História I promise save you. - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Acaso, Chanyeol-centric, Hetero
Visualizações 42
Palavras 613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - 01 - Deracine


Chanyeol estava decidido. Sua vida estava um porre, e resolvera acabar com ela da maneira mais indolor possível: Comprimidos.

Park Chanyeol parecia feliz, mas nunca estava. Reputação manchada, atos robóticos, e até um estupro sofrido. Havia desistido de si mesmo, e não havia nada, absolutamente nada, que pudesse fazê-lo mudar de ideia. Abriu o armário de medicamentos, misturando todos possíveis, preparando-se para tomá-los, pois já estava desenraizado.

Até que seu celular toca. Devia ser Yifan, ou Kyungsoo, ou até mesmo, Baekhyun. Talvez, devesse dar a não tão honra assim de ouvirem sua horrível voz pela última vez. Sem sequer olhar o visor, atendeu.

-Baek, Soo ou Kris, eu estou ocupado agora, liguem-me depois.

-Boa noite. – Uma voz tímida e feminina soou do outro lado. Ele arregalou os olhos. – Liguei num número aleatório, hoje. Só pra conversar. Qual seu nome?

-Quem é você?! – Perguntou assustado.

-Eu tenho muitos nomes, mas meu nome de batismo é Saturno. Qual seu nome? – Repetiu a pergunta.

-C-Chan... Chanhyeon. Isso, Chanhyeon. Seu nome é curioso, Saturno. – Se apoiou na pia do banheiro.

A verdade, é que estava pouco se fodendo, porque iria morrer de toda forma.

-Bom, senhor Chanhyeon, eu já ouvi isso inúmeras vezes. Como eu liguei para conversar assuntos aleatórios, num número aleatório, o que você acha da eutanásia? – Perguntou.

-Diz o ato de matar uma pessoa para evitar que ela sofra?

-Sim. O que o senhor acha? É que esse assunto tem me deixado intrigada.

-Eu não sei. Diria que sou contra, porque não é justo abreviar a vida. Mas... E se a vida estiver uma merda? – A voz suspirou.

-Eu entendo, senhor.

-E você, o que acha?

-Acho que não é só a dor física que deve ser levada em consideração, mas também a dor emocional e psicológica, antes de aplicar esse método. Acho que não conheço suficientemente bem a dor dos outros para opinar.

Ele arqueou a sobrancelha.

-Quantos anos você tem, senhorita Saturno? E por que você liga para pessoas aleatoriamente? E por que essas perguntas estranhas? Qual o motivo pelo qual você abordou justamente esse assunto?

-Por que eu não tenho amigos. Houve uma época que eu quis desistir, mas discar números aleatórios me fez sentir mais feliz. Conheci muitas pessoas novas.

-E por que justo o meu hoje? E se eu for um estuprador, ou algo do tipo? Sabe que é perigoso dizer o nome para estranhos?

-Você tem o timbre de um adolescente. – Ela riu. – Seu número foi escolhido por puro acaso. Mas adivinhe só, senhor Chanhyeon, você é o primeiro a passar tanto tempo falando comigo.

-Desligam na sua cara?

-Na maior parte do tempo, quando eu revelo que só preciso de alguém pra conversar, mas já superei. Você não tem medo que eu seja uma maníaca ou sei lá?

-Eu não tenho medo de mais nada ultimamente. Nem de morrer.

-... – Silêncio na linha. – ... Entendo.

-Procuro agora um motivo para continuar com isso.

-Tem razão, está tarde, não é? São quase duas da manhã, e eu ligando. Mas eu gostei de você. Você me respondeu tudo certinho. Não são repostas robóticas.

-Como pode saber?

-Geralmente eu vejo humanos, não humanidade. Mas a sua voz... Nas entrelinhas, esse timbre bonito pede socorro. Não sei o que acontece com você, e não conheço suficientemente bem a sua dor. Mas eu gostei de você.

-Não há nada para gostar em mim.

-Eu não vou desistir. – Garantiu. – Se você ainda estiver na linha, se importa se eu ligar amanhã, para conversar coisas aleatórias de novo?

-... – Silêncio.

-Nos falamos amanhã, Chanhyeon. – Desligou.

Banheiro frio, madrugada. Chanyeol jogou os comprimidos fora. Mas por quê? Por que um desenraizado desistiria da última saída?



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