o choro é pela surra que havia levado, ou achar que é por medo. Aliás, era por medo, mas medo de não conseguir dizer a Lexa que a amava. De não poder vê-la novamente, de ser tarde demais.

Arrependeu-se de não ter contado quando teve oportunidade. Se algo acontecer, Lexa pode não saber que foi amada. Nunca saberá que ela tinha sido a única pessoa que havia conseguido tocar o coração de Clarke da forma mais única, verdadeira e linda que existe.

Enquanto isso, os pais de Clarke acionavam a polícia e chamavam os melhores negociadores da cidade.

— Como sei que isso não se trata de um trote? — quis saber o pai de Clarke.

— Sou o Monty, amigo do curso de Teatro. Clarke disse que meu nome estaria na lista telefônica de vocês.

— Querida, pegue a lista — sussurrou para Abby, que estava posicionada ao seu lado — Realmente, seu nome tá aqui.

— Ah, me dá aqui esse celular! — Lexa tomou o celular da mão de Monty — Olha, isso não é trote, odeio as circunstâncias pelas quais estamos nos conhecendo — Lexa começou a chorar —, mas se vocês não fizerem algo, corremos o risco de nunca mais — fez uma pausa antes de prosseguir —, nunca mais ver a Clarke.

— Perdão, com quem eu falo? — perguntou o pai de Clarke.

Lexa bufou de raiva.

— Deixe-me falar com ela — Lexa ouviu uma voz suave do outro lado da linha — Você é a Lexa Woods? — perguntou Abby.

— Sim, sou eu.

— Fique calma, nós a traremos de volta — Abby tinha uma voz extremamente aliviadora — Sei o quanto a quer de volta, e nós também queremos e é por isso que iremos trabalhar juntos pra que em breve ela esteja conosco. Já acionamos os policias, eles irão tentar identificar a localização dela, certo?

— Nós temos a localização — disse Lexa.

— Você pode passar o seu endereço?

Enquanto Lexa falava, Abby anotava. Em alguns minutos a casa de Lexa foi tomada por policiais e seguranças. O local parecia minúsculo para o aglomerado de pessoas que havia.

Assim que Lexa viu Abby, teve a certeza de que ela sabia do relacionamento das duas. Automaticamente Lexa correu para abraçá-la e Abby a confortou.

Fazia tempo que Lexa não sentia um abraço como esse. Acolhedor, protetor. Abby massageava as costas de Lexa como uma mãe fazia com o filho, enquanto Lexa não sabia fazer nada além de chorar.

— E se algo tiver acontecido e eu nunca conseguir dizer que a amo? — choramingava, no abraço de Abby.

— Calma, querida. Tenho certeza que ela já sabe disso. — Abby respirou fundo — Na maioria das vezes nossas demonstrações de carinho e afeto confirmam o amor que existe por trás.

Lexa ficou ali, no abraço aconchegante de Abby, tentando esquecer que estava acontecendo tudo aquilo. Tentando apagar de sua memória toda essa situação, todas essas pessoas em sua casa. Tentando apenas lembrar-se do rosto angelical e os lindos olhos azuis de Clarke.















Notas Finais


Qualquer erro será arrumado em breve!


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