História I Promise - Capítulo 6


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Categorias Sou Luna
Personagens Ada, Alfredo, Ámbar Benson, Ana, Benício, Delfina, Emília, Eva, Gaston, Jazmin, Jim, Juliana, Luna Valente, Matteo Balsano, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Sharon, Simón, Yam
Tags Lumiro
Visualizações 86
Palavras 2.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só quem deu as caras por aqui? Eu mesma!
Eu sei que eu sumi por um longo tempo, mas era por conta da minha falta de criatividade, ainda mais que eu estava atualizando as outras histórias primeiro.
Mas, aqui estou eu.
Já adianto que esse capítulo é uma bomba!
É sério, dei todo o meu olhar nele.
Sem mais delongas, boa leitura <3

Capítulo 6 - Winners


Após o treino dos Red Sharks, onde a equipe havia decidido a música da competição, que seria “Como Me Ves”, e também tinham escolhido e criado alguns passos para a coreografia, Luna patinou para a ala dos armários, enquanto suspirava e passava suas mãos em sua nuca, que estava meio dolorida, juntamente a suas costas. O treino havia sido puxado, mas ela havia gostado, aquilo era pura concentração, eles eram vencedores. 

A garota abriu seu armário e pegou seus sapatos, se sentando em dos bancos, se escorando na parede e respirando fundo, pensando no que havia lhe passado. Por um lado, ela se sentia bem, se sentia destemida, se sentia com poder de querer e dizer tudo que pensa, mas por outro lado, a frase de Matteo não saia de sua cabeça, que a Lily nunca a iria perdoar por ter feito isso, e que estava com vergonha de Luna ter “abandonado” seus amigos. 

— Você tá bem? — Falou Ramiro, que havia entrado ali também, e se escorado nos armários, Luna o mirou e enxugou uma lágrima que ela nem notou que havia caído, a garota deu o seu melhor sorriso no momento, um sorriso fraco, ela assente e abaixa a cabeça, tirando seus patins. 

— Sim, eu to bem, porque não estaria? — Ela falou, já colocando seus sapatos e se levantando, colocando seus patins escuros prateados no seu armário, Ramiro se aproximou dela, e segurou o rosto dela com suas mãos, a fazendo olhar em seus olhos. 

— Você não tá bem, eu consigo ver, por favor, não chora. Não deixa eles tomarem conta da sua cabeça, a fazendo se sentir culpada, entendeu? Você pode seguir os seus sonhos da maneira que quiser, eles vão te atormentar muito com isso, mas não se deixe abalar. — Ele falou, mirando os olhos verdes cativantes da baixinha dark, sem ao menos notar, mais lágrimas escorreram por seu rosto, e então ela apenas entrelaçou seus braços em volta do pescoço do garoto, o puxando contra seu corpo, formando um singelo abraço. 

Luna se sentiu segura nos braços dele, se sentiu bem, se sentiu bem ali, nos braços do chileno, como se ele fosse o seu porto seguro, como se tudo fosse incrível nos braços dele, e que mesmo em muitos momentos ela sendo uma tempestade, ele estaria lá para acalma-la.

— Obrigada, é sério. Eu não sei o que faria sem você, me ajudando. — Ela falou, com um sorriso no rosto, enquanto se separava lentamente dos braços dos garoto, segurando as mãos dele, enquanto o garoto enxugava uma lágrima que escorreu pela bochecha da garota. 

— Eu vou estar aqui para o que precisar. Eu prometo. — Disse Ramiro, fazendo a garota dark sorrir mais, enquanto olhava para o par de olhos castanhos do garoto, que permanecia sorrindo. 

— Bom, eu vou patinar um pouco, e depois vou pra casa. Quer ir junto? Patinar claro, não para a minha casa. — Ele falou, dando uma risada, junto a Luna que em seguida riu também, a garota dark se afastou um pouco, deixando apenas seu dedinho entrelaçado ao dele.

— Eu adoraria ir patinar com você, Ramiro, mas não vai rolar. Eu estou com dores em meu corpo e tudo que eu quero é comer e dormir. — Falou ela, pegando seus patins que estavam no chão e os colocando em seus ombros, enquanto se aproximava dele novamente.

— Tudo bem, nos vemos amanhã então? — Ele falou, enquanto dava um beijo na testa de Luna, se afastando, enquanto separava seus dedinhos. Luna assente e sorri, suavemente, enquanto pega suas coisas e vê Ramiro sair dali, logo em seguida ela sai também. 

A garota caminha pelas ruas de Buenos Aires, indo em direção a mansão, sua mente rodava em seus acontecimentos, que era o que ela mais pensava a cada dia, principalmente em seus momentos com Ramiro e sua entrada aos Red Sharks.

Ao chegar na mansão, a garota entrou pelo portão e pode ver mais para frente uma mulher de cabelos longos, e ruiva. Ela já havia ouvido seus pais falarem que essa mulher havia entrado na casa.

— Ei! Quem é você? — Ela falou, mas não foi respondida, já que a mulher foi para o outro lado, Luna tentou ir atrás, mas já era tarde demais. A garota suspirou derrotada apos ficar procurando a mulher ruiva por todo o jardim. 

— Merda! — Luna murmurou, e entrou na mansão, sentindo uma forte dor em suas costas, a garota viu sua mãe sua aproximar e revirou os olhos, não queria conversar, só queria comer alguma coisa e dormir, ou apenas ficar deitada. 

— O que foi? Veio me dar mais lição de moral? — Falou ela, fechando a cara enquanto cruzava os braços, Monica se aproximou um pouco mais e respirou fundo, olhando para sua filha, não parecia nada com a Luna de um dia atrás, a Luna que ela havia criado, seus cabelos loiros totalmente soltos com aquelas mechas rochas, as roupas escuras, a cara fechada e aquela maquiagem que tampava totalmente seu rosto, na mente de todos não era ela, mas na de Luna sempre foi, só que estava escondida e trancada a sete chaves. 

— Não, eu não vim dizer nada, apenas que..você tem visita, estão na sala. — Disse a mulher, visivelmente abalada, tanto no tom de voz, tanto em sua expressão, Luna respirou fundo, ainda mantendo sua postura, ela arrumou seus patins em seus ombros e foi em direção a sala. 

Ao chegar lá, revirou os olhos ao ver as “presenças”, estavam lá, Nina, Jim, Yam, Delfina e Jazmin, sentadas no sofá da sala da mansão, Luna jogou seus patins escuros no chão e jogou sua bolsa na poltrona tambem, olhando para as garotas, que ao notarem sua presença, mantiveram uma expressão pacífica mas preocupada. 

— O que foi? — Luna falou, sem ao menos se importar se iria “machucar” sua amigas, ela estava se ferrando, não iria perdoa-los tão fácil, não sabia se teria como perdoar. Nina respirou fundo e olhou para a “melhor amiga”, que caminhou até a mesinha de centro, pegando um cookie que tinha ali. 

— Senta, Luna, precisamos falar com você, queremos te ajudar. — Falou Nina, enquanto tentava manter a calma e não chorar, já que era muito sensível e não gostava de ver Luna a tratando assim, a Valente revirou os olhos, colocando uma expressão de ironica e sarcasmo. 

— Nininha, meu amor, eu não quero me sentar, não quero conversar com vocês, não quero ver vocês, eu não quero nem ao menos ter que compartilhar o mesmo ar com pessoas tão tóxicas como vocês. E eu não preciso ser ajudada. — Falou a Valente, enquanto mordia o biscoito de gotas de chocolate, Jim olhou para as amigas que não estavam animadas a falar, mas Jazmin, acabou se animando.

— Viram? Ela não quer ser ajudada. Não sei o que estamos fazendo na casa dessa traidora. — Disse a garota do Já Jazmin, recebendo um olhar de reprovação das amigas, Jim suspirou e se levantou, se aproximando de Luna. 

— Você não pode deixar eles fazerem isso com você, até ontem você não era assim, escura e sem humor, você era a Luna que nós conhecemos, a nossa Luna. A nossa amiga de verdade. Os Red Sharks estão acabando com isso, você não pode deixar isso acontecer numa boa. — Disse a espanhola ruiva, fazendo Luna levar as mãos a cintura e dar uma risadinha sem humor. 

— Você falou errado, Jimena. Vocês conheciam aquela Luna, ou seja lá o que acham que eu me transformei. Sou eu, mas nada ingênua, nem um pouco. Eu gostei desse estilo, o estilo da equipe vencedora, então, sinto muito mas vocês vão ter que me aturar agora dessa maneira. — Ela falou, com um típico sorriso sarcástico e irônico em seus lábios, Nina também se levantou do sofá, e se aproximou da garota, olhando para Luna, passando seu olhar por toda a garota.

— Você não vê? Você não é assim. Ironica, sarcástica, obscura, e totalmente séria. Você é alegre, divertida, engraçada, não pode deixar pessoas péssimas como os Red Sharks acabarem com isso e tirarem tudo de bom de você. — Falou a garota dos óculos vermelhos, sentindo um pingo de esperança, Luna novamente revirou os olhos e dessa vez, sua expressão foi totalmente cinica.

— Sério que essa não sou eu? Que pena. Porque eu adoro ser assim, vamos, Nina. Você adoraria ser assim, destemida, sem medo de nada e nem de ninguém, que qualquer coisa de disserem para você, terá sempre uma resposta na ponta da língua. — Falou Luna, enquanto se aproximava mais de Nina e Jim que estavam lado a lado. 

— Vai saber se o Gaston não te deixou por causa disso? Ele deve ter se cansado dessa garota santinha e sem personalidade. E foi exatamente o que aconteceu comigo, cansei. De você, e também de todas vocês. Nina, você tem sorte de o Éric ter um péssimo gosto, porque você estaria na merda se não fosse por ele. — Disse Luna, com um sorriso largo, tocar no assunto de Gaston. Esse havia sido o golpe dela. Cutucar a ferida de Nina, e era exatamente isso que ela queria, iria acabar com a felicidade de cada um dos losers. 

— Você não tem o direito de falar assim com ela! Foi ela quem esteve com você quando ninguém mais esteve, foi ela quem fez tudo por você, não seja tão baixa a ponto de machucar as pessoas como os Red Sharks. — Delfina se levantou, dizendo e ficando entre Luna e Nina, afastando a garota baixinha com as mãos, dando lhe um empurrãozinho no ombro, o que fez a Valente se sentir totalmente desafiada. 

— Se eu fosse você, não faria isso de novo. Ah, você já esqueceu tudo que a Delfina fez, Nina? Fingiu ser a felicity para ficar com o Gaston, te deixou para baixo diversas vezes, mas até que foi bom, a Delfina malvada era mil vezes melhor. — Disse a Valente, olhando dessa vez com raiva para todas elas, Delfi engoliu seco com as palavras de Luna, sentindo seu coração apertar ao ouvir essas palavras. 

— Você também não é um exemplo, não é? Pergunta se nós esquecemos o que a Delfi fez, mesmo você também tendo sido uma vítima e agora sendo amiguinha da garota que mais te odiou, e da que ficou com o seu namorado, não é? — Quem falou dessa vez foi Yamila, que se levantou, Luna olhou para ela e deu uma risada.

— Uma vítima? É, pode ser dito assim, mas não se preocupe, ela vai ter o que merece. E sobre as garotas, a Ámbar antiga era totalmente insuportável, e essa? Essa é totalmente diferente, diferente de todas vocês, ser boazinha não combina com ela. Ah, e a Emilia, eu não me importo com o egocêntrico do Matteo, que ele fique com quem quiser, mas já aviso que se ele falar dos meus pais novamente, VOCÊS todos irão se ver comigo. — Falou ela, apontando para as garotas, todas permaneceram paradas, sem ter o que dizer, Luna sorriu vitoriosa e pousou suas mãos sobre sua cintura.

— Estamos entendidas, então? — Falou a Valente, pegando o copo de suco ali de cima e olhando para as garotas que permaneciam sérias e estáticas, não estavam reconhecendo ela. Não parecia nada com a garota alegre, com a garota apaixonada pelo mauricinho e dividida em seus sentimentos, essa nova Luna, sabia o que queria, e iria fazer de tudo para ter.

— Luna, é sério, por favor, me escuta. Eu fui sua melhor amiga, eu sou sua melhor amiga não importa o que acontece, entendeu? E eu não quero te ver assim, mudando por conta de querer ganhar, nós vamos te falar mais uma vez, essa não é você. Nunca foi, e nunca será. Nós só queremos você de volta, amiga. — Disse Nina, após se aproximar de Luna, segurando as mãos dela, sentindo as lágrimas inundarem seu olhar. 

— Nininha, se você tocar em mim novamente, eu juro que você vai se arrepender de ter colocado os pés nessa casa. Entendeu? — Luna disse isso, e em seguida se virou, caminhando com o copo na mão em direção às escadas. 

— Luna, o que você acha que a sua família está pensando disso?A Monica? O Miguel? O Alfredo? Todos eles estão sofrendo, você não pode os tratar assim por conta de uma birra sua. E o Matteo estava certo, ninguém dos Benson’s estão orgulhosos de vocês, estão todos com vergonha.  — Falou novamente Nina, chamando totalmente a atenção de Luna, que sentiu as lágrimas inundarem seu rosto, lágrimas de raiva, a garota se virou e dessa vez, não tinha nenhum sorriso, nenhum vestígio de ironia, era apenas ódio.

Em passos largos e firmes, a Valente caminhou novamente até Nina, com o copo de vidro em suas mãos, ao chegar próxima o suficiente, Luna agarrou o braço da garota morena e a puxou, próxima a lareira. 

— ESTÁ VENDO ISSO AQUI? Isso aqui, é um dos motivos da morte dos meus pais, você está entendendo? Eles estão mortos, Nina. Mortos. Não tem vida, não tem emoções, entendeu? Então eu apenas digo, se você falar mais uma palavrinha sobre os Benson’s, sobre a MINHA família, eu juro, juro que você vai estar no mesmo lugar que eles entendeu? — Luna gritou, enquanto apertava com cada vez mais força o braço da menina nerd, que já sentia lágrimas em seus olhos enquanto tentava se soltar, as garotas se aproximaram, enquanto Jim foi chamar Monica. 

— Luna, o que está fazendo? — Após ouvirem os gritos e os chamados de Jim, Monica, Miguel, e Alfredo, foram em passos apressados até a sala, vendo as garotas desesperadas, enquanto Luna segurava Nina pelo braço esquerdo, a encarando com ódio, enquanto Nina tinha lágrimas em seus olhos. Emilia e Ámbar entraram na mansão e após ouvirem a gritaria também foram até a sala.

— Luna, solta ela! Solta ela, Luna! — Disse Miguel, tentando ter paciência com a menina, a Valente deu um pequeno sorriso em meio aquela feição de ódio, e jogou a Simonetti no chão, se virando para todos, já que as garotas foram ajudar a amiga.

— Eu não quero mais elas nessa casa, entenderam? Não quero nenhuma delas. Muito menos a garota Simonetti. Ah, e o suco, mãe..Está sem gelo. — Fui tudo que ela disse, Luna soltou o copo de suco, o fazendo cair e se despedaçar em caquinhos no chão, o que fez as garotas Sharks sorrirem. A Valente caminhou em direção as garotas, que juntas subiram as escadas, deixando a todos lá. 

— Garota, isso foi otimo! Calou a boca tanto das losers, tanto dos Valente. — Disse Emilia, após elas entrarem no quarto de Luna, que estava meio bagunçado ainda por conta das roupas novas da garota baixinha que havia recebido hoje mais cedo. 

— Eu concordo, você arrasou! Foi ótimo! Você já entrou no espírito dos Red Sharks, e eu acho que você está se saindo muito bem. — Disse Ámbar, se jogando na cama da Valente, Emilia se sentou na poltrona e Luna sorriu, enquanto pegava a caixinha onde guardava sua medalhinha, ainda apenas com a lua, ela a colocou ali dentro e se sentou na ponta da cama.

— Acho que eu cansei de ser a filinha de mamãe, sabe? Eu estou diferente, e me sinto bem assim. — Falou ela, enquanto olhava para as garotas, que sorriam. 

— Otimo, isso é muito bom, porque, para essa competição, nós temos que ser os melhores, entenderam? Temos que ser os melhores, temos que estar mais do preparados. Vocês estão prontas para ser as melhores, não estão? — Disse Ámbar, se sentando ao lado de Luna e olhando para as duas garotas, que sorriram uma para a outra e em seguida olharam para a loira de olhos azuis. 

— Prontas!


Notas Finais


Luna chateada e o Ramiro apoiando ela é tudo de bom!
As losers foram “ajudar” a Luninha e olha no que deu, parece que ela não quer ser ajudada.
Estão gostando da Luna assim?
E a mulher ruiva? Era a Sharon? Meio óbvio né ke
O que acham que pode rolar? Me digaaaam!
Até mais!


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