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História I need your help - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu voltei...

Capítulo 1 - A vida é cheia de surpresas


Fanfic / Fanfiction I need your help - Capítulo 1 - A vida é cheia de surpresas


- Baile de formatura -


- Merda! E-eu não queria...me desculpa -- jogo a faca no chão.

- A culpa...não é sua, Jess -- diz com a voz falha.

- E-eu...-- começo a chorar.

- T-tudo bem -- põe a mão no peito e se afasta do banheiro.

Merda, merda, merda! 

Tiro meu salto e corro para o primeiro andar, com os olhos atordoados vou a procura de Alice, mas paro no caminho por escutar gritos atrás de mim. Me viro com medo e o vejo no chão com um caco de vidro enorme cavado em seu coração.

- NÃO! POR FAVOR...JESS CHAMA UMA AMBULÂNCIA.

Puta merda, eu não posso...

- JESS! -- Vejo Alice chorando e implorando.

- Me desculpa... 


- Agora - 


- Jéssica! -- ouço a porta do meu quarto ser aberta.

Abro meus olhos lentamente e vejo Pietro pulando em minha cama.

- Acorda, acorda! -- se joga em meus braços.

- O que tem de tão especial hoje? 

- Meu primeiro dia de aula!!! -- começo a rir.

- Não se anime...digo isso para o seu próprio bem. -- tiro ele e saio da cama.

- Pare de falar isso pra ele, Jéssica! -- minha mãe invade o quarto.

- Disse pra não entrar no meu quarto -- abro a porta do banheiro.

- E eu disse para não deixar seu irmão sem esperança! 

A ignoro e começo a escovar os dentes.

- Quanto tempo faz que você não limpa o quarto? -- disse pegando uma meia do chão.

- Mamãe! Já está quase na hora, vamos! -- coloca o tênis e corre escada a baixo.

- Preciso conversar com você depois da escola.

- Uhul! Mal posso esperar.

Tranco a porta, tiro minhas roupas e ligo o chuveiro. 

Desde que entrei nessa escola, a orientadora fica de olho em mim, sempre querendo saber oque eu faço ou deixo de fazer. 

Ha alguns meses venho notado mais os grupos do colégio e apenas uma dessas pessoas me chamou a atenção, Alexander ou Alex é o cara mais estranho que encontrei desde que cheguei aqui, em todas as minhas tentativas de conhecê-lo nenhuma delas deu muito certo e até que é meio óbvio, só de olhar pra mim você pode imaginar uma senhora dos anos 90 rodeada de gatos e crochê.

- Jéssica! -- papai bate na porta -- Não quer se atrasar, certo? 

- Estou indo! -- coloco uma toalha em volta de meu corpo e paro em frente ao espelho.

Aqui vai um segredo... eu tenho espinhas nos ombros e todas, literalmente todas são nojentas.

- Jess! -- abro a porta já estando vestida. -- Ótimo, agora desce pra tomar café. -- ajeita a gravata.

Vou até meu armário, pego um par de meias escuras, coloco minhas botas e vou para a cozinha. 

- Jess...-- Pietro segura em minha saia -- Hoje ouvi a mamãe chorar -- me sento ao seu lado.

- Lembra o que eu te disse quando chegamos aqui? -- ele nega -- Não se preocupe com os problemas dos adultos.

- Mesmo se ela estiver chorando? -- sussurra.

- Sim, sua mãe sabe resolver as coisas melhor do que ninguém -- aumento meu tom de voz quando a vejo entrar na cozinha.

- Diferente de você que grita com todos igual da última vez que teve uma crise? -- desliga o fogo -- Sim, eu sei resolver aos coisas.

Chorando de madrugada até acordar seu filho de sete anos e depois fingir que nada aconteceu? Pois é mãe, você sabe como ninguém.


Saio do carro dos meus pais, entro na escola e vou até meu armário.

- Jess! -- Alice corre até mim -- Por que você demora tanto pra chegar? 

- Meu irmão queria se arrumar pro primeiro dia. -- viramos o corredor.

- Eu tenho que te contar um segredo -- para em minha frente -- Recentemente eu e o A -- o sinal para a primeira aula toca.

- Você é quem? 

- Deixa pra lá...ei, vamos na lanchonete hoje mais tarde? Quero te apresentar alguém.

- Claro! Só espero que não seja um cara do time de futebol.

Assim que entramos na sala de biologia, vejo o olhar perdido de Alice.

Ai merda...Eu disse algo de errado? 

- Ei...-- sussurro para ela que vira o rosto no mesmo segundo -- eu disse alguma coisa de errado?

- Não -- mentira.

- Então por que ficou estranha do nada? 

- Me deu fome...não comi direito em casa -- volta a prestar atenção na aula.


Alice Jones, minha melhor e única amiga. Nos conhecemos no começo do ano, duas meninas novas no colégio e na cidade se juntam e esperam pra ver qual começa a namorar o melhor jogador do time de futebol, e sinceramente, Alice é perfeita pra esse cargo.

 Ela é alta, morena, tem a pele perfeita, os cabelos castanhos com seus cachos definidos e longos. 

O fato é: Por que ela ainda é minha amiga? Qual é, se passaram meses e a garota perfeita não se tornou líder de torcida e muito menos me abandonou por algum jogador de futebol. 


E finalmente o sinal toca e a última aula chega ao fim. Junto minhas coisas e corro até o portal principal para encontrar Alice.

Chegando na lanchonete faço nosso pedido e volto com dois copos grandes de refrigerante.

- Tem uma coisa que você nunca me contou antes -- se encosta da cadeira.

- Eu te conto tudo, Alice -- digo entre risos.

- Você tem toda a razão, mas e os garotos? -- sorri.

- O que tem eles? -- uma moça deixa os dois hambúrgueres e uma porção de batata na mesa. -- Obrigado.

- Faz meses que estamos aqui e não me disso ninguém que te agrada. -- pega seu lanche.

- Ninguém de lá me agrada -- mordo meu hambúrguer.

- Qual é, Jess! Da pra ver que está mentindo, eu te conheço muito bem, vai conta. -- me olha fixamente.

- Ok, ok! Escuta, eu não gosto dele e só acho bonito...

- Conta logo, Jess! -- toma de sua bebida.

- É o Al--

- Oi, gata -- beija a buchecha de Alice.

Nem fudendo.

- Por que demorou? -- da um selinho rápido.

- O treinador queria falar comigo. -- ele nota minha presença -- Oi! Jess, não é?

- S-sim...Alex -- volto a comer.

- É mesmo, era dele de quem eu estava falando hoje mais cedo. Se conhecem? 

De todos os caras afim dela tinha mesmo que ser você Alex?

- Sim, estamos na mesma sala de laboratório e espanhol.

Termino meu lanche o mais rápido que posso para ir embora.

- E-eu acho que vou nessa, tenho que cuidar do meu irmão-- pego minha bolsa.

- Achei que estaria livre durante a tarde...

- Foi mal, eu me esqueci que iam precisar de mim em casa. Se divirtam! -- vou até a saída com pressa.

- Jess! Espera!

Beleza...Eu sabia que tinha falado besteira, porra Jéssica! Ela é sua melhor amiga, fique feliz por isso.

Quanto mais eu ando, mais sinto meu coração acelerar como se fosse explodir a qualquer momento. Paro e fecho os olhos, cenas horríveis começam a passar pela minha cabeça como pequenos filmes que me culpam.

Se controla, Jéssica...

Respiro fundo por alguns segundos e viro algumas ruas até chegar perto da floresta. 

- A culpa é sua! 

- Me deixa em paz!!! 

- Te deixar em paz? Por que não para de ser uma criança mimada e cresce? Não pode fazer isso? 

- Cala a  boca!

- VE SE CRECE JÉSSICA! 

Minha mente se acumula em mais cenas como essa, minhas mãos e pernas começam a tremer. Vejo uma placa de aviso, pego a primeira pedra e atiro nela, a segunda é lançada e ouço um barulho estranho, assim que jogo a terceira ela é jogada para dentro das árvores.

- Puta merda...

Corro para a rua principal e paro em frente à uma sorveteria, coloco a mão direita sobre meu peito e recupero meu fôlego.


- Ainda bem que chegou -- fecho a porta e começo a subir as escadas -- Jéssica!

- Oque você quer -- me viro.

- Preciso que cuide do seu irmão hoje, seu pai foi viajar e só volta no dia do seu aniversário. O jantar está na geladeira -- antes de sair me olha -- Ajude-o com o dever de casa -- sai.

- Pietro! -- me olha -- Tranque a porta e me espere ai mesmo.

- Pode deixar.


Entro no banho e tento me distrair do acontecimento com a placa, então a cena da Alice e Alex se beijando vem a minha mente.

Isso é sério cérebro?

Coloco uma camiseta longa e por baixo a primeira calcinha que encontrei, desço e sento no chão com meu irmão.

- Fez o dever? 

- Assim que cheguei em casa -- continua o desenho.

- O que tá fazendo desta vez? 

- Uma armadura gigante.

- Por que precisa de uma armadura se você tem seus poderes? -- digo com um tom de brincadeira.

- Eles não funcionam com menino da escola...

- David ainda mexe com você? 

- Sim...-- disse cabisbaixo. 

- Que tal se a gente for a sorveteria? Oque acha?

- Sem a mamãe saber? -- vejo uma esperança em seus olhos.

- Claro que sim!

Coloco uma calça de moletom e saímos. Pegamos nosso sorvete e nos sentamos em frente um mercadinho.

- Pelo visto eu não fui o único a ter um dia ruim.

- Não mesmo...

- Me conta, é sobre o cara que gosta?

- Sim...quando fui a lanchonete com a Alice, ele chegou e lhe deu um beijo.

- Eles estão tipo...ficando?

- Namorando -- levanto.

- Sinto muito, Jess...

- Sem problema, eu senti algo naquela hora, era alguma coisa estranha.

- Ciúmes?

- Sim, era ciumes, mas não sei de qual deles senti mais...esquece esse assunto, vamos pra casa.





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